quarta-feira, 23 de abril de 2008

Muita gente

Estação Taguatinga, às 7h desta terça-feira (22). A fila começa do lado de fora, poucas catracas funcionam. Já na plataforma, uma multidão espera com grande expectativa. O vagão chega lotado e o tumulto aumenta. “Vai ser complicado. Sempre é assim”, diz o assistente administrativo Aílton de Souza.

Não foi dessa vez. Aílton e outros passageiros são deixados para trás. “A gente tem de trabalhar e o metrô está lotado todos os dias. Ficamos frustrados, porque é cansativo e não tem ônibus”, reclama.

Aparece outro vagão. A entrada é difícil, mal dá para se locomover e quase não há apoio. Para andar com conforto, só se subir na primeira estação.

Quem usa o metrô diariamente conta que a lotação já vinha ocorrendo há algum tempo, mas que a situação piorou depois que o serviço foi estendido. A capacidade teria chegado ao limite depois da inauguração das novas estações em Ceilândia.

“Enquanto não aumentarem o número de vagões, fica complicado. É muito cheio”, protesta o educador físico Marcos Andrade.

“Acho que a possibilidade de melhorar é aumentar o número de vagões e diminuir os intervalos de tempo entre um e outro”, sugere a comerciária Regina de Amorim.

Com as cinco novas estações o movimento aumentou 40%. São 140 mil passageiros por dia. Apesar do aperto, tem gente que comemora. “Tem praticidade, segurança. Quem vai para o Plano Piloto de ônibus gasta, no mínimo, 2h30 de viagem. De metrô é bem mais rápido”, conta o comerciante Fernando de Jesus.

“Está folgado, até cabe mais gente. As pessoas realmente gostam de reclamar. Melhorou o trânsito para todo mundo”, opina a diarista Angelita Camila.

O diretor do metrô, José Gaspar de Souza, explica que o número de trens aumentará: três estão sendo consertados e novas composições serão compradas. ”Nós estamos em negociação com o BNDES para comprar mais dez trens, que deverão ser entregues a partir de setembro de 2009”, afirma Souza.


Fonte: Rede Globo

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