sexta-feira, 31 de julho de 2009

Senhora faz estragos no trânsito

Nessa quinta-feira à noite, em Ceilândia, uma mulher atropelou dois motociclistas da PM e fugiu. Ela nega as acusações.


O acidente foi na Via M1, entre um Golf prata (JGH 9207) e duas motos da Polícia Militar. “A senhora, conduzindo o veículo, atropelou dois motociclistas da PM e se evadiu do local. Ao ser abordada, apresentava sinais de embriaguez”, conta o sargento Luiz Pereira.

A aposentada, de 61 anos, foi levada para a delegacia e fez o teste do bafômetro, que confirmou a ingestão de álcool. O resultado? Mais de três vezes acima do limite que determina a prisão do condutor. Mesmo assim, negou que atropelou os policiais.

Ela pagou fiança de R$ 2,8 mil e vai responder o inquérito em liberdade, por embriaguez ao volante. O carro foi levado para o depósito do Detran.

A motorista também foi autuada por dirigir sem a carteira e sem o documento do carro.



Fonte: Rede Globo, Correio Braziliense, ClicaBrasília, Jornal Local, Band Cidade, Rede Record e SBT Brasília

Já é lei

Foi publicada nesta terça-feira (28), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), a Lei n° 4.371/09, que estabelece o passe livre para estudantes no transporte público coletivo do DF. Isso significa que os estudantes não mais precisarão pagar a passagem do ônibus e metrô para ir de casa para a escola e vice-versa.

No final de 2006, já havia sido aprovada a Lei n° 3.921, de autoria do deputado Paulo Tadeu (PT), em atendimento às reivindicações do movimento estudantil. Ao tomar posse em 2007, o governador Arruda foi contra a implantação do passe livre no Distrito Federal e vetou o texto da lei conforme havia sido aprovada na Câmara.

A importância da medida foi agora reconhecida pelo governo do DF e entra em vigor. A lei, de autoria do Poder Executivo, foi aprovada na Câmara com emendas de deputados, mas o governador vetou sete itens relativos a essas emendas, que ainda terão que voltar a ser discutidos em plenário, podendo ser mantidos ou derrubados pelos distritais.

Para o deputado Paulo Tadeu, "o passe livre estudantil foi o mais importante projeto aprovado na Câmara Legislativa este ano e um dos mais relevantes de toda a história desta Casa, pois atende uma luta histórica do movimento estudantil. Os estudantes são os grandes beneficiários dessa luta".

O GDF tem prazo de 60 dias para regulamentar a Lei, a partir da publicação. "Esperamos que já no próximo mês de setembro os estudantes do Distrito Federal possam estar usufruindo desta grande conquista”, diz Paulo tadeu.



Próximo de casa

A partir deste semestre, mais de dez mil estudantes de escolas públicas do Distrito Federal passarão a estudar próximo de suas residências e deixarão de utilizar o transporte escolar. Isso será possível com o início do funcionamento de 23 novas escolas anunciadas nesta semana pela Secretaria de Educação do DF (SEDF). A previsão é de que as aulas comecem na próxima segunda-feira (03).


Com menos 10.863 alunos utilizando o transporte, a SEDF deverá economizar R$ 650 mil mensais. A economia será de R$ 3,25 milhões até o final do ano. Até lá, com a entrega das 447 salas de aula prevista para este semestre, o atendimento será ampliado para mais de 30 mil alunos.


Segundo o gerente de Transporte Escolar da SEDF, José Raimundo, Ceilândia será de início a cidade mais beneficiada com a redução de alunos transportados. “Somente com redução do transporte desses alunos residentes em Ceilândia a SEDF economizará mensalmente R$ 150 mil”, garante o gerente. Planaltina e Sobradinho também contribuirão com grande peso na redução dos custos. As duas cidades somam 4.096 estudantes. Juntas economizarão mais de R$ 210 mil mensais.


O GDF entregou, até junho deste ano, 324 salas de aula. A meta do atual governo é entregar mil novas salas de aulas. Para garantir que a meta seja cumprida, serão construída mais 232 novas salas. O governador já alocou recursos na ordem R$ 23,9 milhões para a construção de mais 132 salas – seis construções e quatro ampliações – que serão entregues até o final do mês de maio de 2010.



Fonte: ClicaBrasília e Jornal Coletivo

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A cabra do cabra

Se Sucupira, a cidade imaginária do autor Dias Gomes criada para ambientar a novela O Bem Amado, existisse, provavelmente Ceilândia seria a cópia dela. Existem histórias que, de tão sensacionais, só poderiam ser vividas ali mesmo. E por quê? Porque lá, por uma magia que antropólogos e sociólogos (e todos os ólogos) tentam decifrar nos estudos acadêmicos, as pessoas reinventam suas vidas de uma forma fantástica. Reinventando a vida, recriam-se. É como se renascessem todos os dias. Nezinho do Jegue — (“Morra, Odorico!”, quem não se lembra do bordão?), personagem que queria levar seu burrinho de presente para o papa — teria inveja do bravo Valmir Souza Braga, dono da impagável cabrita Drica, lá de Ceilândia Norte.

Valmir, ao contrário de Nezinho do Jegue, é real. Baiano de Jequié, casado com Iracema, pai de dois filhos (“a menina faz faculdade de direito, e o menino termina o segundo grau”, explica, orgulhoso), torcedor doente do Vitória, bombeiro hidráulico autodidata, filho de um pedreiro e de uma mulher que fazia vassouras tem uma história é espetacular. E ele é originalíssimo. Como toda boa história, tem que começar do começo. Era uma vez uma dogue alemã de nome Crioula. Foi dada de presente para o bom Valmir “A bichinha era tão pequena que veio numa caixa de sapato”, lembra o dono.

Crioula se achegou àquela família como se fosse um deles. Saiu de Samambaia para fazer a festa dos Bragas, em Ceilândia. “Nunca tinha tido um cachorro antes. Ela veio pra cá e conquistou todo mundo”, ele conta. A cadela cresceu. O tempo passou. Crioula completou 10 anos. Ficou tão integrada com a família que parecia entender até mesmo quando um deles estava triste. Entristecia-se também. “Ela conhecia até meus pensamentos”, diz Valmir.

A dog alemã virou o terceiro filho. Iracema, a mulher de Valmir, confirma o xodó pela cadela. Há quatro meses, porém, Crioula começou a ficar cansada. “A bichinha ficou triste demais, sem vontade de comer”, ele conta. O quadro de apatia só piorava. Seria coisa da idade? Seria tristeza? “Só sei que, em três dias, ela piorou de vez e morreu”, desola-se o baiano. Alguns anos antes de Crioula morrer, Valmir encontrou um filhote de poodle, choramigando numa parada de ônibus de Ceilândia. Rodou com ele para procurar alguma referência. Nada.

Valmir não hesitou. Levou o cachorrinho pra casa, que logo recebeu um nome: Duque. Lá, Duque e Crioula logo ficaram amigos. A filha de Valmir, ainda uma criança, afeiçoou-se ao animal imediatamente. A família estava completa. Foram assim os últimos anos, até a morte da fêmea de dog alemão. “Fiquei doente, de tanta tristeza, com a partida da Crioula”, revela.

Em depressão, Valmir jurou que nunca mais teria outro cachorro em casa. “É muito sofrimento pra pessoa quando o bicho morre”, constata. Ainda muito abalado, ele ligou para um irmão, em Barreiras, na Bahia. “Arrume um bode pra eu criar”, pediu. Do outro lado da linha, o irmão disse que iria a uma roça ali perto para ver se conseguia. E assim o fez. Comprou uma cabritinha recém-nascida (dois meses e 15 dias) por R$ 50 e trouxe de carro para o mano. A cabrita baiana, toda rajadinha de branco, preto e marrom (um pitéu!), veio no porta-mala. “Sempre procurei ser uma pessoa diferente. Lembro que meu primeiro animal de estimação foi uma leitoa que minha avó me deu de presente”, revela.

A cabrita veio para espantar a tristeza de Valmir, enlutado com a morte de Crioula. Nem dormia. Mas a nova moradora havia chegado. Era momento de escolher um nome para o animal. O irmão o aconselhou a chamar de Adriane Galisteu. Iracema chiou. Bateu pé: “Minha gente, é um nome muito comprido pra colocar numa cabritinha”. Mas veio o consenso da família. E a cabrita foi chamada carinhosamente de Drica.

Drica olhou para Valmir com ternura, ao ouvi-lo chamando por ela. “Ela me fez sorrir, me deu alegria”, reflete. Duque, o poodle, não gostou do paparico de Valmir pela cabritinha recém-nascida. “Um dia, o portão tava aberto e ele saiu, como sempre fez. Só que, nesse dia, ele nunca mais voltou. Andamos atrás dele em todos os lugares. Eu tenho pra mim que ele foi embora por causa do ciúme que sentiu da Drica”, explica Valmir, ainda mortificado.

Sem Crioula e Duque, só restou Drica. E cabe a ela, agora, dar alegria àquela família. Cada dia, Valmir se apega mais a sua cabritinha. Faz dela sua companheira para todas as horas. Os passeios são diários. A vizinhança fica de cabelo em pé. “O pessoal acha estranho o meu amor por ela. Quando eu passo na rua, o povo pergunta se é um cachorro de chifre ou então quer saber que animal é esse. Criança de cidade não conhece uma cabrita”.

Drica, toda baiana, taurina (nasceu no fim de abril) e serelepe, veio para fazer sucesso. Ao ser reconhecida, os mais idosos, sem vergonha de voltar no tempo, imitam o som da cabritinha. “As velhinhas me param pra contar lembranças da infância numa fazenda, numa roça, e os velhinhos dizem bééééeéé!. É inacreditável o que ouço na rua”, comemora Valmir.

E Drica parece gostar. Faz chamego em Valmir. Quando cansada, enrosca-se nas pernas dele pedindo colo. Nos braços do dono, encosta a cabeça no ombro dele. Derrete-se toda. “Tô desconfiado que qualquer dia ela vai falar”, ele aposta, falando sério. Falar? “É, quando eu converso com ela, a Drica não faz o som de cabrita (imita o bééééeéé). Ela parece dizer alguma palavra.” Dá-lhe, Drica! Bater perna é com ela mesma. “Ela gosta mesmo é de ser penteada. Sabe que é hora de ir pra rua. Aí, fica doida no portão. Se eu vou e não a levo, ela não berra, como faz toda cabritinha. Ela chora. Uma vizinha até me perguntou se a gente tava com bebê novo em casa”, ri Valmir, o pai postiço da cabrita mais famosa de Ceilândia.


...



E assim, com sua cabritinha de estimação, Valmir tem seguido seus dias. Tem superado a perda de Crioula. “Podem me chamar de Zé do Bode, de maluco, do que for. O legal da vida é ser diferente. A Drica me ensinou isso. Me ensinou também o valor da amizade, do companheirismo e da sensibilidade. Ela me tirou da depressão.” Drica faz cara de quem entende. Dá uma berradinha. Valmir jura que ela está quase falando. A cabrita enrosca a cabeça no ombro do seu dono e descansa, faceira. Ela sabe como ganhar mais leitinho na mamadeira. Drica é um fenômeno. E Valmir, uma figura excepcional. Essa história se passa em Ceilândia, onde a vida é mais real do que em qualquer outro ponto do Plano Piloto.



Para ler a reportagem na íntegra, visite o site da fonte.


Fonte: Correio Brasiliense

Incêndio em ônibus do Entorno

Um ônibus pegou fogo na ladeira que dá acesso à Planaltina de Goiás, por volta das 5h40 desta quinta-feira (30). A polícia da região trabalha com a suspeita de que os passageiros teriam ateado fogo no veículo, em sinal de protesto contra o aumento do preço das passagens para R$4,25.

A Rápido Planaltina, do Grupo Amaral, é a única empresa que faz a linha entre o município goiano e a rodoviária de Brasília. O preço é considerado abusivo pelos moradores.



Fonte: ClicaBrasília, Correio Braziliense, Rede Globo, Rede Record, Band Cidade e SBT Brasília

Mendigos estão lá

É embaixo do viaduto do Metrô-DF, na Guariroba. Homens, mulheres e crianças usam o viaduto como moradia e nenhum órgão do governo toma alguma atitude.

É de se esperar...


Fonte: Jornal de Brasília e ACIC-DF

IV Torneio Aberto de Xadrez de Ceilândia

O SESC Ceilândia (QNN 27 lote B) sediará no próximo domingo (02/08) o IV Torneio Aberto de Xadrez de Ceilândia.

A competição começará as 9h30. O acesso será gratuito para os jogadores inscritos. Acompanhantes pagarão as taxas normais cobradas pelo Centro de Atividades do SESC, conforme o caso:

- Quem não tem carteira do SESC: R$ 8,00 (oito reais)
- Comerciários: R$ 2,50 (dois reais e cinquenta centavos)
- Conveniados: R$ 4,50 (quatro reais e cinquenta centavos)

O regulamento do Torneio e instruções sobre as inscrições podem ser obtidos nos sites www.xadrezdf.com.br e www.clubedexadrez.com.br.



Fonte: Ceilândia.com

Vídeo: Redemoinho destelha casas

O incidente aconteceu no P Sul. Um vento forte - o mais curiosos foi que aconteceu nesta época do ano, destelhou diversas casas do setor. O corre-corre foi grande e muitas pessoas pensaram que iriam morrer. Veja:


CorreioWeb / Tv Brasília


Fonte: Jornal Local

Reforma de praça não aconteceu

Na praça da EQNN 20/22 não existe mais mato, mas também não há sinal de reforma. As obras, de acordo com a administração da cidade, deveriam ter começado em abril. Três meses depois, o terreno em volta da quadra de esportes continua de terra e cedendo. Os bancos estão quebrados e a cerca ainda está toda furada. Fica até difícil de manter a bola no jogo quando os jovens vão brincar na quadra.

“A bola sai muito. Não dá pra jogar. Muita gente vai buscar e demora muito. Aí, o jogo para”, diz o André Carlos, 15 anos.

Fios dos postes de iluminação estão expostos e a tela de proteção da quadra está toda enferrujada. “Fico preocupado porque pode machucar o dedo, o pé”, fala Carlos Henrique Souza, 7 anos. ”A gente cai nos buracos. Eu já machuquei aqui”, acrescenta André Leonardo Silva, 10 anos.

O morador Antônio reconhece: a comunidade não colabora quanto ao lixo. Mas acredita que se a reforma fosse feita, poderia ser diferente. “Quando tiver uma obra bem feita, tudo estiver bonito, acredito que a população não vai jogar mais lixo”, diz o serralheiro Antônio Manoel.

David disse que a administração prometeu, na semana passada, uma quadra nova para daqui a dois meses e faz a cobrança. “Precisa de uma reforma na pavimentação e uma troca na iluminação urgente. Nós temos aqui uma parada de ônibus e de metrô e as pessoas não podem atravessar de um lado para o outro porque têm medo. Estamos cansados de promessa”, reclama o vigilante David Pereira.

O administrador de Ceilândia, Leonardo Moraes, informou que o projeto da reforma da praça já está pronto, mas o governo ainda não liberou o dinheiro. A obra deve custar R$ 142 mil. A expectativa dele é conseguir a verba ainda este mês.



Fonte: Rede Globo

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Imagem: Caratecas campeões

Delegação com 40 atletas conquista 38 medalhas no Sul-Americano de Artes Marciais, em Goiás.


A delegação brasiliense foi composta, em sua maioria, por lutadores ceilandenses e os atletas agora pretendem disputar o Campeonato Internacional de Lutas Marciais em Foz do Iguaçu-PR e o campeonato do Uruguai em 2010. O Administrador de Ceilândia, Leonardo Moraes, acha que este tipo de projeto age como uma grande arma de resgate social.


Fonte: Jornal de Brasília de 28/07/09

terça-feira, 28 de julho de 2009

Campeã até na dor

O título de campeã mundial de jiu-jitsu, conquistado há menos de 15 dias, custou caro a Darlane da Silva Barbosa, 24 anos. A lutadora de Ceilândia resistiu a dores insuportáveis durante quatro lutas para subir ao pódio e receber sua medalha de ouro. Depois de três meses treinando com afinco para o Campeonato Mundial da CBJJE (Confederação Brasileira de Jiu-jitsu Esportivo), a brasiliense encavalou duas costelas flutuantes do lado esquerdo, logo na primeira luta. Entre desistir e continuar na busca do primeiro grande título, ela decidiu encarar a dor e resistir. “Travei uma batalha interior. Chorei muito, quase desmaiei na final, mas me concentrei e lutei. Tinha me preparado e não podia desistir. Seria injusto comigo”, explica.

Do inferno das dores, Darlane foi ao céu esportivo no mesmo dia. Numa chave com 15 lutadoras, já na primeira luta, na categoria feminino leve adulto (garotas com até 64kg), ela começou a sentir dores agudas, parecidas com cãibras. Mas não se entregou. “Quando abri o quimono, vi que minha costela estava mais alta e procurei a equipe médica. A enfermeira disse que duas costelas estavam encavaladas (sobrepostas). Eu respirei fundo e mesmo com muita dor e sabendo dos riscos que corria (de poder quebrar a costela e perfurar o pulmão), lutei”, lembra.

Impossibilitada, por conta da dor, de fazer sua principal finalização, a arm-lock (chave de braço), Darlane teve que mudar de estratégia e partir para um plano B. Com a ajuda do técnico, Cláudio Careca, a lutadora decidiu vencer as adversárias pelo cansaço. Como nesse esporte cada queda vale dois pontos, ela tentava derrubar a oponente logo no início e manter o placar até o fim da luta. “O jiu-jitsu exige mais inteligência que força”, resume.

Já na final, Darlane pôs a adversária, a paulista Jéssica Duran, no chão. Ganhou os dois pontos e despejou lágrimas e suor no tatame durante os seis minutos de luta. “Ela me estrangulou. Quase desmaiei, mas consegui respirar e virar o jogo. Eu chorei muito e quando olhei em volta, o árbitro, os juizes, gente na arquibancada, todo mundo estava chorando. Pensei em desistir, mas quando vi o Cláudio me pedindo para aguentar porque só faltava um minuto para terminar, respirei fundo e resisti”, recorda.

A brasiliense, que nunca perdeu uma luta em casa, acredita que ter treinado só com homens a tenha tornado mais forte e resistente. “Se bobear, sou mais bruta do que eles”, brinca. A base de antiflamatório e analgésico, a professora de educação física do Sesc da Ceilândia não consegue ficar parada. Mesmo afastada dos treinos por um mês, ela se divide entre as aulas de natação, hidroginástica e musculação. “Ainda não consigo dormir direito. Dói muito. Mas não posso parar. Meu maior remédio é olhar para a medalha e ver que tudo valeu a pena.”



Em outubro (25 e 26), a atleta participará do Pan-americano de Jiu-jitsu em Salvador-BA.


Fonte: Correio Braziliense

Último dia do Palco Giratório 2009

O último dia de apresentação no Teatro Newton Rossi é nesta 5ª feira (30/07/09) as 20h00.

Cultura Bovina?

É um espetáculo sobre a busca da identidade e da linguagem estética da cultura sul-mato-grossense. A dramaturgia está apoiada no processo de pesquisa corporal iniciada pelo coreógrafo Chico Neller em 2002, que neste trabalho experimenta dialogar com a movimentação criativa de seus “bailarinos-intérpretes-criadores”, artistas que tentam sobreviver de arte onde a língua que se fala é a da soja, da arroba, do boi gordo.

Por meio da movimentação corporal, a partir da abstração da imagem “bicho”, o espetáculo utiliza a metáfora do boi em seu curral representado por um cubo de alumínio. A coreografia emprega recursos do teatro e da dança, e a trilha sonora mescla diversas outras músicas e texturas que fazem referência ao tema do espetáculo – uma crítica à cultura da pecuária, leilões, política, prostituição – e à proposta de pesquisa em arte contemporânea.


Fonte: SESC-DF

Tagua-Pires?

O Taguapark voltará a fazer parte do território de Taguatinga. A região tinha sido repassada para Vicente Pires com a aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot). No novo mapa, enviado pelo GDF e aprovado pelos distritais, a poligonal tinha sido alterada. O que provocou indignação do setor fixado no Taguapark. Mas, em reunião com o secretário de Desenvolvimento Urbano, Cássio Tanigushi, a líder do governo na Câmara, deputado Eurídes Brito (PMDB) acertou a nova alteração urbanística. A poligonal será mudada trazendo de volta à Taguatinga a região que chegou a ser batizada de Tagua-Pires.


Fonte: Correio Braziliense - Blogs

Opinião: Será que planta?

O Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Novacap informa que plantou 191.368 espécies de vegetais (arbustos, árvores e palmeiras) em todas as cidades entre novembro do ano passado e abril deste ano. O número total de mudas consta do balanço do último Programa de Arborização, divulgado nesta terça-feira (28).

Segundo a Novacap, o Programa de Arborização 2009/2010 começou a ser trabalhado em janeiro deste ano e atualmente está na fase do levantamento das necessidades de cada cidade.

De acordo com Daniel Marques, como o aproveitamento das áreas de plantio das cidades do DF tem sido satisfatório, o DPJ vem se dedicando mais à arborização dos parques e unidades de conservação.

De acordo com Raimundo Cordeiro, chefe da Divisão de Implantação de Áreas Verdes (Diave/DPJ), com o mapa da cidade em mãos e as demandas apontadas, é hora de analisar a possibilidade de atender os pedidos.

Espera-se que nas mãos do Sr. Cordeiro esteja o mapa de Ceilândia, onde o aproveitamento das áreas de plantio está longe de ser satisfatório. Na maioria das ruas da cidade não há uma única árvore. Em algumas delas, porque nunca foram plantadas. Em outras, até o foram, mas moradores inescrupulosos mandaram cortá-las para poder avançar com a grade da casa sobre a área pública.

Seja como for, é preciso lembrar que não são somente as principais avenidas e algumas entrequadras que devem ser consideradas áreas de plantio.



Fonte: Ceilândia.com

Abadia aberta para composições

A ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB) anda indecisa quanto ao seu futuro político, mas cogita disputar a prefeitura de Águas Lindas de Goiás, em 2012. Segunda ela, Brasília só terá um quadro mais visível de candidatos no fim de setembro e que por enquanto tudo não passa de especulações.

Como está a sua movimentação política em Águas Lindas (GO)?

Assim que eu terminei o governo (do DF), fui para a UnB (Universidade de Brasília) coordenar uma pesquisa sobre as perspectivas dos jovens pobres. A ONU (Organização das Nações Unidas) publicou que 52% da população mundial hoje está entre 14 e 24 anos. Fui verificar o que existe de política pública para jovens e o que eles pensam para o futuro. A UnB se interessou pela pesquisa e o Entorno foi escolhido por ter o maior número de jovens. Trabalhamos em Águas Lindas de Goiás, Novo Gama (GO) e Valparaíso (GO) e outros lugares. Fizemos um trabalho muito abrangente, seguimos o critério do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Eu fiquei surpresa com o conhecimento que as pessoas têm de mim, do meu trabalho. A maioria da população de Águas Lindas é de Ceilândia. Tive uma receptividade muito boa lá e coincidiu com ano de eleição. Então, as pessoas achavam que eu estava fazendo campanha lá. Eu não sabia que era tão conhecida. Eu acho que o Entorno está abandonado e tem poucas opções de lazer. Não tem campo de futebol para os jovens, teatro, cinema. É uma tristeza. As iniciativas que acontecem lá são das igrejas. Eu acho que a criação do Estado do Planalto Central tem que voltar a ser discutida. O eleitorado é dividido. Os políticos de Goiás não investem no Entorno, porque a maioria da população vota no Distrito Federal. O GDF só pode investir no Entorno através dos percentuais da Ride, o que é muito pouco para a necessidade deles. E lá é um terreno fértil, o que for semeado vai produzir. Se forem semeadas coisas boas, o Entorno não será uma ameaça para o DF, pelo contrário, ele pode até salvar o DF. Nessa perspectiva é muito interessante começar a olhar para o Entorno. Meu título de eleitor ainda continua em Brasília.


Então, a princípio a senhora cogita a prefeitura de Águas Lindas?

Antes de 2012, tem as eleições de 2010, aqui. O político pensa em curto, médio e longo prazos. Você não pode colocar todos os ovos em um cesto só. Se não, tropeça e cai.


Quais partidos que já a convidaram?

Vários. Eu sempre tive respeito por todos os partidos, todos os candidatos. Não faço política com denúncias e brigas. Eu sou mais da linha de agregar. Comecei como fundadora do PFL. Sou muito amiga do Marco Maciel, do Jorge Bornhausen, do José Agripino. Fui muito bem tratada no partido e saí sem mágoas. Uma vez, o Collor disse uma coisa engraçada, que tem políticos que fazem política destruindo pontes e fechando portas e outros não. Eu prefiro estar na tribo dos políticos que não destroem pontes. Mesmo deixando o PSDB, tenho muitos amigos.


Para ler na íntegra, visite o site da fonte.


Fonte: Tribuna do Brasil de 27/07/09

Vídeo: Greve de fome por causa de transporte público

O prefeito de Planaltina de Goiás (Brasilinha), José Olinto Neto, está em greve de fome pedindo melhorias no transporte público do Entorno. Os valores das passagens para as cidades do Entorno que compoem a RIDE tiveram aumento recentemente. Veja os vídeos:

Youtube aqui e aqui


Fonte: Notícias de Planaltina-GO e Rede Record

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Histórias do futebol

O nervosismo era evidente. Desde a torcida, que lotou a beira do campo de terra na Praça dos Eucaliptos, em Ceilândia, até os dirigentes, que tremiam antes de a partida começar. Tudo porque era a primeira vez que, em quase 30 anos de existência, o Madureira, time da parte sul da cidade, chegava à decisão da categoria principal do torneio de futebol amador.

O time, que completa suas três décadas em 9 de setembro, teve a segunda melhor campanha na fase classificatória da competição, organizada pela Liga Esportiva das Categorias Independentes (Lecic). Por isso, garantiu o direito de jogar por dois empates ou uma vitória e uma derrota pelo mesmo placar. Com a primeira partida terminando em 1 x 1, outro empate seria suficiente para dar o título inédito à equipe verde, vermelha e branca.

Ciente da desvantagem, o técnico do 26 (atual campeão), Ari de Almeida, cogitou escalar o time com formação diferente da usual, jogando com três zagueiros. Desistiu momentos antes do início e foi para campo com o tradicional 4-4-2. Dentro de campo, os jogadores do Madureira fizeram o que era de se esperar: uma forte retranca que não abria nem para tentar o contra-ataque.

Com o meio de campo embolado, os jogadores do 26 perdiam a paciência e as melhores jogadas. Iam avançando paulatinamente, de bola parada em bola parada. O tempo passava e a urgência de abrir o placar aumentava. Já nos acréscimos, um golpe mortal. Numa das raras subidas do Madureira ao ataque, Thiaguinho, em dia inspirado, abriu o placar e aumentou a vantagem.

No intervalo, uma comemoração tímida da torcida do Madureira já se ouvia. “Sou flamenguista, mas só fiquei assim com o Madureira. Tenho 49 anos e já são 30 aqui”, esbravejava o diretor das categorias de base do clube, Nildo Arcanjo, emocionado.

Alcides Santana da Silva, de 50 anos, um dos fundadores e dono da carteirinha número 4 do clube, foi além: “Devolvemos a tristeza que nos fizeram passar numa semifinal 20 anos atrás. Poderia morrer hoje que ia feliz”, desabafou o torcedor do Fluminense. No fim, o jogo acabou empatado em 2 a 2.


As lutas de um jovem jogador em São Paulo

A dor foi horrível e o choro, inevitável. Triste, o brasiliense Matheus Nolasco de Oliveira Silva chorou de novo quando soube que estava fora do próximo jogo pelo Campeonato Paulista infantil. Acabou ficando cinco meses no estaleiro.

Numa disputa normal de bola com o goleiro, Matheus pisou errado e o estrago foi imediato. “Na queda, o corpo foi para um lado, mas a garra da chuteira (do pé direito) ficou presa na grama e eu senti um estalo e muita dor”, conta o brasiliense de apenas 14 anos. Agora, já sem traumas, ficou na sua lembrança aquele treino trágico de uma quinta-feira, 22 de maio de 2008, no CT Meninos da Vila, escolinha do Santos Futebol Clube, do craques Pelé e Coutinho, e os mais recentes Robinho e Neymar.

Dos primeiros socorros à mesa de cirurgia, dois meses depois do acidente em campo, Matheus recebeu uma placa de platina, fixada com quatro pinos, para corrigir as fraturas da tíbia e fíbula da perna direita. Hoje, ele exibe as cicatrizes, pouco acima do tornezelo, como uma espécie de troféu. Mas um prêmio para ser esquecido. Aos 14 anos, candidato a craque, Matheus enfrenta estágios próprios de quem já é profissional.

Saído dos empoeirados campos de peladas da Ceilândia, onde o futebol era praticado de forma lúdica, Matheus foi aprovado numa peneira do Santos, no início de 2007. Assim, aos 12 anos, o garoto esguio de 1,72m e 54kg se afastou prematuramente da família para iniciar carreira e tentar vaga no valorizado mercado do futebol profissional.

Já adaptado à rotina de estudos (8ª série) pela manhã, treinos à tarde e jogos nos fins de semana, o atacante enfrentou, um ano depois de ter chegado à Vila Belmiro, um drama que normalmente ocorre com quem já é titular: as graves contusões.

“O médico (Gustavo Guedin) nos alertou que Matheus poderia ficar inutilizado para o futebol”, recorda Luiz Alberto, o Betinho, pai de jogador. “Fiz a minha parte. Ele é uma criança em fase de crescimento e os ossos são importantes na fase de desenvolvimento”, foram as palavras do doutor Gustavo à época, preparando a todos para a pior notícia, a inatividade para o futebol. “Só o tempo mostrará se ele está recuperado e se não ocorrerá rejeição ao material implantado”, ouviu Betinho. Palavras que aterrorizaram a família do jovem brasiliense, mas que, felizmente, não se confirmaram.




O tempo passou. Ao lado da mãe, Lucimar, desde o dia seguinte à lesão, Matheus enfrentou todas as fases exigidas. Com apoio de psicóloga, oferecida pelo clube,passou por fisioterapia e revisões médicas. Aos poucos, retomou os exercícios físicos, depois com bola e, finalmente, os treinos coletivos com os colegas, quatro meses depois de seu afastamento dos campos.

“Não ficaram sequelas”, comemora Lucimar. “Foi uma lesão grave, mas está superada. Matheus treina normalmente”, comenta Igor Nunes, um dos dirigentes do Santos que tem contato direto com a garotada das categorias de base. “Nunca pensei na gravidade. Sempre acreditei que sairia bem dessa”, comemora hoje Matheus, de férias em Brasília e levantando poeira no campo improvisado de Ceilândia, num reencontro com os amigos.




Por trás dessa agitada formação de Matheus Nolasco estão duas instituições fortes: a família e a estrutura do Santos Futebol Clube. “Enfrentamos o período da cirurgia com muita oração”, revela o pai, Luiz Alberto, o Betinho. Com a mulher, Lucimar, e junto dos avós, eles não escondem a fé cristã para ajudar a suportar os momentos difíceis dessa separação do filho.

Mas Betinho esperava por isso. Ele observou o talento do filho muito cedo, quando ainda era peladeiro do Nosso Esporte Clube, time da QNM 20, da Ceilândia. A agremiação, voltada para os garotos da região, sobrevive com apoio do comércio da comunidade e amigos, como Eliemerson Alves de Brito, um dos técnicos, e Genival Vitorino da Silva, “que dá a maior força”, garante Betinho.

“Foi daqui, deste campo empoeirado, que Matheus saiu para o Santos. Hoje, ele joga num excelente gramado, tem vestiário confortável e estrutura de jogador profissional”, orgulha-se Eliemerson. Já na escolinha Meninos da Vila, onde o brasiliense deverá chegar a juvenil em 2010, as regras também são duras. Inclusive na alimentação, controlada por nutricionista. “Chocolate, refrigerantes, batatas fritas e lanches, nem pensar”, diz o jovem talento, resignado.

Garoto de poucas palavras quando saiu de Brasília, Matheus está hoje mais à vontade para conversar. A mudança para São Paulo, a convivência num grande clube e até a paciência para superar a contusão teriam o ajudado a amadurecer? “Acho que sim. Foi tudo muito difícil”, resume ele.

As palavras de Igor Nunes, dirigente das categorias de base do Santos FC, não deixam dúvidas das qualidades do jovem atacante candango e de aonde ele pode chegar. “Matheus tem potencial. A lesão que enfrentou foi grave, mas já superou. A vantagem é que, além de ser bom tecnicamente, ele tem um excelente biotipo para atacante e um carisma impressionante”, sentenciou Igor.



Fonte: Correio Braziliense

domingo, 26 de julho de 2009

Mudanças na EPTG

O governador José Roberto Arruda (DEM) pede calma aos motoristas que utilizam a Estrada Parque Taguatinga (EPTG) já que, a partir de amanhã, a via vai passar de três para apenas duas pistas e um acostamento para o tráfego devido às obras de rebaixamento do acostamento. “Começamos pelas construções das marginais, que são as pistas laterais. Por enquanto o incômodo é a poeira e esse número muito grande de máquinas e caminhões trabalhando”, explicou.

Atualmente, são 176 máquinas e 60 caminhões basculantes trabalhando intensamente no local. Outra dificuldade no projeto será as obras dos adutores da Caesb, que abastecem o Plano Piloto e correm em paralelo àquela avenida. Para fazer as ampliações da pista será preciso fazer uma casca de concreto para proteger a adutora. Sem essa medida, todas as quadras do Plano Piloto podem ficar sem receber água. “Para fazer este envelopamento será preciso usar uma faixa de rolamento. Este envelopamento será feito em dez pontos e estará pronto em 60 dias”, acrescentou Arruda.

Já em setembro, começam as obras da pista exclusiva de ônibus. A última pista da chamada faixa de rolamento, mais próxima ao canteiro central vai ser substituída pelo corredor dos ônibus. Com esta intervenção, a EPTG terá uma redução no número de faixas, indo de três para duas. A intenção é que as pistas marginais já estejam prontas, assim o trânsito poderá ser deslocado.



Fonte: Jornal Coletivo

sábado, 25 de julho de 2009

Imagem: O João Poeirão


Os moradores da Ceilândia Sul criaram um boneco para protestar contra o mar de poeira na cidade. Obras nas quadras QNMs estão aumentando o volume de terra e causando muitos transtornos à população.

Para ler na íntegra, visite o link da fonte.


Fonte: blog Alvo Público

Vídeo: Aulas atrasam devido a nova gripe

Os educadores passarão por curso para saber como agir quando estiver frente a frente com a doença. Os alunos deveriam retornar na próxima semana, mas só começarão as aulas apartir do dia 03/08/09. Veja:

CorreioWeb / Tv Brasília


Fonte: Jornal Local, Rede Globo, Rede Record, Band Cidade e SBT Brasília

Vídeo: Brincadeiras de criança

Assista abaixo algumas das brincadeiras que ainda resistem ao tempo no Distrito Federal:

Biloca e amarelinha
Pipa, queimada e pique-bandeira
Sete pecados e golzinho
Skate e três corte



Fonte: Rede Globo

Tiros no P Sul

Um casal foi baleado na QNP 30 conjunto O do P Sul às 11h30 de hoje. Karoline Meneses de Lima, de 21 anos, e Marcelo Silva de Sousa, de 23, estavam numa moto quando levaram um tiro cada um. Os disparos acertaram a mão de Karoline e as costas de Marcelo. Ambos passam bem.

Os autores dos disparos, que atiraram de um gol verde, fugiram, mas foram presos horas depois do ocorrido. Os três, de 18, 19 e 20 anos responderão por dupla tentativa de homicídio. O delegado da 23ª Delegacia de Polícia (P Sul), Rogério Dantas, acredita que o motivo foi uma guerra de gangues, o que é comum na região.




Dois garotos de 15 anos e um de 16 foram vítimas de disparos de arma de fogo na noite de sexta-feira (24/7), na entrequadra 26/30 do P Sul, em Ceilândia. Os meninos foram feridos nas costas, braços e virilha. Eles foram socorridos ao Hospital Regional de Ceilândia e não correm risco de morte. De acordo com os policiais da 23ª Delegacia de Polícia (P sul), um carro teria estacionado na entrequadra e um homem teria disparado contra os adolescentes que conversavam no "quadradão", nome dado à comercial da entrequadra. A 23ª DP investiga o caso.



No último fim de semana a comunidade do P Sul fez uma manifestação no bairro pedindo justamente mais segurança.


Fonte: Correio Braziliense aqui e aqui, ClicaBrasília e Jornal de Brasília

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Um projeto nota 10

A percepção de uma “parceria” entre o Ministério da Cultura e o Congresso Nacional entrou em fase decisiva, com a assinatura ontem do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no projeto de lei que cria o vale-cultura. “Alguns parlamentares dizem que é o ano da cultura no parlamento, pelo número de tramitações. Há uma possibilidade de que o vale possa vir a ser consensual. A política comporta a fricção permanente entre governo e oposição, mas creio na análise responsável da oposição”, vislumbra o ministro Juca Ferreira.

O projeto — que, via cartão magnético, pretende dar poder de inserção de 16 milhões de trabalhadores junto ao consumo de cultura — estava incorporado às análises de mudanças na Lei Rouanet, mas ganhou autonomia, visando maior agilidade. Pela proposta dos benefícios, R$ 600 milhões mensais devem esquentar tanto a venda de produtos como livros e CDs quanto a aquisição de ingressos para salas de cinema e espetáculos.

Como explica o ministro, o “projeto de lei é extremamente saudável, por estar fundando um novo modelo de financiamento — está financiando o consumo cultural — a inclusão social pela cultura”. O benefício de R$ 50 (destinado, preferencialmente, a empregados com renda bruta de até cinco salários mínimos) poderá ser instrumento para empresas que acusem lucro real. A partir do gasto de R$ 5, os trabalhadores veem, por meio do vale-cultura, o dinheiro ser multiplicado para R$ 50. Por trás da mágica, está a dedução de até 1% do imposto de renda devido pela empresa que aderir ao mecanismo.

Juca Ferreira ainda aponta para a transparência do uso do vale e para a facilidade de acesso a dados dos consumos, com o mapeamento das “preferências populares”. “O trabalhador terá liberdade absoluta de usar no filme, na peça de teatro a que quiser assistir, ou no livro a ser comprado. Esses dados vão revelar estruturas e, certamente, orientarão o governo em suas políticas públicas e terão interferência no mercado —, cada linguagem querendo puxar o consumidor para sua atividade”, analisa. Visto como “um casamento entre as artes e o seu público”, o vale-cultura ressalta a figura do público, capaz de realimentar o financiamento das atividades que forem mais bem-sucedidas.



Assinado ontem pelo presidente Lula, em cerimônia com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o projeto de lei, entra em nova fase, que depende de discussões parlamentares. Com perspectivas de vê-lo implantado até o final do ano, Juca Ferreira diz que a estratégia para ver a medida, apta a qualificar o ambiente de trabalho, aprovada se baseia na convocação à lucidez e ao bom senso geral. “O ato de ontem teve participação de mais de duas mil personalidades, entre políticos, senadores, deputados, governadores e artistas de primeira linha. Já temos demarcado um forte início para a aprovação. As lideranças sindicais já se manifestaram todas favoráveis, inclusive as centrais patronais e de servidores públicos”, comenta Juca Ferreira. No Congresso, a oposição tende a estudar o projeto antes de se posicionar contra ou a favor. “A intenção de facilitar o acesso das pessoas aos eventos culturais é merecedora de aplausos. A tarefa do Congresso será apreciar, debater e aperfeiçoar”, observa o senador e líder do DEM no Senado, José Agripino Maia.




Explicando:

Assinado pelo presidente Lula, o projeto de lei visa a implantação do vale-cultura.

Por meio de cartão magnético (em casos excepcionais, via material impresso), o trabalhador (preferencialmente, aquele que ganha até cinco salários mínimos) adquire o benefício.

São, inicialmente, R$ 50 destinados à aquisição de ingressos (em cinemas, teatros e shows) ou compra de CDs, DVDs e livros. O empregado arca com R$ 5 e a empresa (com lucro real), mediante renúncia fiscal, deduz até 1% do imposto de renda devido.

Com faixas de descontos entre 20% e 90%, quem ganha mais do que cinco salários-mínimos terá negociação feita a partir de acordos patronais.

Além do incremento em atividades e empregos e a projeção de salas de espetáculos mais cheias, a medida assinalará as preferências populares, em termos de mercados.

Sem impacto de encargos trabalhistas, as empresas de lucro presumido, já beneficiadas com renúncia fiscal, podem aderir ao vale-cultura, com normas diferenciadas. Sem incidência de seguridade social, elas poderão contabilizar o vale-cultura como despesa operacional.



Fonte: Correio Braziliense

Uma peça "diferente"

Quem está de regime não pode ir ao Sesc Newton Rossi (Ceilândia) na noite de domingo (26/07/09 - 20h00). Com peça que propõe um grande jantar entre os atores e o público, o Grupo Pedras, do Rio de Janeiro, chega a Brasília para se apresentar no Festival Palco Giratório. Em Mangiare, três atrizes e dois músicos transformam o palco do teatro em sala de refeições. O público é convidado, então, a se sentar em três grandes mesas que compõem o cenário. Durante o desenrolar da história, que discute temas como gula e relações familiares, serão servidos entrada, prato principal e sobremesa, além de pães e vinhos à vontade.

“Já fizemos quatro temporadas no Rio com essa peça. A recepção do público é sempre maravilhosa. No início, as pessoas ficam envergonhadas, mas, depois de alguns minutos, todo mundo já está comendo e conversando com o colega ao lado”, conta Ana Paula Secco, uma das atrizes. “Costumávamos dizer que, se não fôssemos atrizes, montaríamos um bufê. Então, veio a ideia de juntar tudo o que mais gostamos: teatro e comida”, explica.

Mangiare foi montada pela primeira vez em 2007 e chegou a ser apresentada em restaurantes do Rio de Janeiro. “O mote da peça é a forte interação com o púbico. Brincamos que é como convidar amigos para jantar na sua casa. Durante a refeição, você conversa, troca ideias, e, claro, come coisas gostosas”, comenta a atriz. No menu do espetáculo, há salada quente, nhoque de inhame com molho oriental e três tipos de sobremesa. “A maior parte da comida a gente já leva pronta. Mas as sobremesas eu e as outras duas atrizes preparamos em cena”, diz. A peça, de autoria do grupo e com músicas desenvolvidas especialmente para o espetáculo (todas tocadas ao vivo), discute a importância da alimentação nas relações entre as pessoas e como ela afeta a vida de todos. “É um diálogo com a comida e sobre como ela pode evocar lembranças, curar ou se transformar em uma compulsão”, explica Ana.

Além de Mangiare, o Festival Palco Giratório traz mais espetáculos para o público brasiliense. Em A noite dos palhaços mudos, dois colegas de picadeiro são perseguidos por seita que os considera uma ameaça e pretende extingui-los. “O enredo é uma adaptação da história em quadrinhos do cartunista Laerte. Durante a peça, perseguições misturam-se a truques de magia e números musicais”, explica Domingos Montagner, um dos atores. Esta última peça será apresentada no sábado (25/07/09) as 20h00.



Fonte: Correio Braziliense e SESC-DF

O vício pertuba

A todos vocês do Informativo "Do alto da caixa d'água" as nossas saudações. Como já vinculei em uma edição anterior do jornal, nós moradores dos edifícios localizados na QNN 11 (próximo a Estação Ceilândia Norte do metrô) desde o final do ano passado convivemos com a presença de usuários de crack, moradores de rua junto a um barranco da linha do metrô próximo à referida estação do metrô. É comum verificar a presença de 15 a 20 pessoas consumindo drogas, assaltando transeuntes, enfim, todo otipo de inconveniente.

Nossas crianças ficam isoladas no interior dos edifícios, pois se procuram brincar do lado externo presenciam todos esses fatos aqui relatados. Vale ressaltar que a Polícia Militar tem feito o seu papel de intensificar o policiamento através de abordagens que são feitas até mais de uma vez por semana, mas o problema persiste, pois assim que acabam a operação e se retiram, as pessoas voltam para o mesmo local. Será que a sina de nós moradores é a de continuar convivendo com essa situação? Será que esse problema fosse em uma superquadras do Plano Piloto estaria sem solução até hoje?

Não se trata de um problema que vai ser resolvido APENAS com a ação policial, o GDF através da Secretaria de Desenvolvimento Social e a de Saúde (já que o uso de drogas, os usuários devem ser tratados como doentes e não como criminosos), têm que intervir nesse caso para que possamos ter tranqüilidade no ir e vir e as nossas crianças não fiquem sujeitas ao aliciamento dessas pessoas.



Fonte: ACIC-DF

Novo batalhão de polícia

Já esta sendo construído no Setor de Industrias de Ceilandia o 10º Batalhão de Policia Militar, ou seja, o segundo batalhão de Ceilândia já é uma realidade. Esta ação do GDF faz parte de um conjunto de reivindicações da ACIC (Associação Comercial, Empresarial e Industrial de Ceilândia) entregue ao governador.

Fonte: ACIC-DF

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ateou fogo no marido

Uma mulher queimou o marido por volta de 21h da quarta-feira (22/7) no Setor Habitacional Sol Nascente, chacára 34. De acordo com Marcelo de Paula Araújo, delegado-chefe da 23ª Delegacia de Polícia (P Sul), Pedro Santana, 51 anos, estava deitado no sofá quando Maria das Graças da Silva Santana, 53, jogou um líquido inflamável e ateou fogo.

Pedro foi levado ao Hospital Regional de Ceilândia com 14% do corpo queimado. Logo depois, foi transferido para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Segundo o delegado, o Hospital de Ceilândia comunicou a polícia do ocorrido.

De acordo com o Hran, o estado de saúde de Pedro é estável. Ele teve queimaduras na face, no troco e no braço esquerdo de segundo grau. O hospital diz que a mulher jogou álcool no marido.

Os familiares que prestaram esclarecimentos na delegacia disseram que o casal brigava frequentemente e que a esposa era muito ciumenta. Um mandado de prisão preventiva para Maria das Graças, que está foragida, já foi expedido. Ela vai ser autuada por tentativa de homicídio qualificado e pode pegar de 12 a 30 anos de prisão com redução da pena.



Fonte: Correio Braziliense, ClicaBrasília, Rede Record e Rede Globo

Professores visitam obra

Cerca de trinta professores visitaram o canteiro de obras do campus definitivo da Faculdade UnB Ceilândia nesta quarta-feira, 22 de julho. Os visitantes foram conferir o andamento da construção, que já desponta sua estrutura armada de concreto no horizonte da cidade, distante 26 quilômetros do Plano Piloto. Em um terreno de 200 mil m², entre terra e poeira vermelha, o esqueleto pré-moldado é avistado de longe.

A previsão é que o primeiro prédio do campus – Unidade de Ensino e Docência - seja entregue em novembro deste ano. “A gente sabe que a obra é relativamente rápida por causa da estrutura pré-moldada. Estamos confiantes de que será entregue na data prometida”, disse o vice-diretor da FCE, Oviromar Flores.

Atualmente, os 480 estudantes dos cursos de Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Gestão em Saúde e Terapia Ocupacional estudam em dez salas emprestadas do Centro de Ensino Médio nº 4. "Temos estrutura para receber os 240 calouros do 2º semestre de 2009. Mas não os do próximo vestibular", lembra Oviromar.




Durante a visita, os professores mantiveram o humor, mesmo debaixo de sol intenso e poeira. Eles andaram até a área próxima da estrutura e não hesitaram em posar para fotografias, a pedido da equipe de reportagem da UnB Agência. Afinal, o momento fotográfico era duplamente histórico: os primeiros professores da faculdade, em frente à construção da primeira universidade pública de Ceilândia.

“Estamos na expectativa. Será um desafio. Sabemos que vamos ter dificuldades, porque vamos receber uma estrutura física para administrar. Toda história está para ser construída”, disse Margô Karnikouski, professora de Farmácia Social . “É um momento histórico. Há mais de 20 anos, Ceilândia luta por uma universidade pública. É importante porque é uma cidade marcada pela segregação social”, lembrou Fernando Ferreira Carneiro, professor de Saúde, Ambiente e Trabalho.

A visita integrou programação do 1º Seminário de Formação Pedagógica da FCE, cujo objetivo é complementar a formação dos professores. O encontro termina na quinta-feira, 23 de julho. A ideia é instruir os docentes a ministrarem aulas críticas e interdisciplinares para a formação de profissionais comprometidos com a saúde da população.





De acordo com Rogério de Oliveira Cunha, engenheiro e gestor da obra, a primeira etapa da construção da Unidade de Ensino e Docência será concluída na semana que vem. Nesta fase, engenheiros e pedreiros instalam as vigas de pré-moldados. “Depois, vamos colocar o piso, telhado e as instalações elétricas e hidráulicas”, resumiu Cunha. A obra do segundo prédio, a Unidade Acadêmica, está na fase inicial. “Estamos começando a construir as bases, a fundação”, informou o engenheiro.

Militante do Movimento Pró-Universidade Pública em Ceilândia (MOPUC), Marcos Martins Machado também compareceu ao canteiro de obras nesta quarta-feira. “Sempre estou passando por aqui para acompanhar. É o resultado de uma luta”, disse o morador do setor P Sul, de 46 anos. “É um primeiro passo, mas temos que aperfeiçoar. O jovem da Ceilândia tem que trabalhar para se sustentar. Por isso precisamos de cursos noturnos”, disse Marcos.



Fonte: ClicaBrasília

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Maus exemplos no DF

No Plano Piloto os vendedores ambulantes enfrentam os fiscais do Governo do Distrito Federal. São tapas, socos e muito empurra-empurra.

Outra vez, em Ceilândia, os mesmo fiscais foram recebidos a pedradas.



Gás Clandestino

É a coisa mais comum do mundo encontrar locais de venda clandestina de gás de cozinha: residências, bares, e outros tipos de comércios.

A fraca fiscalização e o clima de impunidade favorecem a irregularidade. Alertamos a população que se houver alguma explosão, pessoas poderão chegar a óbito.


Fonte: Rede Record

O Nota Legal emplaca?

O governo do Distrito Federal está preocupado com a queda na arrecadação de impostos fiscais. Os últimos dados divulgados mostram que a sonegação está em níveis alarmantes. Para mudar esse quadro, a Secretaria de Fazenda pretende lançar em breve uma campanha para aumentar a fiscalização sobre o pagamento de impostos no comércio.

A estratégia é mobilizar os cidadãos por meio do programa Nota Legal. A ideia foi lançada ano passado, mas só conseguiu a aprovação da Câmara Legislativa na última semana.

De acordo com a Secretaria de Fazenda, em um ano as empresas deixaram de pagar o equivalente a 55% da arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Só no cartão de crédito o valor chegou a R$ 200 milhões, entre julho de 2008 e junho desse ano. O prejuízo culminou no corte de orçamento para diversas áreas do poder público, entre elas, obras e educação.

Diante do problema, o GDF resolveu insistir na participação da sociedade. Na próxima semana, os brasilienses assistirão a campanha informativa sobre o Nota Legal por meio da mídia televisiva, falada e escrita. Desde que foi criado, em setembro de 2008, será a primeira vez que o governo divulgará o programa.




O programa Nota Legal consiste em oferecer ao consumidor a possibilidade de recuperar até 30% do valor do ICMS e do ISS recolhidos nos locais de venda. O valor será recuperado por meio de descontos no IPTU ou IPVA, de acordo com o indicado pelo beneficiado.

Para participar, o cidadão não precisa se cadastrar. Basta apenas fornecer o número do CPF para que o vendedor registre a compra no livro eletrônico, via internet. Após a inclusão, o interessado poderá solicitar, por meio eletrônico, uma senha que possibilite o acompanhamento do processo.

A intenção é mostrar à população a importância de se exigir o documento fiscal na hora da compra. O gesto evita a sonegação das taxas e aumenta o fluxo de verba do poder público e ajuda a economia do consumidor, que, segundo o gerente de loja Delcir Botelho, ignora o papel.

“Eles não exigem. Alguns fazem gestos de que vão esperar, mas outros jogam fora ou pedem para nós jogarmos”, afirmou Delcir, para quem a divulgação do desconto poderá mudar a cultura do brasiliense e motivar a cidadania.




O Programa Nota Legal, da Secretaria de Fazenda não funciona. Desde maio deste ano, o site apresenta problemas. Ao tentar acessar os internautas de imediato são informados de problemas técnicos. O programa permite que consumidores e pequenas empresas, optantes pelo simples nacional, possam recuperar 20% do valor do ICMS e do ISS recolhido pelos estabelecimentos fornecedores ou prestadores de serviço.


Fonte: Tribuna do Brasil aqui e aqui

Aparelho contra fraudes

A CEB tem um prejuízo mensal de quase R$ 15 milhões com o furto de energia elétrica de grandes e pequenos consumidores. E decidiu reagir. Um aparelho instalado nos medidores vai denunciar na central da companhia a existência de qualquer tipo de fraude. Por enquanto só dos grandes consumidores. Mas só por enquanto.

É uma confusão a céu aberto. Os moradores furtam energia dos postes públicos. Ligações clandestinas que garantem a iluminação em boa parte das casas no Sol Nascente, em Ceilândia.

“Aqui nessa cidade não tem energia. Aí a gente vai viver no escuro?”, fala o porteiro Cícero Antônio Portela. As chamadas gambiarras estão em quase todas as ruas da invasão. A CEB estima que hoje existam mais de 20 mil ligações ilegais em todo o Distrito Federal. “Na minha casa também é gambiarra porque não tem saída”, diz a moradora Maria Fernanda.

As gambiarras, os consumidores que manipulam os medidores e os desperdícios de energia, causam grande prejuízo. A CEB estima em quase R$ 15 milhões, por mês. Furtar energia é crime previsto no Código Penal. Quem comete a ilegalidade pode ficar até quatro anos na prisão.

Para descobrir quem são essas pessoas, empresas e diminuir o prejuízo que tem, a CEB começou a monitorar os grandes consumidores. Para isso a companhia conta a tecnologia. O mais novo dedo-duro da CEB é um aparelho, na verdade uma unidade remota com um chip de celular dentro. O equipamento fica instalado ao lado do medidor de energia. Em contado direto com a central, instalado na sala da CEB, acompanha todo o consumo. Os técnicos recebem informações em tempo real. Com o monitoramento é possível identificar, por exemplo, fraudes e defeitos nos equipamentos de medição.

Por enquanto, 1,4 mil grandes clientes estão sendo monitorados. Eles são responsáveis de quase 30% de todo o consumo da CEB. “Um pequeno erro na medição desses grandes consumidores, uma pequena fraude corresponde a um consumo de energia e prejuízos muito alto. Muito mais do que um consumidor pequeno, que tem um consumo de R$ 30 por mês, por exemplo, e que o prejuízo seria menor”, explica o engenheiro da CEB, Luis Carlos Rusky.

A CEB já estuda um monitoramento para os pequenos consumidores. E vai aumentar a fiscalização dos grandes: serão 5 mil até o fim do ano que vem.



Fonte: Rede Globo

Militares estão acima do peso

Bombeiros e policiais militares com quadro de obesidade querem fazer as pazes com a balança. Ontem, em um dia dedicado à saúde, cerca de 300 deles se submeteram a exames e o resultado foi preocupante. Segundo a nutricionista Dayse Neves, 90% dos atendidos apresentaram quadro de sobrepeso e obesidade. “A maioria não se alimenta adequadamente e não faz nenhum tipo de atividade física”, justificou a especialista.

A ação ocorreu na sede da Associação de Praças, Policiais e Bombeiros Militares do DF (Aspra), no Setor de Indústrias Gráficas de Taguatinga. Os militares puderam aferir o peso e a pressão, tiraram as medidas da cintura e se consultaram com especialistas que ensinaram como ter uma vida mais saudável e melhorar o condicionamento físico.

No ano passado, o Departamento de Saúde da PM realizou uma pesquisa com mil soldados e constatou que 40% deles apresentavam Índice de Massa Corporal (IMC) acima do ideal. O projeto tinha como proposta que os policiais perdessem 200 quilos até abril deste ano, no aniversário de 200 anos corporação, mas apenas dois soldados ficaram até o final. “Eles foram abandonando. A gente tem a atividade diária, mas sempre está acima do peso”, contou a major Hilda Ferreira, da comunicação social da PM.

A policial Dagmar Cipriano, 43 anos, terá de tomar um medicamento para controlar o apetite. Sem revelar o peso, a sargento garante que quer perder entre seis e sete quilos. “O serviço é desgastante e acaba que eu canso muito e não tenho tempo nem disposição para fazer exercícios”, admitiu. O sargento dos bombeiros Aurino Pereira, 33, também está acima do peso. “Sempre faço atividade física, mas ando comendo muito. Engordei por vacilo e agora terei de correr atrás do prejuízo”, diz.




Entre os problemas decorrentes da obesidade, os especialistas identificaram desvio de coluna, dores nas articulações e também doenças mais graves, como diabetes. “Geralmente é porque o policial costuma sentar de modo errado ou tem uma marcha inadequada (não pisam corretamente)”, explicou a fisioterapeuta Jennifer da Silva Ferreira. Os militares assistiram a filmes sobre obesidade, palestras preventivas, fizeram alongamento e participaram de dinâmicas em grupo.

A policial Cenir Maria da Silva, 42 anos, não reclamou do diagnóstico. “Adquiri varizes e a primeira coisa que o médico falou para mim é que eu tinha que emagrecer. Nem dou conta de correr porque as pernas doem, mas tenho que mudar isso logo devido à minha profissão”, reconhece. Os policiais e bombeiros que passaram ontem pela Aspra ainda receberam cartilhas de como se alimentar corretamente e foram orientados a procurar especialistas para fazer exames mais detalhados.

Outro evento desta natureza está marcado para o próximo dia 18. “A obesidade (1)na polícia está muito grande. Vamos trazer nutricionistas e alguns especialistas para fazer um trabalho voltado para a prevenção”, explicou o diretor jurídico da Aspra, Francisco Mendes Araújo. Ainda este ano, ele pretende enviar ao Comando da PM um relatório sobre a necessidade de dar continuidade aos projetos de combate à obesidade na corporação.



Fonte: Correio Braziliense

Abadia poderá ir para Águas Lindas

A candidata que por pouco não levou para o segundo turno as eleições de 2006 para governador ainda não sabe onde pretende depositar seu patrimônio eleitoral — recebeu 315.671 votos— no ano que vem, mas tem uma boa ideia do que vai fazer com ele em 2012. A ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB) quer concorrer a uma vaga de prefeita logo ali, em Águas Lindas (GO), distante 50km do Plano Piloto. Dois anos e meio depois de ser derrotada nas urnas por José Roberto Arruda (DEM), a tucana permanece interessada pela política, mas mirou o seu foco para fora das fronteiras do DF. Além de Águas Lindas, ela estuda a hipótese de disputar o comando do Novo Gama (GO), a 40km de Brasília.

O projeto de Abadia em dirigir uma cidade vizinha ao DF tem, pelo menos, três motivos. Primeiro, ela almeja aumentar sua temporada à frente do Executivo (1). Segundo, acredita que tem chances reais de vencer uma disputa numa das duas cidades goianas, especialmente em Águas Lindas, que abriga boa parte de ex-moradores de Ceilândia, reduto eleitoral dela. Por último, Abadia se sentiu traída por antigos aliados da política local, o que explica em parte o desapego da ex-governadora às articulações locais. Além do mais, entre ser “rabo de jacaré no DF” e “cabeça de lagartixa no Entorno”, a ex-governadora tem pensado bastante na segunda alternativa. “Cansei de ser a cereja do bolo dos outros”, disse em entrevista ao Correio (leia ao lado).

No páreo
Abadia não é a primeira política com base no Distrito Federal a cobiçar o comando de Águas Lindas. A cidade tornou-se bastante visada depois de se tornar a mais populosa do Entorno. Tem aproximadamente 240 mil moradores, 98,5 mil eleitores e um orçamento anual de R$ 96 milhões. O potencial da cidade despertou, por exemplo, o interesse do deputado federal José Edmar (DEM) pelo município. Ele chegou a cogitar a mudança de domicílio eleitoral para concorrer no Entorno, mas não conseguiu reunir apoio para sustentar o projeto. Nas últimas eleições para prefeito, lideranças do DF, como é o caso do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB), se envolveram profundamente na tentativa de eleger um aliado na cidade. O candidato, no entanto, acabou derrotado por Geraldo Messias (PP) (2).

Antes de 2012, Abadia, inevitavelmente, terá de enfrentar o processo eleitoral de 2010 aqui no DF. A ex-governadora não diz ainda para qual cargo pretende se candidatar no ano que vem, mas garante que vai estar no páreo. Por enquanto, ela se define como uma observadora do processo: “Estou só de olho, estudando todas as alternativas”. E, pela variedade de interlocutores com quem a ex-governadora tem conversado ao longo dos últimos meses, são várias as possibilidades.



Fonte: Correio Braziliense

Ketleyn está fora do mundial de judô

A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) convocou nesta terça-feira os atletas que irão defender o Brasil no próximo Mundial da categoria, entre os dias 25 e 30 de agosto, na Holanda. E duas surpresas marcaram a lista: as ausências do meio-leve João Derly e da leve Ketleyn Quadros.

Bicampeão mundial, Derly ficou de fora devido a uma lesão no nos músculos abdominal e adutor direitos, sofrida no último dia 7. O atleta até teria condições de competir no mês que vem, mas como estaria sem ritmo de combate e o Mundial não conta pontos para a classificação olímpica, optou-se por não arriscar o físico do lutador. Desta forma, ele será substituído por Leandro Cunha.

Por sua vez, Ketleyn Quadros acabou preterida por Rafaela Silva devido aos maus resultados obtidos após a conquista da medalha de bronze nas Olimpíadas de Pequim. Desde agosto do ano passado, ela venceu apenas duas lutas pela seleção verde-amarela - seu melhor resultado foi o quinto lugar na Copa do Mundo de Belo Horizonte.

A despeito dos dois desfalques, o Brasil ainda contará com nomes fortes para a competição holandesa, caso de Luciano Côrrea, que vai tentar o bi mundial entre os meio-pesados e Tiago Camilo, que depois do sucesso entre os leves (prata em Sidney-2000) e entre os meio-médios (título mundial em 2007) tenta repetir a trajetória na categoria médio.

Dono de duas medalhas de bronze olímpicas, Leandro Guilheiro também sonha alto, assim como Rafaela Silva, de apenas 17 anos. Aluna do projeto social "Reação", coordenado por Flavio Canto, ela é o destaque nacional na atual temporada, tendo como ponto alto o título da Copa do Mundo de Madrid. Na categoria meio pesado feminino, a CBJ optou por não enviar representantes.



Fonte: Correio Braziliense e Jornal de Brasília

terça-feira, 21 de julho de 2009

Associação atuando

O centro Comunitário de Capacitação e Apoio aos Carentes e Deficientes de Ceilândia e Entorno - COCADE, conseguiu, junto a Secretaria de Agricultura, a doação semanalmente de frutas, legumes e verduras para a distribuição em comunidades carentes de Ceilândia.

Estamos felizes e satisfeitos com mais esse feito de uma ONG nova e que veio para reivindicar e tentar solucionar alguns dos problemas da comunidade ceilandense.



Associação de Moradores de Ceilândia - ASCEI

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Novo centro odontológico

A Secretaria de Saúde do DF inaugura o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) de Ceilândia, nesta terça-feira (21), às 10h, no Centro de Saúde 11, que fica na EQNO 17/18 – Área Especial, Expansão do Setor O - Ceilândia. São sete consultórios onde serão realizados procedimentos de média complexidade como endodontia, periodontia, cirurgia oral, detecção e diagnóstico de câncer bucal, prótese total, além dos serviços de dentística e atendimento a portadores de necessidades especiais.


A equipe será composta por seis cirurgiões dentistas, técnicos de higiene bucal e técnicos em prótese dental, os quais têm a perspectiva de atender entre 350 e 400 pacientes por semana. O CEO conta também com um centro de radiologia odontológica e laboratório de prótese.
O DF tem CEO instalados nas regionais de saúde de Taguatinga, Planaltina, Asa Norte e na Diretoria de Saúde do Trabalhador (Disat). Em agosto será inaugurado um centro em Sobradinho.


Fonte: ClicaBrasília

Saúde no DF é reprovada

Para 52,8% da população do Distrito Federal a saúde pública no DF é ruim ou péssima. Esse é um dos resultados da pesquisa realizada pelo Instituto Vox Populi a pedido do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (Sindmédico) divulgada nesta segunda-feira (20/7). O estudo avalia a percepção dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto aos serviços prestados detectando os principais problemas tanto do setor administrativo quanto nas emergências dos Hospitais do Distrito Federal.

A pesquisa mostrou que um em cada três entrevistados, ou 33,1%, levaram mais de um dia para conseguir atendimento. Em média, os pacientes esperam na recepção 43 minutos para receberem o primeiro atendimento no balcão, ou seja, para o preenchimento da ficha, e que 86% não recebe nenhuma informação sobre como seria o atendimento. "Isso mostra uma total falta de preparo na hora de preencher a guia. Na maioria das vezes não são pessoas ligadas a rede de saúde que fazem esse papel", explica o presidente do Sindmédico, Gutemberg Fialho.

Mesmo com estes problemas, 41% da população pesquisada avalia positivamente o atendimento recebido dos funcionários. Além disso, 50% avalia como bom ou ótimo o atendimento feito pelo médico. "A população sabe distinguir de quem é a culpa do sistema, que nesse caso não é dos servidores que trabalham nesse atendimento e nem dos médicos", explica Fialho.




Em atendimentos de emergência a situação piora. Entre os pacientes que foram atendidos em urgência ou emergência, o que corresponde a 50% do total de entrevistados, a maioria (80%) não passou por nenhuma triagem para avaliar a gravidade do problema e, em média, havia 16 pessoas na frente dos entrevistados aguardando atendimento em um tempo médio de 3 horas de espera. "O médico não tem obrigação de atender as pessoas rapidamente, o governo que deve contratar mais gente", afirma Gutemberg.




Quando a pesquisa pede o nome do responsável pela situação atual da Saúde Pública do DF, 61% apontam o Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Em segundo, o presidente da República, com 13%, seguido pelo Secretário de Saúde, Augusto Carvalho, em terceiro com 6%. Se a pergunta é feita de maneira estimulada, entre todas as opções que participam do sistema público, o GDF continua em primeiro lugar subindo para 85%.

A pesquisa foi feita entre os dias 11 a 15 de maio de 2009 com 400 pessoas. A margem de erro da pesquisa é de 5%. Do total de entrevistados 54% são mulheres e 46% são homens. Sobre o perfil sócio-econômico, 48% ganham entre um e dois salários mínimos e apenas 4% possuem ensino superior.



Fonte: Correio Braziliense, Rede Record e Rede Globo

domingo, 19 de julho de 2009

Nova enquete: Que curta vc quer?

Esta nova enquete tem como objetivo otimizar a realização do Cine Clube do programa "Ambientes Saudáveis".

Por qual tema a população de Ceilândia se interessa?
Os escolhidos serão exibidos nos Curtas e Filmes da UnB-FCE.


Veja as sugestões:

- Violência
- "Preconceito" Social em relação as outras Regiões administrativas do DF
- A realidade geral de Ceilândia
- Questões raciais
- Questões ambientais
- Lixo
- Educação


O programa tem acontecido no CEP-Ceilândia - Guariroba.

Vovó faz aniversário

O Setor Privê, em Ceilândia, festejou, durante todo o dia de ontem (18/07/09), os 101 anos de Etelvina Almeida Silva, completados esta semana. A mais velha moradora do bairro esbanja lucidez. Vizinhos, parentes e a prefeitura comunitária presentearam-na com o Arraiá da Dona Etelvina.Quase todos os quatro filhos, 15 netos, 33 bisnetos e três tataranetos de Mãe Tel, como é chamada, se divertiram com as barracas de comidas típicas, cama elástica e algodão doce, montadas na rua da aniversariante. Vestida de preto, cor que não tira há seis anos, desde que ficou viúva, Etelvina ficou feliz com a festa. “Gostei muito do parabéns”. Ela atribui o segredo da longevidade a Deus. “É aquele de lá que não me leva”, diz, apontando para o céu. Ela reconhece também o bom tratamento que recebe dos filhos. “Graças a Deus, minhas filhas zelam muito por mim. São muito boas. Só sabe quem vê”.


Fonte: Correio Braziliense e Band Cidade

Opinião: As câmeras nos ônibus

Para tentar diminuir o número de assaltos a ônibus, que cobraram a vida de mais um trabalhador alguns dias atrás, a Secretaria de Transportes anuncia que instalará nos coletivos 2.850 kits com duas câmeras e uma unidade de gravação de vídeo digital (DVR). A instalação dos equipamentos terá um custo inicial de R$ 8.936.797,00 (oito milhões novecentos e trinta e seis mil setecentos e noventa e sete reais).

O marido de uma de minhas sobrinhas trabalhava como cobrador de ônibus. Ainda bem jovem e com um filho recém-nascido, teve sua vida alterada de uma hora para outra. Durante assalto em uma linha do Recanto das Emas, ocorrido dez anos atrás, recebeu um tiro na cabeça e ficou inválido.

A partir desta má experiência familiar, permito-me questionar alguns pontos da medida adotada pelo GDF, a começar pela eficácia das câmeras de vigilância. Elas decerto desestimulam os criminosos. Mas um assaltante que esteja sob efeito de drogas não se intimidará diante de um simples aparato eletrônico. Estão aí os lojistas da cidade sofrendo assaltos a toda hora, ainda que muitos estabelecimentos comerciais hoje em dia tenham mais câmeras do que clientes.

Nas cidades do mundo desenvolvido não se tem notícia de assaltos a ônibus. Não que elas estejam livres de criminosos. É que não só a segurança pública naquelas cidades é levada mais a sério, como não existe por lá esse chamariz para os assaltantes que é a figura do cobrador ou do motorista que, além de dirigir, exerce também essa função. Todo o sistema de cobrança de passagens é automatizado. O passageiro pode pagar pela viagem de três formas:

- através de cartões magnéticos de plástico, recarregáveis por meio da internet ou em postos de atendimento, como os que já existem no DF;

- com cartões magnéticos de papel, utilizáveis apenas uma vez, que podem ser comprados em quiosques ou bancas de revistas;

- por último, no caso de a pessoa, por alguma razão, preferir pagar a passagem em dinheiro, há embutida em cada ônibus, ao lado do motorista, uma pequena máquina blindada, parecida com as de venda automática de refrigerantes, onde podem ser introduzidas cédulas ou moedas. A máquina confere o dinheiro e libera a catraca, se a quantia estiver correta.

...



Para ler na íntegra visite o site da fonte.


Fonte: Ceilândia.com

Ratos

Os ratos são encontrados em todos os locais do DF e não escolhe classe social. Sou morador da asa sul e quando chega próximo da coleta do lixo (que é a noite), se você passa pela W3 vai ver várias ratazanas passando próximo aos locais que o lixo fica acumulado. Esses problemas também são enfrentado nas outras cidades, principalmente no Gama e em Ceilândia.

Acredito que a Secretaria da Saúde, através de seu órgão responsável para tratar desse tipo de assunto tem que tomar as medidas cabíveis para solucionar com este problema. Os agentes de saúde denunciam que o trabalho de desratizar não é feito há mais de seis meses. Que vergonha! Acho melhor a Secretaria da Saúde tomar uma atitude, pois as ratazanas se espalham por toda a cidade e são causadoras de duas graves doenças: A hantavirose e a leptospirose.


Wellington Luiz de Souza


Fonte: Jornal de Brasília

sábado, 18 de julho de 2009

Acusado de sequestrar a ex-namorada

A promotora de vendas Bruna Pereira de Sousa, de 18 anos, foi resgatada na manhã de hoje (18), perto das 11 horas, do cativeiro onde estava sendo mantida sob cárcere privado desde a madrugada da quinta-feira. No local, Rua 42, Casa 1, na Colônia Agrícola Samambaia, foi preso André Martines, 26, o DJ André Tchê, que havia sequestrado a namorada em Ceilândia (QNN 4), onde reside a vítima.

De acordo com o delegado de plantão da 23ª DP, Raphael Seixas, o acusado, DJ André, agiu por ciúmes, em razão de não aceitar o fim do relacionamento com a jovem. Bruna de Sousa disse que não suportava mais os espancamentos e as ameaças de morte do namorado. Por esse motivo, decidiu terminar o relacionamento no dia 1º, deste mês.

Entre a madrugada da quinta-feira e a manhã de hoje, Bruna de Sousa permaneceu sem se alimentar, tinha acesso apenas a água. DJ André Tchê defendeu-se alegando que ofereceu refeições a namorada, que teria recusado. Bruna de Sousa também acusou o DJ de tê-la estuprado, o que deve aumentar a gravidade do crime, caso o exame de corpo de delito comprove a violência sexual.

O DJ André Tchê foi indiciado por sequestro em cárcere privado, crime que pode lhe custar uma pena de uma a três anos de cadeia e que não dá direito à fiança. Ele também pode ser processado por lesão corporal.



Fonte: ClicaBrasília, Rede Globo, Correio Braziliense, Rede Record e Band Cidade

Programa das Águas

O secretário de Obras, Márcio Machado, pretende começar de imediato os trabalhos viabilizados pelos créditos externos aprovados nos dois últimos dias pelo Senado. O Programa das Águas, basicamente combate às enchentes e à erosão, começa em Taguatinga: já se abriu a licitação para a obra na avenida Hélio Prates e tudo indica que as obras se iniciarão em setembro. Para as demais, os editais saem em 10 ou 15 dias. Estão na lista as avenidas Comercial e Samdu, em Taguatinga, além de praticamente toda a Asa Norte, a mais atingida pelas cheias. Nelas, a Secretaria trabalhará em faixas, desde as quadras 900 até o lago. Márcio Machado espera começar essas obras em novembro. O programa todo terá a duração de dois anos, mas cada obra, isoladamente, deverá terminar em um ano.




O esquema de tesourinhas será inteiramente reformado, criando-se uma nova canalização que permita escoar a água das enxurradas. Com a impermeabilização do solo, efeito das edificações e do asfaltamento, o fluxo decorrente das chuvas aumentou muito e inviabilizou o sistema de escoamento atual. O secretário Márcio Machado explica que as obras se farão por canalizações subterrâneas. Isso significa que não haverá demolições. A estrutura das tesourinhas, por exemplo, não será derrubada. Significa também que as chuvas não atrapalharão o desenvolvimento dos trabalhos. Paralelamente haverá obras de combate à erosão, tanto em Ceilândia – condomínios Privê e Por do Sol, por exemplo – quanto em Santa Maria.



Fonte: Jornal de Brasília, Correio Braziliense e Tribuna do Brasil aqui e aqui

Liberou os golpistas

Quatro golpistas, dentre eles um menor de idade, foram detidos no início da tarde deste sábado (18/7). O grupo tentava enganar clientes de um grande banco público para ganhar dinheiro fácil, em Ceilândia, mas só conseguiu fazer uma vítima. Os quatro eram monitorados pelo serviço de inteligência da Polícia Militar enquanto armavam o esquema.

O golpe consistia em colocar uma placa adesiva no local por onde sai o dinheiro, na hora que a vítima efetuasse o saque, para que as notas permanecessem presas. Depois de a vítima deixar o local, eles voltavam ao banco, retiravam a placa e pegavam os valores. A polícia acompanhou toda a ação, identificou vítima e criminosos e colocou uma viatura para seguir o quarteto.

Na avenida Elmo Serejo, próximo ao estádio, o grupo foi abordado pela polícia e levado à 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), onde foram reconhecidos pela vítima. Apesar da prisão em flagrante, a mulher preferiu não registrar ocorrência contra os autores, que foram liberados após devolver os R$ 140 que haviam furtado.



Fonte: Correio Braziliense

Sem coleta de lixo

A notícia foi dada pela Rede Record. A comunidade do Incra 09 está sofrendo com a falta de coleta de lixo da localidade. São muitos detritos acumulando e o mau cheiro já é sentido a distância.

Os responsáveis pela limpeza no DF são chamandos à atenção devido a falta de compromisso demostrada...


Fonte: Rede Record

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Kaká no Ceilândia? Será?!

Botafogo do Rio de Janeiro já tem sua filial em Brasília. É o Esportivo Guará que agora está denominado Botafogo Brasília. Porém, outro clube da Capital da República deverá ter o apoio não de uma equipe, mas sim do pentacampeão Kaká, que atualmente é jogador do Real Madrid.




Ricardo Izecson dos Santos Leite, mais conhecido como Kaká , nasceu em Brasília no dia 22 de abril de 1982. O jogador, que tem raízes no Distrito Federal, já autorizou seus representantes para que mantivessem contatos com a diretoria do Ceilândia Esporte Clube.

Em entrevista ao plantonista Ari Moisés e o narrador do povão Marcelo Ramos, que comanda a equipe de esportes da Rádio Capital de Brasília, o supervisor do Ceilândia, Almir Almeida, confirmou os contatos e declarou: “Realmente existe este interesse por parte do Kaká. Estamos vendo como fica esta situação e aguardamos os acontecimentos”.

O Ceilândia Esporte Clube teve seu grande momento na série C de 2005 quando terminou na sétima posição e repetiu boa campanha em 2006. Os treinadores mais conhecidos que passaram pelo clube do Gato Ceilândia, na oportunidade, foram Mauro Fernandes, hoje no Atlético Goianiense e Paulo Comeli, que está no Bahia, Reinaldo Gueldini, hoje no Gama, além de Sérgio Alexandre. O clube era presidido pelo ex-goleiro Serjão.

O Ceilândia disputará o Candangão 2010, que tem seu início previsto para janeiro do ano que vem.



Fonte: blog Carlos Nascimento ao Vivo

O Centro Metropolitano começa a ser construído em setembro

A obra do novo centro administrativo do governo do Distrito Federal deverá começar em setembro. A previsão é de que a primeira fase do projeto, composta pela governadoria e mais dois blocos de quatro pavimentos, sejam finalizadas em março de 2010. Em mais um ano, todo o complexo deverá estar concluído. O novo Buritinga deverá ser erguido no terreno ocupado hoje pela rodoviária de Taguatinga.

O objetivo da nova sede é melhorar a organicidade do governo, além de reduzir custos da máquina administrativa e o acesso do cidadão ao serviço público, já que os diversos órgãos do governo estão distribuídos em vários locais, como Setor Comercial Sul (Secretaria de Serviços Urbanos); Setor Bancário Norte (Secretaria de Fazenda); e Asa Norte, onde o GDF ocupa várias salas alugadas.

Com a centralização, o governo pretende economizar cerca de R$ 9 milhões por mês. Segundo o gerente do projeto, Fernando da Costa e Silva, os custos em manutenção e serviços nos órgãos do GDF chegam a R$ 15 milhões por mês.

“Já houve a licitação, a empresa vencedora já assinou o contrato com o governo”, disse Silva, informando já foram obtidas as licenças prévias ambientais. “Agora, só faltam os projetos para licença de instalação, que vai permitir iniciar a obra. Esperamos obtê-la em agosto.” Ele disse que “o projeto é de parceria privada; quem vai construir e manter é a iniciativa privada”.

Estão previstos pelo projeto a construção de 14 prédios para abrigar 15 mil servidores e toda a estrutura administrativa do governo. O consórcio que ganhou a licitação vai investir R$ 439 milhões na obra.



Fonte: Tribuna do Brasil

Funcionaria no DF?

Ao menos 21 cidades em oito Estados do país já tiveram decretado pela Justiça o chamado “toque de recolher”, medida que restringe a circulação de adolescentes à noite pelas ruas. Apenas no interior paulista, três municípios proibiram a circulação de menores de 18 anos nas ruas após as 23h. O combate à violência é citado como uma das justificativas.

O Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), ligado à Presidência, divulgou no mês passado um parecer contrário a esse tipo de medida, afirmando que ela fere o direito à liberdade. No entanto, nessas cidades, polícia e conselhos tutelares argumentam que o toque de recolher diminui os índices de criminalidade e evasão escolar.

Em Fernandópolis (SP), onde a medida vigora desde 2005, levantamento feito pela Vara de Infância e Juventude mostra que o número de ocorrências envolvendo adolescentes diminuiu 23% de 2004 para 2008. Os furtos, por exemplo, passaram de 131 para 55.
Além de São Paulo, cidades de Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná e Santa Catarina adotaram a mesma medida.



Fonte: Folha de São Paulo e Ceilândia.com

Câmeras nos ônibus

Com o objetivo de diminuir o número de assaltos a ônibus no Distrito Federal, a Secretaria de Transportes, por meio da DFTrans, fará licitação,na modalidade pregão presencial, para a compra de câmeras de segurança. O propósito é instalá-las em ônibus e micro-ônibus do Sistema de Transporte Público do Distrito Federal – STPC/DF.

O edital foi publicado hoje (17), no Diário Oficial do Distrito Federal. No dia 29, às 10h, haverá o pregão, com o recebimento e abertura dos envelopes com propostas de preço. Em seguida ocorrerão os lances verbais. O evento será na sala da Comissão de Licitação da DFTrans , localizada no Setor de Áreas Isoladas Norte SAIN– Rodoferrroviária – Sobreloja Ala Sul - Brasília/DF.

A empresa vencedora do certame deverá fornecer e instalar 2.850 kits com duas câmeras e uma unidade de gravação de vídeo digital (DVR). Também deverá fornecer configuração de programa de reprodução de imagens a ser instalado nos computadores da Dftrans.

O secretário de Transportes, Alberto Fraga, explica que as cidades com maiores índices de assaltos a ônibus terão prioridade. “Vamos começar a instalação das câmeras de monitoramento obedecendo a um levantamento feito pela Polícia Civil. Ceilândia, Samambaia, Itapoã e Santa Maria são as regiões com maiores índices de furtos e roubos em coletivos”, afirma o secretário.

O valor estimado do pregão é de R$ 8.936.797,00 (oito milhões novecentos e trinta e seis mil setecentos e noventa e sete reais). Já a instalação dos equipamentos deve ocorrer em aproximadamente 60 dias após a finalização do processo licitatório.

Cópias do edital e de seus anexos encontram-se gratuitamente na Internet, no endereço : www.dftrans.df.gov.br. Também estão à disposição dos interessados na Comissão de Licitação, no endereço citado, no horário de 9h às 12h e 14h às 18h. Para obtê-los é preciso apresentar comprovante de depósito bancário, no valor de R$ 15,00, efetuado no Banco de Brasília – BRB, na conta-corrente n°0063-002161 (Transporte Urbano do Distrito Federal - DFTRANS).

Segundo o diretor geral da DFTrans, Paulo Henrique Munhoz, a ação visa reduzir o número de assaltos aos ônibus do DF. “Além de um transporte público de qualidade, devemos oferecer segurança aos passageiros”, afirma Munhoz.



Fonte: ClicaBrasília e Ceilândia.com

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Imagem: Calçada sim, calçada não




Qualquer um que ande por Ceilândia Norte ou Sul percebe que há algo de estranho. Parece que iriam reformar as calçadas e acabaram retirando as partes que estavam danificadas. O problema é que esqueceram de terminá-las e o resultado é este: Calçada sim, calçada não.

Além dos locais sem o devido calçamento, é comum encontrar bueiros entre-abertos - um perigo para qualquer um que passe pelo local: principalmente para crianças e idosos.

Em Ceilândia Sul a situação ainda é mais crítica. Devido as novas obras de captação de água das chuvas, a buraqueira e a poeira ficam sempre a mostra - será difícil deixar as calçadas verdadeiramente "nos trinques".

E em pensar que estes bairros ainda possuem o "devido" calçamento...

Vídeo: Onda de assaltos a casas no Sol Nascente

A dificuldade de acesso a área e falta de estrutura nas residências são citados como os maiores empecilhos para a polícia agir, segundo a PM. Os moradores já acham que o policiamento não é o bastante. Veja:

Correio Web / Tv Brasília


Fonte: Jornal Local

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Universitários atuarão

Um novo desenho das diretrizes curriculares pretende transformar os alunos dos cursos de Saúde da Faculdade UnB de Ceilândia em profissionais mais críticos e comprometidos com a realidade da rede pública. “Com o modelo de pedagogia ativa e problematizadora, os alunos vão aprender como é e quais são as formas de lidar com a saúde da população”, aponta o vice-diretor da Faculdade UnB Ceilândia, Oviromar Flores. A partir do segundo semestre, a unidade começa a pôr em prática uma proposta de ensino inovadora que integra Educação e Saúde.

Os 480 estudantes dos cinco cursos oferecidos no campus (Enfermagem, Fisioterapia, Farmácia, Terapia Ocupacional e Saúde Coletiva) vão atuar em cerca de 20 unidades de saúde da maior cidade do Distrito Federal. As atividades acadêmicas, em parceria com a Secretaria de Saúde, começam com um mapeamento das doenças na cidade para auxiliar na implementação do Programa Saúde da Família. “Os estudantes vão conhecer a realidade, cadastrar e identificar os problemas e as áreas de incidência”, explica o vice-diretor.




Com aproximadamente 600 mil habitantes, Ceilândia vive problemas diários, como a superlotação dos postos de atendimento. O quadro piora com a migração de doentes de áreas vizinhas para o único hospital da região. “As unidades de saúde serão campos para atividades de estágio, extensão e pesquisa. Vamos aumentar a articulação entre professores, alunos, técnicos e profissionais”, informa Oviromar Flores. Para preparar os professores, o I Seminário de Formação Pedagógica do Grupo Docente da Faculdade UnB Ceilândia promove oficinas de capacitação que começaram na segunda-feira, 13 de julho, e vão até o próximo dia 23.

No encontro, que acontece no Anfiteatro 2 da Finatec, os 47 docentes do campus têm a oportunidade de avaliar e propor diretrizes para o semestre que começa no próximo dia 10. “Queremos reforçar o compromisso ético com a saúde da população. Não podemos ter alunos formados que não sabem o que é o SUS (Sistema Único de Saúde) ou têm preconceito com a rede pública. O currículo dinâmico tem que correr atrás da realidade”, defende o vice-diretor.




As professoras de Enfermagem Mani Funez e Silvana Funghetto integram o grupo dos 14 novos docentes que começam a dar aulas na Ceilândia no próximo mês. Para elas, a capacitação veio em boa hora. “Precisamos repensar a didática para termos alunos mais engajados. Eles precisam desenvolver uma visão crítica e reflexiva sobre a realidade que os cerca”, analisa Silvana.

Mani destaca que o ensino e a prática devem interferir para transformar o aluno. “Minha primeira experiência de ensino na universidade começa agora, com o desafio de fazer o aluno aprender e incorporar as carências e o funcionamento do sistema”, diz ela.
A diretora da Faculdade de Ceilândia, Diana Pinho, assinala: “O ensino nas áreas de saúde é heterogêneo e o grande desafio é tornar as propostas homogêneas. Por isso, estimulamos o diálogo para a construção do projeto pedagógico".



Fonte: ClicaBrasília e Correio Braziliense

Sábado para as mulheres

No próximo sábado (18/07/09), as mulheres de Ceilândia receberão um dia inteiro de atividades voltadas para elas. Este é o projeto Ser Mulher e ser feliz, prevenir e se cuidar, desenvolvido pela ONG Família Cidadã, em parceria com o Ministério da Saúde que tem como objetivo alertar e prevenir sobre temas como o câncer de mama, câncer do colo do útero e doenças sexualmente transmissíveis. As atividades acontecerão entre 7h30 e 17 horas, no Centro de Ensino Médio nº 2, de Ceilândia Norte.


Fonte: ACIC-DF

Nada de porcaria

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) enviou recomendação ao Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal – Brasília Ambiental (Ibram) para que o órgão anule todas as licenças ambientais que autorizaram indevidamente a realização de atividades de suinocultura e avicultura comercial dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Descoberto. A APA abrange parte das regiões administrativas de Brazlândia e Ceilândia.

Segundo instrução normativa da antiga Secretaria Especial do Meio Ambiente (IN Sema 001/1988), a criação de porcos e aves é proibida nos limites da APA, que também fica na zona de amortecimento do Parque Nacional de Brasília. Entretanto, apurações do Ministério Público e da Polícia Federal apontam a existência de várias criações irregulares, muitas delas licenciadas pelo Ibram.

Em um dos casos, o galpão avícola tinha mais de 1600m² de área construída, quando o limite máximo permitido pela legislação é de 500m². Além disso, a chácara examinada não apresentava áreas com vegetação nativa na proporção de 20%, como provê a instrução normativa e o Código Florestal Brasileiro. Ainda assim, o licenciamento foi aprovado por técnicos do Ibram e ratificado pela assessoria jurídica do órgão.

Segundo o procurador da República Francisco Guilherme Bastos, autor da recomendação, a criação de porcos e aves em escala comercial pode comprometer a integridade da unidade de conservação, que “tem destacada importância do ponto de vista da qualidade de vida da população do Distrito Federal.” Atualmente, a APA é responsável por 60% da água potável consumida no DF.

O Ibram tem dez dias úteis para informar ao MPF as medidas adotadas.



Fonte: Ceilândia.com e Tribuna do Brasil

terça-feira, 14 de julho de 2009

Árbitro continuará...

O árbitro de futebol Paulo Lima, 40 anos, sempre se benze antes de cada tempo do jogo. No último domingo, ao apitar a semifinal do campeonato amador da Liga de Esportes das Categorias Independentes de Ceilândia (Lecic) entre Real Sociedade e 26 Futebol Clube, esqueceu de fazer o sinal da cruz depois do intervalo.

“Eu já vinha sendo agredido verbalmente durante a partida. Como o Real havia perdido o último jogo, a torcida e os jogadores estavam nervosos. Fui ameaçado várias vezes, mas ignorei. Quando houve o pênalti contra o Real na prorrogação, eles piraram e partiram para cima de mim com tudo. O goleiro até tentou me defender, mas piorou. O jogo não tinha segurança e a sorte é que ao lado tinha um show e consegui correr para lá para me proteger”, narra Paulo, que ganhou um galo na cabeça, um hematoma de 15cm na canela e dedos inchados, machucados na tentativa de se defender dos chutes.

Paulo afirma que preferia não ter ganho o dinheiro a viver o pesadelo. “Não sou árbitro por dinheiro. Faço porque amo. O que aconteceu no domingo ficou lá em Ceilândia. Não deixarei de atuar por causa do incidente”, revela o trabalhador da construção civil.

Mesmo sem acreditar na Justiça, ele registrou ocorrência na 15ª Delegacia de Polícia de Ceilândia contra quatro jogadores do Real e ficou de voltar para concluir o relato com mais calma. “Não vou retirar a queixa. Os culpados devem pagar pelo que fizeram. O pênalti que marquei era incontestável.”

Embora seja corajoso e destemido quanto às marcações e advertências em campo, Paulo teme retaliações. “Tenho medo que descubram meu endereço e façam algum mal a mim e à minha família.”


O amor de Paulo Lima pelo futebol começou nos anos de 1990, como jogador do Cruzeiro. Em 1997, ao enfrentar o Varjão, ele sofreu uma lesão e foi para o banco. Insatisfeito com a arbitragem do jogo, o presidente do time adversário convidou Paulo para apitar o restante da partida. “Ele disse que pior do que o juiz que estava apitando não poderia ficar. E como eu jogava bem, deveria entender mais de futebol do que o árbitro. Me passou o apito e gostou tanto que me chamou outras vezes para arbitrar por lá”, conta.

Desde então, Paulo não largou o apito. Ele nunca disse não para um jogo. Nem mesmo quando namorava Wilanir, com quem é casado há 17 anos. “Ele inventava histórias para não me encontrar no fim de semana e ir para o futebol. Pensei que fosse melhorar depois do casamento, mas não. Às vezes, quero passear com ele e nossos filhos e tenho que me programar para o horário em que não há partida. Viagem? Só fora da temporada. E mesmo assim, ele dá um jeito de descobrir onde tem um campinho e se oferece para apitar”, revela a mulher. “Faço 0800 (de graça) e eles adoram. Não é todo mundo que tem dinheiro para contratar um juiz para seu jogo”, conta, orgulhoso.

Com bom humor, Wilanir leva numa boa a vida dupla de Paulo — entre os canteiros de obra e os campos. Mesmo sem entender — e sem querer entender — as regras do esporte, ela apoia o marido. “Sempre que ele vai apitar, fico com o coração na mão. Casamento é assim: na alegria e na tristeza. Na saúde e na doença”, afirma a mulher, que cuidou das lesões do marido com “muito gelo”. “É o melhor analgésico do mundo”, completa Paulo.



Fonte: Correio Braziliense