terça-feira, 10 de novembro de 2009

Problema de terminal

Em Ceilândia, a situação do terminal é de improviso. Há lama por toda parte. O local onde os ônibus param tem cascalho, mas as pedras não são suficientes para impedir que os veículos atolem. Outro problema grave é a falta de uma parada, um abrigo para os passageiros, porque eles esperam os ônibus sem um lugar para ficar, o que fica complicado principalmente nesta época de chuva.

Os problemas começam antes mesmo de os ônibus chegarem ao terminal da QNR, em Ceilândia. O retorno está interditado e os motoristas precisam pegar um desvio improvisado.

No terminal, falta estrutura para receber seis empresas de ônibus. Passam pelo local, todos os dias, 100 coletivos. Entre uma viagem e outra, motoristas e cobradores descansam em salas sem bebedouros. O encanamento até existe, mas os equipamentos estão encostados. A rede elétrica está exposta. “Está faltando abrigo, pavimentação”, fala um funcionário.

No total, 900 mil pessoas dependem do transporte coletivo. Mesmo assim, o Distrito Federal tem apenas 13 terminais. De acordo com a Secretaria de Transportes, quatro serão reformados no primeiro semestre do próximo ano.

“Reconhecemos que o estado dos terminais é deplorável. Estamos com 14 terminais em licitação. E, no máximo dentro de 15 a 20 dias, vamos dar início a construção de novos terminais”, garante o secretário de Transportes Alberto Fraga.

O secretário informou ainda que as obras nos terminais de Ceilândia, que são maiores, vão durar até seis meses. Três terminais novos foram inaugurados em Brazlândia, Riacho Fundo I e São Sebastião.



Fonte: Rede Globo

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Atitude cidadã

O Centro de Ensino Médio 03 de Ceilândia sediará nesta quarta, dia 10 de novembro, as 14h, as apresentações dos alunos da própria cidade e também de Brazlândia que concorrem na primeira etapa do concurso “Atitude Cidadã: Reconhecimento das Melhores Práticas – Festival de Talentos Artísticos”, promovido pela Secretaria de Educação, em parceria com a UNESCO.

O objetivo do concurso é incentivar alunos a se expressarem sobre o tema cidadania e promover a integração da comunidade escolar.

O concurso está sendo organizado pela AEPC – Assessoria Especial para a Política de Promoção da Cidadania e já tem inscritos 116 grupos de dança, teatro e música, formados 1.141 por alunos e 73 professores das escolas públicas. São alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e da EJA – Educação de Jovens e Adultos.

Os melhores talentos serão selecionados em duas etapas. Na primeira, que será eliminatória, os trabalhos serão apresentados em espetáculos à comunidade. Um júri escolherá quem passará para a segunda etapa.

A grande final será realizada no dia 03 de dezembro às 14hs, no auditório do MPDFT, com os 12 finalistas.

Os seis espetáculos da primeira etapa acontecerão de 5 a 26 de novembro em Ceilândia, Sobradinho, Plano Piloto e Taguatinga, cidades que vão juntar concorrentes de 12 regionais de ensino.



Fonte: Ceilândia.com

O jogo das donas

Todo domingo, por volta das 14h, a casa de Maria da Paz, 44 anos, na Quadra 8 de Ceilândia Sul, começa a encher. O quintal vira vestiário para quase 40 mulheres que se preparam para trocar a rotina de dona de casa por um campo de futebol de terra batida. A organizadora Francinete Moura Lima, 31, é sempre a primeira a chegar. Com a prancheta em mãos, vestindo meião e chuteira, distribui os uniformes de todas as participantes e divide os dois times: Mulheres de Hoje e Quebrando a Rotina. Às 16h em ponto, o juiz apita o início da partida. E, a partir daí, a diversão não tem hora para acabar. Seis meses depois do primeiro jogo, a mudança de vida das jogadoras é perceptível pelo sorriso sem fim no rosto de cada uma.

Francinete teve a ideia de organizar os jogos para oferecer às mulheres da comunidade um momento de diversão. Grande parte delas passava a semana inteira, inclusive os sábados e os domingos, em casa, trabalhando. Aos fins de semana, enquanto os maridos saíam para jogar futebol ou conversar em bares, elas ficavam sem opções. “As mulheres ficavam dentro de casa pedindo socorro, enquanto os maridos iam para barzinhos beber e assistir a jogos de futebol”, contou Francinete. Agoniada com a situação, saiu pela cidade em busca de opção de diversão. O campo de futebol, utilizado pelos jovens, tornou-se a opção mais acessível. Mesmo sem gostar do esporte, bateu de porta em porta para recrutar mulheres. O sucesso foi imediato.

No início, os jogos eram realizados a cada 15 dias. Mas as mulheres não conseguiam manter o ritmo de jogo e o condicionamento físico em dia. Animadas, passaram o compromisso para todo domingo. A comunidade não acreditava que o ânimo das donas de casa perduraria. Mas, aos poucos, elas conquistaram a credibilidade dos vizinhos e firmaram o horário e o local de todos os jogos. Hoje, contam até mesmo com espectadores e torcedores. “Os maridos são os maiores fãs. Eles torcem, incentivam e dão dicas. Quando fazemos gols, saem correndo para dar beijo”, contou Francinete.

As inscrições para os jogos são feitas durante a semana no bar localizado bem em frente ao campo de futebol. O dono do estabelecimento, Francisco Vieira Neto, tornou-se um dos principais investidores das mulheres. Patrocinou uniformes, oferece água e banheiro às jogadoras e ainda paga o caminhão-pipa para molhar o campo de terra batida em época de seca. O juiz Marcos Antonio de Oliveira, jogador profissional no Distrito Federal, também apoia a diversão das mulheres. A cada 15 dias, ele fica responsável pelas regras do jogo. “A gente ajuda ao máximo. O objetivo delas foi alcançado. Elas começaram mal, mas merecem parabéns. Melhoraram 100%”, contou. Ele brinca com todas, dá dicas durante o jogo e deixa a brincadeira correr solta. “Só tenho dó da minha mãe”, brincou, referindo-se às reclamações das jogadoras.

A animação é tanta, que as mulheres jogam bola até mesmo embaixo de chuva. Ainda assim, todas fazem questão de arrumar o cabelo, passar sombras coloridas e batons brilhantes. “Deixamos a chapinha de lado para nos divertir”, garantiu uma delas. A maioria carrega os filhos para os jogos. Mas muitas foram obrigadas a deixar o campo para amamentar ou tirar crianças que subiram em árvores e se recusam a descer. “O jogo serve também como resgate do valor da família. Os filhos nos ensinam algumas coisas de futebol e a gente sai de casa para assisti-los jogar. Além de melhorar a disposição para o dia a dia”, contou a dona de casa e frequentadora assídua dos jogos Marinete Moura Lima, 34 anos.


Leia mais no link da fonte.


Fonte: Correio Braziliense

Capacidade de barragem diminui

Ano de 1974. De longe, era possível ver a imensidão e fartura de água da Barragem do Descoberto, responsável por dois terços (65%) do abastecimento do Distrito Federal. Naquele tempo, as construções começavam a surgir em grande escala e o verde das matas ciliares acabou sendo esmagado com a ocupação humana, fator que contribuiu para o assoreamento do lago e, consequentemente, a degradação ambiental. De lá para cá, o cenário mudou drasticamente. Em 25 anos, o volume de água caiu 18% e a vazão, que era de 6 mil metros cúbicos por segundo, baixou para 5,4 mil. A perda é de 600 litros por segundo ou 36 mil litros por minuto, 2,1 milhões de litros por hora e 51,8 bilhões ao ano. O líquido perdido diariamente é mais do que suficiente para abastecer toda Taguatinga, onde há mais de 300 mil habitantes.

A Barragem do Descoberto está localizada às margens da
BR-070 (rodovia que liga o Plano Piloto a Águas Lindas), a poucos metros da divisa do DF com Goiás. Inicialmente, a área inundada era de 14,8km², mas hoje são 12,4km². O maior problema fica na região de Águas Lindas, onde diversas moradias se fixaram nas últimas décadas sem que houvesse preocupação com infraestrutura. O resultado não poderia ser outro: durante o período de chuvas, com a perda de vegetação natural, o solo fica desprotegido e a água acaba escorrendo pela superfície em vez de se infiltrar na terra e abastecer o lençol freático. Além de provocar erosões, a força da água também carrega para dentro dos mananciais todo tipo de resíduos, como barro, areia e lixo, o que dificulta ainda mais o processo de vazão.

De acordo com o supervisor de meio ambiente da Companhia de Saneamento de Brasília (Caesb), Maurício Luduvice, o crescimento urbano desordenado em cidades próximas do manancial não é o único vilão da história, embora contribua significativamente para a escassez de água. “Além dessa ocupação não planejada, temos também a questão da educação das pessoas. Muitas acham que lago é depósito de lixo. Temos de mudar essa consciência”, explicou, mencionando ainda fatores climáticos e geológicos que podem ter parcela de culpa na diminuição do volume da barragem.

A situação do manancial ainda passa despercebida pela maioria população. O comerciante Valdigne Ferreira, 53 anos, por exemplo, mora há três anos em uma região de chácaras de

Brazlândia, próximo à Barragem do Descoberto. Ele avalia que é importante o cuidado com o manancial, mas diz não ter notado a diminuição do volume de água no lago que abastece mais de um milhão de pessoas em Ceilândia, Taguatinga, Plano Piloto, Samambaia e Recanto das Emas. “Na época da seca, é normal baixar um pouco, mas nunca vi faltar água na região”, disse.

Embora nem todos percebam, o Lago do Descoberto agoniza, como se a morte viesse lentamente, com o passar dos anos. Em razão desse risco, especialistas correm contra o tempo para evitar que o nível do reservatório baixe ainda mais e comece a afetar a distribuição de água nas cidades do DF. Para isso, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), em parceria com a Agência Reguladora de Águas e Saneamento (Adasa), Caesb e outros órgãos de proteção ambiental trabalham para recompor a vegetação perdida, a fim de reduzir os impactos provocados pelas invasões. Um deles é o projeto de plantio de 130 mil mudas de espécies nativas ao longo da orla do lago e a realização de um trabalho de conscientização com os moradores e agricultores da região.


Leia na íntegra visitando o link da fonte.


Fonte: Correio Braziliense

domingo, 8 de novembro de 2009

Escola continua sendo destaque

Tolerância zero para o vandalismo no Centro de Ensino Médio 2, em Ceilândia. Com 1.800 alunos do primeiro, segundo e terceiro ano do ensino médio e a classe aceleração, a escola é referência no quesito conservação. Lá, os estudantes dão exemplo. Antônio Wilson Venâncio, diretor da instituição de ensino, diz que para mudar a escola é preciso, primeiramente, mudar a cabeça do aluno. Para isso, é feito um trabalho de conscientização com os estudantes.

Há 10 anos na direção do educandário, Antônio Wilson conta que diariamente, em todos os turnos, é verificado se há alguma pichação ou carteira ou cadeira quebrada. “Quando aparece, é localizado o responsável. A partir daí fazemos uma negociação para que ele mesmo limpe o que fez, para que os alunos do próximo turno não vejam. Se não der tempo de apagar, a sala fica fechada até que seja limpo. Quando localizamos alguma carteira ou cadeira quebrada, o conserto é feito na própria escola, com a ajuda dos alunos”, comentou.

O diretor especifica que os estudantes são responsáveis por várias atividades no educandário, como o projeto de jardinagem. “Se eles limpam, não vão destruir”, ressalta. “Se quebrarmos alguma coisa, sabemos que nós é que vamos ficar prejudicados”, diz uma estudante.

Para Atílio Mazzoleni, chefe da Assessoria Especial para Políticas de Promoção à Cidadania, da Secretaria de Educação, não adianta criar regras e proibições, os estudantes têm que aprender a gostar da escola. Segundo ele, uma das alternativas para evitar a depredação nas instituições de ensino é a realização de programas de conscientização, o incentivo a cultura da arte e o aumento da formação de grêmios estudantis.

Atualmente, a secretaria tem mais de 100 programas de teatro, música e dança, além da parceria com a Secretaria de Esportes para distribuição de kits esportivos para as escolas que formarem o Conselho de Segurança Escolar. “Existem apenas 35 grêmios na rede de escolas públicas do DF, quando esse número poderia ser de 228”, exemplifica.

Mazzoleni especifica que quando os alunos trabalham em programas nas escolas eles se mantêm voltados para a cobrança do Estado, e não para a destruir dos bens escolares. No depósito da Secretaria de Educação estão 20 mil carteiras quebradas, a maior parte delas destruída pelos próprios estudantes. O governo perde anualmente cerca de R$ 13 milhões com a destruição de bens escolares.



Fonte: Tribuna do Brasil

O arquiteto capilar

Se aquela cadeira falasse... Nela, sentou-se muita gente importante. Gente que mudou a história deste país. Era um tanto de excelência, tanto meritíssimo, tanto coronel, tanto doutor, tanta autoridade, tanto artista... Hoje, na mesma cadeira, bem longe do glamour, uma outra gente se refestela. E como se solta, como se espreguiça. Não há metáforas, nem mais nem meio mais. É um tal de Tião, Zezinho, Macalé, Mundico, Tonho, Toinho, Pedrão, Anastácio, Benedito, Chico... E o dono da cadeira diz, com sinceridade impressionante: “Aqui me sinto mais feliz. As relações são mais verdadeiras. É como se a gente fosse uma grande família. Descobri que a vida aqui é mais emocionante”.

Que história é essa? Vamos lá. Ao comecinho dela. Lá de Parnaíba, no Piauí, partiu um garoto de 14 anos, a bordo de uma velha Rural Willys. Dentro dela, o pai e a mãe do garoto e seus sete irmãos. Era dezembro de 1959. O pai, o destemido mestre de obras Francisco, catou a família e vislumbrou a possibilidade de “ser alguém” na cidade que nasceria. Foram oito dias e oito noites sacolejando dentro daquela Rural. Até que chegaram. Pararam na Vila Planalto. O mestre de obras se virou em mil. Ali mesmo, com as economias que juntou no Piauí e vendo a carência do lugar, montou um comércio e uma barbearia.

O menino de 14 anos via o pai cortar o cabelo do povo com navalha. Pediu para exercer o mesmo ofício. No ano seguinte, meses antes da inauguração (começava 1960), o pai lhe disse que era ele quem tomaria conta da barbearia. E o garoto desembestou a cortar cabelos. Com navalha e tesoura. “Aprendi tudo treinando nos cabelos dos peões”, ele conta. Brasília foi inaugurada. O menino do Piauí viu toda a festa. Da Vila Planalto, enxergava aquele mar de gente e ainda muita terra vermelha na Esplanada dos Ministérios.

Naquele mesmo dia, deu calo no dedo. O magricela nunca cortou tanto cabelo de peão querendo ir à festa do nascimento de Brasília. A festa durou o dia todo. No outro dia também. Foi festa a semana toda. A vida seguiu. O barbeiro completara 15 anos. Já era conhecido no lugar. Em 1962, mais “velho”, ele teve uma grande chance na vida: foi trabalhar na barbearia do Tribunal Federal de Recursos. “Com 17 anos, cortava o cabelo dos 13 ministros da casa”, ele lembra. E a memória não o trai: “Cortei cabelo de Cândido Lobo, Oscar Saraiva, Cunha Vasconcelos...”

Ficou ali, aparando as madeixas daquela gente de toga, durante seis anos. Em 1968, mais um convite. E seria irrecusável. Apareceu uma vaga para ser um dos barbeiros do Hotel Nacional, um dos poucos da capital. E certamente o mais elegante da época. Hospedar-se ali era sinônimo de sofisticação máxima. Coisa de rei e rainha. E lá se foi o rapaz, agora com 21 anos, para o então salão mais chique da terra de JK. Eram quatro barbeiros. Ele era o mais jovem. E foi naquele lugar que Ediberto Galisa das Chagas colocou as mãos nas cabeças mais famosas do país à época.



Primeiro, ele viu o ponto. Acertou o preço. E alugou o imóvel por R$ 350. Casado pela quinta vez, agora com a professora Joana Galisa, 53, o arquiteto capilar batizou o estabelecimento com o nome da mulher: Barbearia JG. E é ali, na QNO 5 do Setor O de Ceilândia, que há um ano e meio Ediberto abriu seu derradeiro salão. Mas ele queria a mesma cadeira do Hotel Nacional. Descobriu que ela estava numa barbearia do Setor Hoteleiro de Brasília.

Ao chegar lá, descobriu que, além da cadeira dele (reconhecida pela alavanca), havia mais uma da mesma época. Comprou cada uma por R$ 3 mil. As cadeiras têm mais de 50 anos e foram fabricadas especialmente para o Hotel Nacional. Levou-as para Ceilândia. Lá, de segunda a sábado, exerce o único ofício que conhece na vida. “Já teve gente que me ofereceu R$ 5 mil por cadeira e eu recusei”, ele diz. O corte é feito com a mesma e velha tesoura.

Hoje, o homem de 64 anos, pai de cinco filhos, avô de cinco netos, cabelos bem grisalhos, calça de risca de giz, camisa branca, sapatos pretos e meias combinando com a calça, virou barbeiro num salão modestíssimo, ao lado de uma loja que vende frango assado. O corte custa R$ 10, há uma rosa de plástico decorando o balcão (presente da mulher) e o piso é de um material emborrachado que lembra os assoalhos dos antigos salões dos anos 1960.



Para ler na íntegra, visite o site da fonte.


Fonte: Marcelo Abreu do Correio Braziliense

Imagem: Ambulantes comandam no centro

A imagem já diz tudo. O GDF não consegue a retirada dos ambulantes e dos "vendedores" da Feirinha do Rolo no centro da cidade.




Fonte: Genivaldo Dias do blog Ceilandiando

Novo batalhão da polícia será construído

Maior cidade do Distrito Federal, Ceilândia contará com mais uma unidade da Polícia Militar. Durante a inauguração da reforma e ampliação da 15ª DP (Centro), nesta quinta-feira (5), o governador José Roberto Arruda autorizou o investimento de R$ 4,3 milhões na construção do 10º Batalhão de Polícia Militar, no Setor de Indústrias da região administrativa.

“A cidade cresceu muito. Precisamos de dois batalhões para dividir a Ceilândia, somando esforços e melhorando estrategicamente a presença da Polícia Militar”, observou o governador. “A nova unidade da PM proporcionará uma maior integração entre as policias militar e civil, o que refletirá diretamente na redução dos índices de criminalidade”, completou o comandante geral da PMDF, Luís Sérgio Lacerda Gonçalves.

De acordo com o diretor geral da Polícia Civil, Cléber Monteiro, as novas instalações da 15ª DP contribuirão para a melhoria do trabalho policial e do atendimento ao cidadão. “O serviço em um ambiente agradável e com acomodações adequadas apresenta resultados mais positivos, além de um tratamento diferenciado à comunidade”, ressaltou Monteiro. O diretor geral informou que ainda neste mês será inaugurada a reforma e ampliação da 19ª DP (P Norte).

O agente Wanderley Lucena de Oliveira, chefe da seção de policia comunitária da 15ª DP, acredita que as novas instalações da unidade tornarão o atendimento mais humanizado. “A qualidade dos serviços oferecidos ao cidadão será mil vezes melhor, com cadeiras e banheiros para uso público”, assegurou.



Fonte: Ceilândia.com, Polícia Militar do DF e Tribuna do Brasil

Tiros no hospital

Um tiroteio no estacionamento do Hospital Regional de Ceilândia assustou os pacientes na manhã de ontem. Francisco Barreto dos Santos, 25 anos, furtava objetos de veículos no local quando trocou tiros com um policial civil. O ladrão tentou fugir em um Fiat Premium, mas acabou ferido por um disparo do policial e machucado após bater o carro. No carro foram encontrados objetos pessoais de várias vítimas e sons de veículos. Francisco já tem passagem por furto. Ele está internado no HRC para cirurgia de retirada da bala e, quando sair, será autuado por tentativa de furto, resistência à prisão e, se confirmados os disparos contra o policial, tentativa de homicídio.


Fonte: Correio Braziliense

Os barulhos que incomodam

Os fiscais da Secretaria de Ordem Pública do Distrito Federal (SOP) e do Parque Sarah Kubitschek estão em alerta para coibir as festas que varam a noite no estacionamento do Parque. O motivo é um abaixo-assinado feito por moradores do Sudoeste. Cerca de 150 pessoas resolveram apelar para a Administração Regional um limite de horário para o som automotivo. A reclamação é que nas quadras 100, 101, 102 e 103 é impossível dormir com o barulho dos jovens durante a madrugada.

O documento organizado pela comunidade pede que os estacionamentos III e IV sejam fechados a partir das 22 horas até as 5 horas. Durante esse período o estacionamento deve ser vigiado pelos fiscais para evitar a aglomeração de pessoas em busca de diversão nas áreas. Caso as medidas não dêem certo, os moradores pedem que a grade de limite do parque recue para afastar o point de festas dos edifícios.

O documento tem o apoio do administrador da cidade, Nilo Cerqueira. Segundo ele, o incômodo atinge, aproximadamente, 7,5 mil pessoas. Para auxiliar a operação sossego, o administrador se reuniu ontem com o secretário de Ordem Pública, Roberto Giffoni, a fim de tratar da fiscalização. “Levamos a ideia para ele. Ainda não sabemos se será aprovada, mas aceitaram como uma boa sugestão”, disse. Embora esteja do lado dos moradores, Cerqueira só não concordou com a mudança da grade. “Para isso teríamos que mexer na poligonal. Não precisamos chegar a esse ponto.”

A opinião é compartilhada por Giffoni. Segundo o secretário a mudança não é necessária no momento. “Precisamos é conscientizar essas pessoas sobre os direitos da coletividade. É mais uma questão de orientação”, comentou. Segundo Giffoni, equipes de fiscais já começaram o trabalho. A ideia é que eles permaneçam em rondas durante a noite. “Já tivemos notícias de uma festa que foi impedida, ontem. Só a presença dos fiscais já inibe os jovens.”

Segundo a administradora de Brasília, Ivelise Longhi, a proibição de som alto à noite não é novidade. “De qualquer forma, pedi ao Ibram (Instituto Brasília Ambiental), e à Agencia de Fiscalização (Agefis) que reforcem a vigilância nos finais de semana”, disse.



Em Ceilândia, mais um mau exemplo. Só que de uma padaria...

Uma padaria tem tirado o sossego de moradores da cidade, pois as máquinas do estabelecimento fazem muito barulho. Assista ao vídeo:


CorreioWeb / Tv Brasília



Fonte: Tribuna do Brasil, Correio Braziliense e Jornal Local

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Opinião: Brasiliense. Ou não...

Li o texto “Os muito brasilienses” da Conceição Freitas, que foi publicada no Correio Braziliense de 28 de outubro de 2009 e não agüentei, precisei comentar, pois ela tocou justamente num tema que nunca consegui engolir: a naturalidade brasiliense dos nascidos nas cidades-satélites de Brasília.

Na minha opinião a Conceição tem uma visão romantizada, para não dizer equivocada das coisas. Longe de mim querer tirar os méritos da jovem cidade criada para ser a capital do país, mas acredito que reduzir a naturalidade de tantas cidades diferentes, com características históricas e culturais singulares à única categoria de brasiliense é no mínimo pretensioso. Pretensioso, além de geográfica e culturalmente impossível, pois tanto Brasília quanto suas "satélites" pertencem a um único todo, que é o Distrito Federal.

Não há porque chamar ceilandenses, taguatinguenses, sobradinhenses de brasilienses. Isto é, de certa forma, usurpar a identidade cultural dessas pessoas. Pensemos bem: o que são as cidades-satélites? São cidades ao redor de Brasília, ou seja, são de Brasília, mas não são Brasília. E para quê chamar de brasiliense quem não nasceu em Brasília? Soa como uma forma de transmitir a idéia de democracia da nova capital federal. O velho papo-furado do regime democrático, onde todos têm voz. Uma idéia que pelo jeito funciona bem no plano do discurso, mas quem mora nas cidades-satélites sabe que a realidade é bem diferente disto. Experimente perguntar a qualquer um que mora em Brasília: você considera Samambaia, Gama, Recanto das Emas e as outras cidades-satélites parte de Brasília? Adivinha o que eles vão te responder...


Este assunto me lembrou uma tira em quadrinhos dos personagens “O padre e o anjo” do artista ceilandense Sidiney Breguedo, da qual transcrevo o diálogo a seguir.

Padre: - O Breguedo me criou, me criou na Ceilândia.
Anjo: - O que é a Ceilândia?
Padre: - A Ceilândia é uma cidade satélite!
Anjo: - Por que satélite?
Padre: - Porque tem que ficar lá no espaço, bem longe de Brasília!


O Breguedo disse tudo.
Os nascidos nas satélites só são aclamados como brasilienses quando ganham algum prêmio que possa trazer destaque à capital, como exemplo mais recente a Ketleyn Quadros, judoca campeã nas Olimpíadas de Pequim em 2008. Procure alguma notícia que a denomine ceilandense, como de fato ela é. Na hora da glória, todo mundo vira brasiliense...

Se nós, das satélites, fôssemos considerados realmente brasilienses como a Conceição diz, teríamos os mesmos direitos que a população de Brasília tem: jardins bem cuidados, mais segurança nas ruas, iluminação decente da cidade, asfalto em todas as vias, parques ecológicos para lazer da população, teatros, espaços culturais, museus, escolas públicas decentes, ah! Escolas-parque também...
Preciso falar mais alguma coisa?


Adriano Carvalho


Fonte: Por email.

domingo, 1 de novembro de 2009

Sem agá, nem caô

“Conceição, li sua crônica sobre a Ceilândia e não resisti. O que a Ceilândia tem? A Ceilândia hoje tem cinema, você sabia? Rap, um canto da Ceilândia, ganhador do festival de Cinema de Brasília. A Ceilândia também tem teatro, música, Terno Elétrico, Ferrock, e outras miçangas mais. A Ceilândia tem vizinhos que vão levar pão para o outro, que cuidam dos que precisam. Vigora ainda uma lei oculta de ajuda mútua, talvez originada na sobrevivência.

Mas a Ceilândia também corre risco. Há quadras em que a lei é outra. Mesmo você, que anda por aí, se assustaria percorrendo uma dessas ruas. Acho que você sabe do que falo. É triste ver aquilo. No meu tempo não era assim. Alguns lugares de Ceilândia parecem mais o Rio. Moro nessa cidade de H, mas sou ceilandense de coração. O cinema de Ceilândia está novamente em cartaz. O cineasta Queiroz, por sinal meu antigo vizinho, vai estar no Festival novamente. Evoé!

Ceilândia não tem cinema, mas faz cinema? Que país, hein? Ceilândia não tem teatro. Faz teatro. Só mesmo sendo ceilandense para entender esse orgulho. Orgulho de fazer com o nada, no seco, na força, na marra. Mas acho que aí reside a graça: fazer com o que não se tem. O ceilandense é um forte, ah se é! Posso mandar um disco do Terno Elétrico para você? Poesia eletrificada!

Bom, eu daqui, estou torcendo ainda para colocar minhas coisas para funcionar: o Armando o Coreto — utilização dos espaços desta cidade; o livro livre circulando por aí; o lixo no lugar certo. Ontem fui à 315 Sul cortar o cabelo de um dos meus catarrentos — uma amiga chamava os filhos dela assim, carinhosamente. Pois bem, mesmo aqui, alta renda per capita, vejo o lixo na calçada. Poste seus olhos no chão. Ao lado da Mercedes, o copo de água jogado.

Ande por aí e anote, mesmo que mentalmente, o que enxergar. Depois me conte. Não podemos, Conceição, chegar em outro nível de humanidade se continuarmos fazendo isso. Jogamos papel na rua, mais tarde jogaremos colchão velho no Paranoá, e por aí vai. Eis minha campanha solitária como você, Quixote contra Sancho, sonho contra realidade.

Vamos espalhar pela cidade a seguinte pergunta: Por que você joga lixo na rua? A consciência desperta, a pergunta que traz várias respostas. Já falei demais. Abraço e continue por aí, revelando o oculto. Mas o melhor mesmo, para mim, é andar como um estrangeiro. Quando faço isso, consigo entender por que, como disse o poeta, tudo aqui é construção e já é ruína. Abraço do leitor Josenilton.”


...

A carta do ceilandense de coração veio com um enigma: “cidade de H”. Ele me esclareceu o que parece óbvio, H são as duas torres do Congresso Nacional. Agá também pode ter o sentido de contar muito lero, jogar um papo, ser cheio de onda. Um agá adora um caô. Em Ceilândia, o agá não faz verão. Como diz o Josenilton, se o ceilandense quiser fazer alguma coisa que valha a pena, tem de fazer “com o nada, no seco, na força, na marra”. Sem agá e nem caô.


Conceição Freitas


Fonte: Correio Braziliense de 30/10/09

Time no regional de handebol

Com a desistência do Marista, de Palmas, campeão da etapa estadual da Copa Petrobras de Handebol, a equipe feminina do CEF 13, de Ceilândia, participará da fase regional da competição, em Primavera do Leste (MT). Os jogos serão realizados de quarta-feira a domingo da semana que vem. O time candango tinha ficado em terceiro lugar na etapa estadual e somente o campeão e o vice vão para o regional.


Fonte: Correio Braziliense

sábado, 31 de outubro de 2009

Dia da dona de casa

Elas trabalham nos chamados “afazeres do lar”. São as donas de casa. Profissão que aos poucos vem sendo reconhecida.

"A dona de casa não segue mais aquele padrão de usar toquinha e avental. Está muito além disso. Ela vai administrar uma casa, administrar as finanças. É um trabalho mesmo. Hoje, virou profissão", afirma a dona de casa Maria Neves.

É por opção ou até mesmo por falta dela que muitas brasilienses viram donas de casa. Mulheres que trocam o mundo do trabalho e o crescimento profissional pelo universo doméstico: casa, marido e filhos.

Girlene decidiu largar tudo: o estudo e o trabalho. Preferiu se dedicar às filhas. Queria ver de perto o crescimento delas e não se arrepende. "Foi difícil, mas eu não me arrependo de nada. Hoje, vejo minhas filhas muito bem", confessa a dona de casa Girlene Ferreira Martins.

Uma associação criada em Ceilândia ajuda a equacionar o tempo e ensina as mulheres a serem donas de casa. Funciona há quatro anos e já tem 4.000 associadas. "Aqui elas aprendem a economizar água e luz, aprendem a escolher produtos baratos no supermercado. A gente dá todas essas dicas", conta Suely Bezerra, presidente da Associação das Donas de Casa.

Wasty procurou a associação para aprender a ser dona de casa. Enfrenta uma jornada tripla: casa, trabalho e estudos. "Faço o almoço, de manhã, que dê pra janta. Levo e busco na escola e à noite vou pra faculdade tranquilamente. É só ajustar o tempo daqui e dali que dá certo", ensina Wasty de Castro.



Fonte: Rede Globo

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Opinião: A bronca

Ontem (29), numa rápida passagem por diversos bairros de Ceilândia pode-se constatar o abandono ou falta de zelo diante de fatos que saltam aos olhos. Vindo pela via centro norte, via estádio, o que se ver numa rápida passagem pelo terminal rodoviário Ceilândia/Taguatinga, na região na qual seria construído o Centro Administrativo do GDF, promessa do atual governo, é um cenário nada agradável; abandono, sujeira, tráfico de drogas, mendicância, transporte interestadual pirata de passageiros são os componentes de um espetáculo dantesco.

Na para por ai, seguindo em frente, sentido setor P sul, podemos ver um via com falta de postes para iluminação e que segundo a população daquela região no período noturno é uma via com escuridão total e sinalização deficitária. Para compor o visual basta ver o que se têm debaixo do viaduto do metrô, crianças vivem em situação de risco debaixo de lonas. Seguindo em frente pela via da fundação Bradesco entramos no setor P norte, via P1, e seguimos em direção à via estrutural pela expansão do setor lá nos deparamos com serviços recentes de construção de calçadas. Neste local! Vemos como é inoperante a fiscalização de execução de obras públicas, serviços com péssimo acabamento e material com qualidade duvidosa. Voltando por Ceilândia Norte, as margens da via do metrô, avistam-se as obras inacabadas do tão sonhado centro cultural de Ceilândia, que se encontra sem solução por mais de 10 anos.

Você deve está se perguntando. Qual o objetivo deste rápido périplo pela cidade? A razão é uma só! Não podemos esperar 2010 para darmos exigirmos ação, é chegada à hora de questionar o governador Arruda para a necessidade de se refazer o olhar do GDF para a nossa cidade. Não dá mais para se conviver com uma cidade administrada por um “consórcio” político inoperante. Há que se sair da desculpa fácil da falta de verba ou que não é de competência da administração da cidade a resolução dos problemas prementes e pendentes, que já arrastam há vários anos.

Senhor governador Arruda é chegado o momento de aprofundarmos o tempo de perspectivas novas para Ceilândia. Respostas rápidas para as diversas demandas da população, além das citadas acima, urgem e requer um governo presente e com interlocutores com poder de resolver e fazer. Há que se mudar a cristalizada crença da população de a administração regional não tem capacidade para resolver os problemas da cidade. A verdade é uma só. Chega! Queremos ação! Ceilândia – DF, 30 de outubro de 2009.



Fonte: ACIC-DF

Centro administrativo ganha licença

O Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal (Ibram) exige um investimento no valor de R$ 3,5 milhões na Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) JK, como condicionante para a construção do novo Centro Administrativo do Distrito Federal. A condição foi incluída na licença de instalação do empreendimento, concedida nesta semana. O consórcio encarregado da obra, formado pelas empresas Via Engenharia e Odebrecht, deve cumprir a obrigação num prazo de até cinco anos, ou seja, até outubro de 2014.

Na licença ambiental liberada nesta semana, o Ibram estabelece que R$ 2 milhões sejam aplicados nos dois primeiros anos e R$ 1,5 milhão nos três anos subsequentes. Localizada entre as regiões administrativas de Samambaia, Taguatinga e Ceilândia, a Arie JK, que abriga cinco parques ecológicos — Saburo Onoyama, Três Meninas, Boca da Mata e Cortado, além da Área Remanescente do Núcleo Rural Taguatinga —, fica contígua ao local onde será construído o novo complexo administrativo do GDF. Em meio a um grande conglomerado urbano, a área que deveria ser preservada como um cinturão verde tem sido alvo ao longo de décadas de invasões e grilagem de terras.

O presidente do Ibram, Gustavo Souto Maior, explica que o órgão tem adotado o critério de exigir como compensação ambiental de empreendimentos imobiliários a aplicação de recursos em áreas de preservação. Segundo ele, a JC Gontijo, por exemplo, vai investir em melhorias no Parque do Guará como exigência para a construção do Living Park Sul e a Antares no Parque Sucupira. “O governo tem dificuldades para implantar as unidades de conservação e acho justo que os empreendedores façam investimentos nessas áreas”, analisa Souto Maior. Além das benfeitorias na Arie JK, o instituto pediu ainda o plantio de 7,4 mil mudas nativas do cerrado como compensação pela erradicação de 342 árvores, sendo 43 exóticas.

Limpeza
Com a licença de instalação em mãos, o consórcio deverá iniciar as obras do complexo com 178 mil metros quadrados, que inclui 10 prédios de quatro pavimentos e três com 15 andares, além de um centro de convenções e o palácio do governador. Em contrapartida, o consórcio receberá aluguel mensal que cobrirá as despesas com serviços de manutenção, vigilância e limpeza do complexo. A estimativa é de um custo de R$ 420 milhões na obra que será a maior da história de Brasília, desde a inauguração da capital. “Espero que após dois anos de trabalho de um projeto maravilhoso, o consórcio vencedor cumpra com as cláusulas contratuais”, afirma o presidente da Codeplan, Rogério Rosso, referindo-se ao início imediato da obra.

As empresas já conseguiram captar um financiamento do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) para iniciar a obra, no valor de R$ 90 milhões. As empresas buscam também um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A construção da nova sede está prevista no plano de campanha do governador José Roberto Arruda (DEM).



Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Opinião: Estádio de futebol e shopping no desejo de um ceilandense de coração

Sou ceilandense. Nasci no Plano Piloto, mas fui criado em Ceilândia Norte desde os meus 6 anos de idade; portanto tenho 34 anos que estou vivendo em Ceilândia. Concordo que a cidade, devido aos seus quase 40 anos de existência, deveria estar muito mais evoluída, com shoppings centers (com cinema), um bom estádio de futebol... Afinal de contas, Brasília vai sediar uma Copa do Mundo em 2014 e Ceilândia, pela idade que tem, deveria estar bastante evoluída.

Durante a Copa do Mundo as cidades do Distrito Federal certamente farão parte da copa: irão atrair um grande número de turistas estrangeiros e de outros estados brasileiros; e também estas mesmas cidades serão mostradas ao mundo, pois a previsão é de que mais de 2 mil jornalistas estrangeiros cobrirão a Copa do Mundo FIFA de Futebol - O maior evento do planeta.


Marcelo


Fonte: Ceilândia Esporte Clube

Proposta ganha adeptos

O deputado Tadeu Filippelli (PMDB-DF) conseguiu apoio suficiente para dar entrada na Câmara dos Deputado da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a incorporação ao território do Distrito Federal de seis municípios do Entorno. Ele protocolou ontem com 190 assinaturas o projeto que anexa Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental, Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto e Planaltina de Goiás à capital do país.

O projeto foi elaborado a quatro mãos com o presidente da Companhia de Desenvolvimento do DF, Rogério Rosso, que defende a ampliação da poligonal como forma de tentar resolver os problemas dos moradores desses municípios, com mais investimentos em infra-estrutura urbana. O texto precisa do voto de três quintos do Congresso, ou seja, da aprovação de 308 deputados federais e 49 senadores para alterar a Constituição. A tramitação deve ser rápida nessa primeira fase, quando precisa ser apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Presidente da CCJ, Filippelli pretende designar um relator nos próximos dias para aprovar a admissibilidade da PEC ainda neste ano. Em seguida, será criada uma comissão especial — representada por todos os partidos — que estudará o conteúdo da proposta. Caso seja aprovada, seguirá para o plenário. Líder do PSB, o deputado Rodrigo Rollemberg deu a segunda assinatura à PEC. Seu nome aparece depois do de Filippelli.

Na bancada do DF, um dos contrários à ideia é o atual secretário de Saúde do DF, Augusto Carvalho (PPS), que deverá reassumir o mandato em abril, com a desincompatibilização do cargo para disputar eleição. Autor, em parceria com o governador José Roberto Arruda (DEM), do projeto que criou a Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride), ele acredita que a incorporação dos municípios ao DF representaria um ônus muito grande ao orçamento da capital do país. Na avaliação de Augusto, os salários dos profissionais das áreas de saúde, segurança e educação desses municípios teria de ser equiparado aos pagos no Distrito Federal e dificilmente haveria um aumento dos repasses federais nessa proporção.



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Fonte: Correio Braziliense