quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Queda de vendas nas férias

O início do ano não trouxe bons resultados para alguns comerciantes das feiras de Ceilândia. A equipe de reportagem do Tribuna Brasil visitou alguns estabelecimentos ontem no período da tarde e constatou as queixas dos comerciantes com a baixa movimentação. Alguns locais encontravam-se fechados, apenas a feira dos importados e a feira do P Norte estavam abertas, porém com um movimento muito abaixo da média, inclusive com alguns boxes fechados e desativados.

As feiras da cidade oferecem uma enorme variedade de produtos de qualidade e preços, muitas vezes, bem mais em conta do que no comércio normal. Há produtos para todos os gostos, estilos e bolsos.
Segundo o comerciante de produtos de informática e material escolar, Dogival Cavalcante, que montou um boxe na feira dos importados, reclama da queda nas vendas. "O movimento aqui cresce para uns e diminui para outros. Sei que meus produtos só têm saída a partir de fevereiro, por motivo da volta dos alunos às escolas e também o período que as crianças voltam das férias", frisou.

Para o comerciante, a baixa nas vendas também acontece devido ao acréscimo da pirataria. "As pessoas devem saber procurar, por isso muitas se afastam da feira. Tomara que passe logo esse mês de poucas vendas para que todos voltem a freqüentar o local. Com isso os comerciantes poderão sobreviver com o que vendem em seus boxes", disse.

De acordo com o administrador das feiras dos importados e do P Norte, Antonio Cadilac, o movimento diminuiu devido ao período de férias. "Essa época do ano é bastante complicada, a nossa expectativa e confiança é de que os meses de fevereiro e março voltem a lotar a nossa feira como foi o período de outubro a dezembro, nosso melhor período de vendas, devido aos feriados do dias das crianças e o Natal", destacou.



Cadilac destacou que no ano passado houve um grande crescimento no movimento nas feiras da cidade. "O ano de 2008 foi muito positivo, as queixas dos comerciantes acontecem devido ao período do ano, mas isso se deve também ao produto que está sendo vendido. O próximo mês, por exemplo, milhares de comerciantes que trabalham com informática e outros produtos venderão bem, devido ao ano letivo", disse.

O comerciante, Gustavo Oliveira, que está na feira há 20 dias, disse estar insatisfeito no local que pensa em sair do local caso as baixas continuem. "Hoje, desde o período da manhã eu vendi apenas R$ 10, o valor de dois jogos de vídeo game. Assim não dá para sobreviver", reclamou.

De acordo com o administrador das feiras, uma renovação no estoque atrairá mais clientes, resultando em um aumento nas vendas. "A qualidade do produto vendido é muito importante nessas horas. Se a mercadoria não for de qualidade o feirante perde a venda", disse.
Cadilac enfatizou que a tendência dessa feira é crescer ainda mais no ano de 2009. "Alguns anos atrás esse local estava acabado. Juntamos as duas feiras e acredito que essa união será de muito sucesso. Antigamente só funcionavam as vendas de frutas e verduras, hoje o consumidor encontra diversos tipos de produtos aqui. O comerciante precisa ter bastante paciência", destacou.

Para a melhoria da feira, o administrador informou que o GDF prometeu uma verba para os próximos meses. "Não posso adiantar o valor, pois não nos informaram ainda. O que adianto é que vamos melhorar os banheiros, inclusive para deficientes. Teremos reforma na rede de esgoto, construção de novos postos policiais e também melhorias na sede administração do local", concluiu.

Antigamente no DF, as feiras eram frequentadas, em sua maioria, por pessoas de baixo poder aquisitivo e os produtos vendidos eram sinônimos de baixa qualidade. Hoje é comum encontrar uma infinidade de opções em roupas, calçados e acessórios para todos os tipos de gostos e públicos. Muitas vezes, os produtos são iguais aos de lojas de shoppings.



Fonte: Tribuna do Brasil

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