quarta-feira, 1 de abril de 2009

Samambaia não aceita o novo lixão

Com a proposta de esclarecer à comunidade e as empresas interessadas em gerir o novo aterro sanitário do Distrito Federal, previsto para ser instalado em Samambaia, uma audiência pública foi realizada ontem pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma) no auditório da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). O funcionamento da nova área está previsto para o fim deste ano, após o fechamento do Lixão da Estrutural. O local para o novo aterro sanitário é estudado desde 2005, visando a liberação de licenciamento ambiental, estudos topográficos, sondagem do terreno, estudos de viabilidade econômica e de qualidade da água.

Porém, moradores e entidades de Samambaia não são favoráveis a instalação do aterro na região. De acordo com o diretor da Associação dos Moradores de Samambaia, Francisco Dorilin, essa transferência vai provocar prejuízos para a população local. “Nos já temos muitos problemas com o mau cheiro da fábrica da Sadia. Agora teremos um aumento muito grande do odor. Isso pode provocar uma queda nos negócios da região, principalmente em certas épocas do ano”, afirmou.

Durante o encontro, especialistas esclareceram quais serão as novas técnica de impermeabilidade, tratamento de chorume e condições necessárias a implantação de aterro sanitário sem problema de odores e similares.



O GDF tem como meta a recuperação e o fechamento do atual Lixão da Estrutural. Um novo aterro estaria aberto para receber quase seis mil toneladas por dia de lixo.

Segundo o secretário Cássio Taniguchi, o aterro deve ser construído e planejado com tecnologia favorável ao meio ambiente e não como foi feito o da Estrutural. “A área para um aterro tem de ter estudos prévios, principalmente de drenagem, para evitar a poluição desenfreada do meio ambiente. A região não é próxima de área urbana”, advertiu Taniguchi.

Para a população da Estrutural, o fechamento do lixão vai ser favorável em termos ambientais. A cidade é composta por muitos catadores, que atuam no trabalho desde a inauguração do espaço, em 1960.

Como a contaminação do Parque Nacional de Brasília, provocado pelos resíduos do lixão, e com os riscos que o local oferece à saúde, surgiu a necessidade de transferir o aterro para outra região e também de encaminhar os catadores para centros de triagem.

Taniguchi ressaltou o que seria ideal para evitar essa poluição. “Tem que haver uma redução de produção de resíduos, mas se um aterro é necessário precisamos fazer um local apropriado, que será acompanhado com o Programa de Coleta Seletiva Solidária. Esperamos que o projeto funcione junto com a comunidade”, lembrou.



Fonte: Tribuna do Brasil

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