quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Opinião: Repassando os recados

Há tempos que a Associação Comercial de Ceilândia vem colocando em suas pauta de reivindicações a conclusão das obras do Centro Cultural de Ceilândia e a desculpa para o termino desta obra é um embargo judicial. Entra governo e sai governo e não há uma ação no sentido de se fazer um acordo junto ao processo com o objetivo de se concluir a obra e se continuar discutindo o mérito da ação.

Agora não dar para aceitar que os entes governamentais em Ceilândia venham à população dizer que o horário da Biblioteca Central da Cidade foi reduzido por causa da falta de segurança em função de uma obra inacabada a mais de 10 anos que serve de esconderijo para ladrões. É lamentável! O pior, ainda é o agente público da cidade dizer que a Polícia Militar não tem efetivo suficiente para cuidar da área e que está aguardando a contratação de policiais para deixar a biblioteca aberta até mais tarde. Pasmem!

Os responsáveis pela segurança publica na cidade afirmarem que não é possível oferecer segurança à comunidade que freqüenta aquele importante espaço de disseminação de cultura porque deixaria outras regiões descobertas. Senhor Governador o empresariado de Ceilândia, se junta a sociedade ceilandense para repudiar tal medida e pedir ações urgentes para mudar tal situação. Até quando Ceilândia será tratada como casa de ninguém?






Há que se reconhecer às ações do governo Arruda em Ceilândia, mas não dá para fechar os olhos diante de certas constatações que já se arrastam por quase três anos desse governo. Ao se visitar diversas cidades do DF, o observador mais atendo pode notar vias de acesso a essas cidades iluminadas, arborizadas e com um paisagismo cênico que dá a noção da auto-estima da população que ali mora. Já o mesmo não se pode falar de Ceilândia.

Para exemplificar, a entrada da cidade, pela principal via de acesso, a via centro norte, ou melhor, via do estádio (Ulisses Guimarães), não condiz com a pujança da cidade, ao longo da via é uma escuridão só, quando não são postes sem lâmpadas são áreas sem iluminação, canteiros sujos, sem gramados e sem arborização suficiente e obras sem acabamentos, etc. Para completar o cenário nada agradável, debaixo do viaduto do metrô, no setor Guariroba, em Ceilândia, crianças são colocadas em risco, a mendicância se instalou no local e mantêm indefesos ao relento. Para medir a gravidade do assunto basta ver outras famílias que estão “instaladas” abaixo dali nas mesmas condições.

O GDF precisa dizer a população de Ceilândia, de forma contundente, qual o seu real objetivo para com a população desta cidade, a presença do GDF por meio da sua Administração Regional é muito tímida, o que já não se pode dizer de administrações cidades mais novas que Ceilândia, onde se pode notar uma presença mais firme do governo, um cuidado com os aspectos cênicos e de embelezamento da cidade, trazendo consigo uma maior identificação dos moradores com os espaço no qual vivem e convivem.

Fica a pergunta. Até quando Ceilândia será tratada desta forma? Será que teremos que esperar mais alguns anos para termos vias de acesso a nossa cidade mais bem cuidadas? Até quando esperar?



Fonte: ACIC-DF

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