segunda-feira, 7 de abril de 2008

Atitude

No início, as crianças só queriam conhecer o novo local para estudo. Ficavam folheando livros com rapidez e inquietude. Mas mostravam curiosidade quando chegavam novos exemplares. Com o tempo, tomaram gosto pela Felicidade Clandestina, nome da sala de leitura da ONG Grupo Atitude, em Ceilândia, inspirado em um conto da escritora Clarice Lispector.

O espaço, localizado na sede da ONG, conta com obras de literatura infantil e juvenil e faz parte de um projeto educacional criado há três anos pelo grupo para acolher leitores estudantes de escolas públicas e da comunidade, estimulando neles o hábito de ler. O acervo, com pouco mais de três mil livros, foi estruturado por meio de doações e recursos do Programa Prazer em Ler C&A.

As estratégias para o encantamento com a leitura são atraentes, como a do Sorvete com o Escritor, em que as crianças tomam sorvete enquanto um autor da cidade ou da região fala sobre suas obras, sua vida, como é escrever um livro, ou as Rodas de Leitura, todas as terças-feiras. Nelas, a cada mês é estudado um autor da literatura clássica. Neste mês de abril é a vez de Monteiro Lobato.

Outra atividade que estimula a leitura é o teatro. A pedagoga do Grupo Atitude, Hilariana de Oliveira, explica a lógica dessa estratégia: “As crianças, para encenar, querem fazer o melhor na hora de incorporar o personagem. Por isso, elas lêem com afinco a história que vão apresentar”.

Lucas de Menezes, da 6ª série do Centro de Ensino Fundamental 4, diz que vai à sala para ler e se diverte. “Gosto de emprestar o meu corpo para os personagens no teatro. Já perdi a conta de quantos livros eu li aqui”, diz.

O resultado do trabalho, segundo Hilariana, já está sendo percebido pelos educadores e pais dos estudantes. “Os professores dizem que eles estão aprendendo com mais facilidade as matérias nas salas de aula, pois são mais concentrados e empenhados. Aqui na sala, eles se comportam melhor e passaram a ter vontade de ler. Em casa, os pais notam que os filhos estão mais educados e conscientes da realidade do mundo e das questões sociais”.

O grupo conta com o apoio da comunidade para o trabalho. Hilariana diz que é preciso recolher mais livros e pede doação. Quem quiser doar livros deve ligar para o telefone 3372-8077.


A sede da ONG Grupo Atitude funciona na QNM 21 Conjunto B Casa 20, Ceilândia Sul.

Fonte: Jornal Coletivo e Grupo Atitude

domingo, 6 de abril de 2008

Museu da Memória Viva - muitas lutas



Espaço residencial improvisado de Museu, cujo vasto acervo de pesquisas se encontra "exposto" pelos painéis temáticos que compõem os seguintes espaços acessíveis a visitação progamada: O Foyer Vladimir Carvalho com exposição permanente do primeiro livro de parede da história de "CEILÂNDIA, A TERRA DOS CANDANGOS"; a BIBLIOCEI ANTONIO GARCIA MURALHA, biblioteca temática candanga com exposição do poema original "CEILAND" e mais 71 títulos sobre a história da cultura local; e o auditório ERA DO RÁDIO COLHER DE CHÁ com 55 lugares para eventos educativos, culturais e comunitários. Além dessas dependências de visitação, são desenvolvidos outros projetos que disponibilizam produtos e serviços, tais como; a OFICINA DA CACO (Cooperativa do Artesanato Candango Originário) OLENA VALENTE, que, além de produzir a estampa "Orgulho de ser Candango", expõe e representa trabalho de vários artesãos da cidade; e o ARQUIVO COMUNITÁRIO DA MEMÓRIA CANDANGA composto de 107 pastas temáticas sintetizadas nos painéis de exposição permanente, que também podem ser disponibilizadas em "livros mimeografados" confeccionados de acordo com a pesquisa encomendada nas seguintes áreas de interesse (Candangos, NordestiNação, Ceilândia). Através deste projeto é que se dá o ingresso tanto de documentos quanto de novos integrantes da Casa da Memória Viva, compondo o intituto educativo oficial de todos os trabalhos desenvolvidos que é a SPPCei (Sociedade de Pesquisadores e Pioneiros da Ceilândia). Por fim esclarecemos que toda essa estrutura, montada coletivamente ao longo de 12 anos de magistério, tem como meta aconstrução do Museu da Ceilãndia, e por isso mesmo ela pode ser deslocada a a qualquer tempo para qualquer lugar, o que nos possibilita oferecer outro serviço cultural que é o MEMÓRIA VIVA AO VIVO de consultoria e conferências intinerantes.


O Professor Manoel Jevan, proprietário da casa que abriga o museu, tem muitos anos de luta para manter o museu realmente "vivo". Após diversas tentativas com a Administração Regional de Ceilândia, ele ainda não conseguiu um espaço totalmente destinado ao funcionamento deste museu e de fácil acesso a todos ceilandenses e demais visitantes do DF que queiram visitar o local, já que o mesmo funciona em uma área residencial. Ele já tentou inúmeras negociações com a administração sugerindo que o museu funcionasse incluse onde hoje se encontra o auditório da regional em Ceilândia Sul,mas infelizmente não obteve sucesso.

Este professor possui idéias bem criativas, como a mudança de destinação da Caixa d'Água em Ceilândia Centro. Segundo o professor, este espaço seria destinado ao abrigo de um museu (como o da Memória Viva), teria uma praça de alimentação e seria transformado em um centro de convenções para realização de grandes eventos na cidade. Uma idéia original e bem criativa.

Outra idéia que chamou a atenção, foi a demolição do estádio Abadião, na Guariroba, para transformá-lo em um grande complexo esportivo. Assim não funcionaria apenas como um mero estádio e, além de ser utilizado pelos times de futebol da região, seria também destinado a outras modalidades esportivas.

Jevan lançou também, em parceria com Emanuel Lima, um livro que trata exclusivamente de Ceilândia - A Ceilândia Hoje. Este livro relata o cotidiano de alguns moradores de diversos bairros da cidade, além de ter um mapa dividindo cada região e possuir um preço bem acessível.

O Museu da Memória Viva funciona na Nova Guariroba (Setor N Sul), Guariroba, e para visitações necessita de agendamento pelo telefone 3377-4652.


Fonte: O Clube do Som

Grafiteiros

O grafite é um dos ramos das artes de rua que mais se espalha no país, e em Ceilândia, um pequeno grupo faz essa arte se propagar e crescer. Liderado por Francisco Cebola, Walter Turko, Panela e Kogu, o R.U.A. - Reunião Urbana de Artistas - está há um ano reunido oficialmente no espaço da QNM 03 da Ceilândia Sul. O grupo se expande aos poucos com divulgação boca-a-boca entre os jovens da cidade. O intuito dos integrantes é compartilhar seus conhecimentos, experiências e convívio dentro do meio da arte de rua, ajudando aos que querem uma alternativa dentro da arte na comunidade.

Os apelidos acabam funcionando como pseudônimos entre os artistas, criando suas identidades no meio. "Os apelidos vêm da raiz da grafite. Nos reconhecemos por meio desses apelidos", explica Cebola. "Organizamos esse espaço através das amizades criadas no meio do grafite, que é o fator comum aqui. Eu já organizava oficinas em igrejas, ONGs, qualquer lugar que oferecesse a oportunidade. E conversando com o pessoal do meio, formamos o projeto do R.U.A., isso já há dois anos. Depois de um ano, chegamos a esse espaço.", completa o artista plástico.

Por meio do projeto, os grafiteiros conseguem alguns avanços dentro da comunidade, principalmente entre os jovens que fazem pichação. "Nós não entramos em conflito com quem picha. Mostramos o caminho do grafite, nossa arte, e oferecemos nossos conhecimentos. Deixamos que cada um escolha seu caminho.", conclui Francisco, falando sobre a estrutura do grupo. "Nós nos mantemos independentes, financiamos o projeto com recursos próprios. Nosso objetivo é não depender de ninguém, manter nosso espaço por nossos próprios meios. Ajudas governamentais acabam se tornando muletas, e não é esse nosso foco. Projetos em conjunto sim, mas dependência não."

O espaço tenta atender o maior número de jovens possível, e não há faixa etária para quem freqüenta o local. "De garotos de nove a 29 anos, vêm pessoas de todas as idades. O talento não depende da idade, então recebemos todos como iguais. Só o número de mulheres que continua nulo aqui. Talvez por preconceito das próprias meninas de Brasília. Em São Paulo já existe um equilíbrio maior entre artistas de gêneros diferentes", afirma Walter Turko, um dos dirigentes do projeto. Segundo Truko, a maior limitação ainda é a estrutura pequena do lugar. "Não comportamos muita gente por conta de material, mas planejamos crescer. Montar uma serigrafia, telecentros e trabalhos com arte digital. Planos para o futuro".

O grupo também realiza sempre alguns eventos em parceria com outros projetos da cidade. "Temos o Coco Molotov, um evento de exibição de filmes e documentários para o pessoal, propagando outras formas de arte. E também uma feira de fanzines, outra arte alternativa. Porém ambos são sem uma periodicidade definida. E, claro, eventos comerciais também, contratados para fazer nossos trabalhos. São entre 20 e 25 artistas conosco que trabalham com freqüência nesses eventos. Mas o número de pessoas que circulam dentro do projeto, é muito superior", fala Cebola.

Os movimentos da arte de rua estão entre os que mais atraem a juventude nos últimos dez anos, descreve a artista plástica e professora da UnB, Isabela Lara. "O crescimento de movimentos ligados ao hip-hop, break dance, basquete de rua. Mas um dos maiores atrativos para o jovem do Distrito Federal é o grafite, a arte plástica que nasceu a partir dos protestos pintados nos muros de Nova Iorque e Paris, na época da revolução da contracultura, entre as décadas de 60 e 70. É uma arte nova, ainda não tão reconhecida dentro do Brasil, e confundida com a pichação, mas que já é muito respeitada lá fora", declara a professora.


Fonte: Tribuna do Brasil

sábado, 5 de abril de 2008

Site remodelado e o novo Abadião



O site não-oficial www.ceilandiaec.com.br do Ceilândia Esporte Clube está sendo totalmente reformulado.

Um dos links que chamam a atenção é o do "Por um estádio novo!!!". Nele o proprietário do site faz um apelo para a reforma do estádio de futebol Maria de Lourdes Abadia - o Abadião -, sugerindo uma reforma no mínimo modesta pelo GDF - 10 mil pessoas.

Não se engane, meu amigo! Ceilândia é a cidade mais populosa do Distrito Federal e merecia no mínimo um estádio de futebol com capacidade para 30 mil pessoas. Um estádio que fosse digno do tamanho da cidade e orgulhasse todos os ceilandenses que nela moram.

Se o GDF for fazer uma reforma pífia apenas para fins de inauguração é melhor nem fazer... Deixe como está... Assim veremos como, verdadeiramente, um governo trata a sua cidade.

O link que trata do assunto é este: Por um estádio novo!!!

Fiscalização ineficaz

Não é de hoje que se sabe que a fiscalização de Ceilândia não trabalha eficazmente... A Feira do Rolo em Ceilândia Centro já diz tudo. Um outro bom exemplo acontece na QNM 19 em Ceilândia Sul. A poucos metros da sede da fiscalização do GDF, pessoas invadem área pública aumentando em até 6 metros o tamanho das residencias. Quem passa pensa que está tudo certo, pois a grande maioria dos moradores aumentaram o tamanho dos lotes e só percebe-se que estão errados pela presença de poucos lotes que mantém o tamanho original das casas.

No decorrer das ruas pode-se observar também muitas lojas que sem nenhum pudor invandem as áreas. Tem lojas de automóveis, motos, bares, entre outros... Uma loja que vende móveis usados utiliza-se até da calçada que deveria ser destinada, exclusivamente,por direito, aos pedestres.

Se próximo da Administração Regional de Ceilândia e do órgão de fiscalização do GDF acontece isto, imagine como deve ser no restante de Ceilândia.

Vamos colocar o povo pra trabalhar!

O fim do esqueleto



Ainda bem que aquele esqueleto que ficava na Guariroba chegou ao fim... Ponto pro GDF.


Uma creche em período integral e gratuíta. Essa é a novidade para os moradores da Guariroba, em Ceilândia. O governador José Roberto Arruda (DEM) esteve na cerimônia de inauguração do Centro Integrado de Desenvolvimento Infantil (CIDI), que tem como objetivo proporcionar às famílias carentes da região atendimento especializado em educação. São 600 vagas disponíveis que atenderão crianças de até cinco anos. “O primeiro desafio foi cumprido.

O segundo é fazer a creche funcionar com uma gestão eficiente”, afirmou Arruda, reforçando que o espaço foi uma conquista da ex-primeira dama de Ceilândia, Karina Rosso.

Segundo a secretária de Estado e Desenvolvimento Social e Trabalho, Eliana Pedrosa (DEM) o espaço conta com serviços de creche, berçário, lactário e parque infantil, e realizará atividades de desenvolvimento pedagógico e socioeducativo, artes e esportes através de 30 professores disponíveis em 12 salas construídas.

“O espaço é importante para as famílias carentes que não tinham onde deixar os filhos enquanto trabalham”, afirmou a secretária.
O Centro Integrado de Desenvolvimento Infantil atenderá prioritariamente as crianças encaminhadas pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), que faz atendimentos gerais às famílias carentes da região. “O CRAS é uma porta de entrada das famílias aos seus direitos”, reforçou a secretária informando que as inscrições começam na segunda-feira e não tem data definida para serem encerradas.

De acordo com o coordenador do Centro de Orientação Socioeducativa, José Isidoro Mascarenhas, a atendimento será concedido àquelas crianças que não recebem benefícios do governo local. “A triagem será feita após as inscrições e o critério de desempate será o valor do salário dos pais”, reforçou.

Maria Aguiar Barbosa do Nascimento, que tem 45 anos e trabalha de empregada doméstica disse que ter onde deixar o seu filho é muito importante, pois as creches são muito caras e com um espaço do governo fica muito mais tranqüilo trabalhar sabendo onde está seu filho.

Quem não está gostando muito da ação do governo são as mães crecheiras que costumam ficar cuidando de crianças em suas casas. “Corremos o risco de ficarmos sem renda e sem emprego”, afirma Josélia Dantas, moradora de Ceilândia que mantém a família cuidando de cinco crianças, duas pela manhã e três no período da tarde.


Fonte: Jornal Coletivo, Jornal de Brasília, CorreioWeb e Tribuna do Brasil

Seleção vitoriosa




A seleção do DF desembarcou na noite desta sexta-feira em Brasília após uma semana em solo africano. Na bagagem, duas vitórias nos dois amistosos (1 x 0 em Botsuana e 3 x 0 em Moçambique). Mais do que bons resultados, a turnê de uma semana na África rendeu a quatro atletas do selecionado candango convites para defender a Seleção de Moçambique nas Eliminatórias da Copa do Mundo 2010, além de três convites para o técnico Reinaldo Gueldini.

Ambos os arqueiros de Brasília receberam propostas para defender os "Mambas", como é conhecido o time moçambicano. O goleiro gamense, Rafael Córdova, se animou com o interesse de representar a seleção de outro país. "Não temos perspectivas de vestir a camisa da Seleção (Brasileira), porque o grupo é fechado. Quem sabe eu ou Osmair ir para lá vai ser um fato histórico tanto para Moçambique quanto pra o Brasil", revelou o goleiro.

O clube alviverde por sinal tem outro jogador na mira dos moçambicanos. O atacante Ésley, autor de três dos quatro gols da Seleção do DF nos amistosos, também recebeu convite para se naturalizar e defender a seleção africana.

Por outro lado, o goleiro Osmair se mostrou feliz, mas quer conversar com os familiares primeiro antes de tomar uma decisão precipitada. "Tive a grata surpresa de receber o convite, mas irei pensar melhor com a família, para ver o que é melhor", disse o goleiro, destaque do vice-líder Dom Pedro no Candangão 2008.

Outro atleta que recebeu proposta para defender Moçambique é o volante Perivaldo, do Legião. "Comentaram comigo, mas não tem nada definido. Primeiro, vou procurar dar o meu melhor no Legião. Depois, penso nisso", comentou.


Fonte: Esporte Candango

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Ensino Superior da UNB está chegando...

São necessários cursos em outras áreas...


Na manhã de quarta-feira, aconteceu a audiência para discutir o destino das novas instalações da UnB em Ceilândia. A reunião contou com a participação do reitor Timothy Mulholland, do decano de ensino e graduação, Murilo Camargo, de estudantes, professores e líderes comunitários. A pauta de discussão foi a nova obra. Ao todo, participaram cerca de 150 pessoas, no Centro de Ensino nº 3. Segundo o reitor, o novo campus irá funcionar a partir do segundo semestre deste ano. Enquanto o novo edifício não é construído, a universidade vai funcionar em uma área controlada pela Regional de Ensino, dentro do Centro de Ensino Médio nº 4 - o Centrão.

Porém, quem é do Centro nº 4 ainda não sabe a respeito da novidade. "Apesar da Regional de Ensino controlar o prédio, ninguém aqui foi informado oficialmente de que ele vai ser a sede do novo campus. Nos corredores da Regional, comentam o assunto, mas a escola não recebeu notificação. O lugar servia de almoxarifado até pouco tempo atrás, e se a universidade funcionar aqui mesmo, vai ser uma ótima melhora", comenta o vice-diretor da escola, Josélio Lopes.

Quanto aos cursos oferecidos e confirmados estão Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Farmácia, Enfermagem e Gestão de Sistemas de Saúde Pública, que serão lecionados a partir da metade do ano. A cada período de seis meses, 240 vagas vão ser abertas. Além dos cursos programados para este ano, a graduação de Biologia a distância já funciona com sede em Ceilândia Centro, juntamente com o prédio onde também fica o Núcleo de Práticas Jurídicas, o NPJ/UnB Os professores do curso comparecem ao lugar para tutelar os alunos durante a semana, mas a maior parte é feita por meio da internet.

No entanto, as solicitações feitas na audiência tentam ampliar ainda mais o alcance do ensino superior na cidade. "Muitos dos jovens de Ceilândia trabalham durante o dia. A universidade, oferecendo cursos noturnos, auxiliaria muito mais a comunidade", declara Sandra Cordeiro, representante da Associação Movimento Pró-universidade Pública de Ceilândia (Amopuc). Também para a população, o oferecido pela entidade federal ainda não é o suficiente. "Com essa quantidade de cursos, a cidade não vai crescer tanto quanto poderia. Ainda mais se tudo está focado na área da saúde. Precisamos de formação em todas as áreas, o tamanho da cidade demonstra isso", opina o morador do P. Sul, Gilmar Andrade, que cursa Engenharia Elétrica no campus do Plano Piloto.

O problema do número reduzido de cursos também foi discutido na audiência. O decano Camargo falou a respeito: "os primeiros cursos da unidade foram escolhidos conforme a demanda da região, mas a idéia é aumentar e diversificar a oferta. O campus será tão grande quanto a comunidade da cidade queira", concluiu.

Apesar dos detalhes, a notícia da abertura da universidade no segundo semestre agrada, e muito. "Os estudantes da rede pública da cidade estão com uma grande oportunidade nas mãos. A concessão de 20% a mais na nota do vestibular vai dar um novo impulso. É um passo para novos horizontes aqui em Ceilândia", afirma Hélio Carneiro, que cursa o 2º ano do ensino médio.


Fonte: Tribuna do Brasil

E estava no mapa...

Foi veiculada uma matéria no jornal Balanço Geral (Rede Record) no dia 03/04/08 que tratava do seguinte assunto:

Os moradores da QNO 16, Expansão do Setor O, reclamavam que a rua em que moravam ainda não era asfaltada. Isto gerava muita poeira na seca e muita lama nas chuvas. Algumas das donas de casa tinham que se desdobrar para manter as casas sempre limpas.

O mais incrível foi quando a população se dirigiu à Administração Regional de Ceilândia para fazer a reclamação. Chegando lá, foi constatado no mapa que a rua já havia sido asfaltada. Para piorar ainda mais o problema, muito entulho, lixo e água parada é encontrada na região. Um morador, dono de um ferro-velho, se propôs a fazer a limpeza de seus carros, que ficam próximo a rua, assim que a Administração de Ceilândia fazer a sua parte - asfaltá-la.

Fica aí a dúvida: Mais o que ainda deve estar apenas no mapa?

O problema do lixo

Na expansão do Setor O, em Ceilândia, existe uma área lotada de sacos de lixo, restos de comida, garrafas de plástico, móveis e até lataria de carro. Na manhã desta quinta-feira (3), um carroceiro apareceu e despejou mais entulho.

Funcionários do posto do combustível que fica ao lado contam que sofrem com o mau cheiro. “Tem dia que está com um fedor de peixe estragado. Eles também queimam borracha. O fedor vem todo para cá. É ruim de respirar”, reclama o frentista Júnior de Souza Costa.

Na Quadra 19, terrenos vazios e áreas verdes viram depósitos. Tem até vaso sanitário jogado no local. No Setor de Chácaras do P Norte a sujeira impressiona. O risco de doenças é grande. “Em tempo de chuva é pior. Quando está calor, esquenta e fede mais ainda”, diz uma moradora da região.

Além da sujeira que se alastra, os animais soltos representam perigo. “É perigoso porque aqui tem de tudo”, acrescenta outra moradora.

No Condomínio Sol Nascente a situação é ainda mais grave. Por falta de asfalto nas quadras os caminhões de coleta só conseguem passar na rua principal.

Os lixeiros tentam recolher o que está espalhado. Mas dizem que é difícil manter tudo limpo porque os moradores não colaboram. “É lixo demais. A gente tira, mas no dia seguinte está do mesmo jeito”, reclama um gari.

“Nós pedimos os contêineres, mas, quando nós mandamos o ofício à empresa, nos disseram que não era interessante porque o lixo acaba enchendo e caindo no chão. Além disso, os animais vêm e fuçam o entulho. Também temos o problema dos catadores, que rasgam todos os sacos para tentar tirar o material reciclável”, afirma o prefeito comunitário Marcelo Negrão.

O administrador da Ceilândia, Adauri Gomes, disse que além de convencer a população, há projetos para acabar com a sujeira. O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) ampliará a coleta e criará áreas onde o lixo doméstico poderá ser depositado e separado.

Para tirar os animais das ruas, será concluído um curral comunitário no Setor O. Em Ceilândia existem 400 cavalos. O administrador informou que, no dia 10 de abril, começam as obras de implantação de redes de água, esgoto e energia elétrica no Condomínio Sol Nascente.


Fonte: Rede Globo