quarta-feira, 20 de julho de 2011

Pode dar exclusão no programa habitacional do DF

Quem invadir uma área pública vai ser excluído do programa de habitação do Distrito Federal. Essa é a determinação do governador Agnelo Queiroz (PT). Segundo ele, a prática de ocupação irregular vai ser combatida. “Não vamos admitir as invasões. Hoje nós temos uma política que assegura moradia em um lugar adequado, com toda a infraestrutura. Vamos romper com a política dos mais espertos, dessa indústria que tomou conta do DF ao longo dos anos e do uso dos mais humildes para interesse próprio. A cidade não suporta mais isso”, afirmou. A decisão já vale para as recentes ocupações na Estrutural e na BR-070.

No caso das 316 casas a serem entregues na Quadra 7 da Estrutural, o GDF já entrou com um processo na Justiça pedindo a reintegração de posse das habitações. Amanhã, será divulgada a lista oficial com os nomes das famílias que têm direito à ocupação. Agnelo Queiroz foi enfático ao dizer que, quem não sair espontaneamente, até que o proprietário entre, vai ser cortado do novo programa. “A lista já está pronta e vai ser divulgada para que as novas famílias entrem no local. Uma empresa vai ser contratada, em caráter emergencial, para fazer os reparos e a conclusão da obra. As pessoas que não saírem, mesmo com a liminar, não terá vez no governo”.




Na BR-070, o acampamento refeito nesta segunda-feira, continuou em pé. Os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) aguardavam as negociações com o governo durante toda a tarde de ontem. “Nossa proposta não vai mudar. Oferecemos o ginásio, inscrição na Sedest para o auxílio moradia e uma nova chance na política habitacional do DF. Ou eles se enquadram ou estão fora”, ressalta Agnelo Queiroz.

Para o governador, a promessa de campanha de construir cem mil moradias em quatro anos é ousada, mas possível. “O número é expressivo, mas vamos cumprir a meta. A diferença é que esse processo vai seguir com transparência e a pessoa selecionada vai poder acompanhar todo o processo de edificação. Já estamos com 23 mil moradias lançadas e vamos abrir mais editais”, ressalta.

De acordo com o secretário-adjunto de Habitação, Rafael de Oliveira, o programa Morar Bem não vai apenas gerar expectativa, mas concretizá-la. “O último recadastramento feito na Codhab foi em 1997, de lá para cá, a listagem triplicou. Os antigos governantes usavam o cadastro para motivar a população, mas as classificações eram feitas à revelia. Hoje teremos transparência em todo o processo, obedecendo as posições da lista quanto ao direito à moradia. Lançamos as 20 mil moradias em diversas regiões para mostrar que o programa vai ser seguido”, explica.



Fonte: ClicaBrasília e Jornal de Brasília

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