sábado, 24 de maio de 2008

Grito na garganta



Agora é oficial. O Ceilândia está fora da Série C 2008. O SiteCEC lamenta, a torcida lamenta. Dentre os diversos lamentos dos torcedores, um foi escolhido, por representar o sentimento médio do cidadão Ceilandense, aquele que sabe da importância do Ceilândia no contexto da valorização da cidade que amamos. Esse lamento, respeitoso em todos os aspectos, é reproduzido abaixo.

Ao contrário do que alguns pensam, pressionar os dirigentes é importante. Isso não é desrespeitá-los. Todo mundo reconhece, por exemplo, a dedicação do incansável Almir de Almeida.

Todos sabemos, também, das limitações a que estão submetidos. A pressão, contudo, leva-os a deixar a zona de conforto e trabalhar ainda mais. Isso implica reconhecer que cada um de nós também tem responsabilidades. Abaixo a visão de um torcedor e que também é publicada nos comentários. O SiteCEC a subscreve alguns:




"É triste a situação. Isso só concretiza a tendência das pessoas daqui torcerem por times de outro estado. Ou então, por times “sensações” daqui. Como é o caso do próprio Legião, o qual, em pouco tempo de existência, arrebanhará uma grande “legião” de torcedores (não é para menos!). Sabemos que um time que quer ganhar visibilidade, atrair torcedores, precisa ganhar títulos. O que dirá um time que “desiste” de competições. Moro neste cidade e, na maioria das vezes, empolgo-me com as vitórias conquistadas pelo time que leva o nome da Região Administrativa. Desistir de um Campeonato Brasileiro é jogar fora uma oportunidade que muitos outros times almejam. Lamentável. Não quero aqui criticar diretamente determinadas pessoas. Mas sim, a falta de iniciativa da comunidade que leva o nome do time. E a iniciativa da comunidade depende do estímulo dos dirigentes".

"É inadmissível que isso realmente esteja acontecendo, temos que apurar porque o Ceilandia não participará da Série C do Brasileirão. Não tem desculpas. Alguma coisa está errada. Qual a cidade ou clube no Brasil não queria estar no lugar do Ceilandia? Há uma “legião” de corruptos por trás disso. A partir de agora vou divulgar pra todos sites esportivos o que está acontecendo. Não adianta pedir descupas, sou morador da cidade há 35 anos. Isso é uma sujeira. Ceilândia merece respeito, são em torno de 400.000 mil habitantes . Dizer que não tem como participar é imoral. Algo precisa ser feito".

"Sugiro que mude o nome do time.
A cidade de Ceilândia não merece ser desrepeitada assim".

"Fico triste e compartilho com vcs torcedores do Ceilândia, clube onde trabalhei em 2005 na Serie C como preparador de goleiros. Sobre a não participação do Ceilândia na Série C, espero que em breve o clube se estruture e volte ao cenário nacional."




Parece até que a cidade não tem empresas/comerciantes que poderiam patrocinar o time que leva o nome da região. Ceilândia tem um comércio fraco? Muito triste!


Fonte: Ceilândia Esporte Clube aqui e aqui

Isso não é Ceilândia!

No campo "Isto é Brasília" do jornal de quinta-feira (22/05/08) foi veiculada matéria sobre o estádio Abadião, na Guariroba.

Falou da capacidade do estádio, da homenagem à Maria de Lourdes Abadia, do futuro projeto de modernização do local e dos times que costumam jogar na região (entre eles, Ceilândia e a Ceilandense).

A gafe acontece quando vamos verificar a imagem. Um estádio bem maior, com arquibancadas amplas. Nada de Abadião! O estádio mostrado na imagem do dia é o do Serejão em Taguatinga.

Não precisa se preocupar. Já estamos acostumados com a confusão de localização que a mídia em geral faz entre Ceilândia-Taguatinga e Taguatinga-Ceilândia.

Fonte: Correio Braziliense de 22/05/08

Censura no PDOT?

A artimanha funcionou bem. Para fugir das polêmicas que cercam a revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) – Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 46/2007 –, os organizadores da quarta audiência pública promovida pela Câmara Legislativa para discutir o assunto privilegiaram entidades ligadas à área habitacional. Sob alegação de que o evento poderia se estender além da hora do almoço, caso todos os inscritos ainda se manifestassem, o deputado distrital Batista das Cooperativas solicitou redução no número de pessoas que ainda aguardavam a vez para apresentação de idéias. O objetivo do astuto parlamentar era evitar que técnicos ambientalistas e urbanistas expusessem pontos de vista contrários ao governo, na última quarta-feira, no auditório da Administração Regional de Ceilândia.

A decisão provocou protestos e tumulto. Após pouco mais de uma hora de reunião – prevista para iniciar às 10h, mas que começara somente às 11h –, apenas representantes de entidades pró-moradia e alguns poucos proprietários rurais haviam falado. A audiência, que enfocava a Unidade de Planejamento Oeste (Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras e Samambaia), foi interrompida durante alguns minutos, até os ânimos arrefecerem.

Tempo suficiente para o líder do governo na Câmara Legislativa, deputado Leonardo Prudente (DEM), e o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF, Luís Antônio Reis, saírem de mansinho – afinal, naquele momento, a discussão já não fazia mesmo muito sentido. “Isso é um absurdo! Em uma audiência pública, todas as pessoas têm direito de falar.

Isso é uma manipulação grosseira, na tentativa de esconder os erros bisonhos desta revisão do PDOT”, reclamou a geógrafa Mônica Veríssimo.

Enquanto a reunião funcionou razoavelmente bem, ouviu-se reivindicações por mais agilidade do governo na regularização de condomínios e pedidos de melhorias no sistema de transporte. Entre os destaques dos defensores das áreas rurais, Fragmar Diniz, da Associação de Turismo Rural de Ceilândia, implorou pela preservação dos recursos naturais. “Deixem Ceilândia respirar! A sociedade não precisa apenas de casa, mas também de um ambiente favorável para aproveitar a vida, com direito ao lazer e à produção de alimentos saudáveis. Hoje, as áreas rurais remanescentes são espaços propícios para isso, mas corremos o risco de ficar sem um córrego sequer”, disse.



No encerramento do evento, a promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Marta Eliana de Oliveira, disse que a proposta do governo encaminhada à Câmara Legislativa carece de uma política voltada aos conselhos rurais. “Ao longo da história, as áreas públicas têm sido tratadas como mero estoque para a expansão urbana. Mas tratar do PDOT não significa pensar apenas o crescimento das cidades. O território deveria ser visto como um conjunto harmônico, entre o urbano e o rural, de forma a prover sustentabilidade para todos”.

Danilo Aucélio, secretário adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma), respondeu apenas que o órgão do governo tentou ao máximo atender às demandas dos proprietários rurais e preferiu destacar os avanços de planejamento urbanístico, especialmente no tocante à problemática do trânsito, enfocados na revisão do PDOT. “A via interbairros, que ligará Samambaia ao Plano Piloto, ajudará a conter os congestionamentos de veículos e ainda proverá vários novos postos de emprego ao longo do percurso”, destacou.


Fonte: ComuniWeb e Tribuna do Brasil

Limites territoriais

Ogoverno vai encaminhar à Câmara Legislativa, nos próximos dias, projeto de Lei que propõe a definição dos limites territoriais de cada uma das 29 cidades-satélites do Distrito Federal, garante o deputado Batista das Cooperativas (PRP). Tecnicamente, a definição dos limites territoriais é conhecido como demarcação das poligonais das cidades, que envolve áreas urbanas, rurais, e reservas ecológicas.

“Tive, há poucos dias, uma sinalização do governador José Roberto Arruda, que nos disse que em breve o governo encaminhará a proposição à Câmara legislativa. Assim que o projeto chegar à Câmara, vamos abrir uma ampla discussão com os setores representativos de cada uma das regiões administrativas do Distrito Federal, pois é um assunto intimamente vinculado ao projeto, em debate, que vai redefinir o Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT)”, disse o deputado.

O parlamentar disse que preocupa ao governador a indefinição dos limites territoriais de várias cidades e setores habitacionais.


Fonte: Jornal Coletivo

30º JiSesc

O Sesc-DF realiza, hoje (24/05/08), a abertura oficial da 30ª edição dos Jogos de Integração Crianças e Adolescentes (JiSesc). A cerimônia será no Centro de Atividades do Sesc Ceilândia, em Ceilândia Norte, às 10h.

Entre domingo (25) e 29 de junho, as disputas ocorrerão nas unidades de Taguatinga Norte, Taguatinga Sul e Ceilândia. O JiSesc destina-se aos estudantes de escolas públicas e particulares do DF, além de atletas de clubes ou associações desportivas. Vão participar mais de 4,5 mil jovens.


Fonte: Jornal Coletivo

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Futebol geral

JUNIORES

2ª Rodada

24/05 - sábado - 15h30 - Ceilândia x Esportivo Guará - estádio Abadião - Guariroba



FEMININO

Ontem (22/05/08)as 14h, pela 6ª rodada do Brasiliense Feminino de Futebol de Campo, jogaram Apollo 4 e SE Planaltina de Goiás no estádio Municipal em Planaltina de Goiás. Mais notícias deste jogo logo mais.

25/5 - domingo - 10h - Cresspom x Guarany - Clube do Cresspom - Plano Piloto



Compareça e leve sua torcida para as equipes de Ceilândia.

Fonte: Federação Brasiliense de Futebol e Portal Fubebol Feminino

Últimos dias de peça



Sonhos de Uma Noite de Verão


Dias: 23/5, 24/5 e 25/5, às 20h
Local: Teatro SESC Newton Rossi
Projeto: Teatro Candango
Entrada: Mediante doação de 1l de óleo

Sinopse: A peça é uma das mais curtas comédias de William Shakespeare. Trata-se da história de uma longa noite de verão, no reino de Atenas, onde haverá o casamento do Duque Teseu com Hipólita. Hérmia, uma jovem donzela, deverá casar-se com Demérito, mas ama e é amada por Lisandro. Sem alternativa, os dois enamorados resolvem fugir à noite pelo bosque, lugar encantado e habitado por fadas e duendes. Trocas de casais, romances improváveis, correrias e enganos fazem de Sonho de uma Noite de Verão uma das mais deliciosas comédias de Shakespeare.


Classificação Indicativa: 12 anos


Ficha Técnica

Concepção, direção e cenografia: Adriano e Fernando Guimarães;
Elenco: Alessandro Brandão, Ana Paula Braga, André Reis, Carol Nemetala, Daniela Vasconcelos, Diego de Leon, Guilherme Angelim, Mateus Ferrari, Rodrigo Lelis, Sérgio Sartório e Tati Ramos;
Figurino e Maquiagem: Cyntia Carla;
Iluminação: Dalton Camargos;
Cenotécnico: Josenildo de Sousa;
Assistente de Palco: Eduardo Jayme;
Produção Executiva: Wandilene Macedo


Fonte: SESC-DF aqui e aqui

Exemplo de sangue



Na manhã do dia 21/05/08, 500 jovens compareceram ao centro de Ceilândia para receberem seu certificado de alistamento militar. Os jovens juraram fidelidade à pátria e foram dispensados de prestarem o serviço obrigatório, a maioria por excesso de contingente. Mas os jovens não foram dispensados de um ato de amor ao próximo. Uma unidade volante do Hemocentro do DF coletou doações de sangue dos alistados e de voluntários presentes à cerimônia. Quarenta senhas foram distribuídas e rapidamente uma fila de doadores foi formada.

Para o estudante Matheus Oliveira, 18 anos, a decepção por não ingressar nas Forças Armadas não impediu a doação. "Eu gostaria de fazer parte do Exército brasileiro, mas já que não deu, quero ajudar quem esteja necessitando. Não sabemos o que pode acontecer amanhã", relatou Matheus.

Antes de efetuar a doação, o voluntário tem uma amostra do sangue recolhida para exames, responde a um questionário e é avaliado por um médico. Logo após, é encaminhado para as cadeiras de doação. O sangue recolhido é armazenado no Hemocentro até que o resultado dos exames indique se a transfusão pode ser realizada.
Segundo a supervisora da unidade móvel de doações, Luanda Lira, o número de doadores muitas vezes não consegue suprir as necessidades. "Muitas pessoas buscam o Hemocentro não para doar o sangue, mas sim para realizar exames. A doação deve ser um ato solidário. Só doa quem quiser, mas se o doador mentir no questionário, pode colocar a vida de outras pessoas em risco", informou a supervisora. Luana lembrou ainda que algumas doenças só são detectadas pelos exames após alguns dias e até meses. "A sinceridade nas respostas é imprescindível. Consultas e exames devem ser realizados nos postos de saúde e hospitais. Mesmo que o voluntário não consiga doar, jamais deve omitir a verdade", alertou.

"Salvar vidas para mim é tudo. A primeira vez que fiz uma doação, nem conhecia a pessoa para quem doei. Estava na fila do hospital quando fui abordada por uma senhora que precisava de doadores para que a sua cirurgia fosse realizada. Nem pensei duas vezes. Depois disso, até para minha mãe já doei", contou a "cuidadora" de idosos, Suely Torquatro, 40 anos. Ela disse ainda, não sentir dor alguma durante o recolhimento do sangue, que dura em média cinco minutos.

A Fundação Hemocentro possui duas unidades volantes que percorrem faculdades, administrações regionais, empresas, Batalhões da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros e Forças Armadas. A coleta de sangue também é realizada na sede da fundação, e nos hospitais de Ceilândia, Taguatinga e Sobradinho.



Os voluntários devem seguir algumas condições antes e depois da doação. O doador deve gozar de boa saúde, estar alimentado, não estar em uso de medicamentos, ter entre 18 e 65 anos de idade, pesar acima de 50 quilos, apresentar carteira de identidade ou documento com foto, não realizar exercícios físicos antes da doação, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 24 horas, não ter colocado piercing ou feito tatuagem nos últimos doze meses, não ter realizado endoscopia nos últimos doze meses e ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior à doação. Além disso, plantonistas não devem doar sangue no dia em que saíram do plantão e o fumo deve ser evitado duas horas antes da doação. Após o recolhimento do sangue, o voluntário deve permanecer nas dependências do Hemocentro por pelo menos 15 minutos, não fumar nas duas horas seguintes à doação, beber grande quantidade de líquidos nas próximas 12 horas, evitar ingerir bebida alcoólica também nas próximas 12 horas, pressionar o local da punção para evitar hematomas, interromper atividades de esforço físico nas 12 horas seguintes à doação e não dirigir veículos pesados, coletivos ou motocicletas.


Fonte: Tribuna do Brasil

Último dia de um brasiliense

Oito horas antes de morrer, José Cláudio Feitoza da Silva (21 anos) começou a excursão às mangueiras. Chamou o irmão inseparável para a aventura de menino – Keke (18) ("Cláudio e Cleiberson - o Keke - pareciam duas fofoqueiras, conversavam o tempo inteiro", conta a mãe, dona Rita). Saíram em quatro: Cláudio, Keke, a enteada Hemily (3) – que insistira para ir, e Robinho (9), de quem dona Rita cuida durante o dia para que a mãe, uma vizinha, possa trabalhar.

O sol estava quente e as nuvens, gordas e brancas quando os quatro pegaram o ônibus gratuito que os levaria até o condomínio Sol Nascente. De lá, seguiriam a pé por uns 500 metros até a mangueira. Dona Rita ainda se lembra do filho virar a esquina da QNQ levando Hemily pela mão esquerda e rodando o chaveiro no dedo indicador direito, como sempre fazia.

A tempestade se aproximava, traiçoeira. Keke e Cláudio tinham subido na árvore e os quatro já haviam chupado, cada um, uma manga. Foi quando o céu bem acima deles ficou carregado, as nuvens quase se encostaram na terra e pingos d'água enormes começaram a cair aos gomos. Os quatro ainda tentaram se proteger debaixo da copa da mangueira. Saíram quando a chuva começou a escorrer pelos galhos e já não havia mais proteção possível. O jeito era enfrentar a tormenta – o abrigo mais próximo fica a mais de 500 metros.

Combinaram um meio a meio: Keke levaria Hemily no colo até metade do caminho e o restante final ficaria por conta de Cláudio, que tirou a camisa e com ela cobriu a cabeça da enteada. Assim foi feito até alguns segundos antes de o terrível clarão de luz colorida cair sobre o padastro e a enteada. "Eu tinha acabado de dar a Hemily pra ele e ele ainda disse: 'Valeu, cara'. Quando me afastei e olhei, vi a luz". Robinho, o garotinho de 9 anos, diz que era uma "luz vermelha" e que "a terra tremeu".

Caído sobre o matagal de dois palmos de altura, Cláudio parecia querer reagir, mas não conseguia. Estava totalmente dominado pela imensurável carga elétrica que o atingiu. (O chefe de Previsão do Tempo do Instituto Nacional de Metereologia, Luis Cavalcanti, explica que o corpo é um condutor de energia e que os raios em geral apenas resvalam num ser humano antes de atingir o solo e voltar com mesma intensidade e força em direção à atmosfera. Se atingissem um corpo com toda a terrível carga elétrica, não sobraria nem pó de um ser humano. No caso de Cláudio, o aparelho ortodôntico pode ter ajudado a atrair o raio, diz Cavalcanti).

Quando se deu conta da gravidade do que tinha ocorrido ("o cérebro parece que ficou lento"), Keke pensou no que teria de fazer. Chamou dois homens que estavam ali próximo, os dois únicos num raio de mais ou menos 500 metros. Queria que eles ficassem vigiando Cláudio, Hemily e Robinho, mas os homens ficaram meio atordoados. Keke correu atrás de um telefone para chamar a ambulância. Foi uma corrida tão desarvorada que a sola dos pés ficou em carne viva.

No caminho, Keke cruzou com Lesandra (a esposa de Cláudio). Ao ver o temporal, ela havia pego duas capas de chuva para levar à filha e ao marido. Sabia que eles deveriam estar próximos à mangueira. De longe, viu que havia duas pessoas caídas. "Aconteceu um acidente", foi o que conseguiu dizer para a cunhada.

Menos de 15 minutos depois de conseguir um telefone para pedir socorro, os bombeiros chegaram. E levaram Cláudio e Hemily para o Hospital Regional de Ceilândia. A menina teve leves queimaduras nas pernas e nos braços. Entre 17h18 e 22h15, Cláudio teve cinco paradas cardiorespiratórias. Morreu às 22h15.

Grávida de seis meses, Lesandra não quis falar. Keke perdeu o "irmão, amigo, parceiro, e um pouco pai". Robinho, 9 anos, relata a história como se tivesse contando um filme de aventura e terror. Hemily, 3, não sabe o que aconteceu naquele 03 de dezembro de 2007. E dona Rita enfrenta os dias e as noites: "Quanto mais velho o tempo, mais nova é a morte de Cláudio".


Reveja matérias e vídeos: Rede Globo e Clica Brasília

Fonte: Lembraças e homenagem na matéria "O Último Dia na Vida de Um Brasiliense" do jornal Correio Braziliense de 19/05/08

Meio-dia em ponto

Ao meio-dia em ponto, nos sábados deste mês, Ceilândia terá um compromisso com a cultura popular. Grupos de diferentes manifestações ocuparão o centro nervoso da cidade - uma das mais populosas do Distrito Federal - e convidarão os apressados transeuntes a um breve pausa para apreciar a arte que tem raízes ali mesmo, entre o povo e na rua. Essa é a intenção do projeto Meio-dia em Ponto, parceria entre o Centro Cultural Ferrock, da Ceilândia, e a Associação Ruarte de Cultura, que ocupará a Praça da Feira Central até as 16h.

Nos três sábados de programação, prevalecerá a diversidade - mostra da riqueza da cultura popular bem representada por grupos de todo o DF: circo, teatro de bonecos, tambor-de-crioula, bumba-meu-boi, emboladores de coco, cacuriá, congada, folia do divino, hip hop (dança, DJ e grupos de rap), capoeira, forró e música regional. Também haverá oficinas de perna de pau, de brinquedos populares e iniciação ao teatro de bonecos.

“A feira é um lugar onde gosto muito de brincar. É o símbolo da cultura popular, onde há intervenção e onde os artistas ficam mais próximos das pessoas. É o momento em que disputamos a atenção do público com os vendedores, que são os verdadeiros mestres das feiras”, avalia o bonequeiro e palhaço Chico Simões, que participará do projeto com seu grupo Mamulengo Presepada.

Este é o quarto ano em que o projeto contará com apoio do Fundo Nacional de Cultura do Ministério da Cultura, com aporte total de aproximadamente R$ 49 mil. Não foi sempre assim. Quando o projeto nasceu, em 1996, idealizado por Ari de Barros - o criador do Ferrock -, era um trabalho de doação dos artistas, que não cobravam cachê pelos shows. Foi desse modo até 1999. As primeiras edições se davam na Praça do Encontro, também no centro de Ceilândia.

“Foi uma tentativa de fazer da praça espaço para o convívio social e cultural e não somente para invasões de todos os tipos, como era antigamente”, lembra Ari. Até o Quarentão - hoje restaurante comunitário - ganhou novos ares. “Fizemos uma galeria com artistas da Ceilândia e de outras cidades e montamos um palco com som. Todo sábado, a partir das 12h, havia várias apresentações nesse espaço”, recorda-se Ari.

Atualmente, com a revitalização da Praça do Encontro, o projeto atravessou a rua, foi para a Feira Central. “Continua sendo espaço público, com grande circulação de pessoas e onde não precisamos chamar o público. Vamos até ele”, resume Ari.

Meio-dia em ponto

Apresentações amanhã (24/05/08), das 12h às 16h, na Praça da Feira Central de Ceilândia. Entre a programação, Grupo Circo Boneco e Riso, Grupo Mamulengo Presepada (teatro de bonecos), Bumba-meu-boi de Seu Teodoro, oficinas de perna de pau, de brinquedos populares e de iniciação ao teatro de bonecos.


Fonte: Ministério da Cultura e Administração Regional de Ceilândia