sábado, 1 de maio de 2010

O homem azul

A transformação é rápida: em 15 minutos, Amarildo Alves, 39 anos, morador de Ceilândia Sul, deixa de ser um pai de família comum e se transforma no Homem Azul. Desde dezembro do ano passado, ele vaga pelos semáforos do Plano Piloto e interpreta uma estátua viva colorida inspirada no músico Raul Seixas. Sob a sombra de uma árvore, o homem pinta o rosto com uma mistura de creme e corante azul. E assim nasce o personagem caricato. Até os cabelos e o cavanhaque ganham coloração. A roupa é tingida com a mesma pigmentação, mas fica guardada dentro da mala carregada com dificuldade pelo corredor do ônibus lotado que leva Amarildo para o trabalho de segunda a sexta-feira bem cedo, às 7h30. O retorno ao lar só ocorre no fim do dia.

Quando sai de casa, Amarildo veste calça e blusa normais. Não é alto nem baixo. Nem gordo, nem magro. É mais um na multidão. Mas leva na bagagem os elementos que lhe dão uma aparência peculiar: óculos escuros com armação pintada de azul, luvas da mesma cor, chapéu panamá no mesmo tom, tênis azuis e um violão, é claro, cor do mar — emprestado da esposa, com a promessa nunca cumprida de devolução. A escolha na hora de se caracterizar foi por eliminação. “Queria fazer algo diferente do prata, que muitas estátuas vivas usam. Não gosto de vermelho nem de amarelo. Escolhi o azul para chamar atenção”, justificou. Mas o tom já trouxe associações não muito bem-recebidas pelo artista. “Tem gente que pergunta se eu gosto do Roriz. Não tem nada a ver. Aqui em Brasília, os políticos roubaram até as cores para eles”, brincou.

Amarildo percorre os sinais de trânsito que ficam mais tempo no vermelho, na Asa Sul. “Nos da W3 Sul, por exemplo, não dá para passar muito tempo, ficam mais no verde que no vermelho”, explica. Tudo isso porque, depois da performance de estátua, que dura 40 segundos em cima de um banquinho, ele passa devagar entre os carros para receber o pagamento por sua arte. “Eu não peço nada, só passo com o chapéu e quem quiser coloca o dinheiro.” Ele troca de ponto com frequência, para explorar novos olhares e atrair um público diferente. Muitos param para fotografá-lo e dezenas de pessoas, diariamente, depositam um moeda ou cédula no chapéu como forma de incentivar a arte. O trabalho é influenciado pela natureza: se chove, não há expediente. O suor provocado pelo calor do sol, porém, não faz a maquiagem derreter.

A profissão de Amarildo é artista de rua, mas muitos o confundem com um mendigo. “Muita gente me admira, para, faz até foto e elogia. Uma vez uma senhora me deu R$ 50. Mas tem um povo que não entende. Um dia, uma mulher começou a me chutar, disse que era evangélica e que isso era coisa do demônio. Outros me mandam procurar emprego. Mas faz parte, é gente sem cultura”, explicou.

No início, o rapaz sentia-se ofendido e até humilhado. Mas acostumou-se e hoje exerce o ofício sem qualquer constrangimento. “Comecei por falta de opção mesmo. Montei um negócio ambulante no meio da rua em Ceilândia de fotomontagem — fazia imagem de pessoas comuns ao lado de famosos, manipuladas no computador. Mas sempre tinha que fugir da fiscalização, porque não era autorizado. Agora, estou nesse outro ramo, que não precisa de muito investimento e não paga imposto. A necessidade faz perder a vergonha.”

A melhor época para o negócio de Amarildo é o Natal. “O espírito natalino toma conta das pessoas, elas ficam bondosas e eu ganho até R$ 40 por dia”, contou. Mas, quando passa a comemoração do nascimento de Jesus, o público volta ao normal. “O ganho varia muito. Tem dia que tiro R$ 10, em outros são R$ 20”, afirmou. Boa parte das pessoas, porém, dá a ele apenas atenção.



Para ler na íntegra, visite o site da fonte.


Fonte: Correio Braziliense

Dia decisivo do Ceilândia

Para o Brasiliense é guerra. No início da semana, nos vestiários, a referência ao jogo de hoje foi alterada de jogo para guerra. O Ceilândia aceitou as provocações e as manobras calado. Um time não chega a final agindo passivamente. Enquanto o Brasiliense agia, o Ceilândia trabalhava. Na noite de ontem conseguiu uma liminar que permite a escalação do zagueiro Panda na final. Na outra ponta, mais uma vez não houve quorum e o julgamento de Dimba não se realizou. Em outras palavras: não houve julgamento e o Ceilândia entra completo para a decisão.

Ninguém nas hostes alvinegras nega o favoritismo do Brasiliense. A diferença de dois gols é possivel de ser tirada em pouco tempo. Ninguém no Ceilândia admite o resultado como algo aceitável. Não tem sentido fazer toda essa caminhada e desistir no último instante. A diferença entre o vencedor e o perdedor está no olhar. Vai ser no olhar que o campeão sairá hoje.



Brasiliense x Ceilândia - 01/05/10 - sábado - 16h00 - estádio Serejão (Taguatinga)


Fonte: Ceilândia Esporte Clube

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Buscando a história, do lixo

Equipamentos antigos, cédulas que não têm mais valor e uma coleção de bichinhos de pelúcia. Tudo podia ter se perdido em meio ao lixo, mas virou arte, com direito a um espaço especial. O acervo do Museu da Limpeza Urbana, localizado na Usina de Tratamento de Lixo de Ceilândia, é composto por peças encontradas em lugares pouco comuns — os lixões. Recolhidos, objetos considerados sem valor ganham significado e servem até como instrumentos de ensino para crianças e adultos.

Uma das atrações mais antigas da casa, um boneco feito de restos de metal, recepciona os visitantes. O trabalho é coordenado por funcionários do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), que criaram o espaço em 1996. A ideia surgiu do chefe da usina na época, Cícero Carlos Gomes de Lacerda, que hoje é o responsável pelo tratamento do lixo no Plano Piloto. “Eu vi na televisão um ambientalista dizendo que o lixo podia se transformar em arte e foi isso que eu resolvi fazer”, lembra. O funcionário do SLU começou, então, a juntar objetos encontrados no lixão em um pequeno escritório. A quantidade ia aumentando dia a dia até ser criado o acervo. “É uma pena que o museu não esteja mais na trilha de visitação de Brasília. Precisamos de apoio”, relata Cícero.


São cerca de 300 peças, entre elas máquinas fotográficas velhas, câmeras filmadoras, aparelhos de televisão, computadores e até um equipamento de telex. Tudo retirado do lixo. Outras aquisições foram conseguidas por meio de doações. O novo xodó do espaço cultural é um piano antigo, original do Rio de Janeiro. O instrumento foi buscado pelos próprios funcionários do SLU e ganhou lugar de destaque, já estando prevista uma reforma para ele. Nas teclas amareladas pelo tempo, o registro de uma época remota e o orgulho de quem valoriza o lixo. “Tem gente que entra aqui para visitar a usina e nem imagina que um lugar assim existe”, orgulha-se Alzira Alexandre da Silva, funcionária que já foi uma das responsáveis pelo museu e que hoje se ocupa com serviços administrativos. “Mas sempre que tenho uma folguinha dou um pulo aqui. Eu gosto.”






Por meio dos objetos expostos, várias histórias são contadas. Uma delas é da limpeza urbana no Distrito Federal. Uniformes antigos utilizados pelos servidores nas usinas, bem como capacetes, podem ser observados em uma parte especial do espaço. Quadros na entrada do acervo mostram, nas imagens em preto e branco, como o sistema evoluiu nos 50 anos de criação da cidade. Ao lado, um pequeno quadro relembra a história do ex-presidente Juscelino Kubitschek.

Os grandes bonecos Garibanda e Garibaldo também fazem parte dessa história. Eles eram expostos em um grupo musical de garis que já não existe mais. Outra atração é o Gabolixo, um boneco montado, também, por funcionários da casa, com diferentes tipos de material reciclável. “Estamos sempre recebendo alguma coisa nova, mas não conseguimos ter um controle de todas as peças ainda. Boa parte do que está aqui, eu mesma trouxe”, relembra Alzira.


A evolução tecnológica no Brasil também é contada por meio das peças do museu. Entre as lembranças históricas, estão televisões em preto e branco e uma série dos primeiros modelos de celulares que chegaram ao país nos anos 90. Popularmente conhecidos como “tijolões”, os diferentes aparelhos ocupam três pequenas prateleiras e estão entre as atrações preferidas das crianças que visitam o museu em passeios escolares. Com eles podem ser vistos telefones movidos a ficha e outros modelos um tanto inusitados. “Eles adoram, querem logo pegar, ficam comparando com os de hoje. É bom para saberem como as coisas eram”, considera Alzira.

A cada semana, o museu recebe cerca de dois grupos de crianças em idade escolar. O passeio é gratuito, só precisa ser pré-agendado. Na viagem ao tempo, os pequenos aprendem também a importância da reciclagem e conhecem peças feitas a partir do reaproveitamento do lixo. Mas não são só as crianças que aprendem. O museu também recebe uma quantidade considerável de visitantes adultos. “Muitos vêm aqui porque estão fazendo trabalhos de faculdade na área de reciclagem, ou também porque se interessam pelo assunto”, informa o assistente da Gerência de Usinas do SLU, Luis Carlos de Jesus.







Máquinas de escrever e uma mesa com máquina de costura embutida que ainda funciona completam a viagem ao tempo. Ao lado, o primeiro dispositivo de colocar preço em mercadorias, vários tipos de relógios antigos e um computador da década de 1970, todo revestido em madeira. “É a evolução contada pelo lixo. Nós ainda nos lembramos das história, mas as crianças não sabem que isso existiu”, destaca o orientador do SLU, Luiz Alves da Silva.

A diversidade das peças expostas no Museu da Limpeza Urbana já ocasionou situações curiosas para quem trabalha ali. Há cerca de um ano, o espaço foi cercado pelo Corpo de Bombeiros. Tudo porque duas granadas achadas no lixo e que estavam expostas ainda apresentavam risco de explosão. “A partir daí, a gente passou a ter mais atenção. Foi um susto!”, lembra Alzira.

Algumas peças também já desapareceram da exposição. Foi o caso de uma bicicleta antiga, única do mostruário. “Um belo dia, ela não estava mais aqui”, conta. Agora, o idealizador do museu, Cícero Carlos, pretende abrir um outro espaço para mostra de objetos resgatados do lixo, dessa vez na Usina de Tratamento da L4 Sul. “Já temos o projeto, falta executar. Eu queria fazer uma trilha ecológica até chegar ao museu”, planeja.



Fonte: Correio Braziliense

domingo, 25 de abril de 2010

70KM de Ceilândia 2010

A 7a Edição do 70km de Ceilândia de Mountain Bike, ocorrerá no dia 02/05/2010 com pórtico de largada e chegada na Orla do Lago da cidade de Brazlândia-DF. A maratona contará com 17 categorias e está sob a organização da JC Ciclistas, Gomão e Miro Bikes, com apoio de mídia Sport Time (http://www.sportime.cjb.net/ ). Serão R$ 30.000,00 em prêmios, meta de montanha, prêmio extra pra bicampeão, além de brindes, troféus e medalhas!!! O número de inscrições é limitado e estas serão feitas através do portal http://www.sistime.com.br/ .

Premiação: Serão mais de R$30.000,00 em prêmios! Meta de montanha, prêmio extra pra bicampeão. Dinheiro e troféus para os sete (07) primeiros de cada categoria do percurso oficial (70km), Brindes e troféus para os sete (07) primeiros de cada categoria do percurso reduzido (30km), medalhas de fishiner para os 500 primeiros a completarem a prova.


Maiorers informações:
CGM Eventos Esportivos
Tel: (61) 3375-2176
E-mail: contatos@ciclistajc.com.br


Fonte: blog Lapa Bike

sábado, 24 de abril de 2010

O Ceilândia se mantém vivo na final

O Ceilândia venceu a primeira batalha por 3 x 1. Foi um resultado épico e que pode deixar os guerreiros com um lugar cativo na história. Não é todo dia que se chega a uma final contra um gigante, hexacampeão do Distrito Federal. Não é todo dia qu se consegue um resultado, humilde é verdade, que lhe permita chegar a última partida com reais chances de ser campeão. Sonhar não custa nada, mas os sonhos somente se conquistam com trabalho, suor e lágrimas.

Foi um jogo atípico, como é todo jogo de decisão. Os primeiros movimentos demonstravam que o Brasiliense iria impor o seu volume de jogo. A sorte desta vez estava do lado do Ceilândia num dia em que tudo parecia que daria errado. Logo aos seis minutos, o lateral Edinho do Brasiliense errou a saída de bola. Allan Delon, que prometera ser decisivo, roubou a bola, saiu cara a cara com o goleiro Guto e abriu o marcador para a festa da torcida do Gato.

Após o gol o Brasiliense assumiu o comando da partida. Apesar do domínio, o time amarelo não foi capaz de criar situações claras de gol. Na verdade o árbitro Rodrigo Raposo apitava todas as jogadas em que o jogador do Brasiliense desistia da jogada e chamava a falta. Esse tipo de jogo facilitava para a defesa do Ceilândia porque a bola não corria. Aos 40, o Ceilândia mostrou como se faz. Allan Delon cobrou falta na lateral esquerda e Dimba, de nuca, ampliou para o Gato: 2 x 0.

Até aquele momento o Ceilândia desperdiçara as melhores chances de gol. O placar poderia ser maior. Aí veio a lição de sempre: não se deve cutucar os gigantes com vara curta. O Brasiliense diminuiu com Thiaguinho.

Já no segundo tempo, o panorama da partida foi o mesmo. O Brasiliense tinha o domínio da bola e o Ceilândia contra-atacava com perigo. Foi tudo tão igual que Allan Delon, aos 6, fez o terceiro gol do Gato em lance muito parecido com o primeiro: saiu cara a cara com o goleiro e tocou no canto: Ceilândia 3 x 1.


O que se viu até o final do jogo foi o Brasiliense insistindo nas mesmas jogadas de sempre e a defesa do Ceilândia ganhando todas pelo alto. O Ceilândia poderia ter ampliado, mas o Brasiliense também desperdiçou oportunidades para diminuir.

No final das contas ficou a sensação de que o Ceilândia poderia ter matado o campeonato hoje. Ninguém esperava por isso. O resultado é que o Ceilândia reverteu a vantagem, mas engana-se quem acreditar que o Brasiliense fará duas partidas seguidas como a de hoje. Em suma: os alvinegros estão contentes, mas sabem que o gigante pode se reerguer a qualquer hora.

Não importa. Há que se manter os pés no chão e o sonho vivo.



Placar final:
Ceilândia 3 x 1 Brasiliense


Fonte: Ceilândia Esporte Clube, Correio Braziliense e Esporte Candango

Confrontos da 3ª rodada do Candangão Feminino 2010

O Apollo 4 vai a Planaltina enfrentar o River Playt e o Guarany encara o Santa Maria. O Apollo tem apenas uma vitória na competição e o Guarany ainda não pontuou.


Guarany x Santa Maria - 25/04/10 - domingo - 10h00 - estádio Abadião (Guariroba)

River Playt x Apollo 4 - 25/04/10 - domingo - 15h00 - estádio Adonir Guimarães (Planaltina)


Fonte: Federação Brasiliense de Futebol

A final do Ceilândia é hoje!

Neste sábado, a partir das 16 horas, começam as disputas das finais do Candangão 2010. O Ceilândia recebe a equipe do Brasiliense, no Estádio Abadião, na cidade de Ceilândia.

O Gato Ceilândia ainda não levantou a taça de campeão candango. Foi vice-campeão em 2005. O Brasiliense detém a hegemonia do futebol da Capital da República, desde 2004, sendo o atual hexacampeão candango. O time de Roberto Fernandes joga com a vantagem de dois resultados iguais, em função da melhor campanha na primeira fase.


O técnico Adelson de Almeida é o único que permaneceu em todo o campeonato à frente do Ceilândia. As outras sete equipes trocaram seus comandos.

O treinador do Gato Ceilândia tem os desfalques do zagueiro Panda, o lateral esquerdo William, expulsos diante do Ceilandense, além do volante Daniel, com o terceiro cartão amarelo, desfalcam o time do Gato Ceilândia.

Adelson de Almeida, falando à Rádio Redentor, afirmou o seguinte:
“Na zaga, Edmar retorna de suspensão e estará ao lado de Badhiuga e Celso, no trio de zagueiros. Na lateral-esquerda, entra o Augusto. Liel estará ao lado de Vieira, na dupla de volantes. Temos de ter tranqüilidade, manter a mesma postura e buscar um bom resultado”, declarou o técnico do Ceilândia. O Gato Ceilândia busca a vitória, para tirar a vantagem do Brasiliense no jogo final, no Serejão.




A Equipe Show de Bola dos 1.110 AM da Rádio Redentor estará acompanhando e trazendo todas a emoções de Ceilandia x Brasiliense. Acompanhe também o Timaço Show de Bola através do site da Rádio Redentor.


Ceilândia x Brasiliense - 24/04/10 - sábado - 16h00 - estádio Abadião (Guariroba)


Fonte: Futebol Interior, Correio Braziliense e Jornal de Brasília

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Último dia do basquete - Liibra 2010

O Circuito Distrito Federal do maior Campeonato de Basquete de Rua do país (Liibra) foi realizado aos sábados no mês de abril – dias 3, 10 e 17.

Neste sábado, dia 24/04/10 - será o último dia das disputas do basquete de rua no DF


Fique esperto:
Apartir das 9h00 na Praça do Cidadão, em Ceilândia Norte.

Para maiores informações visite o site: http://www.cufadf.org/liibra/

Clodoaldo dá instruções para a vitória

Desbancando as equipes favoritas, o Cruzeiro e o Gran Cursos, a Maranata conquistou o título de campeã da 4ª Maratona Brasília de Revezamento, na quarta-feira, em uma disputa emocionante. Comandado pelo atleta de Ceilândia Clodoaldo Gomes da Silva, o time, que conta também com Luiz Fernando Almeida de Paula (SP), Edmílson dos Reis Santana (MG), Domingos Nonato da Silva (DF), Gilmar Silvestre Lopes (MG), Solonei Rocha da Silva, Francisco Barbosa dos Santos (MG) e Gilberto Silvestre Lopes (MG), levantou o troféu de primeiro lugar. O grupo atribuiu a vitória à estratégia montada por Clodoaldo. Na tarde de ontem, momentos antes de o maratonista voltar aos treinos, ele conversou com o Correio por telefone e falou sobre a emoção de ser campeão.

Como foi formada a equipe da Maranata que correu na Maratona Brasília de Revezamento?
A ideia era montar um grupo competitivo, que disputasse diretamente com as outras duas equipes favoritas, o Cruzeiro e o Gran Cursos. Conheço muita gente do atletismo e passei a fazer contato com o pessoal. Comecei a selecionar os atletas, de olho nos resultados que eles vinham apresentando. Até que cheguei a esse grupo. A premiação, que oferecia um carro à equipe vencedora, foi um atrativo maior para reunir todos.

Como foi a preparação de vocês? A equipe treinou alguma vez junta?
O Domingos Nonato é de Ceilândia e nós costumamos treinar juntos. Como o grupo era formado por atletas que estão sempre participando de corridas, não havia necessidade de treinarmos em conjunto. Mas na segunda e na terça-feira, nos reunimos para conversar e ver como cada um do grupo estava se sentindo. Isso foi fundamental para montar a estratégia que usaríamos.

O que determinou a vitória inédita de Ceilândia?
Eu já conhecia a característica de cada um e a nossa meta era traçar uma estratégia para vencer. Pela nossa conversa, fui descobrindo qual devia ser a nossa tática. Optei por uma escalação que favorecesse as qualidades e as preferências de cada um. Aí foi só ajustar e, no fim, conseguimos o que queríamos: a vitória.

Na quarta-feira, você dedicou o título a Ceilândia, sua cidade natal. Como você foi recebido pelos moradores de lá?
Tenho orgulho de ser atleta de Ceilândia. Aqui, temos duas pistas de atletismo, e me orgulho muito de fazer parte disso. Toda a minha recepção aqui é sempre maravilhosa. Quando eu fui vice e quando fui oitavo lugar na Maratona de São Silvestre me receberam da mesma forma, sempre muito bem.



Para ler na íntegra, visite o site da fonte.


Fonte: Correio Braziliense

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Brasília faz 50

CONFRONTO

A suntuosa Brasília, a esquálida Ceilândia
contemplam-se.
Qual delas falará primeiro?
Que tem a dizer ou a esconder uma em face da outra?
Que mágoas, que ressentimentos prestes a saltar
da goela coletiva e não se exprimem?
Por que Ceilândia fere o majestoso orgulho da flórea Capital?
Por que Brasília resplandece
ante a pobreza exposta dos casebres de Ceilândia,
filhos da majestade de Brasília?
E pensam-se, remiram-se em silêncio
as gêmeas criações do gênio brasileiro.


Carlos Drummond de Andrade



Hoje, o que Ceilândia falaria a Brasília? Nós sabemos:

Parabéns, Brasília!!!
Face-a-face nós somos a mesma face!