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sábado, 8 de janeiro de 2011

Idoso morre atropelado

O funcionário de limpeza do Senado, Franscisco Justino Bernardes, 70 anos, morreu por volta das 06h30 deste sábado (8/1) após ser atropelado por uma moto na BR-070, sentido Águas Lindas - Brasília, na altura do condominio Privê (Ceilândia), onde a vítima morava.

Justino atravessava a pista em direção a parada de ônibus, de onde seguiria para o trabalho, quando foi atingido pela Twister vermelha, placa HAP3074. Em cima da pista onde ocorreu o acidente, há uma passarela de travessia em condições précarias próximo ao local. O idoso morreu na hora.

Com ferimentos leves, o motociclista, Vandimar Gonçalves Barbosa, 36 anos, foi socorrido e levado para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Ele já recebeu alta e prestará depoimento na 24ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), que investiga o caso.

Sandra Ribeiro Bento, amiga da família, lamentou a morte do idoso. "Ele era um homem muito esforçado e trabalhador", conta.



Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Erosão ainda ameaça o Privê

A placa avisa da área uma área de risco, mas, olhando rapidamente, não é possível imaginar o perigo que se esconde atrás do mato. Acompanhados da Defesa civil, a equipe de reportagem da TV Globo foi conferir e encontrou uma erosão de tamanho gigantesco.

O buraco fica no Condomínio Privê, em Ceilândia Norte. Já existe há mais de 30 anos e tem crescido muito. Apenas 50 metros separam as casas no condomínio da cratera que já tem 180 metros de comprimento, 15 de largura e, aproximadamente, 15 metros de profundidade.

“Tenho medo desse asfalto que eles fizeram sem meio-fio. Pode ver que tem aquele buraco, mas pode haver outro escondido nesse mato”, diz a dona de casa Edina de Souza.

Sete casas estão sob alerta e são monitoradas com frequência. O comerciante Haroldo Silva mostra uma rachadura na parede da sala dele. Não sabe se foi causada pela proximidade da erosão, mas vive com medo.

“Estamos correndo o risco de perder nossa moradia. A gente só tem isso aqui. A erosão está crescendo a cada dia, a gente vai acabar tendo que sair. Já falaram para a gente que vão tirar dez casas”, conta.

A Defesa Civil diz que já fez a parte dela: mapeou a área, identificou o problema, e orientou os moradores. “Nós fizemos o mapeamento, verificamos o risco e mandamos a documentação para os órgãos competentes”, informa o major Alexandre Ataíde.



Fonte: Rede Globo

terça-feira, 2 de março de 2010

DF Digital no Privê

Ceilândia já conta com mais uma instalação do DF Digital. Criada a pedido dos moradores, a 14ª unidade da região administrativa está localizada na Rua 3, Módulo 7, no Condomínio Privê, e oferecerá aulas de informática gratuitamente a população. Os cursos serão ministrados de 8 às 18h, de segunda à sexta-feira.

A nova unidade do DF Digital já conta com 150 inscritos. “E ainda estamos na fase da propaganda boca-a-boca”, lembrou o prefeito Élcio Meireles. “Agora, com o início das aulas aqui na unidade, com certeza teremos ainda mais gente interessada”. Como já acontece em outras unidades, os monitores do Condomínio Privê são ex-alunos do DF Digital. Vanessa Maria e Marcos Artur receberam os alunos da nova unidade, que tem 10 computadores cedidos pelo Ministério das Comunicações.

Para o secretário da Ciência e Tecnologia, Izalci Lucas, a comunidade tem perfeita noção sobre a importância desta iniciativa. Para ele só não aprende informática no DF quem não quer. “A criação do passaporte virtual facilitará o acesso aos cursos oferecidos pelo DF Digital”, afirmou. “De início, o programa atenderá apenas empresas, mas a idéia é ampliá-lo a todos”, completou. Élcio Meireles, o prefeito comunitário, ressalta o privilégio de atender a reivindicação, destacando a prioridade direcionada aos os jovens e idosos. “Somos 13 mil moradores que tinham dificuldades, principalmente, de transporte para chegar às demais unidades”, explicou. “Entrei em contato com a secretaria e nosso pleito foi imediatamente aceito.”

Izalci Lucas ressaltou que as parcerias permitem abrir sempre mais unidades do DF Digital. “Atualmente, temos convênios assinados com entidades, igrejas e ONGs diversas. Nosso objetivo é fazer de Brasília a Capital do Conhecimento”, afirmou. “Estamos lançando o Passaporte Digital, e, em um tempo relativamente curto, teremos o acesso gratuito à internet em todo o DF”, completou. Para o secretário da Ciência e Tecnologia, Izalci Lucas, a comunidade tem perfeita noção sobre a importância desta iniciativa. Para ele só não aprende informática no DF quem não quer. “A criação do passaporte virtual facilitará o acesso aos cursos oferecidos pelo DF Digital”, afirmou. “De início, o programa atenderá apenas empresas, mas a idéia é ampliá-lo a todos”, completou.

As outras unidades da Ceilândia estão na Praça do Cidadão; no Centro Cultural; nas paróquias Nossa Senhora Aparecida, Evangelistas São Marcos e São Lucas, Nossa Senhora da Assunção, da Ressurreição, São Francisco de Assis, São José/Sagrado Coração de Jesus e Santo Antônio; na Casa da Benção; na Cooperativa de Produção e Trabalho Organizado; na Associação dos Deficientes de Brasília; no Ministério Evangélico Mais que Vencedores.



Fonte: Jornal Alô Brasília

sábado, 26 de setembro de 2009

Obra de escola tem que continuar

Aproximadamente 100 pessoas, entre professores, pais de alunos e estudantes da Escola Classe 63, localizada no Condomínio Privê Lucena Roriz, Área Especial, em Ceilândia, fizeram na manhã deste sábado (26/9), durante uma hora e meia, uma manifestação pedindo a continuação das obras no colégio.

Eles queimaram colchões e interromperam o fluxo de automóveis na BR-070. A polícia esteve presente para liberar o trânsito. Não houve confronte entre os presentes.

Feita de madeira, a escola é provisória. As obras já tinham sido iniciadas, mas foram embargadas na última quinta-feira (24/9) pela Caesb. A justificativa, conta a líder comunitária Maria Sandra Mota Machado, seria que as manilhas na rede de águas embaixo da escola não suportariam a pressão.

"É uma luta que já dura 11 anos. Esta seria a obra mais importante para a nossa comunidade, pois a escola não consegue atender as nossas crianças", conta Maria Sandra, que tem duas filhas estudando no local. Nesta segunda-feira (28/9), será realizada mais uma manifestação. Às 17h, membros comunidade, professores e alunos paralisarão mais uma vez a BR-070 (próxima ao terminal do Setor O).



Fonte: Correio Braziliense

domingo, 19 de julho de 2009

Vovó faz aniversário

O Setor Privê, em Ceilândia, festejou, durante todo o dia de ontem (18/07/09), os 101 anos de Etelvina Almeida Silva, completados esta semana. A mais velha moradora do bairro esbanja lucidez. Vizinhos, parentes e a prefeitura comunitária presentearam-na com o Arraiá da Dona Etelvina.Quase todos os quatro filhos, 15 netos, 33 bisnetos e três tataranetos de Mãe Tel, como é chamada, se divertiram com as barracas de comidas típicas, cama elástica e algodão doce, montadas na rua da aniversariante. Vestida de preto, cor que não tira há seis anos, desde que ficou viúva, Etelvina ficou feliz com a festa. “Gostei muito do parabéns”. Ela atribui o segredo da longevidade a Deus. “É aquele de lá que não me leva”, diz, apontando para o céu. Ela reconhece também o bom tratamento que recebe dos filhos. “Graças a Deus, minhas filhas zelam muito por mim. São muito boas. Só sabe quem vê”.


Fonte: Correio Braziliense e Band Cidade

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Voçorocas

Um buraco de cerca de 15m de profundidade que aumenta a cada chuva virou motivo de apreensão para os moradores do Condomínio Privê, próximo a Ceilândia. A gigantesca fenda está a apenas 30m da Rua 16 e o temor é que as casas da ponta sejam engolidas pela erosão. “Estamos correndo perigo aqui e ninguém toma providências”, reclama Romero Machado de Almeida, 33 anos, vendedor de frutas, que mora no condomínio.

A enorme cicatriz na terra avança por conta dos problemas na rede de captação de águas pluviais no Setor O de Ceilândia. O Condomínio Privê está do lado direito da BR-070 de quem deixa o Distrito Federal. A área tem relevo mais baixo e, por isso, é para lá que correm as águas da chuva. “Quando chove, as paredes desabam, o buraco cresce”, descreve Gilmar Bezerra, também morador do Privê.

Para tentar conter a violência da água, os moradores improvisaram uma mureta de barro no fim da rua. O obstáculo serve apenas de paliativo. Enquanto uma solução definitiva não vem, a gigantesca erosão é usada como cenário de brincadeiras por crianças da região. “Tem uma caverna aqui embaixo”, conta Marcos Vinícius, 12 anos, ignorando o perigo que corre risco de ser soterrado pelas paredes da erosão.

O buraco do Condomínio Privê é um retrato dos problemas ambientais provocados pela falta de captação das águas pluviais. Mas não é o único. Também do lado direito da BR-070, outra erosão vem se formando por causa das águas que escorrem sem obstáculos a partir do Setor O de Ceilândia. O buraco tem cerca de 2m de profundidade e alcança pelo menos 100 metros quadrados de área. Dentro dele, o lixo se acumula. A erosão fica ao lado de uma das estações de geração da Companhia Energética de Brasília (CEB).

“Isso virou um inferno. A água do córrego está imunda”, reclama o chacareiro Inácio Pereira Ribeiro, de 79 anos, que mora a alguns quilômetros da erosão da BR-070. Ele teme pela conservação do Córrego das Pedras, que passa dentro da chácara dele, no Incra 7. “Já achei até cachorro morto no leito. É uma tristeza, o córrego pode morrer”, avisa o chacareiro.

O governo identificou pelo menos outras três áreas em que a falta de captação de águas pluviais já provocou danos ambientais sérios. Além da erosão do Privê, estão na lista voçorocas próximo da QNP 28(condomínio Sol Nascente), de Ceilândia, e na área JK, de Samambaia, e uma erosão próxima à DF-290, vizinha ao Gama. A voçoroca da QNP 28 é uma das maiores do DF e seus braços possuem mais de 100m de comprimento. “Trabalharemos para recuperar essas áreas e também para evitar que os problemas de captação provoquem situações assim em outras partes do DF”, promete o secretário de obras, Márcio Machado.

Ele reconhece que há muito a ser feito. O DF tem 40 mil quilômetros de asfalto — apenas 15% deles contam com rede de captação para as águas da chuva. As cidades e expansões criadas pelo governo nos últimos 20 anos não contam com redes de captação de água porque a construção de uma rede de escoamento encarece em até 40% o custo de pavimentação de uma rua.




Os problemas são agravados por causa do crescimento desordenado das cidades. Ao ocupar o território de forma ilegal, os moradores de condomínios irregulares e invasões colocaram concreto e cimento onde antes havia vegetação natural. Sem ter como infiltrar no solo e recarregar o lençol freático, a água escorre pela superfície à procura dos pontos mais baixos do relevo. Pelo caminho, arrasta o que encontra.

A água que não infiltra no solo também pode provocar o assoreamento dos córregos, rios e lagos. “A ocupação do solo precisa ser planejada, a falta de um sistema de captação adequado causa problemas”, alerta o professor Newton de Souza, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB).

As soluções devem chegar apenas depois da próxima seca. O plano de recuperação das áreas degradadas e a ampliação das redes de captação terá de esperar empréstimo internacional. O governo calcula que precisa de R$ 225 milhões para corrigir os problemas mais urgentes da rede de captação de águas pluviais. “Vamos licitar essas obras em janeiro. Portanto, nas próximas chuvas a população sentirá a diferença”, garante Márcio Machado. Para os moradores do Condomínio Privê, o medo continuará a ser o companheiro de cada temporal.



Fonte: Correio Braziliense

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A erosão mora ao lado


As chuvas estão chegando, com isso a preocupação dos moradores do condomínio Prive em Ceilândia aumenta. Há aproximadamente quatro anos surgiu uma erosão no local que está cada vez mais perto das casas. O buraco de aproximadamente 150 metros de comprimento e 10 metros de profundidade não para de crescer. Além da erosão, que em alguns pontos está há quase oito metros de algumas casas, as pessoas jogam muito lixo no local. Para piorar a situação, dentro do buraco existe uma mina de água, o que aumenta a preocupação das pessoas com doenças. A água fica retida nos objetos jogados dentro da cratera.

O autônomo Leonardo Cardoso dos Santos, 27 anos, acompanhou a formação do buraco. Ele disse que sempre lutou pela limpeza do local e espera medidas para contensão da cratera. Leonardo mora há 50 metros do buraco e disse que de um ano para cá a preocupação dos moradores aumentou. "A tendência é crescer cada vez mais. Caso não tomem medidas para conter a erosão, todos que moram por aqui terão problemas", lembrou.

Segundo ele, havia uma promessa de tapar o buraco, mas a única medida tomada foi a colocação de placas pedindo cuidado pela Defesa Civil. Leonardo relatou que quase todos os dias escuta o barulho da terra desmoronando no local.

Em alguns pontos, a erosão está tão perto das residências que chega a assustar. A casa em que o motoqueiro Gilmar Bezerra mora, corre mais risco de ser levada. Lá, a administração da cidade chegou a fazer uma barreira de contenção para evitar que a água da chuva caísse e aumentasse a proximidade dos imóveis. "É um perigo para todos que moram por aqui. Nós pedimos que eles façam uma drenagem da água da nascente", reclamou.

Os moradores têm medo que aconteça com eles, o que aconteceu no setor P Sul: com o avanço de uma erosão em direção as casas, várias famílias tiveram que ser removidas. Segundo o prefeito comunitário, Elvio Meireles, todos os problemas citados pela comunidade já foram encaminhados aos órgãos competentes. Ele relatou que a erosão é uma estrutura mais complexa para ser resolvida. "Ela está sendo controlada, mas o risco é muito grande", relatou.




Além da contenção da erosão, os moradores solicitam a construção de uma calçada em volta do condomínio e a pavimentação de uma rua que fica ao lado da cratera. Quem vive nas chácaras vizinhas ao Prive e precisa chegar até a BR-070 tem dificuldade de se locomover. Quando chove, a água que vem do Setor O desce pela rua sem asfalto e os moradores ficam ilhados.

Segundo o vice-prefeito do condomínio, Maurício Albuquerque, há muitos anos eles pedem o calçamento do local. "A comunidade sempre cobrou, só que a construção dessa calçada tem sido protelada pelas autoridades", disse.

Para a comerciante Cristina Lisboa, uma das prioridades é a pavimentação da rua. "A construção do asfalto e da calçada é uma necessidade de todos. Na época de chuva é sempre a mesma coisa, os moradores sofrem com a enxurrada", reclamou.

O administrador de Ceilândia, Leonardo Moraes, disse que o problema da erosão é o mais complicado de ser resolvido, pois o condomínio ainda está em fase de regularização. O controle do buraco é uma das maiores preocupações dos órgãos ambientais.

Quanto a construção da calçada e do asfalto, ele disse que as obras já foram licitadas e terão início ainda em novembro. Já a pavimentação e o calçamento da rua que divide o condomínio das chácaras deve demorar um pouco mais, pois existem nascentes dentro da cratera.. Para realizar o trabalho, a administração terá que desenvolver um Plano Ambiental de recuperação da área.


Fonte: Tribuna do Brasil de 04/11/08

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Sem escolas, sem transporte

A Constituição Federal garante que toda criança tem o direito a educação até a conclusão do Ensino Fundamental. Porém, para as crianças do Condomínio Privê em Ceilândia esse direito é dificultado. O condomínio existe há aproximadamente 20 anos, mas apenas uma escola, voltada a alunos do ensino infantil, que cursam até a terceira série, existe no local. As outras crianças em idade escolar têm que estudar em outros setores da cidade.

A Escola Classe 63 foi construída provisoriamente de madeira para atender à comunidade por no máximo dois anos. Onze anos se passaram, o número de crianças aumentou e nada mudou. Cerca de 500 estudantes estão matriculados no local, que não oferece condições de funcionamento. Com apenas nove salas, tudo é construído em chapas de madeira. Apenas parte da secretaria é de alvenaria.

O apelo para a construção de uma nova escola vem de todos. Pais, alunos, professores e comunidade pedem urgência para a instalação da nova sede que, segundo moradores do local, há muito foi prometida. Segundo o diretor da unidade, Joel Teles Ribeiro, além das más condições físicas da instituição, o prédio não comporta o número de crianças da comunidade em idade escolar.

Segundo Ribeiro, antes a escola atendia até a quarta série do Ensino Fundamental, mas como o número de crianças de 5 a 6 anos vem aumentando, as que cursavam a quarta série tiveram que ser removidas para as escolas do Setor "O". "Essa escola já deu o que tinha o que dar. Não tem mais condições de trabalharmos aqui", desabafou o diretor.

Além de pequeno, o local não oferece segurança. A escola é toda cercada com alambrado e sofre com assaltos, até mesmo a antena parabólica já foi roubada este ano.

Segundo o diretor, a promessa para construção da nova unidade sempre existiu, mas até hoje nada foi feito. "Eles disseram que as obras da construção iriam começar em julho, depois foram adiadas para agosto e setembro. Agora vêm as chuvas e será adiada novamente", disse. A nova escola atenderá até a oitava série do fundamental.




Mas quem sofre com a situação precária da escola não são apenas os alunos que a freqüentam. Quem precisa se deslocar até o Setor "O", também é prejudicado. A maior dificuldade está relacionada a falta de transporte. Hoje, aproximadamente duas mil crianças têm que ir diariamente para escolas dos bairros vizinhos.

Segundo relatos dos alunos, os microônibus disponibilizados para o condomínio não comportam o número de crianças e a comunidade. Como não tem catraca eletrônica, muitos disseram que os motoristas resistem em abrir as portas dos fundos. Outro agrave é a demora, quando passam estão sempre lotados. Boa parte das crianças tem que esperar a próxima viagem. Com isso, os alunos chegam atrasados nas escolas.

O problema de transporte está tão grave que os alunos e a comunidade estão organizando uma manifestação, ainda essa semana, para pedir mais ônibus para o setor. "Todo esse problema está relacionado a falta de escola, disse a dona-de-casa Maria Sandra Mota Machado, 39 anos, que sempre participou das discussões sobre a construção do novo prédio. Sandra tem seis crianças em idade escolar. Três deles estudam na Escola Classe 63, e os outras três, em escolas do Setor "O". Ela disse que não sabe distinguir qual das situações é mais constrangedora para as crianças. " Sempre lutei para a construção da nova unidade. Só descansarei quando sair do papel", disse.

Segundo os moradores, uma das justificativas para a demora na instalação de um novo estabelecimento de ensino está relacionada ao terreno. Eles disseram que um pastor de uma Igreja Evangélica alega que o lote onde a escola seria construída pertence à igreja e teria sido doado por um deputado.




A diretora da Regional de Ensino de Ceilândia, Ana de Fátima Dias Henriques, informou que a verba para a construção do novo prédio já está disponível. Segundo ela, as obras ainda não começaram devido a problemas na legalização da área, mas tudo indica que o serviço comece em dezembro. Segundo Ana de Fátima, o novo prédio custará cerca de R$ 4 milhões. A previsão da Secretaria de Educação é que a obra seja entregue para comunidade até dezembro de 2009. A diretora disse que o órgão e a administração da cidade desconhecem o questionamento do terreno pelo pastor.


Fonte: Tribuna do Brasil

sábado, 5 de julho de 2008

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Mais um posto policial

Mais um posto policial foi inaugurado ontem em Ceilândia. O local escolhido da vez é o Setor Privê. Já é o segundo posto policial construído na cidade, o primeiro local escolhido está localizado no setor P Sul.

Fonte: Jornal Coletivo

domingo, 29 de junho de 2008

Perigo

A erosão é tão grande que assusta. São mais de 200 metros de comprimento. Em alguns pontos o buraco tem cerca de 15 metros de largura. A profundidade também impressiona: do local mais profundo é possível ver uma nascente.

A rachadura é um perigo. Um poste está quase sendo engolido. Em alguns pontos o buraco avança pelo subsolo e deixa apenas uma fina camada por cima. Se alguém pisar, a terra pode desabar.

Segundo os moradores, na semana passada um menino de 6 anos caiu dentro do buraco e foi preciso acionar o Corpo de Bombeiros. “O perigo está muito grande. O filho de uma amiga minha caiu aí na semana passada. O garoto fraturou a clavícula e ralou o braço”, conta a cabeleireira Andréia Silva.

Há cinco anos a erosão cresce ao lado da Quadra 11 do Condomínio Privê, em Ceilândia. Quem mora na rua está preocupado. “Na próxima chuva vai o resto”, comenta a dona-de-casa Maria Abadia Prado. “Está crescendo justamente do lado das casas. A nossa preocupação é com a chuva. Se chover de novo vai só abrindo”, lembra Edna Maria de Souza. “Uma criança já caiu e nós estamos preocupados com os nossos filhos. Precisamos de uma providência urgente”, pede a dona-de-casa Dileide Rodrigues.

A Defesa Civil acompanha o problema. O subsecretário disse que os técnicos já fizeram um mapeamento da área e informaram ao governo da necessidade de fazer uma obra de contenção. Há quatro placas alertando para que as pessoas se afastem. Só que o problema se agrava, porque os moradores estão jogando lixo na área.

“As placas já foram colocadas, mas a população não está atendendo. Nós já encontramos lixo, pedaços de pau, jornal. Enfim, uma série de coisas que dá indícios e vestígios de que continuam jogando entulho no local”, alerta o subsecretario da Defesa Civil, Luiz Carlos Ribeiro da Silva.

“Já fizemos uma barreira de contenção para que a erosão não aumente. Atualmente ela está sob controle e não há risco de desabamento. A Novacap já fez um protocolo de intenções, junto com o Ibram e com o Ibama, para a concessão de uma licença para recuperar a área”, acrescentou o administrador de Ceilândia, Adauri Gomes.

Pelo mapeamento da Defesa Civil, existem 200 áreas de risco em todo o Distrito Federal. A população pode ajudar não jogando lixo em qualquer lugar.



Assista ao vídeo:
CorreioWeb/Tv Brasília

Fonte: Rede Globo e Jornal Local de 28/06/08

terça-feira, 24 de junho de 2008

Falta de ônibus

Moradores do Setor Privê reclamam da falta de linhas de ônibus no bairro. Muitas pessoas têm que se dirigir ao terminal do Setor O para pegar uma condução. A noite o problema aumenta, a escuridão toma conta da região.

Segundo a Secretaria de Transporte, a demanda de usuários na localidade é baixa. Daí a pouca quantidade de ônibus circulando.

Uma boa alternativa que deveria ser tomada seria a respeito dos ônibus do terminal do Setor O. Ao invés de sairem diretamente para o centro de Ceilândia, poderiam iniciar o trajeto apartir do Setor Privê.

Enquanto isso a população deve continuar sofrendo com os perigos da distância e escuridão.

Fonte: Rede Globo de 24/06/08

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Improviso geral

A escola era para ser provisória. Foi construída para funcionar por três anos. O improviso já completou 11. No colégio, além da matéria, os alunos têm que aprender a lidar com a falta de estrutura. Nos banheiros, o mau cheiro toma conta e a descarga não funciona. O fundo de algumas salas se transformou em depósito. Muitos alunos reclamam do calor.

“A escola é de madeira e é muito quente”, fala uma aluna. “A lâmpada está quebrada, o espaço é pequeno e a sala é muito quente”, reclama Antônio de Souza, de 8 anos.

“Como os banheiros são de madeira, parece que o cheiro, o fedor já impregnou. Então, por mais que limpe não fica limpo. Em setembro ninguém consegue dentro das salas, por que é muito quente. Quando chove a gente não sabe se tampa o buraco da janela ou se segura a porta pra água não entrar”, relata a professora Ana Paula.

As aulas de educação física são dadas em uma quadra do lado de fora da escola. Outra opção é o basquete. Difícil é treinar na cesta pendurada numa das poucas cercas que ainda não foi destruída por ladrões.

“Já foi roubado videocassete, televisão, caixas de som, computadores, antenas parabólicas, muita coisa já foi roubada”, diz a porteira Olga Maria de Carvalho.

A falta de espaço é outro problema. A escola tem 250 alunos por turno. Na hora do recreio, as crianças têm que se espremer nesse espaço de 200 metros quadrados.

“Além da falta de segurança e da escola ser de madeira, outro problema é a superlotação das salas, o que dificulta muito o nosso trabalho na questão pedagógica”, afirma o diretor da escola Joel Teles.

O terreno para a nova escola fica a poucos metros da atual. A promessa do governo é construir um prédio de dois andares com 20 salas.

“Até o final de 2009, todas as escolas já estarão substituídas. O recurso já foi programado para isso e os projetos de licitação já estão acontecendo”, assegura a secretária adjunta de Educação, Eunice Ferreira.


Fonte: Rede Globo

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Salão Comunitário

Festas, cursos, palestras e reuniões. Desde sexta-feira (04/04/08), o Condomínio Prive tem um espaço dedicado aos encontros dos moradores. O governador José Roberto Arruda inaugurou um salão comunitário na comunidade. “Em 2008, ainda vamos inaugurar a escola do condomínio”, garantiu.

A comerciante Tereza Prado, 42 anos, comemorou a inauguração do espaço. “Faltava um local onde pudéssemos reunir a comunidade”, comentou. “Espero que todos usem o salão de forma organizada e respeitosa, que preservem essa obra.” A moradora do Privê espera que o local receba cursos e oficinas voltados abertos aos moradores.


Fonte: Administração Regional de Ceilândia