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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Virou lixão

Os moradores do Setor O chamaram os parceiros de Ceilândia, Leonardo Peixe e Wellington Beltrão, para mostrar um problema que incomoda há muito tempo: um parque que acabou se transformando em depósito de lixo.
 
De acordo com a dupla, o GDF liberou R$ 300 mil no ano passado para a construção do parque, mas o dinheiro foi destinado para outras obras.
 
A Administração Regional de Ceilândia informou que a licença ambiental do Parque Recreativo do Setor O já foi liberada e assim que a verba for aprovada, as obras no local vão ser iniciadas.


Fonte: Rede Globo

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Apreensões na Feira do Setor "O"

Uma tonelada de carne foi apreendida na manhã deste domingo (23), na feira da QNO 10/12, no Setor O, em Ceilândia. O responsável pela carne não tinha nota fiscal e teve o produto apreendido pelos funcionários da Secretaria de Estado da Ordem Pública e Social (Seops), policiais militares e funcionários da Agência de Fiscalização (Agefis).

A operação foi realizada para recolher objetos piradas, mas o grupo se deparou com outras irregularidades. Além da carne, foram apreendidos sete pássaros silvestres, 155 garrafas de bebida destiladas, uma bicicleta, 391 CDs e DVDs de jogos piraratas, um capacete, um canivete e uma corrente de ferro que era vendida por um ex-policial mitar de Goiás. A pessoa que vendia pássaros silvestres no local, que ainda não teve a identifidade divulgada, está detida na 24ª Delegacia de Policia com outras três pessoas que também vendias produtos ilegais ou sem nota fiscal.

Participaram da operação, agentes da Agefis, da Seops, do Corpo de Bombeiros, Detran-DF, Polícia Militar e da Polícia Ambiental. Funcionários da Seops, que coordenaram a ação, vão divulgar o balanço com todas as apreensões no fim da tarde.

Essa foi a primeira ação do ano na feira conhecida também como "Feira do Rolo" e Feira do Periquito, que fica ao lado da 24ª DP. A carne vai ser periciada e se estiver própria para o consumo será doada.



Fonte: Correio Braziliense

sábado, 4 de junho de 2011

Vídeo: Roleiros

Vídeo premiado mostra como frequentadores da Feira do Rolo de Ceilândia resgataram o escambo como alternativa econômica. Fica a dúvida: um caso de polícia ou questão de sobrevivência?


Roleiros from Guilherme Bacalhao on Vimeo.



O vídeo foi gravado quando a feira funcionava em Ceilândia Sul e Ceilândia Norte. Hoje, ela funciona no Setor "O" e continua sofrendo intervenções frequentes da polícia militar e da fiscalização da Agefis.


Fonte: Guilherme Bacalhão

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Operação em feira do Setor O

Neste domingo (27), por volta das 10h, foi realizada a operação Feira Legal na Ceilândia. Foram apreendidos dezenas de produtos de origem duvidosa (sem nota fiscal), e também foi encontrado e recolhida crack e cocíana no local.

A operação aconteceu na Feira do Setor O. Ao todo, 30 pessoas foram levadas para a 24º Delegacia de Polícia (DP), porém, depois de uma averiguação, apenas cinco ficaram detidas por terem mandado de prisão.

Segundo informações do 8° Batalhão da Polícia Militar (8ºBPM), a operação visa apreender armas, droga e produtos furtados. Para tanto, participaram de forma integrada Polícia Militar, Polícia Civil e a Agência de Fiscalização do DF (Agefis).



Fonte: ClicaBrasília

Avanço irregular de comércio no Setor O

O limite dos imóveis comerciais na avenida Oeste no Setor O, em Ceilândia, varia muito. Uns são mais recuados, outros terminam quase na rua.

Um decreto de 1995 permite ao comércio avançar em área pública, mas existem regras para isso. É preciso, por exemplo, deixar 1,5 metro de área livre para a passagem de pedestres. E o material usado deve ser de fácil remoção, como mesas, cadeiras, floreiras e coberturas com estrutura de metal.

Bem diferente da situação de um restaurante, onde o puxadinho é de alvenaria. “Construí porque todo mundo construiu lá na frente. Como estou precisando da área e não tenho espaço lá atrás, construí aqui”, justifica o comerciante Antonio Ribeiro.

A responsável pela fiscalização é a Agefis, que já notificou vários comerciantes de Ceilândia. “Após os 30 dias, se não for atendido, como é em área pública, fazemos a remoção imediata, sem notificação, e aplicamos uma multa”, explica o auditor da Agefiz, Allied Tonin.

Para piorar a situação, ainda há os carros estacionados na calçada, que também dificultam a passagem. “Tira a liberdade de a gente andar. Às vezes, a gente precisa andar com criança e fica perigoso”, reclama a dona de casa Lívia Andrade.

A Administração de Ceilândia informou que só libera licenças para os comerciantes dentro da área permitida. A multa para quem invade é calculada pelos fiscais.



Fonte: Rede Globo

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Movimento social debate por melhorias

Como o ano está acabando, o governador eleito, Agnelo Queiroz, está finalizando a preparação de sua equipe de governo.

Vários grupos da cidade consideram importante que nós de Ceilândia façamos uma reunião para contribuir nesse debate e para que o povo de Ceilândia seja ouvido neste processo.

Dando continuidade ao diálogo iniciado em 2010 e que culminou com a realização do Encontro da Rede Social de Ceilândia com os candidatos ao governo do DF, convidamos todas as pessoas da Rede Social de Ceilândia, de outros grupos sociais e moradores a participarem desta reunião!


Tema: Expectativas do Movimento Social de Ceilândia com o novo Governador do Distrito Federal
Data: 18/12/2010
Horário: 14 horas
Local: Centro de Ensino Médio 09 de Ceilândia - EQNO-3/5 - Setor O (logo no início do Setor "O". Como estará acontecendo vestibular nas escolas de ensino Médio, esta foi a melhor alternativa disponível).


CONTAMOS COM A PRESENÇA DE MUITAS PESSOAS!



Fonte: Douglas Protázio, por e-mail

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Feira Legal


A 24ª Delegacia de Polícia da Ceilândia realizou a operação Feira Legal, na Feira Permanente do Setor O. O local é popularmente conhecido por abrigar a Feira do Rolo, onde são vendidos produtos roubados e armas.

O coordenador da operação, delegado Fernando Batista Fernandes, afirmou que 19 pessoas foram presas, entre elas um menor de idade. “Aprendemos sete celulares, relógios, carteira, óculos, R$1,9 mil e notas, além de munições e uma pistola calibre .380, encontrada com o menor”, afirmou o delegado.

A operação começou na última quarta-feira e teve o apoio de, aproximadamente, 400 agentes. Membros do Detran, da Agência de Fiscalização (Agefis) e da Polícia Militar também participaram da ação, que foi realizada nas áreas do Setor O, da Expansão do Setor O, do Condomínio Privê e do Setor de Indústria da Ceilândia. Os agentes da Agefis apreenderam móveis, eletrodomésticos, roupas e outras mercadorias que estavam sendo vendidas na área externa da feira, de maneira irregular.

“Nosso objetivo é reprimir o tráfico de entorpecentes e a venda de produtos roubados. Também aproveitamos a operação para apreender drogas e armas de fogo e procurar por pessoas foragidas da polícia”, afirmou Fernandes.

Dos 19 presos, todos com passagem pela polícia, oito ficaram detidos porque cometeram crimes inafiançáveis. Desses, três foram presos por corrupção de menores, porte de arma e roubo. Outros quatro foram presos por assalto a mão armada. Eles haviam abordado um carro na ultima madrugada, na Rua 10 de Vicente Pires e levaram R$ 1,2 mil em dinheiro. “As vítimas pararam para trocar o pneu, que havia estourado por causa dos buracos na pista, e acabaram sendo assaltadas”, relatou o delegado. O último preso ficou detido por tráfico de entorpecentes e pode pegar de 5 a 15 anos de prisão.

Os presos serão encaminhados para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE) e amanhã serão encaminhados para a Papuda. O restante, que cometeu crimes de menor potencial ofensivo, foi liberado com o compromisso de se apresentar em juízo.

Valdo Janio Pereira, vigia de carro, de 48 anos, discutia com um colega quando foi abordado por um dos policiais da operação. Ele já tem várias passagens pela polícia e é especialista em furto de veículos. Ao revistar Pereira, os agentes encontraram uma “chave mixa”, material confeccionado manualmente com partes de uma tesoura. “O instrumento é utilizado como chave falsa para abrir carros. Em veículos antigos é possível ligar a ignição. Os modelos mais novos possuem chave codificada, que impedem que o carro seja ligado e levado do local. Nesse caso, ele abre o veículo e subtrai os objetos do interior”, afirma o delegado.

Um dos presos é menor de idade, tem apenas 17 anos. A mãe foi chamada à delegacia e acompanhou a prisão. “Sei que meu filho está envolvido, mas não posso entregá-lo para a polícia. Tenho vontade de tirá-lo daqui. A gente sofre muito com isso, tenho medo de que ele apanhe”, afirmou a mãe, que preferiu não se identificar.

Segundo o delegado, o infrator é reincidente, já teve 12 passagens pela polícia. Ele, em conjunto com mais dois adultos, roubou um carro por volta das 13h, na QNN 39 do Setor O. O menor foi preso em flagrante e enquadrado por roubo e porte ilegal de arma. Os outros dois comparsas foram detidos por roubo e corrupção de menores. Podem receber pena de sete a 12 anos de reclusão.



Fonte: Tribuna do Brasil e Rede Globo

domingo, 1 de agosto de 2010

Limpa na Feira do Setor O

Policiais da 24ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) apreenderam 580 CDs e DVDs falsificados na Feira do Periquito (Feira do Setor O / Feira do Rolo) neste domingo (01/08/10), em Ceilândia.

As duas pessoas que estavam com a mercadoria devem responder pelo crime de violação de direito autoral, cuja pena varia entre dois e quatro anos de reclusão. "Vamos mandar o material para ser periciado. Se ficar comprovado que são falsos, os donos vão ser indiciados. Por enquanto, o que fizemos foi registrar o boletim de ocorrência e qualificá-los", explicou o delegado de plantão, Ailton Rodrigues.



Fonte: Correio Braziliense

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Darlane quer mais

Darlane Barbosa, 25 anos, venceu a última edição do Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu com dores alucinantes provocadas por duas costelas que se encavalaram em seu tórax. A lesão veio na primeira luta e só piorou nas quatro seguintes — incluindo a final. Amanhã, a lutadora deixa a casa em Ceilândia e parte para São Paulo novamente, onde defenderá o título — o torneio é realizado pela Confederação Brasileira de Jiu-jitsu Esportivo.

Neste ano, Darlene avançou um grau na escala técnica da modalidade. Em dezembro, largou a faixa azul e amarrou a roxa na cintura. Assim, passou a enfrentar adversárias mais técnicas e experientes. “Pensei que sentiria dificuldade na adaptação da nova categoria, mas até agora não notei muita diferença. Disputei o Brasileiro e o Mercosul (maio e junho deste ano) e vi que minhas adversárias são mais experientes, algumas estão há mais de dois anos com a roxa. Percebi que preciso apurar minha técnica, aumentar a concentração e melhorar minha confiança. Tenho que calcular cada movimento e aplicar o golpe com certeza, sem vacilos”, explica.

Com treinos de seis horas diárias, de segunda a sábado, Darlane tem trabalhado mais a parte física para evitar lesões como a de 2009. “Minha preparação é dividida em dois períodos: três horas para a parte técnica e três horas para a física. Além do treinamento na academia, ainda faço musculação três vezes por semana e natação, duas. Não é fácil, mas sei que esse é o único caminho para alcançar meu objetivo, a faixa preta”, explica a lutadora, que também é professora de educação física.


Para o mestre de Darlane, Cláudio Careca, um dos diferenciais da campeã mundial é a variação na pegada de quimono nos treinos com homens e mulheres. “Aqui na academia, temos uma variedade grande de graduações, idade e muitas mulheres treinando. Isso é bom, porque o lutador tem um leque maior de opções para treinar. Somos focados 100% em competições”, afirma.

Careca ressalta que o desempenho do atleta no torneio é reflexo do treino e por isso é importante que o período pré-competição seja traçado e acompanhado pelo treinador. “Durante o treinamento, a força, os movimentos e a intensidade dos golpes são dosadas. No momento da luta, tudo muda. O lutador tem uma explosão muscular, recebe uma dose de adrenalina grande e não consegue controlar a vontade de vencer, o que pode resultar em lesões ou movimentos errados que colocam a vitória em risco”, comenta.

Além de Darlane, outros 16 atletas do Setor O de Ceilândia participarão do Mundial. Ansiosa por sua primeira competição internacional, a pequena Vitória Araújo, 13 anos, levará na mala a expectativa de trazer o título na faixa verde, peso pena (até 50kg). “Quero vencer, ganhar mais experiência e conhecer outros atletas”, resume.



Fonte: Correio Braziliense

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Moradores de rua podem ter ateado fogo em companheiro

Um morador de rua teve 70% do corpo queimado enquanto dormia na calçada, na madrugada desta sexta-feira (26/2), em Ceilândia. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o estado de saúde de Wanderlei Martins de Oliveira, 47 anos, é grave. A polícia suspeita de ato proposital.

O incidente ocorreu por volta das 2h, em frente a uma lanchonete na EQNO 11/13. O local costuma ser usado pelos sem teto como abrigo durante a noite. O socorro foi acionado por moradores de uma casa próxima a região do crime.

De acordo com as testemunhas, o homem correu por uma rua pedindo ajuda. A vítima foi levada ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e depois transferida para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Embora seu quadro seja grave, o homem está estável e consciente.

Agentes da 24º Delegacia de Polícia (Setor O) informaram que ainda não há confirmação sobre a origem do fogo, mas há suspeita de que outro morador de rua tenha cometido o crime. No local, a perícia encontrou uma garrafa com combustível.



Fonte: Correio Braziliense e Rede Globo

sábado, 16 de janeiro de 2010

Buracos no Setor O

Os buracos continuam a causar problemas em Ceilândia. Desta vez, entre a avenida central do Setor O e a QNO 03. Para Keila Vasconcelos, 30 anos, atravessar de carro as ruas do local virou desafio. “Quando eu venho para a casa da minha irmã eu preciso passar por uma estrada quase que intransitável. Os buracos são enormes e profundos, quase não dá para passar por aqui”, conta.

Na pista adjacente à principal, na QNO 03, os buracos provocam risco de acidente. A rua estreita impede o uso regular da via e os motoristas precisam entrar na contramão para não cair em um buraco. “Não tem outro jeito. Se não fizer um ziguezague é provável que acabe arrebentando com o pneu. A única alternativa é ter que dar uma volta imensa no quarteirão para chegar em casa”, explica Eduardo Farias Santos, 37 anos.

O problema não afeta somente os motoristas. A balconista de uma videolocadora conta que os buracos prejudicam as vendas. “Os clientes passaram a vir andando em vez de usar o carro. Muitos não querem passar por aqui por causa dos buracos. Eu trabalho aqui há oito meses e sempre teve buracos e muita reclamação dos clientes. Eu vi somente uma vez a administração fazendo obras aqui, mesmo assim, não ficou por muito tempo”, diz.

Segundo a Administração de Ceilândia, 11 equipes da operação Tapa Buracos estão se revezando para atender toda a cidade. “A operação continua, mas não há prazo para terminar. Contudo, é garantido que todos serão beneficiados. No caso do Setor O, a administração tomará as providências”, conclui.



Fonte: Jornal Alô Brasília

domingo, 8 de novembro de 2009

O arquiteto capilar

Se aquela cadeira falasse... Nela, sentou-se muita gente importante. Gente que mudou a história deste país. Era um tanto de excelência, tanto meritíssimo, tanto coronel, tanto doutor, tanta autoridade, tanto artista... Hoje, na mesma cadeira, bem longe do glamour, uma outra gente se refestela. E como se solta, como se espreguiça. Não há metáforas, nem mais nem meio mais. É um tal de Tião, Zezinho, Macalé, Mundico, Tonho, Toinho, Pedrão, Anastácio, Benedito, Chico... E o dono da cadeira diz, com sinceridade impressionante: “Aqui me sinto mais feliz. As relações são mais verdadeiras. É como se a gente fosse uma grande família. Descobri que a vida aqui é mais emocionante”.

Que história é essa? Vamos lá. Ao comecinho dela. Lá de Parnaíba, no Piauí, partiu um garoto de 14 anos, a bordo de uma velha Rural Willys. Dentro dela, o pai e a mãe do garoto e seus sete irmãos. Era dezembro de 1959. O pai, o destemido mestre de obras Francisco, catou a família e vislumbrou a possibilidade de “ser alguém” na cidade que nasceria. Foram oito dias e oito noites sacolejando dentro daquela Rural. Até que chegaram. Pararam na Vila Planalto. O mestre de obras se virou em mil. Ali mesmo, com as economias que juntou no Piauí e vendo a carência do lugar, montou um comércio e uma barbearia.

O menino de 14 anos via o pai cortar o cabelo do povo com navalha. Pediu para exercer o mesmo ofício. No ano seguinte, meses antes da inauguração (começava 1960), o pai lhe disse que era ele quem tomaria conta da barbearia. E o garoto desembestou a cortar cabelos. Com navalha e tesoura. “Aprendi tudo treinando nos cabelos dos peões”, ele conta. Brasília foi inaugurada. O menino do Piauí viu toda a festa. Da Vila Planalto, enxergava aquele mar de gente e ainda muita terra vermelha na Esplanada dos Ministérios.

Naquele mesmo dia, deu calo no dedo. O magricela nunca cortou tanto cabelo de peão querendo ir à festa do nascimento de Brasília. A festa durou o dia todo. No outro dia também. Foi festa a semana toda. A vida seguiu. O barbeiro completara 15 anos. Já era conhecido no lugar. Em 1962, mais “velho”, ele teve uma grande chance na vida: foi trabalhar na barbearia do Tribunal Federal de Recursos. “Com 17 anos, cortava o cabelo dos 13 ministros da casa”, ele lembra. E a memória não o trai: “Cortei cabelo de Cândido Lobo, Oscar Saraiva, Cunha Vasconcelos...”

Ficou ali, aparando as madeixas daquela gente de toga, durante seis anos. Em 1968, mais um convite. E seria irrecusável. Apareceu uma vaga para ser um dos barbeiros do Hotel Nacional, um dos poucos da capital. E certamente o mais elegante da época. Hospedar-se ali era sinônimo de sofisticação máxima. Coisa de rei e rainha. E lá se foi o rapaz, agora com 21 anos, para o então salão mais chique da terra de JK. Eram quatro barbeiros. Ele era o mais jovem. E foi naquele lugar que Ediberto Galisa das Chagas colocou as mãos nas cabeças mais famosas do país à época.



Primeiro, ele viu o ponto. Acertou o preço. E alugou o imóvel por R$ 350. Casado pela quinta vez, agora com a professora Joana Galisa, 53, o arquiteto capilar batizou o estabelecimento com o nome da mulher: Barbearia JG. E é ali, na QNO 5 do Setor O de Ceilândia, que há um ano e meio Ediberto abriu seu derradeiro salão. Mas ele queria a mesma cadeira do Hotel Nacional. Descobriu que ela estava numa barbearia do Setor Hoteleiro de Brasília.

Ao chegar lá, descobriu que, além da cadeira dele (reconhecida pela alavanca), havia mais uma da mesma época. Comprou cada uma por R$ 3 mil. As cadeiras têm mais de 50 anos e foram fabricadas especialmente para o Hotel Nacional. Levou-as para Ceilândia. Lá, de segunda a sábado, exerce o único ofício que conhece na vida. “Já teve gente que me ofereceu R$ 5 mil por cadeira e eu recusei”, ele diz. O corte é feito com a mesma e velha tesoura.

Hoje, o homem de 64 anos, pai de cinco filhos, avô de cinco netos, cabelos bem grisalhos, calça de risca de giz, camisa branca, sapatos pretos e meias combinando com a calça, virou barbeiro num salão modestíssimo, ao lado de uma loja que vende frango assado. O corte custa R$ 10, há uma rosa de plástico decorando o balcão (presente da mulher) e o piso é de um material emborrachado que lembra os assoalhos dos antigos salões dos anos 1960.



Para ler na íntegra, visite o site da fonte.


Fonte: Marcelo Abreu do Correio Braziliense

sábado, 31 de outubro de 2009

Dia da dona de casa

Elas trabalham nos chamados “afazeres do lar”. São as donas de casa. Profissão que aos poucos vem sendo reconhecida.

"A dona de casa não segue mais aquele padrão de usar toquinha e avental. Está muito além disso. Ela vai administrar uma casa, administrar as finanças. É um trabalho mesmo. Hoje, virou profissão", afirma a dona de casa Maria Neves.

É por opção ou até mesmo por falta dela que muitas brasilienses viram donas de casa. Mulheres que trocam o mundo do trabalho e o crescimento profissional pelo universo doméstico: casa, marido e filhos.

Girlene decidiu largar tudo: o estudo e o trabalho. Preferiu se dedicar às filhas. Queria ver de perto o crescimento delas e não se arrepende. "Foi difícil, mas eu não me arrependo de nada. Hoje, vejo minhas filhas muito bem", confessa a dona de casa Girlene Ferreira Martins.

Uma associação criada em Ceilândia ajuda a equacionar o tempo e ensina as mulheres a serem donas de casa. Funciona há quatro anos e já tem 4.000 associadas. "Aqui elas aprendem a economizar água e luz, aprendem a escolher produtos baratos no supermercado. A gente dá todas essas dicas", conta Suely Bezerra, presidente da Associação das Donas de Casa.

Wasty procurou a associação para aprender a ser dona de casa. Enfrenta uma jornada tripla: casa, trabalho e estudos. "Faço o almoço, de manhã, que dê pra janta. Levo e busco na escola e à noite vou pra faculdade tranquilamente. É só ajustar o tempo daqui e dali que dá certo", ensina Wasty de Castro.



Fonte: Rede Globo

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Professora é agredida em sala de aula

Um garoto de 15 anos agrediu com cadeiradas uma professora no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 15, no Setor O, nesta sexta-feira (2/10). De acordo com o delegado da Delegacia da Criança e do Adolescente 2 (DCA) Paulo Almeida, a professora estava distribuindo provas de recuperação para alunos que não teriam ido bem na primeira prova, quando foi questionada pelo aluno a respeito da sua nota. A professora teria dito ao estudante que depois conversariam.

Irritado, o garoto arremessou duas vezes uma cadeira na professora e só foi impedido de jogar mais uma vez porque colegas da turma o seguraram. A professora ficou com o braço esquerdo e a cabeça machucados. Os dois foram levados à DCA 2, onde prestaram depoimento sobre o ocorrido. Segundo o delegado Almeida o garoto confirmou o que tinha feito.

Depois de comparecer à delegacia, a professora foi levada ao Instituto Médico Legal (IML). "O garoto agora vai responder processo de lesão corporal que vai surtir medidas socioeducativas, que podem ser desde advertência até internação", explica o delegado da DCA 2.



Fonte: Correio Braziliense e Rede Record

domingo, 23 de agosto de 2009

Quebra-molas são problemas

Os moradores do Setor O, de Ceilândia, reclamam das lombadas na QNO 5. “Os carros passam direto. Às vezes o motorista não consegue enxergar o quebra-molas, passa em alta velocidade, e em alguns casos estão com engate, que acabam se soltando, e descem uns 20 metros”, conta o polidor Cleiton Gomes.

Os quebra-molas não estão pintados. E a placa de sinalização está pichada. Outro problema é que alguns quebra-molas não estão completos. Os carros acabam desviando pelo estacionamento do canteiro central.

“É uma situação perigosa. Os carros que transitam em alta velocidade, pelo acostamento, acabam colocando as pessoas em risco”, diz a servidora pública Luana da Rocha.

“Pode acontecer de um carro desgovernar, como um ônibus, e até bater nos carros que estão no estacionamento. Isso porque os carros passam em alta velocidade”, afirma o lanterneiro Charliton da Silva.

O Detran informou que os quebra-molas estão dentro do padrão. Na segunda-feira (24), uma equipe vai ao local para pintar e colocar mais placas de sinalização. É bom lembrar que é preciso encaminhar um abaixo-assinado de moradores para pedir um quebra-mola ao Detran. Quem construir por conta própria paga multa de cerca de R$ 90.




Fonte: Rede Globo

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Agressão?

O Conselho Tutelar de Ceilândia devolveu à família, nesta terça-feira (4/8), o garoto de 10 anos encontrado ontem pela polícia trancado em casa, em Ceilândia, e com diversos hematomas. O laudo do Instuto Médico Legal confirmou as agressões. Mas a conselheira Selma Aparecida da Cruz decidiu entregar a criança nesta manhã, após ouvir o pai e a madrasta. O casal, que admitiu ter "exagerado" na correção, disse que a criança sofre de compulsão alimentar e estava cometendo pequenos furtos.

O garoto passou a noite sob os cuidados da conselheira, depois que policiais da 24ª Delegacia de Polícia (Setor O) o encontraram trancado, sozinho, e com marcas pelo corpo. Eles chegaram até o local, na QNO 15 da cidade, por volta das 15h, após uma denúncia de vizinhos.

De acordo com o delegado-chefe, Vivaldo Neres, o garoto foi levado à delegacia, onde relatou as agressões do pai e da madrasta. A criança disse que era constantemente deixada em casa sozinha, muitas vezes sem comida.

No Conselho Tutelar, pai e madrasta negaram que a criança passasse fome e alegaram que ela queria comer o tempo todo. Como eles muitas vezes não tinham condições de comprar certos tipos de alimento, como bolachas, o garoto teria começado a cometer pequenos furtos para satisfazer a compulsão. Por isso, justificaram, ele ficava trancado em casa e apanhava.

Vizinhos ouvidos pela reportagem contaram que, diversas vezes, a criança se queixava sobre o tratamento do pai e da madrasta. Uma mulher que não quis se identificar disse ter escutado alguém xingar o menino por ter feito xixi na cama. "Deu para ouvir o barulho da cabeça dele sendo batida na parede", contou.

Segundo a conselheira Selma, o garoto, algumas vezes, se contradizia ao relatar os fatos ocorridos em casa. Para ela, mandá-lo a um abrigo não seria a melhor alternativa, pois ele conviveria com crianças de diferentes idades, algumas até usuárias de drogas.


O delegado instaurou um inquérito para apurar a denúncia. "Vamos ouvir os pais e investigar o caso. Um dos crimes existe, que é o de maus-tratos. Temos ainda notícia do abandono. Os dois serão convocados a prestar esclarecimentos e, se preciso for, vamos arrolar testemunhas", disse o delegado.



Fonte: Correio Braziliense, Rede Globo, Brasília em Tempo Real e ClicaBrasília

terça-feira, 14 de julho de 2009

Falta consciência

A placa adverte: é proibido jogar lixo e entulho. Mas o que se vê na área pública é muita sujeira. “Acho que as pessoas não sabem ler”, diz uma jovem.

Algumas quadras de Ceilândia estão tomadas de lixo. No ponto de ônibus: papéis e plásticos espalhados pelo chão. “O povo não zela. O ser humano é complicado”, afirma uma senhora.

Um mutirão de limpeza esteve na cidade só para cuidar do Setor O. No total, 400 homens de diferentes setores do governo formam a Força Tarefa e, uma vez por mês, durante uma semana, se concentram em uma área. Na Via Oeste a aparência, segundo os moradores, já é outra.

Nesta segunda-feira, dia 13, o trabalho foi no canteiro central da Avenida Principal. Além de podar as árvores, eles fizeram a pintura das faixas de pedestre. José Batista da Silva, que tem um comércio na região, ficou satisfeito.

“O pessoal caminhava pelo passeio e era preciso abaixar para passar”, conta o comerciante José Batista da Silva.

O problema, segundo a Administração Regional, é que o serviço nem terminou e a sujeira voltou a aparecer. “Esta área já foi varrida, uma equipe já fez a limpeza. Mas é possível ver copinho e saquinho de plástico pelo chão, coisas que entopem as bocas-de-lobo com uma facilidade muito grande”, enfatiza o administrador Leonardo Moraes.

Todos os dias, 40 toneladas de lixo são retiradas de Ceilândia. Mesmo assim, o SLU ainda recolhe mais 50 toneladas por semana de entulho, madeira e outros objetos, como uma geladeira e um sofá que foram abandonados pelos moradores pelas ruas da cidade.

“A população também não ajuda”, destaca uma senhora.

A Força Tarefa volta a Ceilândia no dia 10 de agosto, agora na região Norte.



Fonte: Rede Globo

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Mutirão de Limpeza no Setor "O"

A limpeza e a arrumação começou pelo Setor O, em Ceilândia. Vários órgãos do GDF estão fazendo o trabalho, desde poda de árvores nas avenidas principais, limpando bocas de lobo e retirando lixo e entulho. Além da sinalização de trânsito, pintura de faixa de pedestres, como também a manutenção elétrica, troca de lâmpadas e a reconstrução de rede de águas pluviais, em frente à Vila Olímpica.

“Estamos criando postos de visitas, para desobstruir a rede, para quando chegar período de chuva, a rede de águas pluviais captar, com tranquilidade, a água que vai descer nas vias”, afirma Francisco Cabral, da comissão de Defesa Civil

A cada semana a força tarefa vai atuar em um setor da cidade.



ATRAPALHADO


Um assaltante foi preso no estacionamento da 24ª DP do Setor "O" tentando arrombar um carro de uma policial. O fato chamou a atenção pela ousadia do meliante. O acusado acabou preso.


Fonte: Rede Globo, Rede Record e Band Cidade

sábado, 4 de julho de 2009

Buracos na rua

Rua da QNO 01 do Setor "O" está cheia de buracos. Os moradores reclamam que há dois anos pedem providências à administração regional, mas até hoje nada foi feito.



A máquina passou há duas semanas e tapou os buracos, mas não foi até o fim da rua. Os moradores tiveram que continuar com medidas provisórias para amenizar o problema.

“A administração já passou com o caminhão. Só que não tampou tudo e ainda não voltou para tampar o resto. Disseram que faltou massa”, conta a dona de casa Aparecida Soares Alencar.

É tanto entulho que os buracos já estão até menos profundos. Mesmo assim, o transtorno continua. “Já tem muito tempo que esses buracos estão incomodando. Nós já ligamos para a administração várias vezes. Eles falam que vão dar um jeito, mas nunca aparecem”, reclama a dona de casa Vandete Nazário de Oliveira.

Pior para quem mora bem em frente e tem dificuldades para entrar e sair de casa sem cair nos buracos. “Eu moro na casa em frente e sempre que manobro para entrar, estrago meu carro. Já amassou a roda duas vezes e já esvaziou o pneu por duas vezes também. Tem dois anos que eu venho ligando no 156 e eles ficam só adiando”, acrescenta a professora Flávia Monteiro de Oliveira.

O administrador de Ceilândia, Leonardo Moraes, informou que na próxima semana uma equipe vai até o local para tapar os buracos.



Fonte: Rede Globo

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Raio X do Setor "O"

Para o caso em destaque a comunidade do setor continua a espera a via de ligação que liga o Setor O a via estrutural. A recuperação do asfalto nas entre quadras e operação tapa buraco em todas as ruas do setor. Limpeza das áreas livres e recuperação das quadras esportivas são reivindicações dos moradores.


Fonte: ACIC-DF