sábado, 31 de outubro de 2009

Dia da dona de casa

Elas trabalham nos chamados “afazeres do lar”. São as donas de casa. Profissão que aos poucos vem sendo reconhecida.

"A dona de casa não segue mais aquele padrão de usar toquinha e avental. Está muito além disso. Ela vai administrar uma casa, administrar as finanças. É um trabalho mesmo. Hoje, virou profissão", afirma a dona de casa Maria Neves.

É por opção ou até mesmo por falta dela que muitas brasilienses viram donas de casa. Mulheres que trocam o mundo do trabalho e o crescimento profissional pelo universo doméstico: casa, marido e filhos.

Girlene decidiu largar tudo: o estudo e o trabalho. Preferiu se dedicar às filhas. Queria ver de perto o crescimento delas e não se arrepende. "Foi difícil, mas eu não me arrependo de nada. Hoje, vejo minhas filhas muito bem", confessa a dona de casa Girlene Ferreira Martins.

Uma associação criada em Ceilândia ajuda a equacionar o tempo e ensina as mulheres a serem donas de casa. Funciona há quatro anos e já tem 4.000 associadas. "Aqui elas aprendem a economizar água e luz, aprendem a escolher produtos baratos no supermercado. A gente dá todas essas dicas", conta Suely Bezerra, presidente da Associação das Donas de Casa.

Wasty procurou a associação para aprender a ser dona de casa. Enfrenta uma jornada tripla: casa, trabalho e estudos. "Faço o almoço, de manhã, que dê pra janta. Levo e busco na escola e à noite vou pra faculdade tranquilamente. É só ajustar o tempo daqui e dali que dá certo", ensina Wasty de Castro.



Fonte: Rede Globo

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Opinião: A bronca

Ontem (29), numa rápida passagem por diversos bairros de Ceilândia pode-se constatar o abandono ou falta de zelo diante de fatos que saltam aos olhos. Vindo pela via centro norte, via estádio, o que se ver numa rápida passagem pelo terminal rodoviário Ceilândia/Taguatinga, na região na qual seria construído o Centro Administrativo do GDF, promessa do atual governo, é um cenário nada agradável; abandono, sujeira, tráfico de drogas, mendicância, transporte interestadual pirata de passageiros são os componentes de um espetáculo dantesco.

Na para por ai, seguindo em frente, sentido setor P sul, podemos ver um via com falta de postes para iluminação e que segundo a população daquela região no período noturno é uma via com escuridão total e sinalização deficitária. Para compor o visual basta ver o que se têm debaixo do viaduto do metrô, crianças vivem em situação de risco debaixo de lonas. Seguindo em frente pela via da fundação Bradesco entramos no setor P norte, via P1, e seguimos em direção à via estrutural pela expansão do setor lá nos deparamos com serviços recentes de construção de calçadas. Neste local! Vemos como é inoperante a fiscalização de execução de obras públicas, serviços com péssimo acabamento e material com qualidade duvidosa. Voltando por Ceilândia Norte, as margens da via do metrô, avistam-se as obras inacabadas do tão sonhado centro cultural de Ceilândia, que se encontra sem solução por mais de 10 anos.

Você deve está se perguntando. Qual o objetivo deste rápido périplo pela cidade? A razão é uma só! Não podemos esperar 2010 para darmos exigirmos ação, é chegada à hora de questionar o governador Arruda para a necessidade de se refazer o olhar do GDF para a nossa cidade. Não dá mais para se conviver com uma cidade administrada por um “consórcio” político inoperante. Há que se sair da desculpa fácil da falta de verba ou que não é de competência da administração da cidade a resolução dos problemas prementes e pendentes, que já arrastam há vários anos.

Senhor governador Arruda é chegado o momento de aprofundarmos o tempo de perspectivas novas para Ceilândia. Respostas rápidas para as diversas demandas da população, além das citadas acima, urgem e requer um governo presente e com interlocutores com poder de resolver e fazer. Há que se mudar a cristalizada crença da população de a administração regional não tem capacidade para resolver os problemas da cidade. A verdade é uma só. Chega! Queremos ação! Ceilândia – DF, 30 de outubro de 2009.



Fonte: ACIC-DF

Centro administrativo ganha licença

O Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal (Ibram) exige um investimento no valor de R$ 3,5 milhões na Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) JK, como condicionante para a construção do novo Centro Administrativo do Distrito Federal. A condição foi incluída na licença de instalação do empreendimento, concedida nesta semana. O consórcio encarregado da obra, formado pelas empresas Via Engenharia e Odebrecht, deve cumprir a obrigação num prazo de até cinco anos, ou seja, até outubro de 2014.

Na licença ambiental liberada nesta semana, o Ibram estabelece que R$ 2 milhões sejam aplicados nos dois primeiros anos e R$ 1,5 milhão nos três anos subsequentes. Localizada entre as regiões administrativas de Samambaia, Taguatinga e Ceilândia, a Arie JK, que abriga cinco parques ecológicos — Saburo Onoyama, Três Meninas, Boca da Mata e Cortado, além da Área Remanescente do Núcleo Rural Taguatinga —, fica contígua ao local onde será construído o novo complexo administrativo do GDF. Em meio a um grande conglomerado urbano, a área que deveria ser preservada como um cinturão verde tem sido alvo ao longo de décadas de invasões e grilagem de terras.

O presidente do Ibram, Gustavo Souto Maior, explica que o órgão tem adotado o critério de exigir como compensação ambiental de empreendimentos imobiliários a aplicação de recursos em áreas de preservação. Segundo ele, a JC Gontijo, por exemplo, vai investir em melhorias no Parque do Guará como exigência para a construção do Living Park Sul e a Antares no Parque Sucupira. “O governo tem dificuldades para implantar as unidades de conservação e acho justo que os empreendedores façam investimentos nessas áreas”, analisa Souto Maior. Além das benfeitorias na Arie JK, o instituto pediu ainda o plantio de 7,4 mil mudas nativas do cerrado como compensação pela erradicação de 342 árvores, sendo 43 exóticas.

Limpeza
Com a licença de instalação em mãos, o consórcio deverá iniciar as obras do complexo com 178 mil metros quadrados, que inclui 10 prédios de quatro pavimentos e três com 15 andares, além de um centro de convenções e o palácio do governador. Em contrapartida, o consórcio receberá aluguel mensal que cobrirá as despesas com serviços de manutenção, vigilância e limpeza do complexo. A estimativa é de um custo de R$ 420 milhões na obra que será a maior da história de Brasília, desde a inauguração da capital. “Espero que após dois anos de trabalho de um projeto maravilhoso, o consórcio vencedor cumpra com as cláusulas contratuais”, afirma o presidente da Codeplan, Rogério Rosso, referindo-se ao início imediato da obra.

As empresas já conseguiram captar um financiamento do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) para iniciar a obra, no valor de R$ 90 milhões. As empresas buscam também um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A construção da nova sede está prevista no plano de campanha do governador José Roberto Arruda (DEM).



Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Opinião: Estádio de futebol e shopping no desejo de um ceilandense de coração

Sou ceilandense. Nasci no Plano Piloto, mas fui criado em Ceilândia Norte desde os meus 6 anos de idade; portanto tenho 34 anos que estou vivendo em Ceilândia. Concordo que a cidade, devido aos seus quase 40 anos de existência, deveria estar muito mais evoluída, com shoppings centers (com cinema), um bom estádio de futebol... Afinal de contas, Brasília vai sediar uma Copa do Mundo em 2014 e Ceilândia, pela idade que tem, deveria estar bastante evoluída.

Durante a Copa do Mundo as cidades do Distrito Federal certamente farão parte da copa: irão atrair um grande número de turistas estrangeiros e de outros estados brasileiros; e também estas mesmas cidades serão mostradas ao mundo, pois a previsão é de que mais de 2 mil jornalistas estrangeiros cobrirão a Copa do Mundo FIFA de Futebol - O maior evento do planeta.


Marcelo


Fonte: Ceilândia Esporte Clube

Proposta ganha adeptos

O deputado Tadeu Filippelli (PMDB-DF) conseguiu apoio suficiente para dar entrada na Câmara dos Deputado da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a incorporação ao território do Distrito Federal de seis municípios do Entorno. Ele protocolou ontem com 190 assinaturas o projeto que anexa Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental, Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto e Planaltina de Goiás à capital do país.

O projeto foi elaborado a quatro mãos com o presidente da Companhia de Desenvolvimento do DF, Rogério Rosso, que defende a ampliação da poligonal como forma de tentar resolver os problemas dos moradores desses municípios, com mais investimentos em infra-estrutura urbana. O texto precisa do voto de três quintos do Congresso, ou seja, da aprovação de 308 deputados federais e 49 senadores para alterar a Constituição. A tramitação deve ser rápida nessa primeira fase, quando precisa ser apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Presidente da CCJ, Filippelli pretende designar um relator nos próximos dias para aprovar a admissibilidade da PEC ainda neste ano. Em seguida, será criada uma comissão especial — representada por todos os partidos — que estudará o conteúdo da proposta. Caso seja aprovada, seguirá para o plenário. Líder do PSB, o deputado Rodrigo Rollemberg deu a segunda assinatura à PEC. Seu nome aparece depois do de Filippelli.

Na bancada do DF, um dos contrários à ideia é o atual secretário de Saúde do DF, Augusto Carvalho (PPS), que deverá reassumir o mandato em abril, com a desincompatibilização do cargo para disputar eleição. Autor, em parceria com o governador José Roberto Arruda (DEM), do projeto que criou a Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride), ele acredita que a incorporação dos municípios ao DF representaria um ônus muito grande ao orçamento da capital do país. Na avaliação de Augusto, os salários dos profissionais das áreas de saúde, segurança e educação desses municípios teria de ser equiparado aos pagos no Distrito Federal e dificilmente haveria um aumento dos repasses federais nessa proporção.



Para ler mais, clique no link da fonte.


Fonte: Correio Braziliense

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Opinião: Os muitos brasilienses

Depois que me perdi e me achei no Riacho Fundo, no I e no II, um jovem leitor, estudante do curso de história, ceilandense de nascimento, me convidou a ir ao P Sul. Perguntei a ele — pura provocação — o que de bom havia ao sul de Ceilândia. Transcrevo a resposta:

“O PSul tem várias coisas boas e que chamam atenção: um sítio arqueológico na Chácara Santa Terezinha nº 112. Ele foi descoberto em 1996 pelo arqueólogo Eurico Teófilo Mulher. Os primeiros fósseis, pedras e pontas de flechas de cristal foram encontrados em 1997, com data indicativa de 10 mil anos.”

“Tem a única obra de Oscar Niemeyer fora de Brasília, que é a Casa do Cantador e foi feita para homenagear a comunidade nordestina que habita por aqui. Tem também o Museu da Limpeza Urbana. Tem as ruas sem asfalto, as escolas classes, os centros de ensinos, o futebol, o pique-esconde, o polícia e ladrão, o pique-pega, o frete na feira, a venda de din-din, as festas juninas, as copas do mundo, o trabalho, a faculdade, a esquina da minha rua, as grandes amizades. Falta bastante investimento em educação, saúde, lazer, segurança. Mas, ao longo desses 25 anos, muita coisa mudou para melhor. O convite está de pé.”

Deu pra notar o doce afeto que o ceilandense de 25 anos tem pela cidade onde nasceu? Posso apostar que é essa a atmosfera afetiva dos nascidos em todas as cidades-satélites. O brasiliense não é um tipo homogêneo. E também não é a soma das migrações. O brasiliense tem dupla naturalidade. A de ter nascido no quadradinho e a de ter nascido na cidade-satélite onde nasceu. O brasiliense do Plano Piloto é um tipo muito diferente do brasiliense de Ceilândia, por exemplo. O primeiro guarda certa altivez própria de quem vive na geografia do poder. O de Ceilândia tem uma cordialidade meio nordestina.

O brasiliense das cidades-satélites tem duas histórias pra contar: a da capital construída em três anos e meio, sonho de Juscelino, etecétera e tal; e a história de como surgiu o lugar onde nasceu. Foi também uma epopeia — a maioria delas nasceu da teimosia popular. Querer-querer, nenhum governador queria construir novas cidades. Os brasilienses do Plano Piloto queriam Brasília só pra si, cercadinha de privilégios e de qualidade de vida. Mas, desde a terrível seca de 1958, que trouxe para a Cidade Livre levas de migrantes desterrados e Taguatinga teve de ser criada do dia para a noite, os brasileiros anunciaram que a nova e moderna capital do país pertenceria a muito mais que 500 mil habitantes.

Brasília não é uma só, são 30, e cada uma das cidades tem uma história pra contar. Brasília é o Gama, Taguatinga, Brazlândia, Sobradinho, o I e o II. É Planaltina, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Ceilândia, é o Guará, o Cruzeiro, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas.

Brasília é o Riacho Fundo I e o II, os dois lagos, a Candangolândia. É Águas Claras, Sudoeste, Varjão, Park Way, Jardim Botânico, Vicente Pires. É o SIA e o SCIA, que vem a ser Setor Complementar de Indústria e Abastecimento. Brasília são 30.


Conceição Freitas


Fonte: Correio Braziliense

Dois times / Dois estádios

O Campeonato Brasiliense da Série A de 2010 terá duas novidades em relação a estádios. Tudo porque o Estádio Abadião, na Ceilândia, abrigará dois clubes da cidade: Ceilandense, campeão da Série B deste ano, e o Ceilândia, dono de uma grande torcida.

A outra é o pequeno estádio do Cave, no Guará. Dois clubes garantem que mandarão seus jogos no local: Botafogo-DF, vice-campeão da Série B deste ano, e o Brasília, vice-campeão da primeira divisão deste ano.

Sobre estas coincidências, o vice-presidente da Federação Brasiliense de Futebol (FBF), Paulo Araújo (Paulinho da Federação), disse que não vê problema. “Desde que a Administração do Guará aceite abrigar os dois clubes no mesmo estádio, oferecendo todas as garantias para a realização dos jogos”, ressalvou.

Quanto ao estádio da Ceilândia, o dirigente da FBF não acredita que igualmente existam problemas. “O Abadião reúne todas as condições para sediar os jogos. Tanto lá quanto no Cave, o que pretendemos fazer, é desdobrar os mandos de campo, isto é, um clube jogará no sábado e outro no domingo, quando a tabela colocar os dois como mandante”, explicou.

Os outros estádios serão o Serejão, em Taguatinga, sede do Brasiliense; Bezerrão, casa do Gama; Metropolitana, do Dom Pedro/Bandeirante e o Serra do Lago, em Luziânia, onde o time local mandará seus jogos.

Está previsto para ocorrer no dia 17 de janeiro o campeonato do próximo ano com oito participantes, a exemplo do que ocorreu nesta temporada. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) disponibilizou 23 datas, mas a federação local só vai precisar de 21 para realizar a competição.

A fórmula será a mesma deste ano, até por exigência do Estatuto do Torcedor, que prevê duas temporadas consecutivas com o mesmo regulamento. Os oito clubes disputarão jogos em turno e returno na primeira fase.

Para a fase seguinte passarão os quatro melhores que jogarão um quadrangular também em turno e returno, com dois jogos finais para se conhecer o campeão e o vice da próxima temporada.

A reunião do conselho arbitral para definir tabela e outros detalhes ainda não foi convocada pelo presidente da entidade, Fábio Simão. A entidade, segundo dizem, já tem um esboço da tabela, mas que só poderá divulgá-la depois dessa reunião.



Fonte: Blog do Oliveira

Eleição para administradores regionais em debate

A população das cidades do Distrito Federal poderá escolher seus representantes em eleições diretas. A junção de três projetos de lei foi aprovada ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa, mas não conta ainda com previsão para ser apreciada em plenário. A escolha dos administradores regionais é hoje uma prerrogativa do governador. Uma das três iniciativas, o PL nº 556/07, de autoria do deputado Leonardo Prudente (DEM), propõe que através de uma lista contendo seis nomes proposta pelo GDF, a população poderá decidir quem será nomeado, vencendo o mais votado pelos eleitores de cada cidade. A consulta seria realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral.

De acordo com o deputado Leonardo Prudente (DEM), presidente da Casa, a implementação desse tipo de eleição vai depender da vontade política dos deputados distritais, mas segundo Prudente, “já pode ser praticado a partir das próximas eleições”. O presidente da CLDF chamou a atenção para o fato de que o GDF não perderia a prerrogativa de indicar os nomes para os cargos de administradores, porém, seria a população de cada cidade que daria o aval final para cada administração.

“As administrações continuariam dependendo do próprio governador e das secretarias, então o GDF precisa fazer as indicações porque são pessoas que trabalharão diretamente com o governador. O projeto não pode ferir o princípio de indivisibilidade do governo, e, além disso, não serão criadas Câmaras de vereadores. O administrador poderá ser exonerado a qualquer momento, em caso de improbidade administrativa”, explicou.

O projeto dispõe ainda sobre a criação dos Conselhos de Representantes Comunitários. A justificativa da proposição lembra que a Lei Orgânica do Distrito Federal estabelece que lei específica "disporá sobre a participação popular no processo de escolha do Administrador Regional", assim como sobre a instalação dos conselhos.

Ao ser questionado sobre como o projeto pode ser recebido pelos deputados distritais no momento da apreciação em plenário, Prudente não enxerga qualquer empecilho para sua aprovação. “Não deve haver dificuldades. É um tema polêmico, mas que será uma das minhas prioridades ainda desta legislatura”, ressaltou.

Leonardo Prudente ponderou ainda que analisará os outros dois projetos afins - que complementariam o PL 556/07 - e que compõem o conjunto aprovado para confirmar se existe correlação entre os objetos das matérias. Caso os projetos sejam complementares, não haverá mudanças no corpo do texto apresentado a CCJ. Os outros dois projetos são de autoria do deputado tucano Milton Barbosa e da ex-deputada Luzia de Paula. Vale ressaltar que a CCJ apenas aprovou a constitucionalidade da peça, e que o mérito será avaliado e votado em plenário pelos deputados distritais.



Fonte: Tribuna do Brasil e Correio Braziliense

Carro foi roubado com uma criança dentro

Um descuido de um avô quase transformou em tragédia uma ida ao hospital. O fato aconteceu na madrugada desta terça-feira (27), por volta das 4h, na QNN 17, em Ceilândia. Gilberto, 48 anos, havia saído de casa na intenção de levar a neta de 5 anos para fazer nebulização no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Enquanto sua mulher aguardava pelo atendimento da neta, ele esperava no carro com a neta mais nova, de um ano e seis meses. Ao sair do veículo para falar com sua mulher, Gilberto foi surpreendido pelo barulho do motor do seu carro. Um homem estava a bordo do veículo e deixava o estacionamento do hospital levando sua neta.

Após o acontecido, Gilberto procurou a delegacia de Ceilândia Centro e registrou ocorrência. Os policiais realizaram buscas e encontraram o carro na EQNM 21/23 da cidade administrativa. A neta de Gilberto dormia no banco traseiro do veículo quando ele foi encontrado, mas nem tudo estava no lugar. Além dos documentos do carro, foram roubados um cartão do Banco do Brasil, um extintor de incêndio e um porta-CDs.

De acordo com o delegado de plantão da 15ª DP, Sérgio Matos, até o momento, não há suspeitos. “Estamos aguardando a perícia para darmos qualquer parecer”, comenta. “Além disso, estamos procurando filmagens das redondezas que mostrem a pessoa que roubou o veículo”, completa. Ainda segundo o delegado, o avô da criança, que poderia responder por abandono de incapaz, não será indiciado.




Após o resgate da criança, as autoridades a encaminharam para uma série de exames no Hospital Regional de Ceilândia. Na ocasião, não foram constatadas quaisquer alterações no quadro normal de saúde dela. Foi informado à imprensa, que ela passa bem e já foi liberada.



Veja o vídeo: CorreioWeb / Tv Brasília


Fonte: ClicaBrasília, Tribuna do Brasil, Correio Braziliense e Jornal Local

sábado, 24 de outubro de 2009

Copa Petrobrás de Handebol

Num clima de otimismo e com a confiança em alta, o time masculino de handebol do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 13 de Ceilândia, formado por meninos entre 12 e 14 anos, embarca quarta-feira para Primavera do Leste, no interior de Mato Grosso. Lá, entre 29 de outubro e 2 de novembro, a equipe disputa a fase regional da Copa Petrobras, organizada pela Confederação Brasileira de Handebol (CBHB). A competição reunirá sete adversários do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Tocantins. O DF estará representado por dois times. Além do CEF 13 de Ceilândia, a equipe do Marista também tentará brilhar.

Os meninos de Ceilândia conseguiram a vaga no começo de outubro, quando disputaram e venceram a fase estadual, que contou com oito equipes masculinas e nove femininas. O time feminino do CEF 13 ficou com o terceiro lugar e não se classificou para a próxima fase. “Apesar de ter sido a única escola pública do DF a participar das eliminatórias, hoje não tem nenhum outro time do nível deles aqui”, elogiou o treinador Valdeci Morais Santos.

Segundo o armador Anderson Silva, a final, disputada com a equipe do colégio Marista, foi fácil. “Pegamos alguns jogos difíceis. Mas, no último, ganhamos com cinco gols de vantagem”, detalhou o estudante da 7ª série.

Em Mato Grosso, contudo, a parada promete ser bem mais acirrada, já que apenas as equipes campeãs e vice-campeãs de cada estado estarão competindo. “Conheço alguns atletas que vão jogar com a gente. Conversamos pelo Orkut e MSN. Tem gente que fica tentando colocar medo dizendo que tem um time mais experiente, mas isso só faz com que a gente fique com mais coragem. Estamos confiantes. Muito confiantes”, ressaltou Marcelo Henrique Silva dos Santos, de 14 anos. O primeiro desafio do CEF 13 será na quinta-feira, contra o Vinícius de Moraes, de Tocantins.

Para passar por mais essa etapa e garantir vaga nas finais, que ocorrerão em Brasília, em novembro, os atletas da Ceilândia precisam ser novamente campeões ou, no mínimo, vice. Isso porque, das cinco regionais que acontecem em todo o país (Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste) apenas dez equipes (duas de cada região) se classificam para a decisão nacional.

“Se jogarmos bem e mostrarmos o bom desempenho que temos nos treinos, temos condições de ficar em primeiro. Vamos precisar de muita raça, força e disposição para conseguirmos o primeiro lugar na regional”, avaliou Anderson Silva. “Vamos jogar forte. Queremos ser campeões nacionais e dar esta alegria para o técnico”, emendeu Marcelo Henrique.




A equipe do CEF 13 de Ceilândia nasceu a partir de um projeto social desenvolvido naquela cidade pelo professor Valdeci Morais Santos. Desde 1999, ele trabalha com meninos e meninas até 18 anos e tentar formar atletas de handebol. Os treinos acontecem às segundas, quartas e sextas, em uma quadra comunitária na QNP 14,
de Ceilândia.



Copa Petrobras Handebol

Data: de 29 de outubro a 2 de novembro
Local: Primavera do Leste (MT)

Chave A
» C.E. Vinícius de Moraes (MT)
» Marista/Palmas (TO)
» Marista/Brasília (DF)
» C.E. Ruy Barbosa (GO)

Chave B
» CEF 13 de Ceilândia (DF)
» C.E. Ary Ribeiro Valadão Filho (GO)
» Colégio CAD (MT)
» E.M. Vinícius de Moraes (TO)


O time do CEF 13 de Ceilândia

» Goleiros: Andryw, Gabriel e Vitor Hugo Azevedo
» Armadores: Chrystopher, Anderson, Marcelo e Vitor Hugo Lima
» Pivôs: Júlio e Lucas
» Pontas: Luan, Cleiton e Vitinho



Fonte: Correio Braziliense de 23/10/09