terça-feira, 8 de setembro de 2009

Taguatinga diminui

Quando foi criada, em junho de 1958, a Região Administrativa de Taguatinga ostentava imponentes 46,2 mil hectares. Cinquenta e um anos depois, a cidade está bem perto de ficar com apenas 20% do que já foi, graças à definição das poligonais de Vicente Pires e Águas Claras. Preocupados com o encolhimento da cidade, lideranças comunitárias e empresários se uniram para lutar pelos últimos metros quadrados disponíveis na região.

Taguatinga estava entre as oito primeiras cidades criadas no Distrito Federal, junto com Gama, Planaltina e Sobradinho. Nos últimos 50 anos, o terreno original foi fatiado para dar origem a Ceilândia e Samambaia, que viraram Regiões Administrativas (RAs) em 1988 e 1989, respectivamente, e, mais recentemente, para compor Águas Claras e Vicente Pires (veja cronologia). São os limites com as duas novas regiões administrativas que mobilizam os taguatinguenses.

A primeira proposta da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma) para a poligonal de Taguatinga retirava da cidade o Taguaparque, o Parque Ecológico Boca da Mata e o Centro Regional. O primeiro ficaria com Vicente Pires, o segundo com Samambaia e o Centro Regional, com Águas Claras. Ainda correu o risco de perder parte do Pistão Sul, outra região histórica da cidade.

Insatisfeitos e quase ofendidos perante a possibilidade de perder um fruto de lutas históricas como o Taguaparque, políticos e moradores da cidade fizeram uma contraproposta, que inclui no território da cidade os três pontos em discussão. “Nenhuma autoridade disse nada quando Taguatinga perdeu terreno para Ceilândia e Samambaia. Agora, que perdemos quase tudo, não podemos abrir mão de nada”, reclama o aposentado José Honório da Silva, 73 anos, um dos pioneiros que ajudaram a erguer Taguatinga.



“Nossa expectativa é de que o Setor de Indústrias de Taguatinga se transforme em residencial nos próximos 10 anos”, lamenta o presidente da Associação Comercial e Industrial de Taguatinga, José Sobrinho Barros, que enxerga na especulação imobiliária força para sobrepujar as indústrias da região. Sobrinho não se conforma com o fato de Águas Claras, que surgiu como bairro de Taguatinga, ter ficado com um espaço destinado à expansão do Setor de Indústrias. “Daqui a pouco, Taguatinga vai se resumir à Praça do Relógio”, provoca.

O distrital Benedito Domingos, que já foi administrador de Taguatinga e alertou a Câmara Legislativa para a necessidade de manter regiões históricas como o Parque Boca da Mata, lamenta que a cidade tenha sido espremida, mas diz que, apesar do encolhimento, sobrou espaço para expansão. “Nossa proposta de poligonal reserva a área da Cana do Reino para a futura expansão econômica da cidade”, comenta o deputado. A região, contudo, também interessa à comunidade de Vicente Pires.



Fonte: Correio Braziliense

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Terça Crônica

O bom humor e a poesia do cotidiano, que servem de inspiração para o escritor Luis Fernando Veríssimo, brindam a chegada do Terça Crônica a Ceilândia. A partir de terça-feira (dia 8 de setembro), o projeto inicia itinerância pela cidade do DF, seguindo até o final do mês, graças ao patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). No Auditório C.E.M.04 (QNN 14, Área Especial, Ceilândia), às 20h, o ator e diretor Jones Schneider dramatiza as narrativas do escritor gaúcho, enquanto o músico Alex Souza interpreta as canções de Assis Valente. "Quis começar em alto astral, associando as histórias vibrantes de Verissimo com as composições únicas de Valente. Acredito que haverá uma intensa troca com estudantes e comunidade", destaca Jones Schneider.

Em cena, ele estará acompanhado das atrizes Daniela Josper e Miriam Luci, que vão ajudar na dramatização das crônicas, cheias de diálogos engraçadíssimo. Participa também desta edição o jornalista, escritor e dramaturgo Sérgio Maggio, que vai apontar estilo e linguagens da escrita do autor gaúcho. "Como estamos num ambiente escolar, Sérgio Maggio também vai apontar as características da crônica como gênero literário. A partir de sua natureza educativa, o Terça Crônica é um forte instrumento de incentivo à leitura. Esta edição vai focar ainda mais essa proposta", acredita Jones Schneider.



Fonte: blog CriCri

domingo, 6 de setembro de 2009

A Ceilandense vence

Com um gol de Edicarlos, no inicio do segundo tempo, a Ceilandense conseguiu sua primeira vitória na segunda divisão do Campeonato Candango e terminou com os 100% de aproveitamento do Botafogo/DF na competição. Mesmo com a derrota, o time alvinegro continua na liderança da competição com nove pontos, enquanto o time tricolor de Ceilândia agora soma os mesmos quatro pontos do Unaí, quarto colocado.

A Ceilandense começou melhor, mas aos poucos o Botafogo equilibrou a partida. Debaixo de muita chuva o time alvinegro criou a melhor oportunidade do primeiro tempo. Aos 22, Luiz Carlos, em cobrança de falta, acertou o travessão da Ceilandense.

A resposta do time da casa veio aos 35. Alex cruzou da linha de fundo e Leandro Felix, livre na área, cabeceou para fora. Porém, o lance mais polemico da primeira etapa surgiu aos 41. Edicarlos foi derrubado na área e todo do time tricolor pediu pênalti, não assinalado pelo árbitro José Caldas.

Logo no inicio da segunda etapa a Ceilandense fez o único gol da partida. Aos quatro, Edmar passou para Edicarlos que, da entrada da pequena área, girou e acertou o canto direito do gol alvinegro.

Cinco minutos depois o time da casa quase ampliou. Após lançamento da zaga, Edicarlos ficou frente a frente com Donizete, mas chutou para fora. A Ceilandense continuou no ataque, e aos 30, Djalminha cruzou rasteiro, a bola passou pelos dois atacantes do tricolor e saiu rente à trave alvinegra.

Aos 35, a Ceilandense quase entregou um gol de bandeja para o adversário. Após uma bola recuada, o goleiro Veloso furou e o atacante China, do Botafogo, tomou a bola, mas o goleiro dividiu com o atacante e o derrubou, José Caldas, novamente, não assinalou a penalidade. “Na minha opinião, o árbitro compensou o pênalti do primeiro tempo”, reclamou Marquinho Bahia, técnico alvinegro.

Já nos acréscimos, aos 47, Edicarlos perdeu outra oportunidade frente a frente com o goleiro Donizete, desta vez o arqueiro encaixou a bola. Na sequência, após um cruzamento para área, Léo Guerreiro cabeceou e Veloso se redimiu com uma difícil defesa. “Jogo tem muito disso, nós vamos de heroi a vilão muito rápido”, revelou o goleiro tricolor.

Na próxima rodada a Ceilandense encara o Brazsat, em local ainda indefinido.



Fonte: Esporte Candango e Futebol Interior

Anexação de municípios do entorno

Com base em estudo sobre a realidade das cidades do Entorno, o presidente da Codeplan, Rogério Rosso, iniciou um debate sobre a ampliação do quadrilátero do Distrito Federal. A ideia é incorporar seis municípios vizinhos ao território como forma de dar o mesmo tratamento a uma região cujos moradores têm a vida diretamente ligada à capital do país. A proposta inclui Águas Lindas, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Planaltina de Goiás, equivalente a uma área de 4.308 quilômetros quadrados, com 572,8 mil habitantes.

Com a suposta incorporação das cidades-dormitório, o Distrito Federal que hoje tem 5.800 quilômetros quadrados praticamente dobraria de tamanho. Como argumento, Rosso sustenta que haveria a regularização de uma realidade que já existe na prática. Ele argumenta que os municípios vizinhos não têm o olhar atento do governo de Goiás pela distância do poder central e pela vinculação com o Distrito Federal e tampouco são tratados como prioridade pela União, mesmo com a criação da Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride), em 1998. Por isso, a população já está pendurada na infraestrutura da capital federal, mas não sofrem a mesma fiscalização no que se refere à preservação ambiental e planejamento urbano. “Esta é uma proposta que visa preservar o DF”, afirma Rosso.

De acordo com levantamento da Codeplan, qualquer investimento do Distrito Federal surte um grande efeito em termos de qualidade de vida na região e reduz a pressão sobre os equipamentos públicos na capital do país. Um exemplo são os recursos repassados pelo GDF, do orçamento local, para aplicação em centros de saúde de Águas Lindas e Santo Antônio do Descoberto. Os municípios recebem mensalmente respectivamente R$ 1 milhão e R$ 500 mil por mês. Com isso, o atendimento médico nos municípios subiu de 1,6 mil para 28 mil mensais. O número de médicos aumentou de três para 70 profissionais.

Rosso defende a criação de um fundo provisório para manutenção das cidades ou a ampliação do Fundo Constitucional do Distrito Federal na proporção do crescimento da população. O número de habitantes subiria de 2,6 milhões para aproximadamente 3,2 milhões, um crescimento de aproximadamente 20%. Na avaliação do presidente da Codeplan, o rigor do governo local na concessão de licenciamentos ambientais, superior ao dos municípios vizinhos, também seria um avanço. “Sabemos que 70% do abastecimento de água vem da bacia do Descoberto, que vem sofrendo com a falta de saneamento básico nos municípios vizinhos”, analisa.


Para ler a reportagem na íntegra, clique no link da fonte.


Fonte: Correio Braziliense

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Imagem: Começou o III Olimpíadas da Cidade

Ricarda, do vôlei, acendeu a pira da III Olimpíadas da Cidade. Todas as 30 regiões administrativas estarão participando, mas é uma grande pena que os jogos ainda sejam realizados nas mesmas cidades das primeiras edições.



Visite os links da fonte para maiores informações.

Fonte: fotógrafo Viola Júnior do Correio Braziliense e site oficial do Olimpíadas da Cidade

Nova escola no Pôr do Sol

As crianças do condomínio Pôr-do-Sol, em Ceilândia, não precisam mais pegar ônibus ou caminhar longas distâncias sob o sol forte para estudar. O loteamento ganhou nesta quinta-feira (3) uma escola classe novinha com 24 salas de aula, laboratório de informática, parquinho e quadra de esporte, que atenderá alunos do Ensino Infantil e até o 5º ano do Ensino Fundamental.

Com a inauguração, 302 alunos que estudavam em sete escolas de Ceilândia agora podem frequentar as aulas pertinho de casa. “Eu ia a pé ou de ônibus para a outra escola. Era mais longe e às vezes eu ficava cansada. Agora está muito melhor”, contou a pequena Karolyne De lima Santana, 9 anos. Ela ainda tem um motivo a mais para preferir o novo colégio. “Na outra escola, só as crianças pequenas podiam brincar. Neste aqui a gente também pode”, explicou a menina, sorridente.

Durante a inauguração, que contou com as presenças do governador José Roberto Arruda e do secretário de Educação, José Luiz Valente, a diretora da escola, Eliane Mendonça dos Santos, ressaltou que o colégio tem estrutura para atender quase 1,5 mil estudantes – número que deve ser atingido no ano que vem. Ela disse ainda que em 2010 será implantado o projeto Educação Integral, para garantir almoço e atividades artísticas e esportivas às crianças no turno contrário ao das aulas. “Nós acreditamos na educação e estamos aqui para fazer um belo trabalho. Daremos o nosso melhor”, disse Eliane. No DF, 200 escolas da rede pública já trabalham com a Educação Integral.

A nova escola custou R$ 2,4 milhões e tem uma área de quase oito mil m². Para a comerciante Maria das Dores Gomes Mesquita, 40 anos, o prédio recém-inaugurado atende as crianças com mais conforto e segurança. “Esta escola organizada, ampla, limpa e tem espaço para as crianças correrem”, elogiou, enquanto observava o filho Josué, de 4 anos, brincar com os amiguinhos.



Fonte: ClicaBrasília, Tribuna do Brasil e Correio Braziliense

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ceilandense joga neste sábado contra o Botafogo

Neste sábado a equipe da Ceilandense enfrenta o atual líder do Candangão da 2ª Divisão - o Botafogo. Precisando urgentemente de vitórias, o time de Ceilândia vai com força total pra cima do time do Guará (antiga equipe do Esportivo Guará). Com pontos corridos, o campeonato atual tem poucos jogos na primeira fase e somente 4 times passam a 2ª; um time é rebaixado para a terceirona. A Ceilandense tem apenas 1 ponto em 2 jogos disputados.


Ceilandense x Botafogo - 05/09/09 - sábado - 15h30 - estádio Abadião (Guariroba)


Fonte: Federação Brasiliense de Futebol e Esporte Candango

Julgado por abuso de autoridade

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou, em segunda instância, o policial civil Marco Cruz Vaz por abuso de autoridade. Ele fica impedido de exercer a função, por um ano, na cidade de Ceilândia. o agente também foi condenado a um mês de detenção, mas poderá cumprir a pena, inicialmente, em regime aberto.

De acordo com a ação, Marco Cruz teria levado um homem a um corredor escondido dentro da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia). Acusada de desacato à autoridade, a vítima teria sido agredida com uma rasteira, chute, joelhada no estômago e tapas no rosto. Outros dois policiais teriam auxiliado na agressão.

Segundo testemunhas, o conflito começou depois que o homem desrespeitou o oficial de justiça federal Sebastião da Cruz Vaz, irmão do policial denunciado. O fato aconteceu quando o oficial de justiça tentava intimar o irmão da vítima. Os dois discutiram e o oficial abandonou o local, retornando depois com os agentes da Polícia Civil.

Marco Cruz chegou a ser absolvido em primeria instância, sob alegação do juiz de que não havia indícios sufientes. Mas o Ministério Público do DF recorreu da sentença e a 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais decidiu, por maioria, pela condenação.

A decisão dos desembargadores ampara-se na idéia de que "nos crimes de abuso de autoridade, assim como em todos os delitos que ocorrem normalmente em locais escondidos, longe dos olhares alheios e sob completo domínio dos agressores, a palavra da vítima se reveste de grande valor". Também levou-se em consideração o depoimento de testemunhas, como o de um advogado que estava na delegacia no momento da confusão e ouviu a vítima gritar por socorro.



Fonte: Brasília Em Tempo Real e blog Policiamento Inteligente

Rua do xixi na mídia

O local fica bem no centro de Ceilândia, na esquina da QNM 18. Durante o horário comercial, o movimento é constante na Avenida JK. Mas quando a pessoa passa na esquina do conjunto F sente um cheiro nada agradável. “O cheiro é muito forte”, diz o estudante Sidnei Costa da Silva.

“O cheiro é muito ruim, não dá para respirar direito”, fala a dona de casa Dalva de Oliveira.

Quem trabalha perto do local fica ainda mais incomodado. Semaro Nóbrega é cabeleireiro. A loja dele está na quadra há 17 anos. Conta que a esquina é praticamente um banheiro ao ar livre. “Desde 1991, o pessoal faz xixi nesta rua. Isso não vai mudar. Vão construir um banheiro no local? Não tem nem como fazer um banheiro”, reclama.

Com a visita da Maria Limpa, Elisabete Magalhães aproveitou para fazer um protesto. “A gente perde até a clientela por causa do cheiro. Muita gente pensa que é por causa do restaurante, mas não é”.

Nesta quinta-feira, dia 3, a Administração Regional de Ceilândia informou que vai enviar um caminhão pipa para lavar o beco.



Fonte: Rede Globo

quarta-feira, 2 de setembro de 2009