quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mais de 13 mil produtos piratas

A polícia apreendeu por volta de 10h desta quarta-feira (12/8) 13.433 produtos falsificados, entre DVDs, CDs e jogos de vídeo game e computador na Feira dos Importados de Ceilândia. Três pessoas foram presas por estarem cuidando das bancas.

Entre as pessoas estão uma mulher de 23 anos, que disse estar apenas vigiando a banca para outra pessoa; um homem de 28 anos, que disse estar passando pelo local e um outro homem de 30 anos, que ainda presta esclarecimentos. Os nomes deles não foram divulgados. A polícia também vai investigar um homem, conhecido apenas como "Alemão", que seria o reprodutor e distribuidor do material.

De acordo com o delegado-chefe da 19ª Delegacia de Polícia (P norte), Raimundo Vanderly, a operação não obteve êxito total, pois quando as outras bancas perceberam a ação da polícia recolheram os produtos irregulares e fugiram ou fecharam as barracas. O delegado disse ainda que vai realizar um trabalho para coibir a pirataria na feira.

A administração de Ceilândia irá passar para a polícia os nomes dos donos das bancas, que também terão de prestar depoimento. As três pessoas vão responder por violação dos direitos autorais e podem pegar de dois a quatro anos de prisão.



Fonte: Correio Braziliense

Mulheres são executadas

Três mulheres foram assassinadas, nessa madrugada, em uma área rural de Ceilândia, conhecida como Incra 9, Gleba 4, que fica a 10 km do centro do Setor O. Até as 13h30 de hoje, a identidade das mulheres não era conhecida pela polícia e a perícia ainda realizava as avaliações nos corpos e na área. Nas primeiras observações, a perícia percebeu que uma das mulheres chegou a receber cerca de 12 tiros. Acredita-se que os crimes tenham ocorrido por volta das 4 horas de hoje. Policiais da 24ª DP (Setor O) estão em busca dos criminosos e da motivação do crime.


O delegado-chefe da 24ª (DP), Vivaldo Neres, suspeita que as mulheres trabalhassem como garotas de programa e, aparentemente, tivessem algum parentesco, pois as características físicas são semelhantes. Os corpos de todas as vítimas tinham várias marcas de tiros, levando a polícia a suspeitar de que os autores fossem, pelo menos, três. As perfurações foram feitas por três tipos de arma: um revólver, calibre 38, uma pistola .40 (de uso restrito da polícia) e uma pistola 380.

O delegado ainda supõe que criminosos e vítimas tivessem usado o mesmo veículo, que ainda não foi localizado. Outro sinal que está sendo investigado para chegar à identidade das vítimas é que cada uma delas usava tatuagens com dizeres, impresso nas costas. A polícia espera que a partir da divulgação desses dizeres, alguém da família ou conhecido das vítimas façam o reconhecimento.


As tatuagens, com caligrafias semelhantes, tinham as seguintes frases: “Aurenice amor de mãe é maior”, “ Antônia amor eterno” e “Jadson”. Nas proximidades dos corpos, os policiais encontraram duas bolsas, contendo dois celulares, roupa, óculos de sol, sandálias do tipo chinelo, um CD do grupo Exaltasamba, uma chapinha, creme de cabelo e escova de dentes.


Os peritos observaram também que um carro chegou a passar por cima de uma das mulheres, que ficou com a perna machucada.


A população reclama da falta de segurança no local. Alguns moradores disseram que há chácaras na área que são alugadas para festas e muitas delas funcionam como pontos de drogas e de prostituição. A polícia pede para quem souber de informações que levem à identidade das jovens que telefonem para 197.


Fonte: Jornal Coletivo, ClicaBrasília e Rede Globo

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Novas escolas na cidade

Nesta segunda-feira (11), o governo do Distrito Federal deu continuidade às inaugurações de escolas por toda cidade. Duas unidades em Ceilândia – juntas têm capacidade para receber 3,3 mil alunos – fazem parte da nova lista de escolas. Desde a volta às aulas, foram entregues 266 salas de aula. Ao concluir a maratona de inaugurações prevista para terminar no fim de agosto, o governo terá inaugurado 771 salas de aula ao custo de R$ 97,9 milhões. Para cuidar da educação dos novos alunos, um time com 450 professores foi contratado em julho.

A intenção é que a escola fique mais perto de casa. O condomínio Sol Nascente ganhou sua primeira unidade escolar nesta segunda-feira, a Escola Classe 66. “Estas novas escolas são importantes, pois essas crianças não precisam mais pegar ônibus para vir estudar. É um investimento alto, mas é um esforço que vale a pena”, disse o governador José Roberto Arruda.

A Escola Classe possui 1,6 mil alunos que já participam das atividades escolares em uma das 24 salas de aula. Ao custo de R$ 2,4 milhões e com 1.757 metros quadrados de área construída, a unidade possui laboratório de informática, laboratório de ciências/artes, sala de leitura, orientação e parquinho.

Leocádia da Costa Soares, 32 anos, é uma das professoras recém-contratadas. De acordo com a docente, a estrutura da escola é um incentivo para fazer um bom trabalho. “Não esperava que fosse tão grande. É muito espaçosa. Isso facilita o nosso trabalho”, contou. Professora do 2º ano da Educação Fundamental, ela afirma que ficou surpresa com o nível dos alunos. “Eles estão desenvolvidos e são bastante educados. É claro que alguns têm dificuldades em aprender, mas são poucos”, disse.




Centro de Ensino Fundamental 27


Outra unidade foi inaugurada na QNR 1. São 1,7 mil alunos distribuídos por 48 turmas. Com o remanejamento dos estudantes, 78 ônibus escolares, cerca de 80% da frota, deixaram de ir para as ruas na região.

Segundo Jucenilda Silva Pereira, diretora da escola, problemas como falta de acesso ao esporte, evasão e frequencia escolar vão diminuir com a proximidade entre escola e aluno. “Estas queixas não vão mais acontecer. Muitos alunos com dificuldades de aprendizado não podiam receber atendimento psicopedagógico, pois não tinham como vir até a escola no contra turno”, disse.

O CEF 27 possui 24 salas de aula, laboratório de informática, laboratório de ciências/artes, sala de leitura, orientação educação, quadra poliespotiva e parquinho. Além dos ambientes necessários para o desempenho das atividades administrativas, como: secretaria escolar, direção, coordenação e sala de professores. A unidade custou R$ 2,5 milhões.



Fonte: ClicaBrasília, Ceilândia.com e Correio Braziliense

Inscrições na Codhab

Interessados em inscreverem-se no Programa Habitacional do GDF – que teve início no dia 01 de agosto – tem de apresentar, obrigatoriamente, renda familiar de até 12 salários mínimos, morar há pelo menos cinco (05) anos no DF e não possuir outro imóvel nesta Unidade Federativa.

Com o objetivo de facilitar e proporcionar mais conforto ao cidadão interessado, foram disponibilizadas duas maneiras de inscrição: pela central telefônica 156 – opção 6 – ou pela internet, no site da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab/DF) -- www.codhab.df.gov.br

Não é necessário nenhum candidato comparecer à sede da Codhab para fazer sua inscrição. Em razão disso, não será necessário, também, apresentar documentos comprobatórios no primeiro momento, somente quando for convocado pela Codhab
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Fonte: Administração Regional de Ceilândia

domingo, 9 de agosto de 2009

A Ceilandense vence último amistoso antes do Candangão da 2ª 2009

A manhã deste domingo era de festa para a equipe do Madureira, que sagrou-se campeã do campeonato amador de Ceilândia. Em jogo festivo e de entrega de faixas ao campeão, a Ceilandense carimbou o título do adverário com uma sonora goleada. Com gols de Agnaldo, Paulo Renê, Romário Tito, Vinícius, Keké e Robson Pirapora, a Ceilandense goleou o Madureira por 6 x 0. Amanhã a equipe se reapresenta às 14h para realizar trabalhos físicos. A equipe estréia na segundona do DF no próximo sábado, às 15:30h no estádio Rorizão, em Samambaia, diante do Santa Maria.


Fonte: Blog Ceilandense aqui e aqui

A história de Verônica

Esta é a história de um amor incondicional. E de como esse amor pode transformar. Faz gente que perdeu a voz voltar a falar. Quem não mais sorria gargalhar. Quem não sabia abraçar ou beijar a estender a mão. Quem tinha medo a confiar. Confiar muito. Esta história é feita de pedaços e reconstrução. E de vida. Uma vida cheia de cicatrizes, espalhadas pelo corpo e tatuadas na alma. O laudo, assinado por um pediatra do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), apontava: “Síndrome da criança espancada, evidenciada pelos sinais de fratura nas radiografias”. Estamos em agosto de 1999.

Na ala da pediatria, uma menina de 4 anos, com desnutrição grave, chora. Tem medo, febre e sente dores. As duas pernas estão fraturadas. Espera por uma cirurgia para corrigir um problema congênito: luxação dos quadris. A mãe biológica alegava à época que, na gravidez, tinha sido muito espancada pelo companheiro. Já grandinha, perto dos 3 anos, a menina teria caído do sofá. Na queda, houve fratura nas pernas já comprometidas.

Levada pela mãe ao Hospital de Base (HBDF) — 10 dias depois da suposta queda —, a menina chegou visivelmente traumatizada. Uma assistente social, suspeitando da história mal contada, enviou um relatório à Vara da Infância e da Juventude (VIJ), detalhando o estado de saúde da pequena paciente. O juiz imediatamente interveio. Depois de receber alta, a menina foi levada para um abrigo em Taguatinga, onde crianças e adolescentes vítimas de abandono, negligência e maus-tratos tentavam refazer seus fiapos de vidas.

Voltemos a setembro de 1999. No HRT, A menina de olhos expressivos e muito tristes esperava a cirurgia para suas pernas. O medo era maior do que a dor. De tanto trauma, ela silenciou. Desaprendeu a falar. Aprendeu a confiar apenas num ursinho de pelúcia que ganhou das enfermeiras. Ele era o único objeto no qual ela tocava. Ele jamais iria agredi-la. Nunca a maltrataria. Ele sabia de todos seus segredos e seus medos. Dormia ao lado dela naquela cama de hospital. Com ele, ela deixou de ter tanto medo do escuro.

No HRT, Verônica foi submetida a sete cirurgias. No abrigo em Taguatinga, uma voluntária soube da história daquela menina. Comoveu-se com tudo que lhe contaram. Maria Alice de Camargo — então com 32 anos, casada, moradora de Ceilândia, um casal de filhos biológicos e uma menininha recém-adotada que ainda nem andava — interessou-se pela guarda de Verônica. Mas tudo era incerto. E quase improvável de acontecer. Verônica tinha mãe e a Justiça tentaria todas as prerrogativas para que ela voltasse à família biológica.

No hospital, a mãe, que morava em Santo Antônio do Descoberto (GO), nunca a visitou. Afastava-se a cada dia. Nenhuma tentativa das assistentes sociais deu certo. Verônica voltou para o abrigo. Tinha 4 anos e uma deficiência nas pernas que nunca a deixaria andar normalmente. As sequelas emocionais eram imprevisíveis. Estava fadada a crescer e chegar à maioridade naquela instituição. Criança assim não está no perfil de nenhum pretendente à adoção.

Mas Maria Alice não desistiu. O processo de Verônica corria. Frustradas todas as tentativas de juntar mãe e filha — ou qualquer outro parente —, a VIJ decidiu que Verônica seguiria para adoção. Maria Alice estava lá, lutando para ficar com a menina. “Foi amor à primeira vista. Quando eu vi a Verônica, senti que era minha filha”, ela diz. Primeiro veio a guarda provisória. Verônica foi para a casa daquela mulher que só lhe prometeu dar amor. Conheceu os irmãos — um menino de 10 anos e duas meninas, de 8 e 1 ano.

Aos 4 anos e meio, reaprendeu a falar. Chamou pela primeira vez aquela mulher de mãe. Aquele homem de pai. A voz era quase inaudível, muito trêmula. Aos 5 anos, em 16 de agosto de 2000, o primeiro aniversário com a nova família, na casa humilde em Ceilândia. Teve doce, refrigerante, balão e até cantaram parabéns. A menina sorriu pela primeira vez. A vida seguia. A família estava completa. A adoção permanente se aproximava. Iria ganhar outro sobrenome. Passaria a se chamar Verônica de Camargo Miranda. Renasceria.




Meses depois, quando tudo era só alegria, Verônica começou a ter graves problemas renais. Os médicos nunca descobriram a origem. Os rins da menina paravam aos poucos. Começava a rotina de exames e peregrinação para o HBDF. Depois, as sessões de hemodiálise. A espera de um rim na fila nacional dos renais crônicos. E o maior drama: não poder mais beber água. Verônica teve, aos 6 anos, que suportar a dor de sentir sede e permanecer longe de qualquer coisa que a saciasse.

O corpo definhava. Cirurgias para troca de cateter. Aos 6 anos, pela perda da função renal, a menina também se descobriu hipertensa. O quadro só agravava. As internações eram constantes. Maria Alice abriu mão de tudo para cuidar da filha. Por duas vezes, os médicos a desenganaram. A mãe biológica, depois de muita procura da mãe adotiva, apareceu. Foi ver a filha no HBDF. Não a tocou. Não a beijou, sequer chamou-a de filha.

Ainda assim, aceitou se submeter a todos os exames para atestar a compatibilidade para uma possível doação. Os exames deram positivo. Ela poderia ser a doadora. Na última hora, porém, a mãe desistiu. E desapareceu. Soube-se, tempos depois, que também estava com grave problema renal, fazia hemodiálise e esperava desesperadamente por um rim.

Por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), da Secretaria de Saúde, Verônica passou a ser atendida em Porto Alegre, referência em transplante renal infantil no país. As viagens passaram a ser mensais. Em outubro de 2007, o rim finalmente chegou. Verônica recebeu o órgão. Foi como se tivesse renascido. Não houve rejeição. Recuperou-se no hospital da capital gaúcha. Retornou a Brasília. Faz acompanhamento a cada três meses. Toma, todos os dias, 11 comprimidos — remédios que evitam a rejeição do órgão, vitaminas e suplementos.

Voltou à escola, agora um simpático colégio particular em Ceilândia Norte. Está na 3ª série. Tem sentido alguma dificuldade para acompanhar as matérias, mas a professora faz um trabalho diferenciado do conteúdo com ela. A diretora, Luzinete Valeriano Fonseca, confirma: “Verônica foi bem acolhida. Todo mundo que protegê-la. Quando não vem, as crianças logo ficam preocupadas”.

Domingo que vem, 16, a menina que venceu a morte completará 14 anos. No auge da adolescência, caminha com ajuda de um andador, que lhe dá mais equilíbrio. Mas só na escola. Em casa, nem quer saber dele. Maria Alice, hoje aos 42 anos, casou-se pela segunda vez com um auxiliar de serviços gerais. Cuida, na própria casa, dos filhos de domésticas e diaristas que trabalham fora. É de onde tira parte do sustento da família. Virou avó e ama Verônica como se fosse o primeiro dia.





Pela infância que lhe roubaram nos oito anos em que viveu em hospitais, Verônica ainda tem muito de menina. Adora desenhos animados na televisão, brincar em parquinhos de diversão e ouvir historinhas de faz de conta. Sobretudo se tem final alegre onde todos viveram felizes para sempre. “Ela está voltando à fase que pulou, que não deixaram ela viver”, deduz Maria Alice, sempre atenta.

Quando o lado menina-moça aflora, gosta de se ver no espelho. Enfeita-se com fivelas e passa brilho nos lábios. Mas a timidez lhe é desconcertante. Gostou, ano passado, na antiga escola, de um menino de olhos azuis. Tremia ao vê-lo. Tudo que ele fazia, corria para contar à mãe. No quarto da menina adolescente, quase tudo é rosa. Do pente à fivela. Ali, junto com seus ursinhos de pelúcia, ela construiu seu mundo. Guardou os segredos. Escondeu a dor e sonha com o futuro. Pergunto o que ela quer ser quando crescer. Com a voz miudinha, ela devolve, para espanto até da mãe, que não sabia do desejo da filha: “Vou ser médica, pra cuidar de outras crianças”.

Comovida, Maria Alice desabafa: “Olho pra ela e vejo a luta que travamos, a vitória e Deus, como prova de tudo isso”. Verônica escuta e finge não escutar. Volta-se ao seu espelho, o confidente dos seus sonhos da criança que quer crescer. Acha-se bonita. Sorri, ainda meio timidamente, mas é assim que começam os primeiros sorrisos, sobretudo para quem muito chorou. E as chances de viver eram quase nenhuma. Naquela casa de Ceilândia, escreve-se uma história de amor onde os personagens são feitos da melhor parte do ser humano: a generosidade. Em tempo: hoje, Verônica faz o que mais gosta de fazer: bebe quantos copos d’água desejar. Farta-se deles. Saboreia. Inunda-se. Esse lhe é um prazer imensurável. Como viver.



Fonte: Correio Braziliense

sábado, 8 de agosto de 2009

A barriga de aluguel


O Gama está oficialmente fechado até o final do ano. Mas para manter a equipe em atividade, vários jogadores do alviverde serão emprestados para a Ceilandense,clube que disputa a segunda divisão do campeonato candango.

Acostumado a receber reforços do co-irmão Ceilândia, a Ceilandense nunca foi campeã no DF. Sua maior conquista foi um vice-campeonato da segunda divisão em 2005 que lhe rendeu uma passagem na elite do ano seguinte.

De lá para cá a Ceilandense vem penando na segunda divisão sendo a equipe que quase sobe. Mas este ano a coisa promete mudar. Destaques das equipes juniores, aspirantes e profissionais do Gama como o meia Thiaguinho serão mesclados e junto com alguns reforços locais, a Ceilandense promete ser a sensação do campeonato.

Apesar da diretoria de ambos os clubes não divulgarem quais jogadores do Gama vestirão as cores azul e vermelha da ceilandense, sabe-se que o time já vem treinando há pelo menos uma semana e tem tido bons aproveitamentos em amistosos.
Segundo o blog da Ceilandense mantido pelo funcionário do Gama Nur Omar Shehadeh, a "Ceilangamadense" enfrentou três adversários e venceu todos (4x1 na seleção do Novo Gama, 6x0 na seleção de Cocalzinho-GO e 4x0 sobre a CIA do Futebol).

O site Clube do Esporte divulgou uma lista dos jogadores que a Ceilandense terá no campeonato, porém não foi confirmada oficialmente.



A Ceilandense faz o seu último amistoso, antes do Candangão da 2ª divisão, neste domingo contra o time campeão do 1º turno amador de Ceilândia - Madureira. A partida está marcada para as 10h00 no estádio Abadião (09/08/09).


Fonte: blog Blogama, Ceilandense e Esporte Candango

Assaltos a lojas do centro

Uma loja de produtos de pesca na Avenida JK teve a grade de ferro quebrada. Os assaltantes levaram parte da mercadoria. Um prejuízo de, pelo menos, R$ 3 mil. Foi o segundo assalto em menos de dez dias.

“A gente colocou grade, colocou câmera, colocou alarme e até pessoas pra dormir no fundo da loja. O que fazer mais?”,questiona o comerciante Edson Cândido da Silva.

Em loja de colchões, os bandidos entraram pelo forro do teto. Na última quarta-feira, o DFTV mostrou que uma loja de roupas infantis, na mesma rua, foi vítima dos assaltantes. A tampa do bueiro foi usada para arrombar a porta. Dois dias depois, a perícia ainda não foi feita.

“Até agora a polícia não apareceu. A gente teve que abrir e funcionar normalmente”, reclama a vendedora Darlene Maria de Souza.

“Não temos mais sossego. Todos os dias têm arrombamento na região. Já estamos acostumando com essa situação”, diz o comerciante Wilson Portela.

O comandante do Batalhão de Ceilândia informou que há policiamento, mas vai ser feita uma operação em conjunto com outros órgãos do governo para a retirada de moradores de rua e de adolescentes, que ficam na área durante a madrugada e aproveitam para cometer esse tipo de crime.



Fonte: Rede Globo aqui e aqui

80,8% dos brasilienses aprovam as eleições para administradores regionais

Tramita na Câmara dos Deputados proposta de emenda à Constituição que cria eleições diretas para as administrações das cidades-satélites do Distrito Federal. Em vez das pastas serem administradas por indicados do Executivo, a população iria às urnas para votar em um representante local. Em pesquisa realizada no DF, 80,8% dos brasilienses são a favor da proposta.

A PEC 261/2008, que institui voto direto para o cargo de administrador regional, causa polêmica no Congresso Nacional. Autor da proposta, o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), apresenta uma inovação que tem vários adeptos à ideia, que também gera conflito, uma vez que há resistência para a possível criação de câmaras municipais e, principalmente, aumento de gastos.
Entretanto, a medida não prevê esse cenário, pois a PEC apenas substituiu a indicação pelo voto direto.

“Os administradores são escolhidos pelo governador, normalmente com um ou outro deputado distrital, e servem mais aos interesses de um deputado distrital do que aos da comunidade”, explica Rollemberg.

De acordo com o deputado, quando ocupava o cargo de distrital, ao visitar suas bases eleitorais uma das reclamações mais frequentes da população era a cobrança de maior participação do administrador regional, que, indicado pelo governador, não conhecia a realidade da região, o que dificultava a solução dos inúmeros problemas cotidianos de uma cidade-satélite do DF. A PEC apresenta uma alternativa para que haja mais envolvimento entre os moradores e seu representante.

Inicialmente programada para entrar em vigor nas próximas eleições gerais (2010), o projeto para o voto direto tramita na Câmara dos Deputados na Comissão de Constituição de Justiça, tendo como relator é o deputado Márcio França (PSB/SP).
Segundo Rollemberg, ao conversar com o relator, ele indicou parecer favorável ao projeto, mas o autor da emenda acredita ter alguns votos separados desfavoráveis. “O relator indicou que o resultado é favorável, mas tem alguns deputados que são contra a proposta”, disse.

A previsão é para que em setembro ocorra a votação na comissão, seguindo o projeto para apreciação em Comissão Especial, na qual se discutirá o mérito. Conforme as expectativas do deputado Rollemberg, se aprovada, a lei deverá ser sancionada no fim de 2010, ou seja, não vigorará na próxima eleição.



Fonte: Tribuna do Brasil

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

As feiras de Ceilândia

Os moradores da cidade mais nordestina do DF adoram passear por elas. Hoje, a equipe de reportagem do DFTV percorreu algumas delas. Confira!


Em cada canto da cidade, uma feira. Facilidade e comodidade para quem vive na cidade. Doralice Silva mora em frente a Feira da Guariroba/P Sul e quando precisa de algo é só atravessar a rua. “Ando só um pouco, é bem melhor para fazer compras”, fala a dona de casa.

Ceilândia tem seis feiras, entre elas a do Produtor, no P Norte, com 150 mil metros quadrado. Cerca de 14 mil toneladas de produtos de hortifrutigranjeiros são vendidos por dia. São R$ 10 milhões que circulam na economia da cidade. E gera cinco mil empregos diretos e indiretos.

Cícero Mariano trabalha como entregador de frutas há vinte anos. Carrega 20 caixas: trabalho que exige habilidade. “Sou motorista e equilibrista, ao mesmo tempo”, diz.

A Feira do Produtor foi criada para facilitar a vida de quem mora nas cidades do DF e tinha que procurar a Ceasa. São 318 bancas. José Purcino de Oliveira também vende laranjas na Ceasa, mas diz que ponto forte mesmo é em Ceilândia. “Nós vendemos, em média, 80 toneladas por semana. É razoável o nosso faturamento”, conta o comerciante.

E o bom é que nada é desperdiçado. “Nós temos um programa que faz a coleta do que não é comercializado ou dos produtores que não venderam os seus produtos, e assim pra não voltar com o seu produtor pra roça, é feito uma seleção pra ser doado para as famílias carentes da nossa região e de todo o DF”, afirma o presidente da Associação da Feira Vilson José de Olveira.

A feira mais antiga de Ceilândia é a Permanente, que fica bem no centro. Maria do Socorro foi uma das primeiras a chegar no empreendimento. “Tinha muita lama no início. Mesmo assim gosto muito”, enfatiza a feirante Maria do Socorro.

O ponto de encontro dos nordestinos da cidade é a feira. O local já virou referência para quem veio do Nordeste e quer reencontrar amigos ou parentes. O sistema de som ajuda. “No ano passado, um família se reencontrou aqui, já tinha 28 anos que a pessoa tinha saído de casa. Através de um parente que reconheceu o rapaz aqui na feira, trouxe as irmãs deles até aqui para se reencontrarem”, lembra a presidente da Associação da Feira Permanente Francisco Chagas Nogueira.



Fonte: Rede Globo