sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Sem aulas


Desde o começo do ano, falta professor na Escola Classe 06 de Ceilândia Norte. Sem alternativa, a diretora e a vice se dividem entre salas de aula e o comando do colégio.

Sala vazia e cadeiras suspensas. Parece férias em pleno período letivo. Há 21 dias, os alunos do segundo período de alfabetização e do segundo ano da educação infantil estão sem aulas. “É o momento em que se trabalha toda a fase de psicomotricidade da criança, a coordenação motora. Isso prejudicará o ano que vem, que é a fase de alfabetização”, diz a mãe de uma aluna, Renata Ferreira.

Mais uma vez, Giovana e Débora vão ter que voltar pra casa por falta de professor. "No começo do ano a gente suportou. Mas agora ficou pior. Desde o começo do mês de agosto as crianças estão sem aula. Eles estão sendo muito prejudicados com isso”, fala Jaqueline da Silva, mãe de outra estudante.

Rosemery da Costa conta que a filha interrompeu um processo importante de alfabetização: “Ela começou bem, vinha se destacando na escola. As professoras até falaram em mudar ela de turma, para uma mais avançada. Mas depois que a professora começou a não vir, ela se desestimulou. Disse que não quer ir mais à escola”.

Outra dificuldade apontada pelo Conselho Escolar é a falta de profissionais para coordenar a sala de informática. Criado há um ano, o local tem 23 computadores que foram doados pela comunidade, mas que até agora estão parados porque não há professor. “Isso já se estende há algum tempo. A gente vai na regional, volta para a direção, que vai com a gente para a regional de novo. Mas nada se resolve”, afirma o representante do Conselho Escolar, Edílson Bezerrra.

Os pais dizem que a diretora e vice assumiram algumas aulas, mas o problema não foi resolvido: “As aulas só vão até as 16h porque elas têm outras funções na direção para resolver”, conta a mãe de uma aluna.

Segundo a Secretaria de Educação, o problema vem desde maio, quando a professora titular saiu de licença médica. A Regional de Ensino mandou um professor temporário, que ficou na escola até o começo das férias. A titular voltou no dia 28 de julho, mas renovou a licença médica três dias depois. A licença termina amanhã (22), mas como a professora é reincidente, a secretaria vai mandar também um substituto como garantia.



Fonte: Rede Globo

Imagem: infográfico do crime

Clique na imagem para ver melhor:



Fonte: Jornal de Brasília de 21/08/08

Opinião: críticas sobre segurança

Mais para menos e menos para mais


Lamentavelmente a cidade figura mais uma vez nas manchetes das páginas policiais, após a dramática tentativa de assalto a uma drogaria, ocorrida ontem (20/08) na Av. Hélio Prates. Por várias horas o assaltante manteve reféns sob a mira de uma arma e terminou morto por policiais militares.

Só para relembrar: em 2002, os melhores índices de policial/número de habitantes eram os de Brasília e Lago Sul (um policial para cada 96 e 167 habitantes, respectivamente); da mesma forma que, ao reverso, os piores quocientes eram os de Ceilândia e São Sebastião (um policial para cada 537 e 476 habitantes, respectivamente).

Esta realidade, que provavelmente pouco se alterou de 2002 para cá, explica em parte a desenvoltura com que os criminosos agem na cidade, onde policiamento ostensivo preventivo é algo ainda quase inexistente. Em Ceilândia é possível percorrer vários quilômetros, de qualquer setor, sem avistar um único policial, a pé ou em viaturas.


Fonte: Ceilândia.com




Policiais sumiram


Simplesmente uma agressão a inteligência dos brasileiros, especialmente dos brasilienses - aliás é muito comum as autoridades demonstrarem, em entrevistas, que consideram os brasileiros destituídos de inteligência... aliás, as escolhas recentes para presidente da República e governador do DF, não me animam a dizer que tais políticos estão errados - a entrevista do administrador de Ceilândia sobre o sequestro ocorrido ontem (20/08/08) - que felizmente terminou com o meliante sendo abatido.

Disse aquela autoridade que não é necessário aumentar o policiamento nas ruas da Ceilândia e fundamentou sua absurda afirmação na alegação de que foi a presença de uma viatura da polícia que impediu a fuga do marginal (quando ainda era um assalto, que a chegada casual da polícia, 'promoveu' a sequestro);

Discordo, já que o fato é: coincidiu de uma viatura de PM estar passando em frente a drogaria com a saída do bandido da loja. Vendo a viatura o marginal se assustou e baixou a porta, chamando a atenção da PM.


A PM exagerou no número de policiais que deslocou para a área - 150 policiais militares; e o curioso é que apesar de predominância ser de policiais do BOPE e outras unidades especiais (aí também a PM agiu corretamente), o já escasso policiamento de Ceilândia nas ruas, sumiu.

Para onde foram as viaturas e policiais que têm a obrigação de policiar as ruas de Ceilândia?
'Assistir' a atuação do BOPE no sequestro na Drogaria Santa Marta?

Digo assistir, não com a intenção de debochar da PM - nada tenho contra a PMDF, sempre agem com eficiência... quando chegam a tempo... mas a razão do atraso comento adiante - e sim pelo fato de que se já havia no local da ocorrência mais de cem policiais de outras unidades, caberia a PM do 8º Batalhão, que faz o policiamento em Ceilândia, manter o policiamento nas ruas daquela cidade, mas foram todos para o centro - onde estava ocorrendo o sequestro. !!!

A razão de nem sempre, ou mesmo na maior parte das vezes, a PM não chegar a tempo de evitar o crime ou pelo menos prender os autores em flagrante é a escala absurda que é seguida por aquela corporação: o soldado PM que trabalha durante o dia, segue a escala de 12x36, o que significa dizer que para cada homem trabalhando, três estão de folga.

Em outras palavras: no efetivo de 800 homens de um batalhão, apenas 200 estão no policiamento e os outros 600 estão de folga.
Tem mais: quando o PM trabalha à noite, a escala é mais absurda, 12x60, o que significa dizer que para cada PM que trabalha à noite, tem 5 (cinco) de folga.

Assim não dá... assim não é possível..... Ou modificam essa escala, ou então faz concurso para, no mínimo, dobrar o efetivo policial do DF.

Senhor Administrador de Ceilândia: provavelmente o senhor tem em seu local de trabalho proteção da PM ou de vigilantes de empresa privada; mas, os comerciantes e toda a população da Ceilândia não possuem essa segurança. Sugiro que o senhor experimente, antes de voltar a falar o que disse anteriormente, dê uma volta pelo centro de Ceilândia, entre 18 às 20 hs e conte quantos PMs vai encontrar.


Fonte: Blog da União Nacional Republicana

Refém Desabafa

Caixa de drogaria conta como foram as horas como refém

Na oração, de mãos cruzadas. Foi assim que Regina Chaves, de 26 anos, encontrou força para suportar os mais terríveis momentos de toda a sua vida. Refém de um bandido que a manteve por cinco horas com um revólver apontado para a cabeça, a caixa da farmácia assaltada na manhã de quarta-feira (20/08) falou ao Correio, na manhã dessa quinta-feira (21/08). Frágil, com aparente cansaço, madrugada insone e voz trêmula, Regina contou, como se ainda estivesse anestesiada, vivendo o mesmo pesadelo: “Rezei o tempo inteiro”.

No meio do pânico, ela ainda teve forças para implorar ao homem que a ameaçava de morte: “Você também tem um filho”. Nesse momento, agitado, Roger do Arte, de 23 anos, foragido da Papuda, a deixou falar com o marido, o office-boy Clerisson Silva, de 36 anos. O marido já sabia do assalto e ligava insistente e desesperadamente para o celular da mulher. Em lágrimas, Regina lhe disse: “Fala pro Juan (o filho de 4 anos do casal) que eu amo ele”. A conversa durou 20 segundos. Na cabeça dela, um revólver calibre .38 pronto para ser disparado a qualquer momento. Um homem alucinado, sob efeito de medicamento, sem medo de perder mais nada, ameaça acabar com tudo. Era matar ou morrer.

Em cinco horas de horror, a maranhense de Dom Pedro viu um filme passar pela sua vida. Pensou no filho, no marido, nas poucas e batalhadas conquistas que havia tido na vida. Na luta que trava todos os dias para ser feliz. No emprego de caixa, até então, a maior vitória financeira que tivera. Regina pensou ainda em tudo que ainda poderia viver. Na manhã de ontem, na companhia do filho e do marido, um outro filme a atormentava. Provavelmente, essas imagens ainda ficarão por muito tempo na sua cabeça. Ou por todo o tempo: “Um filme fica passando pela cabeça da gente. Não consegui descansar nada. Eu tomei um medicamento justamente para dormir e não consegui”, ela disse, amparada pelo pai de seu filho.

No fundo da casa de um irmão, no P Norte, em Ceilândia — construção sem forro no teto, com paredes pintadas em tom pastel e móveis simples —, Regina recebe o aconchego da família. Só conseguiu alimentar-se com um pouco de caldo de carne. Não tem sentido fome. Ora o pensamento se perde. Ora os olhos divagam. No meio da conversa, ela pára de falar. Chora. O tormento ainda ronda a mulher que, ao chegar à farmácia onde trabalha há um ano e dois meses, foi surpreendida por uma violência inominável. Acuada, agredida e refém de um bandido ensandecido. Negociação. Tensão. Desespero. Ela sabia que podia morrer ali mesmo.

“O próximo será em mim”
O assaltante avisou: “Se eu não conseguir o que quero (um carro, colete à prova de balas e proteção pra fugir), faço o que deve ser feito, atiro em você e depois me mato”. Regina sabia que a qualquer momento tudo podia acabar. No auge do desespero, um disparo certeiro de um atirador de elite. O homem que a segurava pelo pescoço cai. Se esvai em sangue. E morre ali, agonizando em si mesmo. “Tive medo de morrer. Quando ouvi o barulho do tiro, pensei que fosse mais uma vez ele (o assaltante) atirando contra a parede. Ele tinha atirado duas vezes na loja. Aí, pensei: O próximo será em mim”, ela conta, com os olhos marejados e as mãos entrelaçadas às do marido. Levada para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC), Regina foi medicada. Estava, fisicamente, bem. Pressão arterial normal. Mas os médicos recomendaram que faça um tratamento com psicólogo.

Durante a entrevista, no momento em que se lembrou da rápida conversa que teve com o marido e pedia para ele dizer ao único filho que o amava, Regina chorou. Foram lágrimas de dor e de medo. Mas logo o marido a consolou. O filho, que estava do seu lado, também. Emocionado, Clerisson lembrou-se do exato momento em que reencontrou a mulher, já no hospital: “A gente se abraçou e ela me disse que só tinha a agradecer a Deus. E que ficaria comigo e com o Juan pra sempre, que a gente nunca mais se separaria”.

Agora, como ficará 30 dias afastada do trabalho, Regina e o marido pretendem viajar. “Ela precisa descansar um pouco. E só saindo um pouco daqui vai conseguir”, diz Clerisson, preocupado. Na volta, a caixa não retornará à farmácia. Deverá trabalhar em outro estabelecimento da mesma rede. O marido, confiante, acredita que a mulher vai ficar bem. “Ela tem muita fé em Deus e vai conseguir se recuperar.” Regina o abraça mais uma vez e silencia. Na manhã de quarta-feira, Regina fez tudo igual como faz há 14 meses. Acordou, tomou café, despediu-se do único filho e saiu para o trabalho. Chegou à farmácia às 7h. Só nunca imaginou que, minutos depois, fosse viver as piores e mais terríveis horas de sua vida. Depois do horror, Regina teve, abruptamente, a certeza da fragilidade da vida. E de como é tênue a linha que a separa da morte. Todos os dias.

CORREIO BRAZILIENSE

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Imagem: poderia ser em toda cidade

A rua onde mora a família da campeã olímpica Ketleyn Quadros está diferente. A operação tapa-buracos "finalmente" passou pelo conjunto, como você pode ver logo abaixo:



Seria interessante se o serviço fosse estendido a todos os conjuntos de Ceilândia. Depois de tanto tempo de espera, o cimento que a comunidade coloca já não está dando bons resultados...

Pânico na avenida JK



Uma a uma, as vítimas do seqüestro de Ceilândia acordavam do pesadelo e seguiam para a segurança de hospitais e viaturas. Em estado de choque, elas tentavam contar a policiais e familiares o que se passara dentro da farmácia. Por mais de cinco horas, a caixa Regina Chaves, 26 anos, ficou detida dentro da loja — ela permaneceu boa parte do tempo sob a mira da arma do seqüestrador. A mulher foi a última refém a deixar o local, logo após a morte do criminoso.

Ela chegou para trabalhar às 7h, como fazia havia 15 meses, desde que começou no emprego na Drogaria Santa Marta, localizada na QNM 18. Deixou o filho de 4 anos em casa, no Setor de Chácaras do P Norte, por volta das 6h30, e seguiu para mais um dia de serviço. Eram 8h40 quando o marido da vítima, o office- boy Clerisson Silva, 36 anos, ouviu de um colega que havia algo de errado no ponto comercial. Ele tentou falar com a mulher pelo celular diversas vezes, todas em vão.

Pouco tempo depois, ela conseguiu autorização do bandido para usar o telefone e falou com o marido por cerca de 20 segundos. “Liguei tanto que logo em seguida ela me retornou. Ela disse para eu abraçar nosso filho e lhe dizer que ela o amava e para que todos nós rezássemos. De repente, o bandido tirou o telefone dela”, comentou. O filho do casal passou o dia na casa do avô paterno e não sabia do seqüestro.

Clerisson acompanhou toda a ação da polícia no local do crime, mas só reencontrou Regina no hospital. Depois de conversar com a mulher, o office-boy contou à imprensa detalhes do drama vivido pela companheira. “Ela sofreu uma pressão muito grande, disse que pensou que nunca mais iria me ver, perguntou como estava o filho. Deu graças a Deus por estar viva para ver o filho”, revelou. Regina teve o pescoço ferido porque passou horas presa pelo braço do criminoso, em um movimento conhecido por gravata. Em choque, ela seguiu para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC), onde recebeu soro e calmantes até o fim da tarde. Segundo familiares de Regina, ela nunca havia sofrido um assalto nem passado por situação tão perigosa quanto a de ontem.

O bandido teria pedido à vendedora que ligasse para a avó, a irmã e a namorada dele, mas estava muito nervoso e não se lembrava dos números completos. “A intenção dele era sair com os dois (reféns) no carro, o rapaz ao volante e ele e a Regina no banco traseiro. Ele disse que se fosse para se entregar, preferia matar os dois e se suicidar”, afirmou Clerisson. Regina deixou o HRC às 17h30 na companhia do marido, um irmão e conhecidos. Caminhando com a ajuda dos parentes, ela estava visivelmente abalada. Só conseguiu dizer que estava nervosa e queria ver o filho.

No início do assalto, o gerente da drogaria e seis funcionários foram feitos de reféns. Por volta das 8h, os empregados começaram a ser liberados. O primeiro a deixar o estabelecimento foi o balconista José Ivaldo Valadares da Silva, 39 anos. O seqüestrador ordenou que ele levantasse uma das portas da loja para começar o diálogo com os negociadores. Enquanto ele subia a porta, um policial o puxou para fora. “Acho que ele esqueceu de mim”, disse.

Surpresa
O gerente da loja, Silas Almeida da Silva, 22 anos, abriu a porta da farmácia às 7h25 e reparou que Roger já estava do lado de fora. O bandido exigiu carteiras, o dinheiro do caixa, celulares e a tela do computador. “Começou essa negociação toda e ele foi liberando a gente aos poucos. Fui liberado porque ele precisava de um motorista e não sabia dirigir. Quando saí para pegar o carro, os policiais não deixaram eu voltar mais. Agora é superar o trauma e ficar mais atento. A gente nunca sabe o que pode acontecer. Graças a Deus, deu tudo certo”, lembrou o rapaz.




A atendente Desiré Cristina Aleixo Nunes, 23, saiu após o início da negociação. Ela ficou muito nervosa, passou mal e foi levada ao HRC, recebeu atendimento médico e seguiu para casa. O subgerente Nielson Rodrigo Rêgo Marques, 23, é o dono do Celta prata que seria usado na fuga do bandido. Ele chegou para trabalhar depois que os colegas já estavam sob a ameaça de Roger. “Eu fui o último a chegar na loja. A porta estava a meio palmo do chão. Eu levantei e, quando entrei, o rapaz disse: ‘Pode entrar também que é um assalto aqui’. Os outros já estavam rendidos e ele tentava retirar o monitor do computador”, lembrou.



O office-boy Alex Lopes Lisboa, 18, foi obrigado a ficar com o seqüestrador até o fim, assim como Regina. Ele seria o responsável por dirigir o carro na fuga e chegou a manobrar o veículo em frente à loja. Os funcionários liberados durante a ação assistiram ao desenrolar do seqüestro dentro de uma viatura do Bope e comemoraram no fim da operação.




Assista aos vídeos:

CorreioWeb/Tv Brasília aqui e aqui

Rede Record aqui e aqui

ClicaTv aqui e aqui





O crime não é muito comum no Distrito Federal, ainda mais quando o bandido mantém reféns e não quer se entregar. Fato este que poderia ser praticado em qualquer outra cidade do Distrito Federal. Segundo a comunidade, mais policiais são necessários; já a própria polícia diz que o número que atende a cidade de Ceilândia já é bem satisfatório.

Fonte: Correio Braziliense (aqui e aqui), Rede Record, Jornal de Brasília, Rede Globo (aqui, aqui e aqui), Tribuna do Brasil, Blog Correio Braziliense, Jornal Coletivo, Jornal Local e Band Cidade de 20/08/08

Candidato é assassinado

Candidato a vereador em Águas Lindas de Goiás, José Venceslau da Costa (PP), conhecido como Irmão Venceslau, foi assassinado na noite dessa quarta-feira (20/08) quando acompanhava o primeiro comício de Geraldo Messias (PP) que disputa a prefeitura do município no Entorno do Distrito Federal. Até o fechamento desta edição, o criminoso não havia sido identificado pela Polícia Civil de Goiás. O candidato levou pelo menos um tiro na cabeça em meio a cerca de três mil pessoas que acompanhavam os discursos políticos.

O disparo ocorreu quando Geraldo Messias terminava de falar, tocava o jingle da campanha e os fogos de artifício começavam a estourar. Um homem atirou e fugiu numa moto, segundo relato de testemunhas. O crime foi presenciado pelo deputado federal Leonardo Vilela (PSDB-GO), pelo administrador de Taguatinga, Benedito Domingos, que é presidente regional do PP-DF, e por assessores do governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP). “Pensei que a bala era para mim. Vinha na minha direção”, afirma Messias. O candidato afirma que anda com quatro seguranças desde que sua casa, em Águas Lindas, foi invadida há dois meses por homens armados. Ninguém se feriu.

Venceslau disputava a eleição à Câmara Municipal pela segunda vez, de acordo com Messias. Era pedreiro e estava acompanhado da família, mulher e quatro filhos — um dos quais portador de necessidades especiais. Ele participou da organização do comício num bairro chamado Cidade do Entorno. “Era um homem sereno, evangélico”, descreve o candidato. Benedito Domingos conta ter ficado muito assustado. “Não havia um carro da polícia. Não é possível fazermos campanha sem proteção. A Força Nacional de Segurança deveria acompanhar as eleições no Entorno”, acredita.




Não é o primeiro crime envolvendo políticos nos municípios vizinhos. Em 2004, o atual prefeito de Valparaíso, José Valdécio (PTB), sofreu um atentado durante a campanha eleitoral. Ele levou cinco tiros. Há oito anos, o líder comunitário João Elísio foi assassinado em Águas Lindas. Ele era considerado um potencial candidato à prefeitura, mas morreu porque supostamente denunciava a existência de um grupo de extermínio na região. O assassinato de João Elísio mexeu com o processo eleitoral. Em Águas Lindas, nas eleições de 2000, ninguém subia em carro de som para fazer discursos sem coletes à prova de balas.

O corpo de Venceslau na noite de ontem seria levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Luziânia (GO), já que em Águas Lindas não há esse tipo de serviço. Ferido e agonizando depois dos disparos, o candidato a vereador foi atendido num posto médico sem muita estrutura. Já chegou em situação bastante debilitada e não resistiu. A polícia começou ontem mesmo a ouvir testemunhas que acompanhavam o comício.


Fonte: Correio Braziliense e ClicaBrasília

Nova matéria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou projeto de lei, aprovado pela Câmara, que torna obrigatório o ensino de música dentro da área de artes em todas as escolas do Brasil a partir de 2009. A Casa Civil informou que Lula vetou o artigo que previa que os professores tivessem formação específica na área. O Ministério da Educação é favorável à proposta, seguindo as orientações curriculares para a educação básica.

Fonte: Jornal Coletivo

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Medo em Ceilândia Centro



Após cinco horas de negociação, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) invadiu a farmácia onde um homem, de 25 anos, fazia duas pessoas reféns. De acordo com informações dos agentes, o seqüestrador Francenildo Pereira dos Santos foi morto. As vítimas não ficaram feridas.

A caixa do estabelecimento, identificada como Regina Chaves, de 20 anos, e o motoboy, Alex Lisboa, de 19, já foram levados ao hospital.

Ainda segundo os agentes, o criminoso, que era morador de Águas Lindas de Goiás, tentou assaltar a drogaria Santa Marta, na QNM 18, por volta das 7h30, quando os funcionários abriram a loja. Uma testemunha, que viu o assaltante entrar na farmácia, ligou para a polícia.

Sete pessoas foram feitas reféns. Por volta das 8h30, cinco foram soltas.

Durante as negociações, o bandido pediu para que os agentes chamassem um advogado e sua avó. Ela não apareceu, porém um outro parente, não identificado, tentou negociar junto aos policiais.

Segundo a polícia, o criminoso recusou um colete a prova de balas. O bandido teria ainda tomado cinco comprimidos do remédio estimulante Rophynol.

Cerca de 150 policiais militares, além de policias do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e oficiais do Corpo de Bombeiros, participaram da ação.

O trânsito na Avenida Hélio Prates, no centro de Ceilândia, continua bloqueado pela polícia. Três quarteirões da área estão isolados e o comércio próximo ao local está fechado.





A Rede Record divulgou que o rapaz tinha 21 anos e que era morador de Águas Lindas-GO. Segundo um rapaz, que se dizia primo do criminoso, ele tentou se aproximar do familiar para tentar evitar a morte de alguma pessoa e acabou sendo impedido por policiais...
A pouco foi descoberto que nome verdadeiro do bandido era Roger Duarte.


Mais notícias em breve.

Fonte: ClicaBrasília , Rede Record, Rede Globo e Correio Braziliense aqui, aqui e aqui

Opinião: Não somos burros!

No dia 27 de janeiro este site publicou nota que falava do problema de monumentos e prédios públicos do DF aviltados por maus administradores que resolvem utilizá-los como suporte para propaganda política subliminar ou simplesmente para dar vazão ao próprio mau gosto.

Pois parece que eles não se emendam: o blog 100% Ceilândia (um excelente clipping das principais matérias veiculadas sobre a cidade), mostra que a caixa d’água, adotada historicamente pela população como símbolo de Ceilândia, e que precisava de pintura nova, mais uma vez foi vítima dessa gente. Algum puxa-saco mais puxa-saco que os outros resolveu imitar a turma da era Roriz e insultar novamente a inteligência dos ceilandenses, dessa vez pintando o reservatório de verde e branco, cores associadas ao atual governador do DF.

A Associação Comercial ainda por cima comemora e alardeia que a pintura foi feita pela Caesb atendendo a pedido dos empresários da cidade. Fossem eles um pouquinho mais generosos, não teriam pedido nada. Coçariam o bolso, se cotizariam e bancariam eles próprios a pintura. Teriam livrado a cidade desse vexame. Consta que foi isto que ocorreu em 1997, quando a caixa d’água foi pintada pela primeira vez, toda na cor branca. Ficou belíssima (veja a foto no site, logo abaixo) e não há notícia de nenhuma empresa que tenha falido por contribuir.

Mas o ponto aqui é outro: não se deve brincar com símbolos. Nos duros tempos da fundação de Ceilândia, quando água era artigo de luxo, disputado a tapas, a inauguração deste reservatório representou uma grande vitória e um grande alívio para todos. Daí sua força simbólica permanecer até hoje, embora não seja exclusiva da cidade (há uma igual em Taguatinga Sul). Assim como seria inadmissível pintar as colunas do Palácio da Alvorada ou modificá-lo ao gosto do morador da vez (dona Marisa Letícia e sua estrela do PT no jardim que o digam), também não é aceitável fazê-lo à nossa caixa d’água, apenas porque ela está vinculada ao universo de uma população economicamente menos favorecida e não foi tombada por nenhuma UNESCO da vida. Soa desrespeitoso.

Como Arruda não é nenhum Roriz, merece o benefício da dúvida: é pouco provável que ele soubesse ou aprovasse essa cafonice, típica de prefeito de cidade do interior. Isto cheira mais a coisa de funcionário de quarto escalão querendo agradar o chefe.

De todo modo, só teremos certeza disso se ele ordenar que a caixa volte ao seu branco original e politicamente neutro.

Para quem se dispuser a pensar grande, há outra possibilidade: respeitados eventuais impedimentos técnicos, o ideal seria que a caixa recebesse revestimento permanente nessa cor, para evitar novas agressões no futuro. Poderia ser revestida com mármore (alô, ACIC!) ou outro material mais barato, porém igualmente durável e de fácil manutenção. Melhor ainda se fosse presenteada com um projeto de iluminação profissional e moderno, que a realçasse também à noite, destacando-a na paisagem do centro da cidade. Transformar-se-ia verdadeiramente no cartão-postal de Ceilândia.

Com isto Arruda daria aos ceilandenses uma inestimável prova de apreço e sinalizaria que sua administração não é provinciana como a de seu antecessor.

E que nem todos os políticos são iguais.




Veja o link do 100% Ceilândia aqui.

Fonte: Ceilândia.com