sábado, 14 de junho de 2008

Terreno abandonado

A área é bem localizada: ao lado do Sesc Ceilândia, na QNN 27, e vizinha ao campus da faculdade AD1 em Ceilândia Norte. O imenso terreno, que poderia servir para funcionamento de qualquer estabelecimento comercial, é na verdade uma área abandonada e redutos da marginalização. No local funcionava o Ceilândia Esporte Clube, que foi à falência há aproximadamente 10 anos. Hoje, nas três piscinas que restaram do extinto clube, água de chuva suja, propício para proliferação do mosquito da dengue, muito mato, lixo e entulho.

As pichações nos muros denunciam o abandono. Mas a principal reclamação dos vizinhos do local é a quantidade de marginais que usam o local para fazer uso de drogas. A situação é tão absurda que os usuários de drogas vão lá, em plena luz do dia, para usar entorpecentes. "Sempre tem coisas assustadoras nessa área. Até pessoas mortas já foram encontradas aí dentro", disse um vizinho.

A área que foi recentemente vendida para uma construtora da cidade tem até vigias, mas não inibem a atuação dos marginais. Um dos vigias, que estava na área ontem, disse que não tem como eles evitarem o uso e tráfico de drogas. "Estamos aqui apenas para evitar que a área seja invadida e não para conter os marginais. Não temos o que fazer", esquivou-se um dos vigilantes, que não quis se identificar.

A situação é tão grave, de acordo com informações, que vigias presenciam sempre, e em plena luz do dia, os usuários com drogas. Eles alertam o perigo até mesmo para a equipe de reportagem da Tribuna do Brasil permanecer na área. Mesmo durante o dia. "Não aconselho vocês a entrarem lá. Os marginais não gostam que a gente entre lá. Até mesmo a gente tem medo de entrar naquele lugar", disse um dos vigias, falando de uma sauna que existia no clube.

O ambiente abandonado parece de filme de terror. Cobertores revelam que pessoas usam o local para dormir durante à noite. Muita sujeira, resto de drogas e latas de cerveja e mau cheiro. Duas latas de merla, ainda com resíduos, entregaram que pessoas haviam usado a drogas horas antes no local. Outro vigia, mais corajoso, convidou a equipe para visitar a área à noite. "A noite é que a coisa fica pior. Vocês deveriam vir aqui mais tarde. Só não aconselho a trazer equipamento de filmagem, eles não gostam", alertou.

Paulo dos Reis tem um comércio vizinho ao local. Ele reclama que o abandono atrapalha vizinhança. As piscinas cheias de água parada é, para ele, o descaso da administração. "Ontem mesmo uma moça que estava vindo da faculdade foi assaltada aí em frente. Eles têm que fazer alguma coisa para acabar a situação. Tem muito mosquito, muito bandido, muita gente usando drogas.", desabafou. Ele diz que o desejo é que a área seja regularizada ou até mesmo que alguém tome conta da área.

Procurados, os responsáveis pela MB Engenharia, a nova proprietária da área, não foram encontrados para comentar sobre o assunto.


Fonte: Tribuna do Brasil

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Agora é vencer ou vencer!

JUNIORES

Se o time de juniores do Ceilândia quiser participar do quadrangular do Campeonato Brasiliense de Futebol, terá que vencer o seu último adversário da primeira fase do campeonato. Esperamos que não se repita o vexame ocorrido com o time principal que aconteceu no Candangão 2008 contra também o time do Brazlândia.

Na última quarta-feira o time ceilandense foi goleado pelo Unaí/Itapuã em Minas Gerais. Placar: Unaí 6 x Ceilândia 0. Derrota feia, hein?!

Veja quando será a próxima partida (última) (7ª rodada):

Ceilândia x Brazlândia - 14/06/08 - sábado - as 15h30 - Abadião.


FEMININO

A equipe do Apollo 4 também terá que vencer se quiser participar das semifinais do Campeonato Brasiliense de Futebol Feminino. Lembrando que 6 times estão na disputa das 4 vagas para o quadrangular final. Qualquer tropeço é sinal de final de competição. Esta será a última rodada da primeira fase (9ª rodada).


River Playt x Apollo 4 - 15/06/08 - domingo - 11h00 - Adonir Guimarães


Já o Guarany não tem mais chances (e ainda complicou a vida do Apollo 4 no último clássico de domingo) mas luta pra sair das últimas posições do Candangão.

Guarany x Paranoá - 15/06/08 - domingo - 10h00 - Abadião

Fonte: Federação Brasiliense de Futebol, Esporte Candango e Futebol de Campo Feminino

Ceilândia em Evidência

Na última quarta-feira, o Centro de Ensino Médio 04 (o Centrão), espaço que irá abrigar provisoriamente a UnB, em Ceilândia, deu início ao seminário Ceilândia em Evidência, evento que se estende por três dia e que terá como temática a amostra do que a cidade tem de melhor, sua história, sua cultura, sua gente, sua economia e sua importância para o desenvolvimento do DF.

A abertura dos trabalhos foi feita pelo diretor do CEM 04, professor Nilson Couto Magalhães, pela coordenadora do evento professora Ana Cristina, tendo como convidado especial um ex aluno do CEM 03, e hoje secretário geral da ACIC, Clemilton Saraiva, que proferiu palestra aos alunos cujo tema foi: Ceilândia – Novos Rumos, Novos Tempos.

Em seguida houve apresentação dos repentistas Chico de Assis e Donzito, convidados da professora Eliceuda.


Fonte: ACIC-DF

Descaso com escola

O vídeo a seguir relata o descaso sofrido por alunos do Centro de Ensino Médio 03 - CEM 03. Problemas de pichações, falta de segurança, de manutenção... A escola foi inaugurada em 1971 e até hoje não passou por nenhuma grande reforma.

CorreioWeb/TV Brasília

Fonte: Jornal Local de 12/06/08

Orientação

Na sala de aula, em vez de alunos, diretores de todas as escolas públicas de Ceilândia. Nessa quarta-feira (11), policiais militares orientaram os professores a como agir em casos de violência e garantiram: os colégios são lugares seguros.

“É claro que fora da escola pode acontecer. Acontece roubo a pedestre, furtos. Mas são fatos isolados. Dentro da escola eu posso garantir que está tranqüilo”, disse o delegado Adval Cardoso de Matos.

“Existem alguns casos de violência pontuais, chatos, graves, constrangedores. Mas estamos falando de uma maneira geral e, nós da policia, percebemos que está tudo sob controle”, acrescentou o secretário de Segurança, coronel Oliveira Ramos.

Pelas contas do governo, das 84 escolas de Ceilândia cinco são consideradas inseguras. É o caso do Centro Educacional Nº 7, na QNN 13. As aulas de educação física são dadas em quadras que ficam numa área externa e os estudantes contam que é comum encontrar usuários de drogas no local.

“Já vi meninos usando cocaína e maconha, num canto da quadra. Eles até me chamaram, mas eu não fui”, revela um aluno. “A gente finge que não vê porque tem medo que aconteça alguma coisa com os estudantes”, admite outra aluna.

As estatísticas do governo são contestadas pelo diretor do Sindicato dos Professores, Antônio Lisboa: “O problema não acontece só em cinco escolas de Ceilândia, nem acontece só em Ceilândia. Acontece em todo o Distrito Federal. Muitas vezes, a violência não é denunciada porque as pessoas têm medo de denunciar ou entendem que essa questão, da violência no ambiente escolar, tem que ir além da repressão”.

A falta de segurança nas escolas ficou evidente no último dia 29, quando o professor Valério Mariano foi espancado por um ex-aluno. A diretora da regional admite que muitos professores não registram ocorrência policial e que se essa prática for estimulada, os problemas devem aparecer mais nas estatísticas.

“Está faltando orientação e está faltando o desejo do professor de entrar em contato com autoridades competentes”, diz a diretora da Regional de Ensino de Ceilândia, Ana de Fátima Dias Henriques.



Os encontros dos policiais militares com os diretores de escolas públicas vão se repetir em outras cidades do DF, até o fim do ano.


Fonte: Rede Globo

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Antigo CEC?

Seria este o antigo Ceilândia Esporte Clube?
O novo shopping?
O tempo dirá...



Fonte: SkyscraperCity

Falta 1 mês

E até agora o empresário Paulo Octávio não se manifestou se vai mesmo cumprir o prometido. Só faltam 30 dias para que o compromisso que ele assumiu com a comunidade de Ceilândia, se torne realidade e faça o lançamento da pedra fundamental de construção do D Ceilândia Shopping.

Fonte: ACIC-DF

Imagem: começa 2ª Olimpíadas da Cidade

A cerimônia de abertura foi ontem (11/06/08) no CAVE, Guará.



Fonte: Correio Braziliense de 12/06/08

Abandono

O mato cresce no meio do cimento e expõe o abandono da área de lazer da QNM 20, em Ceilândia Norte. A quadra não é mais usada para a prática de esporte. No parquinho nem dá pra saber que serventias já tiveram os brinquedos. Tudo está enferrujado. “Criança nenhuma brinca no local. Elas ficam dentro da escola, onde o espaço é pequeno”, comenta a comerciante Edilamar Rodrigues.

Os alunos da Escola Classe Nº 12 também usavam a área. Mas, agora, aula de educação física só dentro do colégio. A comunidade já fez um abaixo-assinado pedindo providências à Administração de Ceilândia. “A administração explicou que o contrato com as máquinas e com os homens que poderiam fazer a obra foi encerrado”, informa a dona-de-casa Miriam Soares.

A Secretaria de Educação admite que é responsável pela área, mas só pode fazer as obras se a direção da escola solicitar. “Já tivemos uma audiência com o administrador e enviamos os ofícios pedindo a manutenção. A obra já começou, mas foi interrompida por causa da licitação que, infelizmente, foi cancelada. Prometeram arrumar a parte da calçada este ano, mas a quadra só estará pronta no ano que vem”, afirma a diretora da Escola Classe Nº 12, Carla dos Santos.


Fonte: Rede Globo

Venda de aves ameaçada

O cliente observa as galinhas que cacarejam atrás das grades. Ele aponta a escolhida e o comerciante abre a gaiola, pega o animal pelas patas e o entrega a um funcionário. Enquanto o vendedor e o comprador tratam do negócio, a ave é levada para um abatedouro nos fundos do comércio e volta embalada, pronta para ser consumida. Esse tipo de comércio é rotina em boxes distribuídos por várias feiras do Distrito Federal, mas está ameaçado.

O Sindicato dos Feirantes do DF (Sindifeira) recebeu uma notificação informando que a venda de aves vivas para consumo, nos moldes como ocorre hoje, está proibida. Quem não se adequar às novas regras será advertido e corre o risco de ter o comércio interditado, os animais apreendidos, arcar com multa de R$ 500 a R$ 2 mil e até mesmo ser preso. A notificação é o resultado de uma cobrança do Ministério Público local para que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) se manifestasse a respeito dos maus-tratos sofridos por animais em feiras. Isso levou a uma reunião em abril, com administrações regionais e órgãos do governo, onde a decisão de reformular o negócio foi tomada.

“A situação não pode continuar do jeito que se encontra hoje, com aves amontoadas em gaiolas e sendo abatidas de forma cruel”, apontou o analista ambiental e fiscal do Ibama, Anderson do Valle. “Os comerciantes têm costume de deixar os bichos sem comida ou água por dias e ainda os matam sem amortecer seus sofrimentos, como está na lei. Além disso, as vísceras e o sangue dos animais são jogados em lixos comuns ou abandonados. A carne também é vendida sem nenhum registro, o que é um crime de saúde pública”, explicou.

O diretor administrativo do Sindifeira, Marques Célio Rodrigues de Almeida, afirma que o segmento entrou em acordo com o Ibama no fim de 2006. “Pode ter uma exceção ou outra, mas temos seguido o que foi acertado. As aves são mortas com um golpe rápido na garganta, sem dor, e todos os restos mortais são tratados de forma higiênica”, garantiu. Segundo ele, os feirantes não foram consultados sobre a mudança e o fim do comércio de aves causará problemas para comerciantes e produtores. “Acho um absurdo acabar com esse tipo de comércio, que é realizado há séculos”, defendeu o ex-deputado distrital e presidente do PT-DF, Chico Vigilante, que tem apoiado os feirantes.

Apreensão
O analista ambiental do Ibama destacou que o segmento trabalha na clandestinidade. “Eles podem continuar a vender galinha caipira, desde que os animais sejam registrados e sacrificados em abatedouros credenciados no Ministério da Agricultura, com acompanhamento de fiscais”, acrescentou Anderson do Valle. A fiscalização dos boxes será realizada por agentes de órgãos de Vigilância Sanitária e do Ibama. Uma nova reunião, ainda sem data marcada, determinará o início das visitas das equipes às feiras.

O subsecretário de Defesa e Vigilância Sanitária do DF, Lucas Valim Orrú, reforçou que a finalidade da medida é garantir aos consumidores uma condição higiênico-sanitária que permita a compra de um produto com qualidade e seguro. “Do jeito que é hoje, o cliente tem condições de ver que o animal está vivo, mas não tem como saber se ele está bem ou não. Isso pode provocar problemas ao consumidor, como diarréia ou salmonela”, afirmou.

A notícia do fim do comércio de aves vivas deixou os feirantes apreensivos. Um casal que trabalha com esse serviço na Feira da Guariroba (Ceilândia) teme o desemprego. “Fazemos isso a mais de 30 anos. Não temos condição de trabalhar com outra coisa”, lamentou a feirante Antônia Lopes, 64. “Se acontecer, o jeito vai ser procurar outra coisa”, resumiu o marido dela, Ângelo Francisco da Silva, 66.

Segundo o abatedor de aves Joelino Santana da Silva, 38, a Feira da Guariroba perderia a maior parte dos clientes sem o serviço. “Vendemos em média 3,5 mil aves por semana. Seguimos padrões para garantir ao consumidor um produto de qualidade. Os animais são alimentados e têm água. As gaiolas são do tamanho estabelecido pelo Ibama e as mortes ocorrem da forma mais indolor e higiênica possível”, defendeu.



Veja o vídeo:

CorreioWeb/TV Brasília

Vale lembrar que Ceilândia é uma das cidades que tem mais feiras no Distrito Federal.

Fonte: Correio Braziliense