terça-feira, 7 de junho de 2011

Conselho tutelar pode ser despejado

Cerca de dez conselheiros tutelares fazem, desde a manhã desta segunda-feira (6), uma vigília dentro do prédio que era sede do conselho Ceilândia Sul, na QNN 17. Por falta de pagamento de aluguel, uma ordem judicial determinou a desocupação do local neste domingo (5).

Os conselheiros, que passaram a madrugada no prédio e não planejam sair do local sem uma negociação satisfatória, querem chamar atenção para a falta de estrutura nos conselhos. “Vamos manter a vigília em prol da estrutura dos conselhos do DF. O movimento também é pela reestruturação e regulamentação da função do conselheiro tutelar”, afirmou Domingos Francisco Sousa Barbosa, do conselho que atende a comunidade de Ceilândia Sul.

O conselho tutelar de Ceilândia, calcula Domingos Barbosa, atende a cerca de 25 famílias diariamente. Entre os casos que chegam ao órgão estão denúncias de abuso sexual e agressão física, além de pedidos de vagas em creche e acompanhamento psicológico. “São casos sérios, serviços essenciais que não podem sofrer descontinuidade”, alegou o conselheiro.

De acordo com Barbosa, é responsabilidade do governo pagar os R$ 3.337 do aluguel da sala onde funcionava o conselho de Ceilândia Sul. Segundo ele, 11 meses de atraso teriam feito o proprietário pedir a devolução do imóvel.

A assessoria da Secretaria da Criança do Distrito Federal alegou que a falta de pagamento foi iniciada no governo passado e que apresentou ao conselho tutelar de Ceilândia a opção de mudança provisória para o Centro Cultural de Ceilândia. Os conselheiros por sua vez, alegam que o local que lhes foi oferecido serviria apenas para receber móveis e equipamentos, sem condições de atendimento à população.

O secretário da Criança, Dioclécio Campos, informou que a secretaria fez um diagnostico de todos os conselhos tutelares do Distrito Federal. O documento será entregue ao governador ainda esta semana com medidas emergenciais que devem ser tomadas para garantir o funcionamento dos órgãos, inclusive com a contratação de três auxiliares administrativos para cada conselho. Atualmente o DF tem 33 conselhos tutelares.


domingo, 5 de junho de 2011

Apagão em parte do DF

o menos cinco cidades do DF sofrem com queda de luz desde as 11h. Estão no escuro Núcleo Bandeirante, Ceilândia Sul e Park Way. Segundo a Companhia Energética de Brasília (CEB), Taguatinga também sofreu com queda de energia, mas o serviço já foi restabelecido. Ainda há relatos de moradores de que Samabaia também está sem luz desde as 11h, mas a CEB não confirmou o problema. Segundo a companhia, a queda foi causada por um problema na usina de Furnas, de origem desconhecida.

A assessoria de Furnas reconheceu que houve um problema nas subestações que alimentam Ceilândia e Taguatinga. Em Ceilândia a energia foi restabelecida por volta das 17h00.


sábado, 4 de junho de 2011

Vídeo: Roleiros

Vídeo premiado mostra como frequentadores da Feira do Rolo de Ceilândia resgataram o escambo como alternativa econômica. Fica a dúvida: um caso de polícia ou questão de sobrevivência?


Roleiros from Guilherme Bacalhao on Vimeo.



O vídeo foi gravado quando a feira funcionava em Ceilândia Sul e Ceilândia Norte. Hoje, ela funciona no Setor "O" e continua sofrendo intervenções frequentes da polícia militar e da fiscalização da Agefis.


Fonte: Guilherme Bacalhão

Morrer esperando uma casa...

Em fevereiro de 2009, quando chegou à primeira posição da lista, Edson deu entrevista ao Correio e demonstrou grande expectativa quanto à realização do sonho de ter um lote para a sua família. “Agora, me sinto realizado. É bom saber que vou chegar ao fim da minha vida com a casa própria”, disse. À época, os responsáveis pela gestão da área habitacional do governo anunciaram que os primeiros da fila ganhariam um lote em menos de dois meses. Havia ofertas em Samambaia, Riacho Fundo e em Santa Maria. Mas Edson morreu 10 meses depois, sem receber sequer um telefonema.

Apesar de a legislação determinar que idosos e pessoas com mais tempo de Brasília tenham prioridade, as regras não ajudaram a família Pereira. Edson fez a inscrição na antiga Sociedade de Habitação de Interesse Social (Shis) em 1970, pouco depois de se casar com Celica Maria. Tiveram seis filhos e, até hoje, nenhum deles conseguiu comprar uma casa própria. A viúva mora na casa de uma irmã no Setor M Norte de Ceilândia, na companhia de quatro filhos e três netos.

“Quando fizemos a inscrição, o número dele era 607. Tinha pouca gente na fila. Quando ele morreu, eram mais de 350 mil pessoas na lista de espera. E ele ainda estava lá”, conta a viúva. Logo depois do casamento, Edson e a mulher moraram na casa da mãe de Celica, no Guará. Com o crescimento da família, alugaram um imóvel em Taguatinga e depois se mudaram para o Cruzeiro. Com o aperto financeiro, foram viver na casa da irmã de Celica.



A morosidade no processo de avaliação da inscrição de Edson Pereira da Silva é motivo de revolta para a filha mais nova do técnico em eletrônica, Aneliana Cristina da Silva, 33 anos. A vendedora lembra que o pai se surpreendia sempre que ouvia falar de um conhecido que ganhara um terreno. “Ele ficava chateado quando via gente com menos de cinco anos de Brasília receber um lote. Mas nunca perdia as esperanças. Até o fim da vida, ele estava otimista em ser beneficiado. O que nos revolta é que ele foi usado até para propagandas políticas do governo passado e posava como o primeiro da lista. Mas não levou nada”, lamenta Aneliana.

Depois da morte do pai, a vendedora foi três vezes à Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF para buscar informações sobre o processo. A família tem esperanças de conseguir reativar o cadastro de seu Edson para tentar beneficiar a viúva, que sobrevive hoje apenas com o auxílio a idosos. “Para ele, tanto fazia se fosse casa ou apartamento, se fosse em Ceilândia, no Recanto das Emas ou em São Sebastião. Meu pai só queria realizar o sonho da casa própria, mas tiraram isso dele”, revolta-se Aneliana Cristina.

O presidente da Codhab, Edson Machado, diz que a legislação garante o direito dos herdeiros, desde que o processo de venda ou entrega do lote já tenha sido aberto. “Quando há uma convocação prévia, os herdeiros têm direito de sucessão. Se a pessoa simplesmente estava inscrita, mas nunca foi chamada, o cadastro é encerrado automaticamente com a morte”, explica. Como seu Edson não chegou a assinar nenhum documento, em tese, dona Celica e os filhos terão que fazer um novo cadastro no programa habitacional do governo. “É muito difícil entender como uma pessoa com pontuação tão alta não foi chamada. Estamos trabalhando para mudar essa política e evitar que situações como essa ocorram novamente”, acrescenta Machado.


Para ler na íntegra, visite o site da fonte.


Opinião: Crises e relâmpagos

Greve relâmpago de motoristas por reajuste salarial, protestos de populares em função de paralisação dos ônibus, cooperativas de transportes que não pagam empregados, luta dos proprietários de ônibus por reajuste de tarifas, linha verde com corredor de ônibus inativo, VLT com obras paralisadas, volta de transporte pirata, ônibus em péssimas condições rodando e metrô lotado são elementos que fazem parte da realidade do transporte coletivo no Distrito Federal.

O governo do Distrito Federal, precisa urgentemente vir a público apresentar a população de um plano de transporte que contemple ações de curto e médio prazo com vistas a propiciar a população um modelo de transporte coletivo de qualidade e que integre as diversas alternativas de transporte de massa.

O cidadão do DF já não tem mais paciência para esperar. Revisitar as já esgotadas alternativas de transporte que dispomos é urgente. Mudar, em conjunto com o governo federal, o horário de trabalho de diversas categorias de trabalhadores, para desafogar e redistribuir o fluxo de carros nas vias; dar prosseguimento e acelerar o projeto do Brasília Integrada; desconcentrar a gestão do GDF com a construção de um centro administrativo, por meio de parceria público privada, ao lado da estação centro metropolitano do metrô em Taguatinga, para abrigar órgãos de atendimento á população; implantar o VLT na W3 e o VLP sentido Gama; construir corredor de ônibus na via hélio Prates(Taguatinga – Ceilândia); construir o túnel subterrâneo( centro de Taguatinga – sentido Ceilândia); Levar o metrô ao terminal de ônibus do setor O em Ceilândia, objetivando a integração com o transporte de passageiros de Águas Lindas.

Utilizar ainda os trilhos da rede de trens que vem de Valparaizo, para transporte de passageiros, dentre outras ações, são medidas que fazem parte de um conjunto de expectativas que a população do DF deseja e espera que o governo e a CLDF, se movam e dialoguem no sentido de sair da já perceptível inércia no que tange a garantia dos meios que viabilizem e garantam o ir e vir de todos, sejam eles por meios de transporte público ou privado.


O portal Ceilândia.com também dá sugestões para melhorias no urbanismo da cidade. Visite o link clicando aqui.


Fonte: Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ceilândia - ACIC-DF, por email

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ginásio ainda não foi entregue

Apesar de ter sido inaugurado em dezembro de 2010, o ginásio de esportes de Ceilândia ainda não foi entregue à comunidade. Orçadas em quase R$ 2,3 milhões, as obras são fruto de parceria entre os governos federal e distrital e não foram concluídas.

A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) informou que ainda falta terminar estacionamentos e calçadas. De acordo com o Ministério do Esporte, também falta parte das instalações de prevenção e combate a incêndio, além de arremates.

O gerente de Esportes da Administração Regional de Ceilândia, Fausto Rocha, disse que há grande demanda de uso do espaço. “Toda semana as pessoas ligam querendo utilizar, tanto para atividades esportivas quanto culturais”, afirmou.

Segundo Rocha, há um estacionamento de brita, mas a empresa responsável pelas obras alega não ser possível liberar o ginásio sem a finalização do estacionamento interno. A construtora teria, após acordo no início do ano, se comprometido a entregar o espaço em abril, o que não aconteceu. “Ainda estamos sem previsão”, disse Rocha.

Segundo a Novacap, o atraso no processo se deve à medida da Secretaria de Transparência, no início do mandato de Agnelo Queiroz (PT), de suspender os contratos para auditorias. Para finalizar as obras, a companhia solicitou à Caixa cerca de R$ 180 mil.

De acordo com a Secretaria de Obras, o banco apontou a necessidade de apresentação de alguns documentos para a continuidade do processo, que devem ser entregues na próxima semana.


Fonte: Rede Globo

Opinião: Cedendo e perdendo...

Aos moradores da QNR que saíram às ruas para impedir a construção de um cemitério na porta de suas casas, os parabéns e um alerta: a primeira vez que escrevi sobre o assunto foi em 2008. De lá para cá, se algum político da cidade tratou deste tema, isto nunca veio a público.

Agora que o GDF resolveu acatar o desejo dos moradores que se mobilizaram para fazer valer seus direitos, começam a aparecer os oportunistas de sempre querendo fazer crer que essa vitória é resultado do esforço deles. Não é, não.

O mérito é todo da população, que soube discernir entre o que lhe é benéfico ou não, e do próprio GDF, que teve o bom senso de reconhecer isto.

E não esqueçam: estamos no DF e por aqui nem tudo é o que parece. Há sempre interesses inconfessáveis por trás das melhores intenções.

Os mesmos oportunistas que tentam agora faturar em cima de uma vitória que é de vocês já começam a defender que os 30 hectares onde ficaria o cemitério sejam usados para expandir o Setor de Indústrias de Ceilândia, “para gerar empregos”.

Não se iludam. O que essa gente quer mesmo é criar um novo Pró-DF no local e faturar 200 mil reais ou mais de propina em cada lote, como vinha acontecendo até recentemente em outras áreas do DF.

Ceilândia já está saturada. Assim como não resta na cidade nenhuma área adequada para a construção de cemitérios, também não há mais espaço disponível para erguer galpões ou, na melhor das hipóteses, novas moradias.

A cidade cedeu o que tinha de áreas verdes para a construção da Nova QNL (Chaparral) e dos condomínios entre o Setor P Norte e P Sul. Não sobrou praticamente nada.

A zona urbana de Ceilândia hoje é só asfalto (ou lama e poeira) e concreto.

Pensem nisso.


Mais fiscalização no transporte público

A população de Ceilândia vivenciou, nesta manhã, o caos no transporte com a diminuição da frota de ônibus. Desde as 4h30, o DFTans, realizou na cidade a Operação de Auditoria de Qualidade do Sistema. Até o meio da manhã 180 ônibus foram vistoriados, destes 62 foram multados, lacrados e recolhidos. Seis ônibus piratas também foram flagrados e retirados de circulação. A maioria das apreensões foram realizadas por causa de irregularidades que comprometem até mesmo a segurança do usuário. A nossa intenção é melhorar o transporte a cada dia.

A operação se começou próximo ao Terminal Rodoviário do Setor O, passará por outros pontos da região e será finalizada amanhã, com o lançamento do Comitê de Transporte de Ceilândia, onde a população, os rodoviários e a Administração Regional discutirão transporte. A próxima cidade a receber a operação é Samambaia, mas ainda sem data definida. Planaltina e Brazlândia já passaram pela operação.


Fonte: Jornal Coletivo e Rede Globo

Reforma estava sendo feito sem aviso prévio

As obras de reforma do Centro de Saúde nº 6, localizado na EQNP 10/14, do Setor P Sul, em Ceilândia, estão causando grande desconforto à população. São incontáveis o número de moradores que desaprovam a forma que as obras foram iniciadas. A unidade teria sido fechada sem aviso prévio e todos os atendimentos foram direcionados para o Centro de Saúde nº 9, localizado a cerca de dois quilômetros da CS nº 6.

A superlotação e o aumento da demanda do CS nº 9 é visível e as reclamações não cessam. Sebastião Mendes era um dos pacientes que aguardavam indignado pelo atendimento. “A situação do Posto de Saúde nº 9 merece atenção. Está superlotado e o atendimento demora muito. Vim medir a minha pressão arterial e tive que esperar um grande tempo”.

“Há uma demanda grande e os postos já estão sobrecarregados. Para melhorar o atendimento é necessário mais que uma reforma. É preciso que haja a expansão do sistema para livrá-lo do colapso”, sugere o presidente da Associação Comercial, Empresarial e Industrial de Ceilândia (Acic), Clemilton Saraiva.

Em sua visão, a precariedade da rede vem se acentuando com a grande expansão urbana e o atendimento das demandas do entorno do DF, oriundas principalmente de Águas Lindas de Goiás. Para ele, há urgentemente a necessidade da construção de Unidades de Pronto Atendimento (UPA) em vários pontos da cidade.


Não será a conclusão das obras no CS nº 6 que deve resolver a situação dos moradores da regional, uma vez que quando for reaberto o CS nº 9 deve ser fechado para obras semelhantes. A Assessoria de Comunicação da Regional de Saúde de Ceilândia informou que a reforma do Centro de Saúde nº 6 deverá ser finalizada em agosto próximo, quando o Centro de Saúde nº 9 também passará por reforma. O prazo de duração de cada obra é de 120 dias, devendo estar totalmente concluída em dezembro deste ano. Por meio de nota técnica, o diretor administrativo da Regional de Saúde, Sérgio Bezerra, alegou que “a sobrecarga do Centro de Saúde nº 9 foi inevitável e que as reformas realizadas no Centro de Saúde nº 6 são profundas e incluem a troca total dos sistemas de água/esgoto, eletricidade, banco de dados, revestimentos e a criação de barreiras de contenção de águas pluviais”.



Fonte: Jornal Coletivo aqui e aqui

O lixo toma de conta

Área reservada para o Parque Ecológico de Ceilândia, ao lado do campus da Unb, vem se tornando em grande depósito de lixo, entulhos e restos de materiais de construção a céu aberto. Carroceiros e empresas que prestam serviço de busca entulhos jogam lixo na região e fazem do espaço área depósitos, inclusive de containeres.

Ampliar a fiscalização e disciplinar as atividade dos chamados carroceiros e das empresas tipo disque entulhos que são pagas para levar entulhos e resto de obras aos locais de transbordos, terminam depositando incorretamente em terrenos desocupados e que agora se espalham para as áreas de proteção ambiental em Ceilândia.

Conscientizar a população para a necessidade de não jogar lixo em terrenos baldios, em áreas públicas e em áreas de preservação ambiental é um desafio a ser perseguindo pelos órgãos governamentais junto ao ceilandense. Dia 05 de junho se comemorará o dia Mundial do Meio ambiente, data em que se pretende chamar a atenção e a ação política de povos e países com vistas a aumentar a conscientização e a preservação ambiental. Fazer com que a população mude de atitude em relação ao uso dos recursos ambientais.


Fonte: Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ceilândia - ACIC-DF, por email e Rede Globo