quarta-feira, 14 de julho de 2010

Darlane quer mais

Darlane Barbosa, 25 anos, venceu a última edição do Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu com dores alucinantes provocadas por duas costelas que se encavalaram em seu tórax. A lesão veio na primeira luta e só piorou nas quatro seguintes — incluindo a final. Amanhã, a lutadora deixa a casa em Ceilândia e parte para São Paulo novamente, onde defenderá o título — o torneio é realizado pela Confederação Brasileira de Jiu-jitsu Esportivo.

Neste ano, Darlene avançou um grau na escala técnica da modalidade. Em dezembro, largou a faixa azul e amarrou a roxa na cintura. Assim, passou a enfrentar adversárias mais técnicas e experientes. “Pensei que sentiria dificuldade na adaptação da nova categoria, mas até agora não notei muita diferença. Disputei o Brasileiro e o Mercosul (maio e junho deste ano) e vi que minhas adversárias são mais experientes, algumas estão há mais de dois anos com a roxa. Percebi que preciso apurar minha técnica, aumentar a concentração e melhorar minha confiança. Tenho que calcular cada movimento e aplicar o golpe com certeza, sem vacilos”, explica.

Com treinos de seis horas diárias, de segunda a sábado, Darlane tem trabalhado mais a parte física para evitar lesões como a de 2009. “Minha preparação é dividida em dois períodos: três horas para a parte técnica e três horas para a física. Além do treinamento na academia, ainda faço musculação três vezes por semana e natação, duas. Não é fácil, mas sei que esse é o único caminho para alcançar meu objetivo, a faixa preta”, explica a lutadora, que também é professora de educação física.


Para o mestre de Darlane, Cláudio Careca, um dos diferenciais da campeã mundial é a variação na pegada de quimono nos treinos com homens e mulheres. “Aqui na academia, temos uma variedade grande de graduações, idade e muitas mulheres treinando. Isso é bom, porque o lutador tem um leque maior de opções para treinar. Somos focados 100% em competições”, afirma.

Careca ressalta que o desempenho do atleta no torneio é reflexo do treino e por isso é importante que o período pré-competição seja traçado e acompanhado pelo treinador. “Durante o treinamento, a força, os movimentos e a intensidade dos golpes são dosadas. No momento da luta, tudo muda. O lutador tem uma explosão muscular, recebe uma dose de adrenalina grande e não consegue controlar a vontade de vencer, o que pode resultar em lesões ou movimentos errados que colocam a vitória em risco”, comenta.

Além de Darlane, outros 16 atletas do Setor O de Ceilândia participarão do Mundial. Ansiosa por sua primeira competição internacional, a pequena Vitória Araújo, 13 anos, levará na mala a expectativa de trazer o título na faixa verde, peso pena (até 50kg). “Quero vencer, ganhar mais experiência e conhecer outros atletas”, resume.



Fonte: Correio Braziliense

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ceilândia vence último amistoso antes da Série "D"

No sábado passado (10/07/10), o Ceilândia, atual campeão do DF, realizou o último amistoso antes da estreia na Série D. O adversário da vez foi o Cristalina, equipe que disputa a segunda divisão do futebol goiano. E o time comandado por Adelson de Almeida fez bonito: 3 x 1.

Logo aos três minutos da primeira etapa, o Gato tirou o primeiro zero do marcador. Chefe recebeu passe de Thiago Félix, passou no meio de dois marcadores e fuzilou o gol de Dudu, abrindo o placar.

Aos nove minutos, Dimba recebeu passe na direita e bateu cruzado, colocando a bola no fundo da rede. O time goiano não desanimou e foi atrás da reação.

Com 17 minutos de jogo, Chiquinho cobrou falta do meio da rua e a bola foi no ângulo superior esquerdo de Donizete, descontando para o Cristalina.

Na volta do intervalo, o Ceilândia não quis saber de deixar a equipe goiana aprontar. Aos dois minutos, Paulo Ricardo tratou de dar números finais ao placar. Ele cobrou falta e Dimba cabeceou e colocou a bola no fundo da rede.

Depois do terceiro gol, coube ao Ceilândia apenas administrar a vantagem e vencer o segundo amistoso de preparação, já que perdeu para o Gama por 1 x 0 e venceu o Planaltina-DF por 10 x 0, na última semana.

O treinador Adelson de Almeida analisou este último jogo preparatório: "Eu acho que mais importante do que o resultado, foi a evolução que a equipe teve em campo. Estamos no caminho certo e, com um pouco de paciência, vamos conseguir o time ideal", afirmou.

Já o atacante Chefe ressalta que o time está entrosado e que vai com tudo para cima do colorado: "Já deu pra mostrar que a equipe evoluiu e estamos nos entendendo, eu, Dimba e o Thiago Félix. Agora é só se preparar e chegar afiados contra o Brasília", ressaltou.



Fonte: Blog do Oliveira

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mais jogadores deixam o Ceilândia

Com a condição fisica dos jogadores aprimorada, o Ceilândia passa a dar prioridade aos treinos com bola, para dar ritmo de jogo aos jogadores e adquirir um melhor entrosamento. O último amistoso diante do Gama, na semana passada, quando o Gato perdeu por 1 a 0, não deixou o técnico Adelson de Almeida muito preocupado, até porque o que estava em pauta era a avaliação do desempenho do grupo. A novidade ficou por conta da dispensa de três jogadores pela comissão técnica.

Embora o resultado nesses jogos preparatórios não tenha muita importância, o atacante Chefe acha que uma vitória sempre deixa a equipe mais confiante. “Sabemos que a vitória não iria alterar nada, mas ninguém gosta de perder. O último resultado não foi bom, mas sabemos que o começo de uma preparação é assim mesmo. O mais importante é que o trabalho está sendo bem feito e na hora certa a vitória vai acontecer”, acredita.

Nesta quarta-feira, o Ceilândia recebe uma equipe amadora da cidade de Planaltina-GO, formada por amigos do atacante Dimba. O jogo será no CT do Jaguar, às 16h. No sábado acontece o segundo amistoso, diante do Cristalina-GO, que disputa a terceira divisão goiana. A partida será às 19h, no estádio Abadião.

Quem não veste mais a camisa do alvinegro da Ceilândia são o zagueiro Robson, o volante Elton e o meia Aílton, dispensados nesta terça. Os jogadores não apresentaram um bom rendimento, Adelson Almeida reuniu com a diretoria do Gato e os dispensou. A estreia no Ceilândia na Série D do Brasileirão será no dia 18 deste mês, diante do Brasília, no Estádio Abadião.



Fonte: Esporte Candango

Site destaca falta de pesquisa

O site Ceilândia.com descobriu o erro grosseiro:


Você sabia que o nome Ceilândia significa Conjunto de Erradicação das Favelas? Nem eu.

A (des)informação está no Anuário do DF 2010, lançado nesta quarta-feira (30/06). O livro, elaborado durante dois anos, traz dados sobre a história e a demografia do Distrito Federal, além de uma radiografia completa dos setores de serviço, comércio e indústria locais.

Cerca de 20 mil exemplares serão distribuídos para gestores públicos e da iniciativa privada em todo o país. O resultado da pesquisa coordenada pela Mark Consultoria, com o apoio do Governo do DF, também está disponível na internet, no endereço www.anuariododf.com.br.



Fonte: Ceilândia.com

domingo, 4 de julho de 2010

O museu de um ceilandense

Ele é um dos principais ativistas culturais de Ceilândia. Mora na Nova Guariroba desde 1981 e preserva a memória viva da cidade com a ajuda de seus alunos e dos pioneiros, aqueles mesmos que construíram Brasília e foram expulsos da antiga Cidade Livre. O professor Jevan tem muita história para contar. Ao Correio, relata sua luta contra o preconceito e valoriza expressões artísticas da cidade, como o repente, o hip-hop, a música e o cinema. Gosta de valorizar a atitude da nova geração de artistas: “Eles sabem que, se for depender de políticos, a Ceilândia sempre será deixada de lado. Uma cidade de segunda categoria”.



Quantas Ceilândias existem em Ceilândia?
Eu defendo uma tese que Ceilândia é feita por várias cidades. E olha que já passaram de 11. Cada uma com suas características. Como o Barril (a cidade antiga), que é o local que recebeu 16 mil famílias, principalmente nordestinas, que vieram transferidas das vilas operárias no início dos anos 1970 como se fossem lixo. Esses primeiros moradores de Ceilândia ainda relembram das histórias do Morro do Urubu, do Curral das Éguas, localidades dos tempos da Cidade Livre. Já na Expansão do Setor O, estão os primeiros filhos da cidade, uma das regiões mais carentes.. É a parte de rap. Esses filhos começaram a se conscientizar e a perceber que sempre foram explorados, assim como suas famílias. Lá há lotes de 250m² e de 25m², tudo sem a mínima infra-estrutura. É onde tem mais crianças nas ruas. Lá nasceram grupos de hip-hop e rappers conhecidos, como Tropa de Elite, Câmbio Negro, Jamaica, Gog. Agora esse “lixo” se transformou no cartão-postal da cidade.

Como é fazer e manter um museu como o da Memória Viva Candanga dentro de casa? Você tem ajuda de quem?
Não tem ajuda de ninguém. A minha ajuda vem da sala de aula, dos meus estudantes, que compõem a Sociedade dos Pesquisadores e Pioneiros da Ceilândia. “Pesquisadores” são os estudantes, e “pioneiros” são os avós deles. Em toda aula inaugural eu distribuo um pequeno questionário de história oral para que os alunos descubram alguma história interessante de um avô, de uma avó ou de um idoso que saiba alguma coisa sobre a história da cidade ou do início de Brasília. Aí a gente seleciona essas histórias e levamos os avós para fazer palestras nas salas de aula. Esse material é transformado em histórias em quadrinhos, poesias, desenhos e músicas. Foram tantas informações que a agente resolveu, em 1993, criar esse museu.

E isso é memória viva…
Sim, porque são histórias coletivas, como a de Ari de Barros, que fez o Festival de Rock da Ceilândia, o Ferrock, que tem 25 anos. Ele foi pesquisado pelos alunos, o Ari é uma dessas “páginas vivas” do museu. Assim como ele, temos 107 painéis de pioneiros montados pelos próprios estudantes. Brasília é a única cidade do mundo cujos fundadores, em vez de serem chamados de construtores, aqueles que ergueram a capital, são chamados de invasores. E Ceilândia carrega essa exclusão social no próprio nome — CEI quer dizer Campanha de Erradicação das Invasões. Mas somos sim “candangos incansáveis”. Hoje damos muito valor a essas 16 mil famílias de “invasores” que vieram criar a cidade. Eles guardam nossa memória, e muitos filhos se transformaram em artistas renomados em Brasília, como os músicos do Clube do Som, que são quatro irmãos músicos provenientes da Vila do IAPI (soletrado mesmo) e que agora possuem um estúdio de gravação na cidade em que recebe grupos de vários gêneros musicais.

Na Academia Ceilandense de Letras há espaço para poetas populares?
Sim, claro. Temos, inclusive, o primeiro escritor da cidade. Ele é um cordelista que participou do Movimento dos Incansáveis da Ceilândia (que sempre lutou para melhorias na cidade), Joaquim Bezerra da Nóbrega(2). Ele escreveu um livro em 1976, chamado Terracap contra a Ceilândia, se não fossem políticos e advogados da OAB, ele seria enviado para a Papuda, porque ele foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional. O pai de Joaquim Bezerra foi um dos construtores da “Obra 28”, pois os candangos não sabiam que era o Congresso Nacional, eles só sabiam que a obra teria 28 andares. Na academia tem também o pessoal do rap, como o rapper Japão(3) (Marcos Vinícius de Jesus), que entrou para a história local ao participar do filme premiado do 38º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 2005, com Rap, o canto da Ceilândia, dirigido por Adirley Queirós. Os rappers, na minha opinião, são os melhores cronistas de nosso tempo. São eles que contam hoje a história da Ceilândia, porque são eles que vivem na rua, que sofrem o preconceito, que sofrem com a falta de qualidade das escolas e com o desemprego.



Fonte: Correio Braziliense

sábado, 3 de julho de 2010

Colônia “Um gosto de férias” 2010

Recreação, educação para a cidadania, festival de sorvete, teatro, cinema e passeios. De 12 a 17 de julho, das 13h30 às 17h30. Para crianças de 5 a 12 anos.

Preço: de R$ 50 a R$ 130.
Local: SESC de Ceilândia
Informações: 0800 617 617.



Fonte: Correio Braziliense

Pedalada pela Paz neste domingo

Passeio ciclístico amanhã (04/07/10), a partir das 9h30, com acompanhamento de trio elétrico. Promoção do Ideps, com apoio da Administração Regional de Ceilândia. As inscrições ainda estão abertas, com direito a um kit com garrafinha de água e camiseta.

Preço: R$ 5.

Local: saída no fim da Avenida P3, no P Sul, Ceilândia.

Informações: 8422-7547.



Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Novo campo society

A Administração Regional de Ceilândia, por meio da Secretaria de Obras, inaugurou hoje (1º), uma praça e o primeiro campo de futebol society de grama sintética da cidade, na QNO 17, Expansão do Setor O. A praça foi equipada com iluminação especial, kit de ginástica para idosos, campo de areia, parque infantil de madeira, calçamento, gramado e estacionamento.

No local será desenvolvido o projeto Construindo o Futuro, promovido pela Escolinha de Futebol da 3ª Cia, realizado às segundas, quartas e sextas-feiras. O campo sintético também vai sediar os jogos do Campeonato do CAIC.

Os moradores de Ceilândia já contam com dois campos de futebol de grama sintética – um na QNP 26, no P Sul, e outro na Praça dos Eucaliptos, na QNM 14. Este é o primeiro campo de futebol nas dimensões de 60 x 40 metros, mai conhecido como society.


Inaugurações em outros bairros

Além da inauguração da iluminação pública na Praça da QNO 17, foram inaugurados hoje (1º), às 20h, a iluminação do estacionamento do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), na QNM 27 – Ceilândia Sul ­–, e da Via M3, na Praça do Cidadão – Ceilândia Norte.



Fonte: Jornal Alô Brasília e Administração Regional de Ceilândia

Mais casas no chão

Foram cinco meses de negociação até a derrubada. 39 casas construídas ilegalmente nesta área ao lado do condomínio Sol Nascente foram demolidas. 250 pessoas, entre policiais, bombeiros, agentes da Agência de Fiscalização, da Sudesa (Subsecretaria de Defesa do Solo e da Água) e do Conselho Tutelar participaram da ação.

“Aqui é uma área destinada para o programa pró-moradia 2, que é um programa de incentivo do governo federal. Essas pessoas foram notificadas no início de março, entraram com seus processos administrativos, foram julgados, foram perdidos”, explicou o Cap.Luiz Ramos, da Sudesa.

O terreno era uma chácara em terra pública, que teria sido fracionado antes da morte da posseira sem autorização da Justiça. Segundo a Sudesa, cada lote foi vendido por um preço que varia entre R$ 10 e R$ 15 mil. A maioria dos compradores já sabia do risco.

“Todo o Sol Nascente é um parcelamento irregular. E, como tinham casas na parte de baixo, de cima, na frente e nos fundos, os moradores [compraram]”, disse o prefeito comunitário Marcelo Negrão.

O GDF ofereceu transporte dos móveis para casa de parentes ou para albergues.



Fonte: Rede Globo

Cinemas nas escolas

Ontem (30/06/10), foi assinado convênio, no Centro de Ensino Médio 03 de Ceilândia, para instalar 87 salas de projeções em todas as escolas públicas de ensino médio do Distrito Federal. O projeto Cine Mais Cultura firmou parceria entre Ministério da Cultura (MinC), o Ministério da Educação (MEC), a Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal (GDF) e a Sociedade Amigos da Cinemateca. Os espaços terão equipamentos de projeção digital, DVDs de produções nacionais, além de oficinas de capacitação destinadas aos professores e também a representantes da comunidade envolvida com a escola. Mais de 800 Cines Mais Culturas já foram implantados em todo o país por meio de editais e convênios estabelecidos com prefeituras e a sociedade civil. A meta do MinC é alcançar a marca de 1,6 mil até o fim do ano.


Fonte: Correio Braziliense e Administração Regional de Ceilândia com o apoio do jornal Tribuna do Brasil