segunda-feira, 6 de abril de 2009

Sessão diferente

Leonardo Prudente, presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, marcou para o dia 29 de maio a primeira sessão deliberativa fora da sede. Será em Ceilândia.

Prudente espera votar na cidade projetos, do Executivo e de parlamentares, de interesse de toda a comunidade ceilandense.



Fonte: Jornal de Brasília de 06/04/09

domingo, 5 de abril de 2009

Opinião: A saga de um povo

Completar mais um ano de existência é, no caso de Ceilândia, confirmar a vitória de um povo batalhador, que fez da cidade mais que sua residência: um foco de resistência a políticas públicas equivocadas e excludentes. Aos 38 anos, a cidade já não é mais massa de posição social homogênea e de pessoas lançadas à própria sorte, longe dos olhos preconceituosos da elite segregacionista de Brasília.

Ceilândia foi, por muito tempo, uma pedra na concepção que excomungou os pobres e que compôs uma Brasília sem o pecado da miséria. Para lá foram empurrados centenas de trabalhadores que deixaram sua terra natal para investir no sonho de criar uma cidade nova, com novos ideais e mais justiça social. Pessoas que descobriram, na prática, que a nova capital não era do povo, que havia sido construída apenas para uns poucos.

São mais de três décadas de histórias de lutas de um povo que não desiste e que segue em frente, mesmo tendo de enfrentar os descasos consecutivos de governantes que, civis ou militares, esqueceram daquele pedaço de terra e daquela gente sofrida. Pessoas que se espremem em ônibus cheios, sujos e velhos, e que, com o suor do seu rosto giram a economia local, constroem e reconstroem, a cada dia, a vida da nova capital.

Lá, longe dos olhos da classe elitizada de Brasília, o povo de Ceilândia resiste, em meio ao vertiginoso aumento da violência, que só era vista nas capas de jornais, mas que agora transborda para a ilha da fantasia dos bairros de maior poder aquisitivo. É a pobreza batendo à porta de quem quis fechar os olhos para a exclusão social que assola esse país há séculos e que, na nova capital, ganhou contornos mais desumanos.

Nesses anos, apesar de esquecida pelo poder público, Ceilândia cresceu. Cresceu e apareceu. A cidade é hoje uma das principais impulsionadoras do crescimento econômico do Distrito Federal. O segmento empresarial é pugente, feito de pessoas sérias, responsáveis e que zelam pela cidade. É importante lembrar que, é claro, Ceilândia é um dos maiores colégios eleitorais. Deve ser por isso que, agora, é tão comemorada, homenageada em discursos políticos eleitoreiros. Velhos e novos politiqueiros destinam fartas horas de suas agendas para se dedicar à cidade. Pessoas que pensam que sim, mas não conseguem mais enganar aquele povo.

Ceilândia foi construída pela miscigenação do que há de melhor na identidade cultural dos Estados. Trouxe das cidades nordestinas a vontade de vencer na vida e conseguir, pela luta, se estabelecer, mesmo que contra os interesses hegemônicos. Importou do Sudeste a alegria e o acolhimento a quem vem de fora. A culinária do Norte, a firmeza do Sul.

Ceilândia é a síntese perfeita de um país tão plural como o Brasil e é ainda mais democrática. A cidade não se rende às colorações partidárias, mas é ideológica. Seu povo é consciente e cobra dos mandatários políticos a dignidade que merece. Hoje, a cidade grita por escolas mais bem-estruturadas, por políticas de segurança mais eficazes. Essa é uma conta que, se cobrada nas urnas, quando os discursos e as promessas não cumpridas, terão de ser explicadas.

Até lá, o povo da cidade quer ter o que comemorar. A população de Ceilândia aspira crescimento organizado; seriedade do poder público para conter a expansão urbana descontrolada, investimentos em infraestrutura e que priorize a universalização do acesso aos direitos básicos - como saúde e educação e a garantia de cidadania em seu conceito mais amplo, com respeito às liberdades civis e aos direitos humanos.

São 38 anos de história, 38 anos de lutas que devem continuar. A cidade já não é mais um despejo de almas de pouca sorte e de parcos recursos. Em Ceilândia pulsa uma gente guerreira que quer completar outros tantos anos em busca de mais crescimento, qualidade de vida e dignidade. Eu tenho orgulho de fazer parte desta história e de ser morador desta cidade. Ceilândia está na almo de Chico Vigilante, um brasileiro que acredita em justiça social e que quer ajudar, ainda mais Ceilândia, a ser exemplo para o resto do país.


Chico Vigilante


Fonte: Jornal de Brasília de 01/04/09

sábado, 4 de abril de 2009

Imagem: Empreendimentos surgindo






O blog Sou de Ceilândia divulgou diversas imagens de empreendimentos que poderão ser construídos em Ceilândia. O primeiro fica no Setor O e abrange uma grande área próxima a feira permanente do bairro; os demais deverão ser construídos ao longo da linha do metrô na Guariroba e em Ceilândia Norte - segundo o governo, com o metrô, há uma necessidade de adensamento habitacional na área em questão (como se não houvesse muitas pessoas morando pela cidade).

O que tem sido motivo de preocupação é a grande invasão de prédios sendo construídos pela Região Administrativa - na entrada de Ceilândia Sul já pode se ver uma destas construções surgindo. Áreas que poderiam servir para esporte, lazer, educação, ou até mesmo um grande empreendimento (como outro hipermercado ou um shopping center) estão sendo tomados pelo setor imobiliário. Como foi dito em outro comentário do Ceilândia.com: Está surgindo uma nova Águas Claras?

Continuamos de olho!


Fonte: blog Sou de Ceilândia aqui e aqui, SEDUMA e Ceilândia.com

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Tv digital a caminho

Acabou a novela. A partir do dia 22, os brasilienses, finalmente, terão acesso à TV digital. Nessa data, serão assinados os termos de consignação de canais digitais para as emissoras da capital federal, o que fará de Brasília a 16ª cidade brasileira a transmitir o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTV). A TV Globo será a primeira a iniciar as transmissões com o sinal digital. “Dia 22 entraremos no ar com força total”, garante Antônio Berbel, diretor de engenharia da TV Globo em Brasília. Segundo Berbel, a instalação dos equipamentos está sendo finalizada e na próxima semana serão iniciados os testes.

A data de lançamento da TV digital em Brasília era 21 de abril, junto com a comemoração do aniversário de 49 anos da capital federal. “Dia 21 é feriado e é um dia cheio de inaugurações e comemorações. Por isso, optamos pelo dia 22”, explica Berbel. A Bandeirantes fará o lançamento do sinal digital da emissora até 29 de abril ou, no mais tardar, até 1º de maio, segundo Flávio Lara Resende, diretor da emissora. Segundo Luciano de Melo, gerente técnico da TV Brasília, os equipamentos estão sendo adquiridos e o início das transmissões em sinal digital começará ainda no primeiro semestre.

Depois de tanta polêmica sobre a construção da torre definitiva, que só vai ficar pronta em 2010, e de diversas tentativas de uma solução para que todas as TVs lançassem o sinal juntas, sem sucesso, as emissoras resolveram dar um basta nessa “lengalenga” e cada uma foi atrás de uma solução para si. A Globo e a Bandeirantes farão a transmissão do Grande Colorado, a partir da torre da CEB. “Até a construção da torre definitiva, vamos nos virar com os equipamentos em contêineres. Mas todo esse processo é absolutamente provisório”, explica Flávio Lara Resende, que também é presidente da Associação dos Veículos de Comunicação do Distrito Federal (Avec-DF). A TV Brasília ainda está analisando se será melhor usar a torre da CEB ou da TV Câmara. “Band e TV Brasília têm que ficar, obrigatoriamente, no Colorado, porque são canais adjacentes à TV Câmara. Senão, um interfere no outro”, diz.

SBT e Record, por sua vez, também são canais adjacentes, mas serão instalados na torre atual de TV. Segundo Fernando Matos, gerente técnico do SBT, o início das transmissões deve ocorrer em até três meses, período necessário para a aprovação da instalação dos equipamentos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Silas Adauto, gerente técnico da Record, observa que é difícil estimar uma data para o início das transmissões. “Quanto a Anatel aprovar, aí é que vamos poder precisar um prazo”, diz. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, porém, assegura que até dezembro, todas as capitais brasileiras estarão com o sistema digital.



Fonte: Correio Braziliense e Jornal de Brasília

Vídeo: População procura pelo entorno

O vídeo a seguir relata a mudança de comportamento da população do DF. Muitos acabam deixando os aluguéis nas cidades daqui e vão morar em regiões do Entorno. Assista clicando no link!

Rede Globo


Fonte: Rede Globo de 01/04/09

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Basqueste é no sábado

Atenção, apreciadores do basquete de rua. A seletiva distrital dessa modalidade será realizada em 4, 11, 18 e 25 de abril, na Praça do Cidadão em Ceilândia Norte (EQNM 18/20).

Quarenta e três times — três femininos e 40 masculinos — participarão da competição organizada pela Liga Internacional de Basquete de Rua. Os jogos começam às 9h, mas os atletas, todos com idade mínima de 16 anos,têm de estar no local às 7h30.

A entrada é franca.



Fonte: Correio Braziliense de 02/04/08 e Rede Globo

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Auxílio para feirantes

Na manhã desta quarta-feira (1/4), o Governo do Distrito Federal entregou a feirantes do Shopping Popular de Ceilândia os alvarás de funcionamento e as carteirinhas de identificação dos comerciantes. Os trabalhadores foram beneficiados, também, com auxílios de montagem dos boxes, em cheque, liberados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest). Na ocasião, a nova cobertura da feira foi inaugurada.

O shopping conta com 834 lojas. Os 763 feirantes cadastrados na Sedest receberão R$ 1,2 mil, em quatro parcelas. Desses, 270 já havia recebido a primeira parcela do benefício e hoje embolsaram a segunda. O restante foi beneficiado com os primeiros R$ 300.

A presidente do shopping popular, Ana Maria Oliveira Lima, levou ao governador do DF, José Roberto Arruda, algumas reivindicações dos feirantes. Entre elas estava o pagamento das contas de água e luz em atraso, cujos serviços, segundo a representante, estavam para ser cortados. Arruda autorizou o pagamento da dívida, que totaliza R$ 800 mil.



O governador firmou, ainda, um acordo com o presidente nacional do Sebrae, Adelmir Santana, para melhorar a estrutura do local, a fim de aumentar o fluxo de clientes. "Nós vamos trazer a freguesia de volta", disse Arruda, que destacou que o mesmo será feito em todas as feiras do DF.

Segundo a secretária da Sedest, Eliana Pedrosa, desde 1984 os feirantes procuram a legalidade para ter mais segurança. "São pessoas trabalhadoras que sustentam suas famílias com o trabalho na feira. A luta agora é para manter todos os boxes funcionando".



Fonte: Correio Braziliense

Samambaia não aceita o novo lixão

Com a proposta de esclarecer à comunidade e as empresas interessadas em gerir o novo aterro sanitário do Distrito Federal, previsto para ser instalado em Samambaia, uma audiência pública foi realizada ontem pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma) no auditório da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). O funcionamento da nova área está previsto para o fim deste ano, após o fechamento do Lixão da Estrutural. O local para o novo aterro sanitário é estudado desde 2005, visando a liberação de licenciamento ambiental, estudos topográficos, sondagem do terreno, estudos de viabilidade econômica e de qualidade da água.

Porém, moradores e entidades de Samambaia não são favoráveis a instalação do aterro na região. De acordo com o diretor da Associação dos Moradores de Samambaia, Francisco Dorilin, essa transferência vai provocar prejuízos para a população local. “Nos já temos muitos problemas com o mau cheiro da fábrica da Sadia. Agora teremos um aumento muito grande do odor. Isso pode provocar uma queda nos negócios da região, principalmente em certas épocas do ano”, afirmou.

Durante o encontro, especialistas esclareceram quais serão as novas técnica de impermeabilidade, tratamento de chorume e condições necessárias a implantação de aterro sanitário sem problema de odores e similares.



O GDF tem como meta a recuperação e o fechamento do atual Lixão da Estrutural. Um novo aterro estaria aberto para receber quase seis mil toneladas por dia de lixo.

Segundo o secretário Cássio Taniguchi, o aterro deve ser construído e planejado com tecnologia favorável ao meio ambiente e não como foi feito o da Estrutural. “A área para um aterro tem de ter estudos prévios, principalmente de drenagem, para evitar a poluição desenfreada do meio ambiente. A região não é próxima de área urbana”, advertiu Taniguchi.

Para a população da Estrutural, o fechamento do lixão vai ser favorável em termos ambientais. A cidade é composta por muitos catadores, que atuam no trabalho desde a inauguração do espaço, em 1960.

Como a contaminação do Parque Nacional de Brasília, provocado pelos resíduos do lixão, e com os riscos que o local oferece à saúde, surgiu a necessidade de transferir o aterro para outra região e também de encaminhar os catadores para centros de triagem.

Taniguchi ressaltou o que seria ideal para evitar essa poluição. “Tem que haver uma redução de produção de resíduos, mas se um aterro é necessário precisamos fazer um local apropriado, que será acompanhado com o Programa de Coleta Seletiva Solidária. Esperamos que o projeto funcione junto com a comunidade”, lembrou.



Fonte: Tribuna do Brasil

Punição para mulher

O Tribunal de Justiça do DF condenou a 27 anos de prisão a mãe de duas crianças, um menino e uma menina, abusadas sexualmente por quase 10 anos. Os abusos eram cometidos por um conhecido da família, com a participação da mãe. Em novembro, o abusador foi condenado a 30 anos. A sentença foi proferida no dia 7 pelo 2º Juizado Especial Criminal de Ceilândia, cidade onde os crimes foram praticados. A mãe foi enquadrada por estupro, atentado violento ao pudor e corrupção de menores.


Fonte: Correio Braziliense de 01/04/09

Vitória do governo na Câmara

Deu o previsto. A base aliada aprovou o Projeto de Lei 1180, que estabelece critérios ao reajuste de salário dos servidores. A votação aconteceu já em dois turnos e agora seguirá para sanção do governador José Roberto Arruda. O que não era esperado é que o governo contaria com o voto de um aliado de última hora, o do deputado distrital pelo PDT, José Antonio Reguffe. O placar final foi uma goleada. Foram 20 votos favoráveis e apenas quatro votos contrários, todos de deputados do PT.

Foi a consagração de uma articulação que começou na semana passada, quando o governador enquadrou sua base aliada em um almoço na residência oficial de Águas Claras. Na segunda-feira passada, logo depois da reunião com o chefe do
Executivo, os quatro distritais da base que completam com o petista Paulo Tadeu a Comissão de Assuntos Sociais já deram sinais de que dificilmente o governo não sairia vitorioso.

Alguns deles, que já haviam declarado voto favorável ao relatório preparado por Paulo Tadeu - ou seja, contrário ao projeto - mudaram de opinião e passaram a defender a proposta de forma mais, digamos, aguerrida. Isso, mesmo tendo de enfrentar a ira de sindicalistas e de servidorespúblicos que lotarampquena sala de reunião das comissões.

Foi a senha para o desenrolar da história nas sessões ordinárias e extraordinárias de ontem. O substitutivo apresentado pelos distritais da base aliada foi aprovado com facilidade pelas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e Economia, Orçamento e Finanças (CEOF). Daí, foi só seguir para o óbvio: a aprovação em dois turnos no plenário.

Na avaliação do petista Paulo Tadeu, a emenda saiu pior que o soneto. "O substitutivo é pior do que a proposta original. Retirando a referência aos anos de 2009 a 2011, como fizeram, o congelamento fica sem data definida para acabar. Caso aprovada, a lei poderá ser usada para postergar ‘adeternum’ as correções salariais. Também é grave a dilatação do prazo de pagamento de salário até o 15º dia do mês subsequente", disse o petista, enfatizando que a Lei Orgânica do DF determina como prazo o dia 5 de cada mês.




Pressão por todos os lados. Essa foi a atitude demonstrada ontem pelos servidores públicos presentes na Câmara Legislativa para acompanhar a apreciação do PL 1.180, que vincula reajuste ou recomposição salarial, previsto de hoje a 2011, à disponibilidade de recursos no orçamento do Distrito Federal. Representantes de vários sindicatos se reuniram em todas as entradas da Câmara, revoltados com a possibilidade de aprovação do projeto oriundo do Executivo. Os próprios servidores da Câmara faziam questão de usar adesivos contra o projeto nos corredores da Casa e até no plenário.

Trios elétricos, carros de som, adesivos, faixas com dizeres de protesto foram as formas de expressão dos militantes sindicais, que reivindicavam a rejeição da matéria. Um ato público de repúdio à atitude do governo de impedir o reajuste dos servidores movimentou, durante todo o início da tarde de ontem, os jardins da Câmara Legislativa. Durante a sessão, os manifestantes reagiam a qualquer menção sobre a votação do projeto.

Muitos deles expunham frases nos vidros da galeria para que os deputados distritais notassem suas presenças. Entre os protestos, algumas ameaças eleitorais, como: “Estamos de olho em vocês” e “Cuidado com o resultado das eleições de 2010”. Um grupo de professores protestou com a frase: “O trabalho de conscientização será feito nas salas de aula”.

Os 24 deputados distritais foram analisados de perto pelos militantes sindicais. Um painel foi colocado na rampa de entrada da Câmara com os rostos e nomes dos distritais, para registrar o posicionamento de cada um deles durante a votação. “Nós enviaremos o resultado do painel para todos os servidores públicos do DF que pudermos. Isso servirá para que todos nós saibamos quem esteve do nosso lado quando mais precisamos. Os deputados precisam responder pelos atos deles e fiscalizar será a nossa resposta nas urnas, no ano que vem”, declarou uma servidora.




O substitutivo ao Projeto de Lei 1.180/2009, que originalmente congela os reajustes dos salários dos servidores públicos, seus anuênios e gratificações, até 2011, proposto pelos deputados distritais governistas, traz mudanças significativas em relação ao texto inicial da matéria. O anexo ao projeto coloca novas diretrizes sobre a adequação interpelada pelos parlamentares ao governo do Distrito Federal para que os mesmos dessem o aval na aprovação da iniciativa do governo. O deputado Raimundo Ribeiro, um dos mais próximos ao governador, apresentou ontem as principais mudanças ao projeto colocadas pelo substitutivo. Entre as novas ponderações, uma delas diz respeito a não definição de prazo sobre a data de reajuste aos servidores, ou seja, o período de contenção de gastos do GDF de 2009 a 2011 seria ignorado.

Outra mudança drástica no PL 1.180 é a inclusão da representatividade dos servidores na comissão que reunirá membros das secretarias de Fazenda, Planejamento e de Governo, além do chefe da Casa Civil. O grupo terá caráter paritário: conta com nove integrantes, três do Executivo, três dos servidores e três parlamentares, que deverão ser deputados integrantes da Comissão de Economia, Finanças e Orçamento da Câmara Legislativa. A comissão se reunirá trimestralmente e redigirá relatório contendo a situação de receita do GDF. O relatório balizará a possibilidade cabível, dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal, de reajuste a ser concedido pelo Executivo aos servidores públicos do DF.

Uma novidade apresentada ao texto inicial diz respeito à reserva de 1% da receita líquida do DF para pagamento de passivos trabalhistas. “Também pedimos ao governador Arruda o envio de um projeto para tratar do plano de saúde dos servidores”, afirmou Raimundo Ribeiro.

Deverá também ser instituído o Repag, uma iniciativa que assegura aos servidores que em casos de haver erros nos cálculos salariais a correção será feita em tempo mais acelerado, acertando os vencimentos salariais equivocados. Antes, os servidores com salários alterados esperavam até 7 meses para receber a correção; com a nova medida, poderão reaver a diferença subtraída até o décimo-quinto dia do mês seguinte ao erro.


Fonte: Tribuna do Brasil