sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Suspeitos estão presos

O motorista Sebastião Alves Veloso confessou, segundo a polícia, ter feito os disparos que mataram o candidato José Venceslau da Costa, do Partido Progressista. Edivan José de Sousa e Renato Batista da Silva teriam ajudado na fuga. Sebastião acusou ainda a policial militar Jorginéia Abadia da Silva. Em depoimento, ele disse que cometeu o crime porque foi informado pela policial que o candidato a vereador queria matá-lo.

A arma do crime teria sido fornecida pela militar. As investigações se concentram agora no motivo do crime. Como a policial militar é coordenadora de campanha de um outro candidato a vereador de Águas Lindas, a motivação política não está descartada.


TV Rio Vermelho


Fonte: Rede Globo

Novas regras

A partir da semana que vem os Correios vão lançar uma nova campanha para diminuir os ataques de cães contra os carteiros. Novas normas serão exigidas e devem ser cumpridas pelos moradores em um prazo de até 60 dias. Aqueles que não se adequarem às regras, podem até mesmo ter o serviço de entrega da correspondência cortado.

A estimativa é que, a partir de segunda-feira, moradores ou donos de estabelecimentos que possuam cães ferozes recebam uma carta com informações, que orientem na adequação das novas caixas de correio. A justificativa para a campanha vem de estudos realizados anualmente pelos Correios, em que são verificados os índices de acidentes de trabalho.

De acordo com o órgão, os ataques acontecem porque faltam caixas de correio. Eles destacam que a instalação errada da caixas também podem provocar acidentes. Entre 2005 e 2007 os ataques diminuíram 13% em todo país, mas no Distrito Federal o número ainda é preocupante. Isso representa transtornos não apenas para a instituição, já que dependendo do caso, o carteiro pode precisar se afastar do trabalho para realizar os cuidados do ferimento, e outro funcionário que não está habituado com o setor, vai ter que fazer a entrega das cartas durante esse período, podendo provocar atrasos.

Segundo o responsável pela área de Gestão de Pessoas dos Correios ,José Olibério, durante o estudo são realizados também o mapeamento das localidades consideradas de risco para os carteiros. "Essas regiões são verificadas pelos próprios funcionários, no momento da entrega da correspondência, para posteriormente fecharmos um balanço anual". Entre as novas regras, a principal se refere ao tamanho e posição das caixas do correio. Elas devem ter o tamanho mínimo de 1,20m e no máximo 1,60m do piso, além da abertura ser voltada para fora no sentido da rua.

Ao todo serão três cartas enviadas para os moradores do Distrito Federal, para que regularizem a situação. A primeira que deve começar ser entregue na próxima semana avisando da mudança. Uma segunda carta será enviada 30 dias depois prevendo o cancelamento do serviço naquela residência ou estabelecimento. Por fim, após mais 30 dias a última carta vai avisar o proprietário de que o sistema de entrega das cartas não será mais realizado. Olibério informa que esse não é o objetivo dos Correios. "Essa será a última medida, apenas se o morador não colaborar com o funcionário que entrega suas cartas. Queremos apenas, que os nossos funcionários não se arrisquem toda vez que forem trabalhar" explicou.

Para quem acredita que a medida possa ser ilegal, os Correios se baseiam na Portaria nº 311 do Ministério das Comunicações, Artigo 4º, inciso IV que estabelece que os locais a serem atendidos ofereçam condições de acesso e de segurança de modo a garantir a integridade física do carteiro e dos objetos postais a serem distribuídos. Outras medidas dizem respeito ao tamanho das caixas de correio, que devem ter um tamanho adequado para o tipo de correspondência que a pessoa esteja costumada a receber, como por exemplo, assinantes de jornais, revistas e compradores de artigos pela internet. A recomendação é que as medidas sejam as seguintes: 36 cm de profundidade, 27 cm de largura, 16 cm de altura e abertura de 25 cm de largura por dois cm de altura. Outros seis estados também estão na mira dos Correios, são eles: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul e São Paulo.


Fonte: Tribuna do Brasil

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Duas feiras

Ceilândia possui uma população de cerca de 350 mil habitantes, em sua maioria nordestinos ou descendente de nordestinos, que vieram para a capital em busca de uma vida melhor e aqui acabaram ficando. Também aqui instalaram sua cultura e costumes, associadas à de outras regiões, mas sem perder seu domínio. O ícone visível desta cultura é a Feira Central de Ceilândia, que comporta 460 bancas. Criada em 1984 ela reúne roupas, calçados, artigos para o lar, hortifrutigranjeiro e uma culinária de dar inveja. Porém por muito tempo a Feira Central foi cercada por camelôs, que ali também vendiam de tudo um pouco, mas com a entrada do governo Arruda a feira do centro (ou dos camelôs) foi transferida para uma instalação há cerca de 300 metros do local original, com mais espaço, segurança, estacionamento fechado e dentro da legalidade. A feira, criada em agosto de 2007, foi batizada de Shopping Popular de Ceilândia (ShPC) e possui 834 bancas. Mesmo agora que está em local de melhor qualidade e tem um maior número de bancas o ShPC não tem dias muito proveitosos em relação a lucros. Já a Feira Central, que com a retirada dos camelôs do centro da cidade ficou mais visível, diz está se mantendo e progredindo a passos curtos.

O administrador da Feira Central Francisco Nogueira, o França, está a quase 16 anos à frente da administração e possui duas bancas na feira. Ele afirma que passam pela feira, por semana, entre sete e 10 mil pessoas. Elas se dividem na compra de artigos para uso pessoal, nos restaurantes de comidas típicas e artigos para o lar. Outro chamativo para o movimento é a Feira Central ser usada como ponto de encontro. “A quantidade de nordestinos que vem a feira é muito grande. Eles usam o local não só para comprar, mas para encontrar outras pessoas”. – afirma França. – “As pessoas vem até a administração e muitas vezes pedem para anunciar outras com o intuito de reencontrá-las”. Durante a entrevista França não quis revelar números oficiais sobre o balanço geral da feira. Ele diz não achar seguro e nunca ter feito um balanço, por isso não possui dados, porém nos dois dias em que durou nossa reportagem conversamos com alguns donos de bancas e podemos calcular uma média de 100 mil a 120 mil reais por mês da feira.

Do outro lado está o ShPC que apesar de está instalado a quase um ano, ainda não tem uma clientela tão grande e sofre com o não direcionamento de clientes até lá. Os boxes não foram entregues até hoje e muitos tem bancas improvisadas. Mesmo com a propaganda feita pelo Governo do Distrito Federal a presidente da Associação dos feirantes do ShPC, Ana Maria Oliveira Lima, diz que a feira não recebe nem 20% dos fregueses que recebia quando estava no centro da Ceilândia. Segundo balanço fornecido pela presidente no mês de fevereiro, o ShPC arrecadou R$17.890. “O movimento aqui está muito fraco e os lucros caíram muito”. Cada feirante paga uma taxa única de R$ 10 por semana que serve para a manutenção das instalações, funcionários e materiais referentes ao andamento da feira, tudo documentado. “Nós ainda não pagamos as taxas do governo” – Diz Ana Maria.

Na Feira Central, França afirma que a taxa chega no máximo a R$ 100, o que já inclui os benefícios para os feirantes e propaganda. Esta informação foi rebatida minutos depois por uma das primeiras feirantes da Feira Central, Dona Socorro, que trabalha na mesma banca desde a inauguração. Ela nos conta que a taxa é de R$ 50 por semana, mais imposto Candango (contribuição paga ao GDF), no fim do mês o total por banca chega a quase R$300.

Além da retirada dos camelôs do centro outro fator que contribuiu para o aumento da clientela foi a diminuição dos roubos e assaltos, com a segurança os clientes voltaram a transitar pela feira. Eram encontrados de 50 a 60 carteiras de identidade por mês, segundo França esse número caiu para zero depois da retirada.

Uma das grandes vantagens da Feira Central sobre o Shopping Popular fica por conta da tradição. As pessoas que freqüentam a Feira Central vão em busca de produtos já conhecidos por eles, e muitas vezes por estarem a muito tempo instalados na feira os comerciantes criam amizade e um vinculo de confiança com os clientes. A feira dos camelôs, que hoje é o ShPC, se descaracterizou com a mudança de local, mesmo não ficando muito longe do centro da cidade ela não possui a tradição e os vínculos que os comerciantes da Feira Central criaram após tantos anos. Outros fatores são os produtos e as comidas que já estão adaptadas ao gosto de muitos clientes, aparentemente os produtos possuem características diferentes de qualidade, o que também ajuda na opção de escolha de um produto.
Os preços possuem diferenças, chegam a 60% do valor de uma para outra. Os comerciantes dizem que o motivo é que a mercadoria possui uma qualidade melhor. – Mão de obra mais cara, qualidade melhor, preço maior.

A Feira Central também é ponto de encontro e referencial... ...as famílias almoçarem nos finais de semana, as comidas típicas de varias regiões e estados do país atraem os clientes que a muito tempo saíram de sua terra natal. Este é um mercado que a Feira Central é quase imbatível, disputando até com restaurantes da cidade.

Enquanto isso o ShPC sofre com bancas precárias, algumas remanescentes do incêndio ocorrido no meio do ano passado, quando ainda estavam no centro da cidade, as barracas de comida não possuem espaço e condições para preparar comidas mais elaboradas, e tem que se contentar em produzir uma alimentação mais básica. Pastéis e sanduíches são a maioria das refeições produzidas nas 18 barracas que trabalham com alimentos.

Boa parte das bancas da Feira Central já trabalha com cartões de crédito e débito, o que facilita o parcelamento, enquanto isso a presidente Ana Maria tenta trazer para o ShPC caixas eletrônicos, mas ainda espera a regularização da documentação final do espaço.
Principalmente nos finais de semana a procura por produtos como hortifrutigranjeiro é intensa na Feira Central, já no Shopping Popular estes produtos não possuem autorização e nem espaço especifico para venda.

Frank é funcionário na banca 413, da Feira Central, há quatro anos, ele não acha que a retirada foi tão boa, e acredita que as vendas da loja caíram. O mesmo diz Dona Socorro, ela relata que os clientes têm deixado de ir nos finais de semana para a Feira Central e ido nas quartas-feiras para a chamada Feira dos Goianos que fica a cerca de 5km do centro da Ceilândia. Os produtos lá costumam ser mais baratos por não possuírem os mesmos impostos que as bancas fixas da Feira Central possuem, daí o maior poder de barganha. Os feirantes do ShPC também concordam, mas reclamam menos por não pagarem, por enquanto, os impostos normais. Eles só começaram ser pagos quando a documentação estiver pronta.
A maior quantidade de produtos, variedades e a acessibilidade facilitada, pelo local que se encontra a Feira Central, ajuda nas vendas, mas no caso do ShPC a mudança esta levando muitos a falência, isto devido a porção mínima de clientes que se dirigem até lá, apesar de não ser tão longe da outra feira.


Suzano Almeida

Fonte: Eternidades da Semana

Jornal faz balanço de obras I

Shopping Popular

Em um ano e meio, o GDF trouxe para a legalidade 2,8 mil ambulantes que ficavam espalhados pelas ruas de Ceilândia. Além da desordem urbana que causavam, os camelôs não tinham infra-estrutura adequada e não pagavam impostos. A reforma e a revitalização das feiras da cidade, que estavam abandonadas, e a construção do Shopping Popular (ao custo de R$ 11 milhões) foram medidas fundamentais para garantir a regularização destes trabalhadores e mudar a cara da cidade.

A retirada dos quase mil camelôs do centro de Ceilândia era considerada pelo governo um grande desafio. De acordo com o chefe do Núcleo de Feiras de Ceilândia, Jackson de Souza, desde os anos 90 eram realizados levantamentos sobre o número de feirantes, mas não havia espaço para transferi-los.

No início do ano passado, o GDF retomou as obras do Shopping Popular - um prédio de nove mil metros quadrados com dois andares, estacionamento e praça de alimentação - e transferiu os feirantes que se encaixavam nos critérios estabelecidos pelo governo. Entre as exigências, ser morador do DF há pelo menos cinco anos, não dever impostos ao governo e não ter concessão, permissão ou autorização de uso de nenhuma outra área pública no DF.

Os ceilandenses puderam comemorar a inauguração do espaço em agosto do ano passado. Hoje, o Shopping Popular é um espaço a mais para fazer compras e assistir a apresentações culturais. O local conta com rampas de acesso aos portadores de deficiência e segurança.
Um ano após a transferência dos feirantes, os novos microempresários estão se programando para trocar as barracas, ainda de ferro, por boxes de alvenaria padronizados. "Estão sendo negociadas linhas de crédito para que eles possam financiar os boxes, que custarão em média R$ 3,5 mil", explica Jackson.



Regularização dos camelôs

"A saída dos camelôs do centro da Ceilândia foi maravilhoso. Primeiro porque deixou a cidade com ótimo aspecto e muito mais limpa. Segundo porque a nossa clientela agora entra. Era uma concorrência muito desleal. Trabalho aqui há oito anos e só agora tenho a oportunidade de vender bem". Vaniscleide da Costa, 25anos, feirante

"Não tenho como agradecer essa mudança. Com a saída deles tudo mudou para mim. Vendo mais e posso investir mais também. Não posso esquecer também que aqui era muito perigoso, agora ficou mais tranqüilo. Como a cidade mudou com essa transferência!". Silvia Cruz, 50 anos, feirante

"Trabalho aqui há cinco anos e só agora posso ver como o centro da cidade é bonito. Aqui ficou bem mais limpo, mais seguro. As vendas melhoraram demais, a infra-estrutura também. É uma nova fase na vida de todos que trabalham e moram em Ceilândia". Jânio Bento, 27 anos, vendedor



Metrô muda vida de milhares de ceilandenses

A expansão do sistema de metrô mudou a vida de quem mora na Ceilândia. Os trens cortam a cidade de Norte a Sul desde abril passado, quando o governador Arruda e o presidente Lula inauguraram quatro novas estações e 4,5 quilômetros de linha. As obras foram retomadas no início de 2007, após 13 anos de paralisação, e são resultado do investimento de R$ 85 milhões bancados pelo GDF e pelo governo federal.

"Todo o esforço visa diminuir o uso de carros nas ruas do DF. Em oito anos dobrou o número de veículos individuais. Ou investimos no transporte coletivo ou a cidade fica, literalmente, entupida", explica o governador Arruda.

As estações Guariroba, Ceilândia Centro, Ceilândia Norte e Terminal Ceilândia levaram 13 meses para ficar prontas. Com o novo trecho, o total de passageiros transportados diariamente pelo sistema subiu 40%, elevando de 100 mil para 140 mil o número de usuários por dia. Antes, a cidade contava apenas com a estação Ceilândia Sul, que atendia a uma pequena parcela dos moradores da mais populosa cidade do Distrito Federal.


Vila Olímpica será inaugurada em fevereiro de 2009

Faltam seis meses para Ceilândia ganhar um dos mais completos complexos esportivos do DF. A Vila Olímpica da QNO 9 ficará pronta em 27 de fevereiro de 2009. As obras no terreno de 23 mil metros quadrados começaram em meados de julho. O investimento supera os R$ 7,5 milhões. A unidade oferecerá três piscinas e ginásio multiuso coberto para treinamentos esportivos e realização de eventos sociais. Também terá um campo de futebol soçaite com gramado sintético, quadra poliesportiva coberta e pista de atletismo com áreas para saltos em distância, em altura e com vara.

Quem gosta de andar de skate poderá aproveitar o circuito inspirado nas ruas para praticar manobras radicais. Os sete mil metros de área construída previstos para a vila contam, ainda, com quadra oficial de vôlei de areia, parque infantil, áreas ao ar livre para ginástica e mil metros de pista para caminhada.

A construção do complexo vai gerar cerca de 200 empregos diretos - 100 durante as obras e o restante quando estiver em funcionamento. As vagas de trabalho serão preenchidas preferencialmente por moradores da Ceilândia.

A segunda Vila Olímpica de Ceilândia, localizada no antigo Parque da Vaquejada, já está com licitação aberta. Além disso, a cidade deve ganhar mais três campos de futebol com grama sintética.



ADE agora vive inédita expansão

Muitos empresários duvidaram que a Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) do P Sul pudesse ir para frente. Mato, poeira, insegurança e falta de infra-estrutura espantaram alguns empreendedores contemplados há mais de dez anos com terrenos no P Sul, próximo ao condomínio Pôr do Sol.

Atraídos pela promessa de crescer, alguns começaram a produzir, mas não suportaram as dificuldades, foram à falência e devolveram o terreno.

Este triste cenário começou a mudar neste ano. O Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 13 milhões em asfalto, drenagem e meios-fios. O local se transformou. O acesso melhorou e tudo ficou mais fácil. Quem ficou se deu bem. No início de agosto, o governador José Roberto Arruda reinaugurou a ADE do P Sul, que hoje já comporta 83 empresas instaladas e emprega quase mil pessoas. Em cinco anos, a área irá abrigar cerca de 500 estabelecimentos e contratar 10 mil trabalhadores.


Fonte: Tribuna do Brasil

Jornal faz balanço de obras II

UnB-Ceilândia

Para os jovens de Ceilândia, freqüentar uma universidade não exige mais, necessariamente, longas e dispendiosas viagens diárias até o Plano Piloto. Uma parceria entre a Universidade de Brasília (UnB) e o GDF rendeu para a cidade um campus novo, que oferecerá cinco cursos da área de Saúde - Farmácia, Enfermagem, Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Gestão de Saúde. A instalação de um campus da UnB em Ceilândia era um dos compromissos de campanha do governador José Roberto Arruda.

O novo complexo de ensino será erguido em um terreno cedido pelo GDF, próximo ao futuro Centro Administrativo do governo. Enquanto a sede do campus não fica pronta, os alunos vão estudar no Centro de Ensino Nº 4 de Ceilândia. Os 240 calouros terão à disposição seis salas de aula, três laboratórios multidisciplinares, biblioteca e laboratório de informática.

Segundo o governador, o mais importante no processo de descentralização da UnB é democratizar o acesso à universidade. "O fato de ter UnB na Ceilândia vai fazer com que os jovens sonhem em estudar. Quando ela estava só no Plano Piloto, o sonho era muito distante", avaliou. No novo campus, os alunos da rede pública têm 20% de acréscimo na nota obtida no vestibular para fins de classificação. "Isso permitirá que o jovem humilde, que sempre estudou em escola pública, possa sonhar em ser aluno da UnB", acrescentou.

A sede definitiva deve ficar pronta em um ano. Os gastos com a construção do campus serão divididos entre GDF e UnB. A obra já está licitada e custará R$ 17 milhões. A previsão é de que as aulas nos edifícios definitivos sejam iniciadas em agosto de 2009.



DF-459 encurta caminho para 60 mil motoristas

O GDF está investindo R$ 16 milhões na construção da rodovia DF-459, que terá duas pistas e sua finalidade e desempenhará a importante função de interligar Ceilândia a Samambaia, diminuindo também o tempo de viagem até o Plano Piloto e permitindo a integração do transporte da área ao metrô.

De acordo com o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Luiz Carlos Tanezini, com a nova rodovia os motoristas que vão de Samambaia para Ceilândia, ou vice-versa, não precisarão pegar o cruzamento entre o setor QNL e Samambaia, um dos pontos de maior congestionamento no DF. "Estamos concluindo serviços de terraplanagem e tudo estará pronto em 2009", garantiu Tanezini.

A abertura da via também significará o fim dos congestionamentos no trecho que dá acesso à QNL, à EPTG e ao Pistão Sul, especialmente nos horários de maior fluxo. A estimativa do DER é de que aproximadamente 60 mil veículos passem a trafegar diariamente na DF-459. "Hoje, para chegar ao P Sul, o motorista faz um percurso de 18 quilômetros. Com a construção dessa pista, o trajeto diminuirá para cinco", destacou o governador José Roberto Arruda ao explicar a importância da obra.



O Pró-Moradia I

As quadras QNP, QNQ e QNR não constavam no projeto original de Ceilândia. Cresceram de maneira desordenada nos últimos anos e, até pouco tempo atrás, sofriam com a falta de infra-estrutura. Em 2008, o Pró-Moradia I começou a mudar essa realidade. O GDF, em parceria com a União, investiu R$ 197,3 milhões em benfeitorias. Desse montante, R$ 27 milhões foram destinados para Ceilândia. Em pouco tempo, o lugar virou um verdadeiro canteiro de obras.

As obras, que começaram em fevereiro, já beneficiaram mais de 20 mil moradores. Eles ganharam asfalto, drenagem pluvial, meios-fios, quatro quadras de esportes e dois centros comunitários. Grande parte das obras já terminou, mas ainda há o que fazer, garante o administrador Leonardo Moraes. "A segunda etapa do Pró-Moradia irá beneficiar toda a cidade. Vamos construir mais quadras poliesportivas e centros de múltiplas atividades em toda a cidade."

Quase todas as ruas da cidade estão pavimentadas. Esgoto e água potável também atingem a maioria. Problemas com alagamentos estão com os dias contados. Só quem está fora dessa realidade, por enquanto, são os condomínios Sol Nascente e Pôr-do-Sol, que devem ser incluídos no Pró-Moradia II. Como ainda estão irregulares, não podem receber investimentos públicos e ficaram fora da lista dos beneficiados.

Essa situação, no entanto, deve mudar ainda este ano. Segundo o administrador, a expectativa é de que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) libere a licença ambiental na primeira quinzena de setembro. Se acontecer, esses setores poderão estar regularizados em novembro.


Postos

Ceilândia ganhou, na semana passada, um significativo reforço na área de segurança pública. Mais dois Postos Comunitários de Segurança foram entregues à população da cidade, que conta agora com três postos policiais, contando com o do Condomínio Privê. O governador José Roberto Arruda inaugurou uma unidade do setor P Sul e outra na Ceilândia Norte, totalizando investimento de R$ 280 mil. A idéia é reduzir os índices de criminalidade por meio de maior interação com a comunidade.


Fonte: Tribuna do Brasil

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Bronca da hora

Assim como o Plano Piloto e Taguatinga, acho que Ceilândia também tem um papel de grande importância para o Distrito Federal. Portanto, quero deixar registrado neste grande meio de comunicação o meu protesto de indignação com a atitude precipitada e inexplicável do governador José Roberto Arruda, em mudar de cor (sem qualquer consulta a nós, moradores) do símbolo da cidade, que é a Caixa d'Água.

Isso deixa claro que a nossa opinião não importa absolutamente nada.

Em vez de ter trocado a cor da nossa caixa d'água, o governo poderia ter brindado Ceilândia com mais iluminação pública - que é o que realmente importa.

Será que também vão mudar a cor da Catedral de Brasília, do Memorial JK e do Congresso Nacional?


Rodrigo Silvério Santos


Veja mais no link do 100% Ceilândia.

Fonte: Jornal de Brasília de 03/09/08

Imagem: palmeiras do Sol



Palmeiras no condomínio Sol Nascente.

Fonte: blog Correio Braziliense

Sem cartas

Receber a correspondência na loja da comerciante Vilma Maria de Lima, 33 anos, é difícil. Há seis anos, Vilma tem um comércio na SHPS Q. 202 conjunto 'A' lote 18 do Setor Por do Sol em Ceilândia. Mas, desde que a loja foi inaugurada nunca recebeu uma correspondência no endereço. O prejuízo por não chegar cartas no local pode ser medido em reais. Contas de bancos e telefones, cartões de crédito, pagamento dos fornecedores são todas pagas com atraso, e, conseqüentemente com multas e juros.

Para driblar o problema, Vilma mudou o endereço de correspondência para sua casa que fica fora do condomínio. Ela conta que já foram feitas várias reclamações, mas até hoje, não houve nenhuma mudança. "Eu acho um descaso muito grande. Sinto-me lesada por não contar com um trabalho de entrega de correspondência", reclamou.

Mas não é apenas Vilma que sofre com a situação, outros moradores do Por do Sol, também têm as cartas entregues em casas do condomínio visinho Sol Nascente. Aproximadamente 80 mil famílias dos dois condomínios têm algum problema com a falta da atuação dos Correios.

Para os moradores que já pagam o IPTU, que têm água encanada, rede de energia e de telefone em suas casas, o serviços dos Correios também deve ser feito nas duas áreas.

Dos Correios, contam apenas com o serviço de Caixa Postal. As cartas são entregues nas terças e quintas-feiras. Uma pessoa que fica responsável voluntariamente pela Caixa, faz separação dos envelopes, e as entregas para os síndicos das quadras.

No condomínio Por do Sol, a responsável pela postagem é a presidente da associação dos moradores Francisca Ambrósia, 60 anos. Apesar de separar aproximadamente mil cartas por dia, ela não vê problema na falta de atuação dos Correios no condomínio. "Eu faço o serviço porque gosto. Não vejo problema nisso. Só teremos um serviço de Correios depois que o condomínio for regularizado", afirmou Ambrósia.

A cabeleireira Wanessa Pereira dos Reis, 26 anos, não acha que a situação é tão simples assim. As cartas dela, como as de todas as outras pessoas do Por do Sol, são deixadas em cima de um balcão num supermercado do condomínio. Ela contou que várias cartas são extraviadas. "Não há organização. Como todo mundo tem acesso às correspondências, muitas somem. Isso é um problema para todos", lamentou.

O Condomínio Sol Nascente tem aproximadamente 70 mil residências, e uma única pessoa para fazer a separação das cartas. Evilásia Verônica Silva Oliveira, 37 anos, faz todo o serviço como voluntária há aproximadamente cinco anos. Ela contou que já foram feitas várias solicitações para colocar o serviço de Correios nos condomínios. Mas única promessa por parte da Empresa, seria o pagamento de uma pessoa para fazer a separação das cartas. "Não passou de promessa. O meu trabalho é muito maior que de um carteiro". No dia que as cartas chegam, ela passa o dia inteiro fazendo o serviço. Por dia, ela chega a separar aproximadamente 2,5 mil cartas. "Os Correios cobram dos responsáveis pelas Caixas Portais, que as correspondências devem ser devolvidas carimbadas. Mas não faz nada para colocar um Cep no condomínio" reclamou. Segundo Verônica o problema é maior no início do ano, quando são entregues as contas do IPTU.

Segundo o gerente de operações da Regional dos Correios Édson Batista Morais, o serviço dos Correios é implantado nas áreas regularizadas. A determinação vem do Ministérios das Comunicações. Morais esclarece, que apesar das casas terem placas de identificação, os endereços podem sofrer alterações depois do processo de regularização dos condomínios pelo o GDF. "Na regularização tem que ter o mapa da área, o plano urbanístico. Só depois faremos o estudo de como será feito o trabalho de distribuição no local", informou. "Infelizmente não podemos fazer nada antes dessa regularização da área", completou.


Fonte: Tribuna do Brasil

Contra o desperdício

Assista ao vídeo abaixo e veja como o pessoal da Feira do Produtor acaba com o desperdício e ainda faz um grande bem a muitas famílias.

CorreioWeb/Tv Brasília

Fonte: Jornal Local de 03/09/08

Medalharam



A técnica apurada na montagem de fontes, pavimentação, marcenaria e ornamentação com plantas garantiu a Jonathan de Souza Silva e Jefferson Santos, ambos de 19 anos, a medalha de ouro na Olimpíada do Conhecimento, promovida nacionalmente pelo SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e encerrada há duas semanas. Os dois foram considerados os melhores estudantes de jardinagem e paisagismo do país.

Jonathan de Souza Silva é morador de Ceilândia.


Fonte: Ceilândia.com e Correio Braziliense