quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Preço cai

A dona-de-casa Rita de Sousa notou a diferença: no último mês os preços caíram. “Baixou bastante: o feijão, o arroz, o leite em pó, as verduras, a banana. Tudo isso caiu bastante de preço”, comenta.

A queda foi confirmada pela pesquisa do Dieese, que analisou 54 itens de limpeza, higiene e alimentação, em supermercados de quatro cidades. Em agosto, a cesta básica mais cara foi a do Plano Piloto: R$ 394,56. Depois veio a do Guará: R$ 382,39. Em terceiro lugar ficou a cesta de Taguatinga: R$ 361,16. A mais barata foi a de Ceilândia: R$ 350,66.

“O pessoal do Plano Piloto tem um melhor poder aquisitivo, por isso eles compram sem pesquisar. Com isso, pagam mais caro. Já os moradores das outras cidades pesquisam antes de comprar e levam o que está em promoção”, diz o militar José Rodrigues.

“Os moradores de Ceilândia têm o poder aquisitivo menor que os moradores de Taguatinga, Guará e Plano Piloto. Com isso, nós empresários, temos que colocar uma margem de lucro um pouco mais inferior para conseguir vender”, explica o dono de mercado Martinho Pimenta.

A pesquisa traz dados interessantes. O arroz teve a maior queda em Ceilândia: 34,15%. Em compensação, a cidade registrou também a maior alta do feijão carioquinha: 5,20%. Já a batata inglesa teve aumento de 64,13% no Plano Piloto, queda de 11,53% em Taguatinga, de 23,30% no Guará e, em Ceilândia, caiu quase pela metade: 47,71%.

A explicação para essas diferenças, dizem os coordenadores da pesquisa, está ligada à preferência dos consumidores. Em algumas cidades, a população gosta mais - e compra mais - um determinado produto. Assim, maior a procura, mais caro ele fica. Menos procura, mais em conta para o comprador.

“As pessoas vão consumir a sua preferência. Então, elas sempre têm o costume de comprar a mesma cesta todos os meses”, enfatiza a pesquisadora Kátia Velásquez.

Seja qual for a localidade e os gostos dos moradores, fica aquela velha dica: “é importante pesquisar. Em Taguatinga, por exemplo, é grande a variedade de preço. Sou mãe de três filhos, preciso correr atrás”, enfatiza a cabeleireira Marta Rosa da Silva.


Fonte: Rede Globo

Viadutos, viadutos

Foi só o GDF inaugurar o viaduto Israel Pinheiro, na EPTG, e os motoristas do DF descobriram algo que os de São Paulo já sabem desde os tempos em que Paulo Maluf administrava a cidade: viadutos não eliminam engarrafamentos. No máximo servem para transferi-los de um determinado ponto de uma via para outro mais adiante.

Todas as cidades que foram bem sucedidas no desafio de atenuar os problemas de tráfego o lograram desestimulando o uso do automóvel particular.

Primeiro, as autoridades trataram de oferecer à população transporte público de qualidade, integrando metrô, ônibus e até bicicletas. Parece ser esta a filosofia do projeto Brasília Integrada, do governador José Roberto Arruda.

Segundo, foram criadas dificuldades para quem continuava insistindo em se locomover no próprio carro: entre outras medidas, aumentaram impostos, reduziram o número de vagas para estacionamento e passaram a cobrar taxas caríssimas pelo uso das vagas que sobraram.

Em algumas cidades as prefeituras radicalizaram e simplesmente proibiram o tráfego de táxis e automóveis privados em determinadas áreas. Em outras radicalizaram ainda mais e transformaram as ruas centrais em calçadões para pedestres. Ali, só se chega de metrô, de bicicleta ou a pé. Veículo motorizado só entra se for ambulância, carro da polícia, do corpo de bombeiros e caminhões de limpeza ou de entrega (estes últimos sempre nos horários determinados pela prefeitura).

Claro que no começo a reação dos moradores foi a pior possível. Mas só até se darem conta do quanto é bom poder desfrutar do ar limpo e do sossego de ruas livres de motoristas estressados e suas ameaçadoras armaduras de aço. E tudo isso sem perder a capacidade de se deslocar rapidamente para qualquer ponto da cidade.

Foi uma mudança radical de mentalidade, que não aconteceu da noite para o dia. Mas aconteceu. O resultado é que hoje, nessas cidades, quem ousa comprar um carro ganha fama de egoísta e corre o risco de ficar mal visto pelos vizinhos.

Como aqui no DF só agora transporte público de qualidade passou a ser prioridade e a maioria das pessoas ainda acredita que ter automóvel é sinal de status, dá para imaginar o longo - e engarrafado - caminho que ainda temos pela frente.

Haja paciência. E haja viadutos.


Fonte: Ceilândia.com

Inaugurados

O governador José Roberto Arruda entregou hoje mais dois postos policiais à população. O primeiro foi inaugurado na CNM 1, Ceilândia Centro, em frente ao Restaurante Comunitário, e o segundo na quadradão da QNO 16, Expansão do Setor O.

Com essas duas unidades, a Secretaria de Segurança completa 23 postos à disposição da população do Distrito Federal desde o início julho. Naquele mês o governo iniciou as inaugurações no Recanto das Emas, Riacho Fundo I e Brazlândia. Arruda disse que a construção dos postos segue ininterrupta.


Fonte: Comuniweb

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Opinião: história da Tailândia

A Associação Comercial e Industrial de Ceilândia (ACIC) divulgou nota para esclarecer que não pretende entrar na discussão sobre a localização do shopping center que a empresa Paulo Octavio Empreendimentos Imobiliários havia se compprometido a construir na cidade.

Como assim, não vai entrar na discussão? Entrou desde o início. E começou misturando público com privado, através de uma campanha que incentivava as pessoas a ligar para o gabinete do vice-governador pedindo a construção do shopping.

Só agora, após se dar conta de que nos círculos do poder ainda há quem não saiba a diferença entre Taguatinga e Ceilândia, resolve esclarecer que o assunto pertence à esfera da iniciativa privada.

Aliás, tem gente achando meio sem sentido discutir se o empreendimento deve se chamar Ceilândia Shopping ou Cerrado Shopping. Já que ele vai ficar no Setor M Norte, mas na divisa entre as duas cidades, que seja logo batizado de “Tailândia” Shopping.

Fonte: Ceilândia.com

Museu itinerante

Ceilândia é a última parada do Museu Itinerante de Ciência e Tecnologia (Promusit) no Distrito Federal. Depois de reunir mais de 40 mil pessoas nas paradas pelo Gama, Planaltina e São Sebastião, o projeto da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) se despede do Distrito Federal na mostra que será aberta nesta terça-feira (2/09) para a população de Ceilândia e de regiões vizinhas. O museu recebe o público até o sábado (6/08) e a entrada é gratuita.

Será possível conferir exposições interativas, planetário inflável, giroscópio humano, canhão de ar, relógio de sol, harpa laser, uma pequena estação de tratamento de água, roda que flutua no ar, órgão de percussão com tubos de PVC e raquetes de borracha, além da máquina do riso que dá choques coletivos, a arma de tiro ao alvo que funciona tendo o ar como munição e apresentações de vídeos, oficinas, shows e palestras. Tudo com entrada franca.


A proposta do museu é interativa, ou seja, os visitantes participam das experiências científicas. Todos os experimentos são transportados pelo caminhão do Promusit, que viajou mais de dois mil quilômetros até o Distrito Federal. Depois de descarregado, o veículo se transforma em um auditório com sistemas de comunicação via satélite, internet, multimídia e microscopia, para palestras, conferências e demonstrações.

De 2 a 6 de setembro (terça a sábado)
Na SESC - QNN 27, Área Especial, Lote B - Ceilândia Norte
Das 8h às 12h, 14h às 18h e 19h às 21h


Fonte: Correio Braziliense e Rede Globo

Imagem: você conhece a Marta?





Se caso não, clique neste link e veja você mesmo.

Fonte: Blog Correio Braziliense

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O primeiro dia não agradou...

O primeiro dia de mudanças com o aumento no número de microônibus em Ceilândia não foi muito bom. Muitos usuários do transporte público foram entrevistados pela reportagem da Band e se mostraram insatisfeitos com o número de veículos que rodavam.

Alguns reclamavam da demora de passagem dos coletivos, outros da superlotação. Alguns diziam que esperavam cerca de 20 minutos para pegar um microônibus - os microônibus fazem as linhas circulares de Ceilândia. Muitos queixavam-se que não perceberam nenhuma mudança.


Parece que o número de microônibus ficou muito abaixo da espectativa...

Fonte: Band Cidade de 01/09/08

O GDF já sabia...

O viaduto Israel Pinheiro não resolveu os problemas de engarrafamento na Estrada Parque Taguatinga (EPTG), mas o governo não esperava mesmo que isso acontecesse. A DF-079, que liga o Park Way à via e os semáforos nas entradas do Guará e do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) são apontados como os vilões. A solução para desafogar a pista é um ambicioso projeto que inclui a construção de pistas marginais, outros quatro viadutos, 17 passagens de pedestres e um corredor exclusivo para ônibus. A expectativa da Secretaria de Transportes é começar as obras em outubro.

O Correio acompanhou o tráfego na EPTG na manhã da última sexta-feira (29/09) e documentou a luta dos motoristas para se deslocar das cidades mais populosas do Distrito Federal para o Plano Piloto e arredores. Antes das 7h, o número de carros já é grande e obriga o condutor a transitar abaixo dos 30 km/h em muitos pontos. “A contenção maior é no Guará. Tem lá o semáforo e um grande número de veículos entrando na EPTG. No SIA também não é fácil”, comenta o morador de Ceilândia Ailton Lelis Landim, 32 anos, que passa pela pista de moto duas vezes por dia. “Ando por todo o DF e Entorno porque trabalho como localizador de veículos. Aqui é a pista mais engarrafada”, afirma. Ele não percebeu melhoras depois da inauguração do viaduto, que custou R$ 21 milhões e foi inaugurado no último dia 16, mas comemora o fim das obras: “O desvio fazia ficar engarrafado. Agora, para mim, está igual a antigamente. Mas não há como negar que melhorou para quem mora em Águas Claras”, admite.


Esse, segundo o secretário de Transportes, Alberto Fraga, era o objetivo da construção. “O viaduto não foi pensado para resolver a questão do engarrafamento, mas para minimizar o problema dos moradores de Águas Claras, Vicente Pires e Arniqueiras”, defende ele. Isso aconteceu, segundo o cabo da PM Carlos Silva, que trabalha no Comando de Polícia Rodoviária (CPRv), bem em frente ao viaduto. “Simplificou demais o acesso; eles vêm e passam. O problema maior agora é na DF-079, que desemboca na parte de baixo do viaduto”, explica. Antes da conclusão da obra, os motoristas ficavam parados esperando uma brecha para entrar na via que leva ao Plano Piloto. “Agora, o engarrafamento é na própria EPTG. Eles vêm de três faixas e só têm duas à disposição quando mudam de rodovia”, explica. Os semáforos do Guará e SIA também são citados pelo policial como pontos críticos de retenção. “É preciso tirá-los. O governo poderia colocar lá a passarela de pedestres que foi retirada aqui do local do novo viaduto, de modo que os carros que querem fazer a conversão andem mais um pouco até o próximo retorno”, opina.

De Taguatinga até o novo viaduto, o trânsito tem fluído bem. Na última sexta-feira, às 7h30, não havia engarrafamento no local mesmo com duas faixas interditadas por causa de um acidente. O comerciante César dos Santos, 40, se envolveu na ocorrência. Um motociclista se chocou contra seu VW Gol quando ele seguia bem em cima do viaduto. “Os carros iam devagar, a moto veio rápido no corredor e o piloto perdeu o controle porque a fila da direita estava desviando dos cones de sinalização”, justifica ele, que mora e trabalha na Estrutural. “Mas passo aqui duas vezes por dia, às 7h30 e às 17h30. Venho comprar mercadorias para o meu comércio. Eu acho que melhorou um pouco. Antes, eu pegava trânsito lento desde Taguatinga; agora, começa depois do viaduto”, informa.

Semáforos
O GDF pretende retirar nos próximos dois anos os semáforos que incomodam o motorista. Esse é o tempo previsto de execução do projeto de revitalização da EPTG. As primeiras intervenções que devem sair do papel são pistas marginais de duas faixas e mão única nos dois lados da via principal. “Para não cometer o erro do primeiro viaduto e deixar o usuário irritado. Quando começarem as obras, a opção de desvio estará consolidada”, explica Fraga.

Outros quatro viadutos parecidos com o Israel Pinheiro serão construídos, simultaneamente, na via. Um deles será outro acesso a Águas Claras, na saída de Taguatinga. Seguindo o sentido Plano Piloto, o próximo viaduto levará o motorista a Vicente Pires e ao Jóquei Clube. Os outros dois ligarão a EPTG ao SIA e à Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia). Na pista principal, haverá uma faixa exclusiva para o transporte coletivo, a primeira do DF. “Com isso, pretendemos resolver o problema do engarrafamento”, garante o secretário. Com as intervenções, a pista deve estar preparada para receber um trânsito mais pesado do que o atual, que gira em torno de140 mil veículos por dia. “Antes do viaduto, eram 120 mil por dia. Eu até prefiro que o motorista use a Estrutural, que tem seis faixas, no horário de pico, mas parece que ele prefere a EPTG”, avalia Fraga.

Para os pedestres está prevista a construção de 17 passarelas, uma delas subterrânea. Será a passagem que ligará o Guará ao Conjunto Lucio Costa. As outras serão aéreas, sem cobertura, e feitas de concreto, diferentes daquelas a que o brasiliense está acostumado. “São mais modernas e duráveis. Cada uma custa quase R$ 1,5 milhão”, conta Fraga.

A obra completa tem custo estimado de R$ 194 milhões. A verba vem de um empréstimo que o GDF conseguiu no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “Nossa previsão é entregar os editais de licitação para as empresas interessadas até quinta-feira. Eles foram elaborados com muito cuidado e estou torcendo para não termos problemas”, conclui Fraga.


Fonte: Correio Braziliense

Protesto contra o descaso

A estrutura pré-moldada que era temporária já tem 19 anos. A iluminação natural das salas é fraca, a fiação fica exposta e perto das placas de metal e em dias de chuva, a água entra pelo concreto. Na semana passada uma telha caiu no período de aula. A Defesa Civil fez uma avaliação do prédio e apontou a necessidade de reparos.

“A escola pode funcionar, mas devem ser feitos reparos. Alguns até emergenciais, para garantir a segurança de todos. Então, embora tenham dito que não há risco eminente, esses reparos precisam ser realizados”, ressaltou o diretor do colégio, Anderson de Souza.

Para cobrar melhorias, direção, professores, pais e alunos foram para as ruas da Expansão do Setor O. Eles querem a construção de um novo prédio para o Centro de Ensino Fundamental 17. Defendem também que é difícil ter qualidade de educação com as atuais condições da escola.

“Quando chove a gente não consegue estudar, porque tem goteira caindo na nossa cabeça. A gente também não consegue escutar o que o professor fala, porque tem outro dando aula na sala ao lado”, reclama a estudante Rafaela Silva, de 16 anos.

Depois da passeata, a Secretária Adjunta de Educação se reuniu com os alunos e com a direção da escola. Até o fim do ano deve começar a construção do novo prédio.

“O prazo de uma construção com 20 salas, com dois andares, é de um ano no mínimo. Ela já estava no nosso plano de obras e vai ser iniciada no final de 2008, para término e entrega no final de 2009”, informa a secretária adjunta de Educação, Eunice Santos.

Durante as obras, os 1,4 mil alunos devem ser transferidos para outras escolas.


Veja o vídeo: CorreioWeb/Tv Brasília

Fonte: Rede Globo, Jornal Local, Band Cidade e Rede Record de 01/09/08

Melhoras... Mas pioras também...

Os comerciantes e empresários da Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) Centro-Norte ficaram felizes com a inauguração da infra-estrutura básica da região, mas a alegria durou pouco tempo.

Outro setor da localidade que foi esquecido acabou sendo a segurança pública. Muitos donos de empresas e trabalhadores reclamam do alto índice de assaltos e roubos na região.

De tanto ser roubado, um comerciante resolveu levar os instrumentos de trabalho para casa no carro que possuía. Outro disse que vai abandonar o negócio no ano que vem.

Muitos vão a delegacia do P Sul e fazem a ocorrência, mas de nada adianta. Segundo a Polícia, não havia dados dos números elevados de crimes praticados naquela região...

Aí perguntamos: Como assim?!

Fonte: Rede Record de 31/08/08