domingo, 24 de agosto de 2008

Túnel em Taguatinga

Técnicos da Secretaria de Obras apresentaram ontem (22/08/08) ao secretário de Transporte e Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Luiz Carlos Bueno Silva, o projeto de construção do túnel de ligação da EPTG com a Avenida Elmo Serejo, para acabar com o trânsito pesado e os congestionamentos no centro de Taguatinga.

A proposta havia sido apresentada ao ministro das Cidades, Márcio Fortes, pelo governador José Roberto Arruda e o secretário de Obras, Márcio Machado, em um almoço promovido pelo GDF há duas semanas.

O projeto prevê a construção de um túnel de 820 metros de extensão com três pistas em cada sentido, orçado em R$ 179 milhões. Parte do dinheiro viria do ministério e o restante da contrapartida do GDF.

Luiz Carlos Bueno Silva gostou da idéia e pediu a inclusão, no projeto, de uma solução do transporte coletivo, integrando ônibus, metrô e os microônibus que circulam na região. A expectativa do governo é de que o projeto seja aprovado logo e o dinheiro repassado ainda este ano.


Fonte: Jornal de Brasília de 23/08/08

Manifestação


Ceilândia tem medo. A violência anda solta pela cidade, a qualquer hora. O assalto a uma farmácia, na quarta-feira, 20, às primeiras horas da manhã, que acabou com a morte do bandido, depois de manter sete pessoas como reféns por sete horas, deixou a fisionomia das pessoas mais contraída.

O assunto mais falado nas rodas de amigos, vizinhos e familiares é o mesmo: Ceilândia precisa de mais proteção. Para ajudar a comunidade a romper com o medo que permite a impunidade, um ato público foi realizado no centro da cidade, seguido da distribuição de panfletos e revistas.

O projeto "Quebrando o Silêncio" levou à avenida Juscelino Kubitschek(Hélio Prates) mais de 200 pessoas, que ouviram Joaquim José da Silva e Fernando Lopes e assistiram ao show da Turma do Nosso Amiguinho, formada por seis bonecos que cantaram músicas incentivando as crianças a não se deixar agredir pelos adultos, e a população a denunciar a violência contra o menor, a mulher e o idoso.

Maria Aparecida, 40 anos, veio do Condomínio Sol Nascente, com o marido e os filhos, João Gabriel, 3 anos e Débora Joana, 4 anos. Atenta, ouviu os palestrantes e mostrou aos filhos os bonecos. "Acho ótima a iniciativa, porque está combatendo a violência que é muito ruim para a cidade."

Lourival Soares de Lacerda, 62 anos, marido de Aparecida, concorda com a mulher. "Ceilândia é uma cidade conhecida como violenta. O tema desse evento serve para quebrar o silêncio da impunidade, da maldade das pessoas", afirmou o morador do Condomínio Sol Nascente.

Joaquim José da Silva disse que precisamos fazer nossa parte, mas que "é preciso mais segurança para a cidade". Ao seu lado, Fernando Lopes completou: "as comunidades precisam reivindicar mais segurança. As pessoas estão caladas, cada um tem que fazer sua parte".


Fonte: Correio Braziliense e Rede Globo

sábado, 23 de agosto de 2008

Mais um clássico

A Ceilandense vai visitar o anfitrião Guará neste domingo no Cave pela 4ª rodada do Campeonato Brasiliense de Futebol da 2ª Divisão:


Guará x Ceilandense - 24/08/08 - domingo - 10h30 - CAVE (Guará).


O Guará está temporariamente na última posição, mas todo clássico continua sendo clássico.

Fonte: Esporte Candango e Federação Brasiliense de Futebol

O pai e sua revolta

Em meio ao alívio dos funcionários da drogaria, o choro de um pai que acabou de perder o filho parace ter passado despercebido. "muitos aplaudiram a morte de meu filho, mas ele é um ser humano também e merecia uma oportunidade", desabafou o pedreiro Roberto Jesus Pinto, 44 anos, em entrevista ao Jornal de Brasília. Ele é pai de Roger do Arte.
"Eu sei que meu filho não teria coragem de atirar em ninguém. Era um crianção e estava alterado por causa do remédio (Rophynol) que tomou, mas ainda assim não atiraria", afirma Roberto, que foi localizado em Ceilândia pelo JBr.
Roberto garante que irá cobrar explicações da PM pelo fato de nenhum parente ter tido a oportunidade de negociar com Roger. "Meu filho e minha sobrinha estavam lá, mas não deixaram nem eles chegar perto para convencer o Roger a largar a arma", disse, em tom de revolta. "Um policial do Bope debochou dizendo que não sabia se tinha que chamar o rabecão ou o SLU, para levar o corpo de meu filho. Não é porque somos pobres e miseráveis que merecemos ser tratados desta forma", reclamou.
Ainda assim, Roberto diz que entende o desespero dos reféns. "Para muitos, ele é bandido. Se fosse um parente meu, ficaria desesperado da mesma forma". Ao ver pela televisão a notícia sobre o assalto, o pai admitiu não ter reconhecido Roger. "Como filho, ele era exemplar. Todos os dias, trabalhava comigo em uma obra e ganhava R$ 240 por semana. Não tinha motivo para assaltar", disse.
Na manhã do sequestro, Roger teria, entretanto, pedido à mãe, Sirley do Arte, 42 anos, uma vez que era dia do seu pagamento. "Não sei o que aconteceu, mas ele saiu de casa e disse: 'Adeus e até 2020, até nunca mais'", conta o pais, como se o filho tivesse feito uma despedida.
Roger estudou até a 5ª série do Ensino Fundamental e morava em Águas Lindas (GO). Tinha três irmãos, sendo uma mulher de 21 anos e dois rapazes de 16 e 25 anos. Até o fechamento desta edição, nenhum representante da PM foi localizado para comentar as declarações de Roberto.


Fonte: Jornal de Brasília de 22/08/08

Opinião: festa de granfinos

O GDF orgulhosamente anuncia e a comunidade do Lago Sul comemora: o comércio local da QI 23 vai ganhar neste sábado (23/8) mais uma opção de lazer e integração. A praça da quadra foi inteiramente revitalizada. O espaço, antes abandonado e perigoso, ganhou uma nova quadra de tênis, urbanização, ajardinagem, construção de calçadas e de rampas para cadeirantes, irrigação, iluminação pública, além de um moderno circuito de vitalidade para a prática de atividades físicas dirigido a faixa etária de 13 a 90 anos.

As crianças portadoras de necessidades especiais também terão divertimento garantido. Para facilitar a integração nas brincadeiras foram instalados brinquedos adaptados e inteligentes. “Esses equipamentos são o que há de mais moderno no mercado hoje. A partir de agora, nenhum menino ficará fora da diversão. A intenção é integrar a criança cadeirante com as demais crianças”, explica o arquiteto Oscar Monteiro de Castro Melo, autor do projeto da Praça da QI 13.

Outra novidade é o Circuito de Vitalidade. A destinação destes equipamentos permite ao idoso exercitar-se de maneira correta, sem impacto físico, como os ocasionados por corridas, caminhadas, etc.

Quem também tem o que comemorar é a comunidade do Setor de Mansões de Taguatinga. O GDF investirá 450 mil para transformar um terreno baldio em praça com uma academia ao ar livre, um parque infantil, rampas de acessibilidade, lixeiras e 27 bancos.

Congratulações ao pessoal do Lago Sul e do Setor de Mansões de Taguatinga. Tiveram a sorte de não aparecer nenhum demagogo propondo que os terrenos virassem lotes e fossem doados a alguma corporação (se bem que os demagogos sabem muito bem onde podem fazer isso sem que a comunidade se oponha, não é mesmo?).

Enquanto isso, nossa Ceí velha de guerra segue perdendo os becos previstos no projeto original, as entrequadras comerciais continuam abandonadas, e até a Praça do Trabalhador, a poucos metros do gabinete do administrador regional, está em estado lastimável.

E o pior: algumas pessoas, certamente menos inteligentes que as praças do Lago Sul, ainda têm coragem de se manifestar contra a criação de espaços decentes para a convivência e o lazer da população. É gente que acha natural pobre ser tratado como cidadão de terceira classe. Que se contenta com uma demão de tinta política na caixa d´água e ainda recebe o gesto como grande benefício à cidade.

Complexo de vira-lata é doença grave, mas talvez tenha cura. Continuo torcendo.


Fonte: Ceilândia.com

Obra ainda não começou

A placa indica uma obra que nunca foi feita no Centro de Ensino Médio Nº 2 de Ceilândia. A área de esportes precisa de melhorias. A grama toma conta das quadras e a cobertura não existe mais. É nesse local que treina o vice-campeão de 2006 da Maratona de São Silvestre. Há 16 anos, Clodoaldo Gomes da Silva usa a pista de brita para se preparar para as corridas.

“As pessoas não acreditam que saindo daqui, a gente consegue ter um bom resultado. Então, se tivesse uma condição melhor, os atletas poderiam buscar mais resultados”, afirma o atleta.

A pista onde Clodoaldo treina é o retrato da falta de investimentos no esporte no DF. Dinheiro existe. No ano passado foram destinados quase R$ 25 milhões para o setor. Mas o governo só gastou R$ 12 milhões e usou apenas R$ 4 mil com compra de equipamentos e obras.

E este ano, do orçamento de R$ 42,5 milhões da Secretaria de Esporte, até agora foram usados pouco mais de R$ 8 milhões. Um gasto que deve aumentar com a autonomia da Secretaria de Esporte.

“O governador já entendeu essa necessidade. E, agora, irá me liberar – através de um decreto – para que eu possa executar algumas obras, fazer licitações, reformar as quadras poliesportivas e ginásios das cidades. Ou seja, fazer as obras que antes tinha que repassar o recurso para a Secretaria de Obras e a Novacap executar”, explica o secretário de Esportes, Agnaldo de Jesus.

O conselheiro da ONG Contas Abertas, Gilmar José Rocha, que acompanha a execução do orçamento, diz que o governo segurou os gastos para fazer caixa. “Isso é ruim porque programas esportivos, como o Bolsa Atleta, e as escolinhas de esportes não conseguem se desenvolver”, enfatiza.

Mas nem a burocracia atrapalha quem vive de superar limites. “Quem sabe nas próximas Olimpíadas, Ceilândia não tenha um, mas sim vários atletas despontando. A nossa primeira medalha em Pequim veio de Ceilândia”, destaca Clodoaldo Silva.


Fonte: Rede Globo

Ceilândia a Olho Nu

O Projeto Casa Brasil e os alunos do Curso de Fotografia ministrado por aquela entidade convidam para a abertura da exposição “Ceilândia a Olho Nu”, que reúne os trabalhos desenvolvidos ao longo do curso.

O evento acontecerá no dia 23 de agosto, às 17h, no foyer do Teatro SESC Newton Rossi (QNN 27, lote B, Ceilândia Norte).

A exposição será composta de 51 fotografias em papel fotográfico no tamanho 15×21 e ficará no SESC por 15 dias. Seguirá então para a Casa do Cantador, na Guariroba, e depois será levada para a UnB.

O curso de fotografia da Casa Brasil é gratuito e quem se interessar em fazê-lo pode ligar para 61 3372-1979 para obter maiores informações.


Fonte: Ceilândia.com

Jovem não poderia ter sido solto

O homem que promoveu cinco horas de terror em uma drogaria da QNM 18 de Ceilândia, na manhã de quarta-feira (20/08) não deveria ter saído de trás das grades no feriado do Dia dos Pais de 2007. Segundo informações da Vara de Execuções Criminais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (VEC/TJDF), Roger do Arte Pinto, 23 anos, não tinha autorização para ser solto por agentes da Secretaria de Segurança Pública do DF durante o saidão de agosto do ano passado. O benefício é exclusivo para detentos em regime semi-aberto e com bom comportamento (veja O que diz a lei). Mesmo assim, ele ganhou as ruas apenas dois meses depois de ser preso em flagrante por roubo, corrupção de menores e falsa identidade, crimes pelos quais foi condenado a 11 anos de cadeia em regime fechado. Roger não voltou ao cárcere e acabou protagonizando a trágica história que acabou com a sua morte.

O morador de Águas Lindas (GO), que manteve sete reféns sob a mira de um revólver .38 durante a manhã de quarta-feira, havia sido preso em 2003 por assalto à mão armada e em 2005 por porte ilegal de arma. Respondia pelos crimes em prisão domiciliar — quando o acusado fica em casa, mas com uma série de limitações, como estar trabalhando, não ingerir bebidas alcoólicas e voltar para a residência antes das 20h. No entanto, em junho de 2007, o homem foi flagrado em um roubo com formação de quadrilha. Acabou condenado a 11 anos, um mês e seis dias de reclusão na Papuda. Mas Roger passou apenas dois meses e dois dias na cadeia. No saidão do Dia dos Pais, foi libertado.

A Vara de Execuções Criminais do TJDF, explicou, por meio da assessoria de imprensa, que, a partir do momento em que Roger foi flagrado em delito e condenado, ele perdeu o direito de ser beneficiado pelas saídas temporárias. Segundo a assessoria, o criminoso não tinha a autorização do TJDF para ser posto em liberdade. A Vara de Execuções Criminais é responsável por acompanhar o histórico de todos os detentos do DF e repassar as informações à Secretaria do Sistema Penitenciário (Sefite), órgão subordinado à Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF). O Correio procurou ontem o juiz Nelson Ferreira, responsável pela vara, mas não obteve resposta. Mas, pelos assessores de imprensa, o magistrado declarou que não sabia o motivo pelo qual Roger foi solto em agosto passado.

O secretário de Segurança Pública, Valmir Lemos, também preferiu não comentar o assunto, mas abriu sindicância para apurar quem foi o responsável pela soltura do assaltante. Por meio da assessoria de comunicação, explicou que cabe à SSP-DF o cumprimento da portaria assinada pela VEC para a liberação dos detentos beneficiados pelo saidão. A secretaria recebe uma espécie de relatório da vara com a condição legal para a liberação dos detentos que cumprem os requisitos necessários à saída temporária. Depois, faz o levantamento dos nomes a serem liberados e fiscaliza se os presos estão obedecendo as regras de comportamento durante o período.




Segundo o professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em segurança pública, Lúcio Brito Castelo Branco, a história que por pouco não acabou com a morte de reféns inocentes no centro de Ceilândia é um reflexo da decadência do sistema penitenciário brasiliense (leia Ponto crítico). Para ele, além da falta de rigor na seleção e no monitoramento dos detentos beneficiados pelo saidão, o caráter pedagógico para recuperar os criminosos é inexistente nas cadeias do DF. “São verdadeiros campos de concentração. Quem entra sai pior e faltam critérios para avaliar quem será liberado”, afirmou.

O professor Brito comparou o incidente de Ceilândia com o trágico caso do ônibus 174, no ano 2000, no Rio de Janeiro, em que Geísa Gonçalves, 20 anos, foi morta quando estava em posse de um assaltante. “Por sorte, não aconteceu uma tragédia como aquela. A grande maioria dos presos não tem condições de sair do sistema penitenciário para a sociedade”, declarou.
O que diz a lei

Os artigos de 122 a 125 da Lei Federal nº 7.210, de 11 de julho de 1984, determinam as regras para a saída temporária dos presos do sistema penitenciário brasileiro. No texto, consta que a autorização só será concedida aos detentos em regime semi-aberto — que trabalham fora e dormem na cadeia — cumpridores dos seguintes requisitos: “comportamento adequado, cumprimento mínimo de um sexto da pena e compatibilidade do benefício com os objetos da pena”. Segundo a lei, a regalia do saidão será automaticamente revogada se o condenado cometer “crime doloso, for punido por falta grave ou desobedecer as normas impostas na autorização.”


Fonte: Correio Braziliense, Rede Globo e Rede Record de 22/08/08

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Escola técnica?

GDF doa terrenos para construção das Escolas Técnicas da União

Segundo o governador, José Roberto Arruda, o problema da cidade não está mais no desemprego, mas sim na falta de qualificação profissional. "Precisamos transformar essa realidade e oferecer acesso a oportunidade de formação profissional", avaliou. Arruda informou que todas as medidas possíveis estão sendo tomadas para o crescimento do setor produtivo, e lembrou que mesmo com atitudes de diminuição do serviço público, o índice de desemprego ainda é o menor. O governador também sugeriu a criação de uma unidade em Ceilândia. "A escola nesta área seria mais novidade do que no Plano Piloto. A maior parte da mão-de-obra sem acesso a qualificação está no entorno. Estamos dispostos a doar mais um terreno para a construção de uma instituição na cidade", concluiu o governador".


Fonte: Tribuna do Brasil e Correio Braziliense

Novas regras para publicidade

Desde o início do ano, pelo menos 80 outdoors migraram do Plano Piloto para as rodovias que cruzam o Distrito Federal. Ao todo são quase 1,5 mil. Nas cidades, pedestres e motoristas competem espaço com os painéis publicitários. Mas a poluição visual que tomou conta do DF está próxima de ter um fim. O decreto nº 29.413, que regulamenta o Plano Diretor de Publicidade das regiões administrativas fora da área tombada — Lei nº 3.036 de 2002 — foi publicado ontem no Diário Oficial do DF e define as regas de colocação de outdoors em área pública e servirá de ferramenta para que a fiscalização possa atuar para limpar o DF.


A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma) então trabalhou durante oito meses para determinar as restrições aos locais e aos formatos dos painéis que culminou na publicação do decreto. “Foram definidos tamanho, altura, endereçamento e uma organização nas fachadas das edificações. Nosso trabalho foi realizado com as 22 administrações regionais e fizemos restrições parecidas com as que ocorreram no Plano Piloto, só que mais amenas”, explicou a subsecretária de Controle Urbano da Seduma, Eliana Bermudez.

No Plano Piloto, com a regulamentação, em julho de 2007 da Lei nº 3.035 de 2002 sobre o Plano Diretor de Publicidade da região, foi determinada a remoção de 400 outdoors da área tombada — que abrange as Asas Sul e Norte, o Eixo Monumental, Cruzeiro, Octogonal, Sudoeste e Candangolândia. Os que estavam em situação regular e com a licença em dia foram remanejados para as rodovias. Nas estradas, os painéis terão que obedecer a distância, entre um e outro, de 250 metros. Hoje, em alguns pontos da Estrada Parque, Indústria e Abastecimento (Epia), por exemplo, o espaço entre os letreiros não atinge 50 metros.


A subsecretária lembrou que as administrações regionais ainda precisarão criar, cada uma, seus próprios Planos de Ocupação. “Os locais onde serão permitidas a veiculação de propagandas serão regularizados por meio desses planos. Os documentos serão aprovados pela Seduma até o início de 2009”, explicou. As normas que as administrações terão que seguir para produzir o documento estão especificadas no decreto.

A Avenida Juscelino Kubitschek (Hélio Prates), em Ceilândia, por exemplo, não poderá comportar painéis em áreas públicas. Eles poderão ser instalados nos prédios comerciais e, ainda assim, colados nas fachadas e padronizados. “Para que a população identifique que tipo de loja ou estabelecimento existe ali”, pontuou a subsecretária.Para que a regulamentação tenha eficácia, a Agência de Fiscalização do DF via mapear, a partir de segunda-feira, os painéis das rodovias.



OPINIÃO


Sem dúvidas Ceilândia é a cidade que apresenta mais problemas com relação à publicidade irregular, exercida por pessoas e empresas não qualificadas e não autorizadas para tal atividade. Todas as quadras, ruas e avenidas da cidade apresentam uma quantidade assustadora de engenhos publicitários como placas, faixas, painéis, etc. Além de tudo isso, temos ainda o grave problema da poluição sonora.

Todos os moradores sofrem com esta situação. É sabido que tanta poluição visual e sonora causa estesse e outros problemas de saúde além de tirar a atenção de motoristas e prejudicar a sinalização de trânsito.

No centro de Ceilândia as calçadas são bastante irregulares, o que dificulta o trânsito dos pedestres e, principalmente daqueles que sofrem com algum tipo de deficiência física. Para piorar esta situação, os comerciantes abarrotam as calçadas com pequenos outdoors, que se tornam verdadeiros obstáculos para um cadeirante, por exemplo.

Esperamos que com a regulamentação do plano de publicidade para a as cidades não tombadas o GDF olhe para Ceilândia, constate os problemas e comece a agir. Senão não há como sonhar com uma cidade boa para viver.

Que tal uma campanha dos moradores de Ceilândia pela retirada de todas as placas de publicidade que ocupam as nossas calçadas?


Fonte: Sou de Ceilândia, Correio Braziliense e Tribuna do Brasil