Olá!
Sobre a seguinte nota publicada no site da ACIC: "... a publicidade do GDF, nos jornais de ontem, sobre o projeto das vilas olímpicas já menciona a expressão correta “ GDF constrói vila olímpica em Ceilândia”. Parabéns! Ao pessoal de comunicação do GDF por eliminar da publicidade oficial as expressões preconceituosas “Da Ceilândia e Na Ceilândia”.
Vocês já notaram que há mais de três anos o Jornal Coletivo usa a expressão de Ceilândia ou em Ceilândia, como tem sido a sua campanha? Então, quero contar que sou moradora de Ceilândia e jornalista/revisora do Jornal Coletivo e, desde que atuo neste jornal todas as expressões da ou na Ceilândia são substituídas por de ou em Ceilândia.
A propósito, fiquei com “ciúme” por vocês parabenizaram outros jornais, sendo que a revisão do Coletivo já vem há muito tempo trabalhando para mudar a tal expressão.
Beatriz
Obsimp: A Associação Comercial, Empresarial e Industrial de Ceilândia (ACIC-DF) tem feito forte campanha para que o uso dos termos DE e EM Ceilândia sejam utilizados pela mídia em geral.
Fonte: ACIC-DF
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Parquinho sem graça
Imagine um parquinho de criança sem nenhum balanço, escorregador, gangorra ou areia. Parece impossível, mas essa é a realidade do parque infantil da QNP 10, do Setor P. Sul de Ceilândia. A praça fica em frente ao Centro de Ensino Fundamental 18 e abriga também uma quadra de esportes. O local sofre com o descaso e causa indignação nos moradores.
Assim como os parquinhos, a quadra de esportes também está em situação precária. Segundo os moradores, a solicitação para revitalizarem o local já existe há 15 anos e vários abaixo assinados foram preparados, mas até hoje nada foi resolvido. A única reforma feita na quadra partiu dos próprios jovens que utilizam o espaço.
Sem manutenção, o parque para brincar se torna refúgio de usuários de drogas, segundo os moradores da quadra. Uma moradora alegou que é possível encontrar usuários de drogas em plena luz do dia, no espaço em frente à escola.
A dona-de-casa Sebastiana José Prado tem dois netos pequenos e é vizinha do parque. Segundo ela, mesmo durante as férias, as crianças não costumam freqüentar o espaço, pois correm risco de se machucar. "Eles até vão lá, mas não podem brincar muito, pois há malandros no parquinho", lamentou. Segundo ela, somente na rua onde mora, cerca de 30 crianças não tem espaço para brincar.
Assim como os netos de Sebastiana, os de Raimunda Nonata, 53 anos, também são impossibilitados de se divertir. As reclamações vão além e a avó lamenta que não deixa as crianças ficarem do lado de fora de casa, pois não há quebra molas na rua e elas podem ser atropeladas. "Eles brincam somente dentro de casa. Aqui necessita de um parquinho com urgência. Já foram feitas reclamações e nada foi feito, pois somos a minoria", disse.
Para a população, se o parquinho e a quadra de esportes fossem revitalizados, os marginais iriam se inibir em permanecer no local. Por ser perto de uma escola, a população pede a reforma com urgência. Além disso, eles também reivindicam a colocação de grades em volta dos parquinhos, para evitar a presença de animais domésticos.
A Administração Regional da cidade informou que, por enquanto, não há projeto para a reforma dos parquinhos da QNP 10. Há apenas um plano para reformar a quadra de esportes, mas não há previsão para iniciar as obras.
Fonte: Tribuna do Brasil
Campus ainda não estão prontos
A aparência é de um prédio abandonado, sujo, cheio de material velho espalhado pelo pátio, salas com vidros quebrados e que não têm sequer carteiras. Este é o prédio, no anexo do Centro de Ensino Médio, onde vai funcionar o campus provisório da Universidade de Brasília, em Ceilândia.
“Falta um mês e três dias. A gente não sabe se vai ter tempo hábil pra essa reforma, até porque é uma reforma estrutural, precisa de manutenção elétrica e hidráulica. Não é uma simples pintura”, conta o diretor do Centro de Ensino Médio de Ceilândia, Nilson Magalhães.
No Gama, as aulas do curso de engenharia vão ser no prédio do antigo fórum, onde a universidade tem um núcleo de extensão. O espaço já começou a ser reformado e a meta é que tudo fique pronto até o dia 25 de agosto, início do semestre letivo.
A construção dos dois novos prédios da UnB vai custar R$ 12 milhões. Parte do dinheiro é do governo federal, a outra é do GDF. No Gama o processo está mais adiantado. A licitação já foi feita e a empresa responsável pela obra foi escolhida. No entanto, na Ceilândia a situação é diferente e o processo licitatório só deve ser concluído no mês que vem.
A decana de Ensino e Graduação, Márcia Abraão, garante que os novos prédios devem ficar prontos até julho do ano que vem. Sobre a reforma da sede provisória na Ceilândia ela afirma: “É importante que se diga que quando nós assumimos, havia um acordo verbal com o GDF para que eles fizessem a reforma da escola. Ao procurar o GDF, o governador e o secretário de Obras garantiram que as reformas vão ficar prontas até 25 de agosto”, comenta.
A Secretaria de Obras informou que a reforma do Centro de Ensino Médio de Ceilândia vai começar em uma semana e estará concluída a tempo, para o início das aulas da UnB.
Fonte: Rede Globo
“Falta um mês e três dias. A gente não sabe se vai ter tempo hábil pra essa reforma, até porque é uma reforma estrutural, precisa de manutenção elétrica e hidráulica. Não é uma simples pintura”, conta o diretor do Centro de Ensino Médio de Ceilândia, Nilson Magalhães.
No Gama, as aulas do curso de engenharia vão ser no prédio do antigo fórum, onde a universidade tem um núcleo de extensão. O espaço já começou a ser reformado e a meta é que tudo fique pronto até o dia 25 de agosto, início do semestre letivo.
A construção dos dois novos prédios da UnB vai custar R$ 12 milhões. Parte do dinheiro é do governo federal, a outra é do GDF. No Gama o processo está mais adiantado. A licitação já foi feita e a empresa responsável pela obra foi escolhida. No entanto, na Ceilândia a situação é diferente e o processo licitatório só deve ser concluído no mês que vem.
A decana de Ensino e Graduação, Márcia Abraão, garante que os novos prédios devem ficar prontos até julho do ano que vem. Sobre a reforma da sede provisória na Ceilândia ela afirma: “É importante que se diga que quando nós assumimos, havia um acordo verbal com o GDF para que eles fizessem a reforma da escola. Ao procurar o GDF, o governador e o secretário de Obras garantiram que as reformas vão ficar prontas até 25 de agosto”, comenta.
A Secretaria de Obras informou que a reforma do Centro de Ensino Médio de Ceilândia vai começar em uma semana e estará concluída a tempo, para o início das aulas da UnB.
Fonte: Rede Globo
terça-feira, 22 de julho de 2008
A viagem continua...
Em seu segundo dia em Washington, o governador José Roberto Arruda (DEM) reuniu-se com os secretários de Transportes, Alberto Fraga, e de Planejamento, Ricardo Penna, e o subsecretário de Captação de Recursos, João Carlos Quijano, para discutir detalhes dos projetos que serão apresentados aos dirigentes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) amanhã e do Banco Mundial (BIRD), na quinta-feira. Entre os projetos em discussão estão o Brasília Sustentável II, o Brasília Integrada, o de refinanciamento da dívida do GDF e o SWAP, um programa de empréstimo vinculado ao cumprimento de metas nos setores de educação, saúde e segurança.
Com os técnicos do Banco Mundial, o governador e sua equipe mostrará o desenvolvimento das obras em execução na Estrutural, financiadas pelo programa Brasília Sustentável I, e pedirá recursos para a implementação do Brasília Sustentável II. Este prevê obras de urbanização, drenagem, esgoto e água para a Vila São José, em Brazlândia, e nos condomínios Sol Nascente e Pôr do Sol, em Ceilândia.
Fonte: ComuniWeb aqui e aqui
Com os técnicos do Banco Mundial, o governador e sua equipe mostrará o desenvolvimento das obras em execução na Estrutural, financiadas pelo programa Brasília Sustentável I, e pedirá recursos para a implementação do Brasília Sustentável II. Este prevê obras de urbanização, drenagem, esgoto e água para a Vila São José, em Brazlândia, e nos condomínios Sol Nascente e Pôr do Sol, em Ceilândia.
Fonte: ComuniWeb aqui e aqui
Opinião: O futebol "candango"
O DF é dividido em 29 regiões administrativas. Se fosse um estado como os outros 26 do Brasil, essas regiões administrativas poderiam ser consideradas as cidades. Para o futebol, no entanto, algumas dessas regiões não são suficientes para sustentar um clube de futebol profissional, seja por terem uma população pequena ou por serem apenas regiões administrativas, como o caso do SIA.
Portanto, as "cidades" do DF com capacidade econômica ou população suficientes para sustentar um clube de futebol profissional seriam as seguintes: Brasília (incluindo Lago Sul, Lago Norte e Sudoeste), Gama, Taguatinga, Brazlândia, Sobradinho, Planaltina, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Ceilândia, Guará, Cruzeiro, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas e Riacho Fundo. Levando-se em consideração que Brasília, Taguatinga e Ceilândia têm população acima de 200 mil habitantes e poderiam ter dois clubes, e considerando Luziânia, Unaí e Formosa como parte da geografia futebolística do DF, chegamos a uma realidade em que 22 seria o número máximo de clubes que o "mercado" do DF comportaria. Como comparação, neste ano, o futebol candango terá 24 clubes em atividade - oito na primeira, oito na Segundona e oito na Terceirona. A Terceirona tem sua rodada final no próximo final de semana e a Segundona começa no dia 3 de agosto, no outro final de semana.
O número de clubes numa competição não pode ser determinado por critérios de população, geografia ou número de regiões administrativas. Por uma questão de bom senso, o número de clubes numa competição deve ser decidido sempre levando em consideração o calendário e a quantidade de datas disponíveis, considerando também a forma de disputa da competição. Parto do princípio de que uma competição justa e equilibrada é aquela em que os clubes se enfrentam em turno e returno, jogos de ida e volta. Pode ser pontos corridos, pode ser mata-mata, mas desde que se enfrentem na casa de um e na casa de outro. Parto também do princípio de que uma competição para ser atraente precisa ser compatível com o calendário e que suas datas não entrem em conflito com as datas de outras competições, além de respeitar as férias e pré-temporada dos atletas.
Por isso, considero correta a determinação de 8 clubes na 1ª divisão do futebol candango, o que acontece desde 2007. Se a CBF mantiver as 23 datas destinadas para os estaduais nos próximos anos, o Candangão poderia voltar, em caráter definitivo, a ter 10 clubes na 1ª divisão. Mas não mais que 10 clubes. Por esse mesmo raciocínio, fica claro que não há necessidade de ter apenas 8 clubes na Segundona, já que há datas suficientes para organizar essa competição com mais clubes. Fica, portanto, sem sentido manter a Terceirona. E se o objetivo de criar a Terceirona foi mesmo de valorizar a Segundona, por que não criar uma "quarentena" para os últimos colocados da Segundona? É menos oneroso para esses clubes ficarem parados, sem atividades, por um ano do que disputarem uma competição deficitária.
Lindberg Júnior
Fonte: Tribuna do Brasil
Portanto, as "cidades" do DF com capacidade econômica ou população suficientes para sustentar um clube de futebol profissional seriam as seguintes: Brasília (incluindo Lago Sul, Lago Norte e Sudoeste), Gama, Taguatinga, Brazlândia, Sobradinho, Planaltina, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Ceilândia, Guará, Cruzeiro, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas e Riacho Fundo. Levando-se em consideração que Brasília, Taguatinga e Ceilândia têm população acima de 200 mil habitantes e poderiam ter dois clubes, e considerando Luziânia, Unaí e Formosa como parte da geografia futebolística do DF, chegamos a uma realidade em que 22 seria o número máximo de clubes que o "mercado" do DF comportaria. Como comparação, neste ano, o futebol candango terá 24 clubes em atividade - oito na primeira, oito na Segundona e oito na Terceirona. A Terceirona tem sua rodada final no próximo final de semana e a Segundona começa no dia 3 de agosto, no outro final de semana.
O número de clubes numa competição não pode ser determinado por critérios de população, geografia ou número de regiões administrativas. Por uma questão de bom senso, o número de clubes numa competição deve ser decidido sempre levando em consideração o calendário e a quantidade de datas disponíveis, considerando também a forma de disputa da competição. Parto do princípio de que uma competição justa e equilibrada é aquela em que os clubes se enfrentam em turno e returno, jogos de ida e volta. Pode ser pontos corridos, pode ser mata-mata, mas desde que se enfrentem na casa de um e na casa de outro. Parto também do princípio de que uma competição para ser atraente precisa ser compatível com o calendário e que suas datas não entrem em conflito com as datas de outras competições, além de respeitar as férias e pré-temporada dos atletas.
Por isso, considero correta a determinação de 8 clubes na 1ª divisão do futebol candango, o que acontece desde 2007. Se a CBF mantiver as 23 datas destinadas para os estaduais nos próximos anos, o Candangão poderia voltar, em caráter definitivo, a ter 10 clubes na 1ª divisão. Mas não mais que 10 clubes. Por esse mesmo raciocínio, fica claro que não há necessidade de ter apenas 8 clubes na Segundona, já que há datas suficientes para organizar essa competição com mais clubes. Fica, portanto, sem sentido manter a Terceirona. E se o objetivo de criar a Terceirona foi mesmo de valorizar a Segundona, por que não criar uma "quarentena" para os últimos colocados da Segundona? É menos oneroso para esses clubes ficarem parados, sem atividades, por um ano do que disputarem uma competição deficitária.
Lindberg Júnior
Fonte: Tribuna do Brasil
Palco SESC
Ceilândia recebeu no final do ano passado a maior unidade do Sesc do Centro-Oeste. Com capacidade para 500 pessoas, o Teatro Newton Rossi é palco de vários projetos culturais.
Segundo o presidente do Sesc-DF, senador Aldemir Santana, a construção do Sesc foi bastante estudada. "Quando decidimos construir, procuramos saber onde tinha a maior massa de trabalhadores e Ceilândia foi o lugar", explicou. "A cidade passou a ser um local de referência cultural para pessoas que talvez não tenham condições de assistir a uma peça de teatro no Plano Piloto, por exemplo", completou.
Com diversificação de atrações, o Sesc conta ainda com projetos sociais e outras realizações culturais. A iniciativa "De repente rap" unirá repentistas com rapers, e, do dia 3 ao dia 7 de setembro haverá a 1ª Bienal Internacional de Poesia. "Eu estou achando ótimo, é importante porque muita gente que mora aqui não tinha acesso a coisas fora da cidade, porém, deveria ter mais divulgação", relatou a atendente Graziele Vigano, 26 anos.
Os projetos e iniciativas em Ceilândia têm buscado cada vez mais transformar o eixo de cultura na cidade. "De alguma forma, estamos mudando a história de Ceilândia", completou o senador Santana.
Fonte: Tribuna do Brasil
Segundo o presidente do Sesc-DF, senador Aldemir Santana, a construção do Sesc foi bastante estudada. "Quando decidimos construir, procuramos saber onde tinha a maior massa de trabalhadores e Ceilândia foi o lugar", explicou. "A cidade passou a ser um local de referência cultural para pessoas que talvez não tenham condições de assistir a uma peça de teatro no Plano Piloto, por exemplo", completou.
Com diversificação de atrações, o Sesc conta ainda com projetos sociais e outras realizações culturais. A iniciativa "De repente rap" unirá repentistas com rapers, e, do dia 3 ao dia 7 de setembro haverá a 1ª Bienal Internacional de Poesia. "Eu estou achando ótimo, é importante porque muita gente que mora aqui não tinha acesso a coisas fora da cidade, porém, deveria ter mais divulgação", relatou a atendente Graziele Vigano, 26 anos.
Os projetos e iniciativas em Ceilândia têm buscado cada vez mais transformar o eixo de cultura na cidade. "De alguma forma, estamos mudando a história de Ceilândia", completou o senador Santana.
Fonte: Tribuna do Brasil
Quadrilha de sequestradores é presa
Depois de três meses de investigação, policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) prenderam ontem uma quadrilha de assaltantes que agia na área de Ceilândia. Segundo o delegado adjunto da DRFV, Daniel Gomes, os acusados Ricardo Alves da Costa, 25 anos, e Delmar Ferreira Lopes, 32, residentes no Parque da Barragem, Águas Lindas-GO, foram detidos naquela cidade, em cumprimento a um mandado de prisão temporária. Uma das características de atuação dos meliantes era a de deixar suas vítimas sem roupas.
De acordo com a polícia, no momento da prisão eles estavam de posse de dois revólveres calibre 38, municiados, os quais eram usados durante os assaltos. A polícia já vinha monitorando os acusados e esperava o momento exato para efetuar as prisões. Ao serem abordados pelos agentes da DRFV, os elementos não ofereceram resistência.
Uma mulher, Daiana Pereira de Oliveira, 23 anos, que também foi detida, seria namorada de um dos elementos e teria participado de pelo menos dois, dos três assaltos elucidados pela Seção de Investigação da DRFV. Daiana, que está grávida de quatro meses, estava em liberdade provisória por causa de outros crimes a que responde na justiça. O trio já foi reconhecido como autor dos assaltos por três vítimas que estiveram na delegacia na tarde de ontem.
Há pelo menos 10 denúncias contra os assaltantes. No geral, abordavam as vítimas no momento em que chegavam aos seus veículos em estacionamentos e mediante ameaça de armas de fogo, conduziam-nas até as margens da BR 070, em local ermo, onde subtraíam seus pertences e exigiam inclusive seus cartões bancários com os quais efetuavam saques. "Após a consumação do delito, os acusados deixavam as vítimas despidas e amarradas em um matagal, levando os veículos. As investigações continuarão visando a elucidar outros crimes praticados pela quadrilha", relata o delegado Daniel.
Depois de depenar os veículos, levando peças e acessórios, os assaltantes os abandonavam " geralmente na cidade Águas Lindas, Entorno de Brasília", revelou um agente da DRFV. Com a divulgação das imagens dos assaltantes, a polícia espera que mais vítimas os reconheçam e possam efetivar as denúncias. Os acusados foram indiciados pelos crimes de roubo, mediante seqüestro e por porte ilegal de armas de fogo, podendo pegar de quatro a 10 anos de prisão.
Fonte: Tribuna do Brasil, Clica Brasília e Correio Braziliense
De acordo com a polícia, no momento da prisão eles estavam de posse de dois revólveres calibre 38, municiados, os quais eram usados durante os assaltos. A polícia já vinha monitorando os acusados e esperava o momento exato para efetuar as prisões. Ao serem abordados pelos agentes da DRFV, os elementos não ofereceram resistência.
Uma mulher, Daiana Pereira de Oliveira, 23 anos, que também foi detida, seria namorada de um dos elementos e teria participado de pelo menos dois, dos três assaltos elucidados pela Seção de Investigação da DRFV. Daiana, que está grávida de quatro meses, estava em liberdade provisória por causa de outros crimes a que responde na justiça. O trio já foi reconhecido como autor dos assaltos por três vítimas que estiveram na delegacia na tarde de ontem.
Há pelo menos 10 denúncias contra os assaltantes. No geral, abordavam as vítimas no momento em que chegavam aos seus veículos em estacionamentos e mediante ameaça de armas de fogo, conduziam-nas até as margens da BR 070, em local ermo, onde subtraíam seus pertences e exigiam inclusive seus cartões bancários com os quais efetuavam saques. "Após a consumação do delito, os acusados deixavam as vítimas despidas e amarradas em um matagal, levando os veículos. As investigações continuarão visando a elucidar outros crimes praticados pela quadrilha", relata o delegado Daniel.
Depois de depenar os veículos, levando peças e acessórios, os assaltantes os abandonavam " geralmente na cidade Águas Lindas, Entorno de Brasília", revelou um agente da DRFV. Com a divulgação das imagens dos assaltantes, a polícia espera que mais vítimas os reconheçam e possam efetivar as denúncias. Os acusados foram indiciados pelos crimes de roubo, mediante seqüestro e por porte ilegal de armas de fogo, podendo pegar de quatro a 10 anos de prisão.
Fonte: Tribuna do Brasil, Clica Brasília e Correio Braziliense
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Imagem: Vila Olímpica
Opinião: Privacidade chipada
O sistema de monitoramento previsto na Resolução 212 do Contran será uma solução viável? Tudo bem que ajudará a polícia em casos de seqüestros relâmpagos e a encontrar carros roubados, mas será que seremos "vigiados" somente nesses momentos? O que garante que sua vida pessoal não será transformada em um BBB real? Será fácil seguir os passos, digo as rodas, pelo Brasil a fora... Adeus liberdade de ir e vir.
Se a finalidade é identificar os carros que realmente tenham uma pendência a resolver, então que um chip (não rastreável, evidente), ou um código de barras, fique no documento do veículo e não no próprio. Bastaria um agente te parar, pedir o documento, passar em uma leitora magnética e pronto. Todo o histórico do veículo seria mostrado.
O Detran já sabe quem são os motoristas infratores, então o que falta é pará-los nas operações. Simples! Que tal a sociedade civil organizada da nossa cidade liderar este assunto e debatermos na sede da ACIC?
Geraldo Lemos – Ceilândia – DF
Fonte: ACIC-DF
Se a finalidade é identificar os carros que realmente tenham uma pendência a resolver, então que um chip (não rastreável, evidente), ou um código de barras, fique no documento do veículo e não no próprio. Bastaria um agente te parar, pedir o documento, passar em uma leitora magnética e pronto. Todo o histórico do veículo seria mostrado.
O Detran já sabe quem são os motoristas infratores, então o que falta é pará-los nas operações. Simples! Que tal a sociedade civil organizada da nossa cidade liderar este assunto e debatermos na sede da ACIC?
Geraldo Lemos – Ceilândia – DF
Fonte: ACIC-DF
Muitas denúncias
"Eu não volto mais pra aquela casa. Eu odeio aquela mulher". Essas são as duras palavras de Mariana*. A menina, que tem apenas 10 anos, já tem na sua mente a idéia fixa do que ela não quer mais na sua vida. Na sua história, uma madrasta que ela diz "odiar", pois segundo relatos da garota, "deixava ela sem comer e a batia todos os dias". Mariana foi parar no Conselho Tutelar de Ceilândia, porque fugiu de casa. Não queria ser mais maltratada pela madrasta.
A menina passou a primeira noite na casa de uma conselheira tutelar. Somente na manhã do dia seguinte, a madrasta a encontrou, jurando não bater na criança. Porém, as marcas na cabeça de Mariana denunciavam que aquela era mais uma história de violência contra menor. A história de Mariana não é um caso isolado. Se mistura a de outras milhares de crianças que são violentadas e têm seus direitos violados em todo o Brasil.
O Estatuto da Criança de Adolescente (ECA) completou 18 anos no dia 13 de julho, mas mesmo depois de atingir a maioridade, os direitos mínimos das crianças e dos adolescentes, previstos no ECA, ainda não são respeitados.
Segundo a conselheira tutelar de Ceilândia, Selma Aparecida da Costa, o Conselho Tutelar de Ceilândia é o local que mais recebe denúncias de desrespeitos contra as crianças em todo DF. Hoje o conselho recebe diariamente cerca de 30 denúncias. Mas esse número pode ser ainda maior, já que não são todos os casos que são denunciados.
Selma alerta que como acontecem em Ceilândia, o despeito também é percebido em outros locais do Distrito Federal onde a classe social é mais elevada. "Antes eu pensava que a violação dos direitos das crianças era um fator sócio-econômico. Mas hoje o que eu percebo que em todas as classes sociais os direitos das crianças e dos adolescentes são ignorados", afirma.
Mas não é apenas denúncia contra o direito à integridade física que pode ser registrada no conselho tutelar. Segundo Selma, a violação de direitos como o direito a educação básica também deve ser garantido. Hoje, uma das maiores ocorrências da cidade são de crianças que ficam em casa sozinhas porque as suas mães saem para trabalhar.
Segundo a conselheira, em 2006 havia, aproximadamente, cinco mil famílias procurando uma creche para seus filhos. Ela alerta que esse número pode ser aumentado, pois para cada família que procura o conselho, existem duas ou até mais crianças com idade de está em uma creche.
Ela alerta que o desrespeito à integridade física não é cometido apenas pelos pais. Muitas vezes, são as tias avós e até primos os denunciados. "O núcleo familiar é preconceituoso. Os adultos não entendem que toda criança tem idéias e desejos próprios, e elas têm de ser respeitadas", alerta. Selma lembra que garantir os direitos das crianças e dos adolescentes não é um dever apenas dos pais, mas de toda a sociedade. "Todos têm o dever de denunciar os maus tratos".
O estatuto prevê um conselho para cada grupo de 200 mil pessoas. No caso de Ceilândia, onde a população é de aproximadamente 600 mil pessoas, há apenas um Conselho Tutelar. Na instituição de Ceilândia, sobram reclamações. Da falta de material a uma estrutura melhor para atendimento da demanda. "Trabalhamos para que o Estatuto seja realmente um instrumento para garantia de direitos das crianças e dos adolescentes. O nosso trabalho aqui é um trabalho de formiguinha e de amor ao que fazemos", diz Selma.
Fonte: Tribuna do Brasil
A menina passou a primeira noite na casa de uma conselheira tutelar. Somente na manhã do dia seguinte, a madrasta a encontrou, jurando não bater na criança. Porém, as marcas na cabeça de Mariana denunciavam que aquela era mais uma história de violência contra menor. A história de Mariana não é um caso isolado. Se mistura a de outras milhares de crianças que são violentadas e têm seus direitos violados em todo o Brasil.
O Estatuto da Criança de Adolescente (ECA) completou 18 anos no dia 13 de julho, mas mesmo depois de atingir a maioridade, os direitos mínimos das crianças e dos adolescentes, previstos no ECA, ainda não são respeitados.
Segundo a conselheira tutelar de Ceilândia, Selma Aparecida da Costa, o Conselho Tutelar de Ceilândia é o local que mais recebe denúncias de desrespeitos contra as crianças em todo DF. Hoje o conselho recebe diariamente cerca de 30 denúncias. Mas esse número pode ser ainda maior, já que não são todos os casos que são denunciados.
Selma alerta que como acontecem em Ceilândia, o despeito também é percebido em outros locais do Distrito Federal onde a classe social é mais elevada. "Antes eu pensava que a violação dos direitos das crianças era um fator sócio-econômico. Mas hoje o que eu percebo que em todas as classes sociais os direitos das crianças e dos adolescentes são ignorados", afirma.
Mas não é apenas denúncia contra o direito à integridade física que pode ser registrada no conselho tutelar. Segundo Selma, a violação de direitos como o direito a educação básica também deve ser garantido. Hoje, uma das maiores ocorrências da cidade são de crianças que ficam em casa sozinhas porque as suas mães saem para trabalhar.
Segundo a conselheira, em 2006 havia, aproximadamente, cinco mil famílias procurando uma creche para seus filhos. Ela alerta que esse número pode ser aumentado, pois para cada família que procura o conselho, existem duas ou até mais crianças com idade de está em uma creche.
Ela alerta que o desrespeito à integridade física não é cometido apenas pelos pais. Muitas vezes, são as tias avós e até primos os denunciados. "O núcleo familiar é preconceituoso. Os adultos não entendem que toda criança tem idéias e desejos próprios, e elas têm de ser respeitadas", alerta. Selma lembra que garantir os direitos das crianças e dos adolescentes não é um dever apenas dos pais, mas de toda a sociedade. "Todos têm o dever de denunciar os maus tratos".
O estatuto prevê um conselho para cada grupo de 200 mil pessoas. No caso de Ceilândia, onde a população é de aproximadamente 600 mil pessoas, há apenas um Conselho Tutelar. Na instituição de Ceilândia, sobram reclamações. Da falta de material a uma estrutura melhor para atendimento da demanda. "Trabalhamos para que o Estatuto seja realmente um instrumento para garantia de direitos das crianças e dos adolescentes. O nosso trabalho aqui é um trabalho de formiguinha e de amor ao que fazemos", diz Selma.
Fonte: Tribuna do Brasil
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