terça-feira, 3 de junho de 2008

Um dia de caos

A paralisação dos nove mil motoristas e cobradores do Distrito Federal deixou milhares de brasilienses sem saber como voltar do trabalho ou de outras atividades diárias para casa nesta segunda-feira (02/06). Diante da falta de ônibus nas ruas, o transporte pirata aproveitou para lucrar com a paralisação. Kombis, vans, transportes escolares e até carros particulares lotaram o pátio interno da Rodoviária do Plano Piloto durante todo esta segunda-feira. Por volta das 19h30, o movimento destes tipos de veículos no local ainda era grande, com parte da população teendo de disputar um lugar nos carros para garantir a condução de volta para casa.

Nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (02/06) mais de 100 mil pessoas usaram o transporte ferroviário (Metrô), segundo o Centro de Controle Operacional. Em dias normais, aproximadamente 50 mil habitantes são transportados no mesmo período. Por causa da paralisação dos ônibus, a Compainha do Metropolitano do DF montou um esquema especial: todos os trens entraram em operação a partir das 6h e não apenas no horário de pico, a partir das 7h.

O musicista Milton Gomes de Souza, 33 anos, foi um desses usuários a mais que usou os serviços do metrô. Ele costuma ir de ônibus para as aulas de música. Nesta segunda-feira, se socorreu com a ajuda da nova opção de transporte, como dezenas de outros moradores do Distrito Federal. "Vou até a estação da 114 Sul e depois subo a pé até a 713 Sul. O problema na verdade vai ser voltar para casa. Não tem estação do metrô onde moro (Lago Sul)",conta.

No inicío desta noite a estação central - a da Rodoviária do Plano Piloto - estava lotada, com um movimento entre 30% a 40% acima do normal. No entanto, a Polícia Militar do Df não registrou nenhum incidente ou confusão no local.

E por conta do aumento do movimento de passageiros bem maior do que dias normais, nem todas as pessoas poderam utilizar os serviços do metrô, por conta do fato de que, atualmente, existerem estações apenas na Asa Sul, Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia.

Paralisação
A decisão de paralisar as atividades foi ratificada neste domingo (01/06) em assembléia que contou com 4 mil rodoviários, conforme informou o Sindicato dos Rodoviários do DF. Os trabalhadores anunciaram ainda que toda a frota iria parar. A decisão contraria liminar expedida pela Justiça, a pedido do procurador do Ministério Público do Trabalho Valdir Pereira da Silva, que exige que 60% dos veículos de cada linha permaneçam circulando. Cientes da obrigação de pagar a multa – que é R$ 100 mil por dia -, motoristas e cobradores autorizaram o Sindicato a recolher o equivalente a um dia de trabalho de seus salários.



Dentre as reivindicações, estão o reajuste salarial de 20%, a redução da jornada de trabalho de 40 horas semanais para 36 horas, o fim das cobranças relativas a assaltos (motoristas e cobradores arcam com a prejuízo causado pelos bandidos) e o fim da meia jornada (os rodoviários realizam de uma a quatro horas-extras por dia).

De acordo com o sindicato da categoria, para esta terça-feira está prevista a circulação normal, em todas as rotas, de todos os ônibus no Distrito Federal, com a volta dos nove mil rodoviários às suas atividades. Caso as negociações não avancem, eles prometem entrar em greve, por tempo indeterminado, em 9 de junho.


Veja os vídeos da Tv Brasília:

aqui e aqui

Fonte: Correio Braziliense, Rede Globo - aqui, aqui e aqui - , Jornal Local, DF Record e Band Cidade de 02/06/08

Assaltantes presos

Quatro homens armados invadiram o Frigorífico Brasília, no Setor de Indústrias de Ceilândia. Os assaltantes amarraram o vigia e a mulher dele. Depois, arrombaram o cofre, cortaram os fios dos telefones, abriram arquivos e gavetas e espalharam papéis.
Dois assaltantes foram presos por policiais da Delegacia de Repressão a Roubos. De acordo com a policia, a quadrilha assaltou nove lojas e postos de combustíveis, sempre durante a noite.

Gilson Soares da Cruz e Ricardo Gonçalves dos Santos foram autuados por roubo e formação de quadrilha. Eles já respondem por roubo, tráfico de drogas, porte ilegal de armas, receptação e formação de quadrilha.



Veja o vídeo:

Correio Web / Tv Brasília

Fonte: Rede Globo, Correio Braziliense e Jornal Local (Tv Brasília) de 02/06/08

Acidente de trabalho

O operário Francisco Gonçalves da Silva, pai de sete filhos e com 42 anos de idade, morreu, na manhã de hoje, no desabamento de uma parede de uma casa na QNN 22, Conjunto N, Ceilândia Sul, onde ele trabalhava como ajudante de pedreiro. Segundo o dono do imóvel, Francisco Dagmar, a vítima chegava todos os dias no trabalho por volta das 8h da manhã e hoje não foi diferente. “Chico pegava logo no batente e assim fez, mas por volta das 10h, ocorreu a tragédia”.

O proprietário da residência trabalhava com ele quando a parede despencou de uma vez. “Eu estava quebrando de um lado e Chico de outro. Eu só ouvi o barulho”, acrescentou, ainda sujo com o sangue do trabalhador, já que tentou socorrê-lo ao perceber que uma pedra atingiu sua cabeça.

“Foi uma fatalidade, na hora fiquei desesperado, mas consegui retirar alguns concretos de cima dele”, continuou, destacando que as chances de ele sobreviver eram mínimas. “Quando os bombeiros chegaram, nada mais podia ser feito. Só nos restou chamar a polícia para o registro do caso”.

O local que era uma residência estava sendo destruído para a construção de um galpão que iria abrigar uma mercearia. “A vítima que morava no Conjunto O, da mesma quadra do acidente, e foi descrita pelos vizinhos como um homem alegre e trabalhador, já que, às vezes, costumava pegar serviço até nos fins de semana. “Ele passava aqui na rua sempre assoviando e vendendo alho e ovos, para todos os moradores”, relata uma vizinha.

Os familiares de Francisco não foram encontrados pela reportagem do jornal Coletivo. Amigos relataram, entretanto, que ele deixou sete filhos, sendo o mais velho com 11 anos de idade e o mais novo com apenas nove meses. No início da tarde, os peritos do Instituto Médico-Legal faziam a inspeção para elaborar o laudo da causa da morte de Francisco. O acidente será investigado pelos policiais da 23ª DP (P Sul).


Fonte: Jornal Coletivo e Correio Braziliense

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Grande vitória



Ceilândia e Gama são clubes irmãos. São os times mais antigos do DF a permanecerem na primeira divisão, os últimos remanescentes da década de 1970. Por essa razão e por viverem problemas de certo modo parecidos, os torcedores do Ceilândia sofrem também com a atual situação do Gama.

Na tarde desse sábado, mais uma prova das dificuldades do outrora bicho-papão do Distrito Federal: com um time formado às pressas e ainda em formação, além de contar com três juvenis entre titulares, os Juniores do Gato golearam o adversário no Mané Garrincha por 3 x 0.

A vitória foi construída no primeiro tempo com os gols de Pedro e de Werley. O terceiro gol veio no segundo tempo, numa infelicidade de defesa adversária que jogou contra a própria meta. O Ceilândia ainda teve Niuri expulso.

O resultado deixa o Ceilândia provisoriamente em terceiro lugar; no aguardo da partida entre Unaí e Esportivo, que será disputada no meio da semana.


Fonte: Ceilândia Esporte Clube

Expansão discutida hoje

Hoje, segunda-feira (02/06/08), o Metrô-DF apresenta seu projeto de expansão nas regiões da Asa Norte, Ceilândia e Samambaia em audiência pública, as 9h, no auditório do Complexo Administrativo de Operacional do Metrô-DF (sede), em Águas Claras. End: av. Jequitibá, 155.

O objetivo é dar início à licitação para as novas obras. Na ocasião, também será exposta proposta de compra dos novos trens.


Fonte: ACIC-DF e Correio Braziliense

Perdão aos mutuários

O governador José Roberto Arruda sancionou o projeto de lei que vai resolver a dívida dos mutuários do Distrito Federal. São aproximadamente nove mil famílias que financiaram um imóvel com órgãos de habitação do GDF. O projeto de lei, uma iniciativa do Executivo, prevê desconto de 95% na dívida de quem está com as prestações em dia e 80% para aqueles com parcelas em atraso. O pagamento deverá ser feito à vista nas agências do Banco de Brasília (BRB). A instituição financeira oferecerá linha de crédito para famílias sem condições de cobrir o valor. Os mutuários terão seis meses para quitar as contas.

Atualmente, com 95% de inadimplência, o valor total da carteira imobiliária do DF chega a R$ 100 milhões. "É uma dívida virtual porque o governo sabe que é impossível recuperar todo o montante", explicou o presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab), Luís Antônio Reis. "Porém, passado o prazo de seis meses, o governo acionará a Justiça para cobrar os valores", alertou. A carteira é resultado do acúmulo de 20 anos de juros, mora e impacto econômico da inflação. "Para quase nove mil famílias, o salário foi encurtando, as prestações foram aumentando e com isso muita gente teve que optar entre colocar comida na mesa e pagar as prestações do imóvel", ponderou Arruda.

Para a dona de casa Conceição de Maria Cardoso de Medeiros, 45 anos, o perdão da dívida veio como oportunidade única de quitar as prestações. "Pago R$ 215 por mês e ainda faltam R$ 15 mil. A gente passa mais de 20 anos pagando a dívida e parece que ela nunca acaba", desabafou.

Todos os mutuários receberão uma correspondência do GDF com orientações. Ao receber a carta, as famílias deverão comparecer às respectivas administrações regionais, onde conhecerão o valor total da dívida e do desconto e pegarão o documento a ser pago no BRB.


Fonte: Tribuna do Brasil e Correio Braziliense

domingo, 1 de junho de 2008

Invasão urbana

Aqui tem a legalidade. Casas construídas sem invasão e de preferência com árvores nas proximidades - em Ceilândia dá pra contar a quantidade de verde distribuída pelas quadras residenciais.



Mas, a poucos metros da sede da fiscalização de Ceilândia, o comércio invade áreas que até por onde o pedestre deveria andar não é respeitado. Uma loja de móveis próximo a região invade inclusive a calçada. O pedestre que ande na rua...



A invasão começa devagar, mas depois já está consolidada. Nesta região, logo mais a frente, já não dá para definir quais residências estão erradas ou não. Todos os vizinhos invadiram a área pública.

Rodoviários vão parar

Em menos de 15 dias, nova paralisação dos rodoviários pode atingir quase 1 milhão de brasilienses. Se os 9 mil motoristas e cobradores cumprirem o prometido, todo os ônibus coletivos do Distrito Federal vão parar, por 24 horas, nesta segunda-feira (02/06).

A decisão foi ratificada em assembléia realizada neste domingo (01/06) que contou com 4 mil pessoas, conforme afirma o Sindicato dos Rodoviários do DF. Os trabalhadores anunciaram ainda que toda a frota vai parar. A decisão contraria liminar expedida pela Justiça, a pedido do procurador do Ministério Público do Trabalho Valdir Pereira da Silva, que exige que 60% dos veículos de cada linha permaneçam circulando.

Cientes da obrigação de pagar a multa – que é R$ 100 mil por dia -, motoristas e cobradores autorizaram o Sindicato a recolher o equivalente a um dia de trabalho de seus salários. "A paralisação é uma advertência aos empresários. Teremos mais uma semana até o início da greve para reverter esse indicativo", avisou o diretor da entidade, o sindicalista João Osório da Silva. Isso significa que, se as negociações não avançarem, o movimento será radicalizado a partir da segunda-feira, dia 09/06, com greve geral deflagrada por tempo indeterminado.

Durante a assembléia, ficou claro que a greve não era a principal bandeira dos dirigentes do sindicato. Eles apoiaram a realização da operação passe livre, com viagens gratuitas em todos os ônibus da cidade. Os trabalhadores, no entanto, preferiram a greve geral e por tempo indeterminado. Se a liberação das catracas tivesse sido aprovada, as empresas perderiam, em um dia, cerca de R$ 2 milhões em arrecadação com as passagens. "Essa seria uma forma de não prejudicar a população, mas a categoria preferiu não optar por isso, temendo perseguições e demissões", afirmou Silva.



Dentre as reivindicações, estão o reajuste salarial de 20%, a redução da jornada de trabalho de 40 horas semanais para 36, o fim das cobranças relativas a assaltos (motoristas e cobradores arcam com a prejuízo causado pelos bandidos), o fim da meia jornada (que significa que, além das 6h40 de trabalho, os rodoviários realizam de 1 a 4 horas-extras por dia). De acordo com Saul Araújo, presidente do Sindicato, alguns rodoviários chegam a trabalhar 14 horas. "Nossa prioridade são as seis horas corridas. Os empresários diziam que, por conta do transporte pirata, nós precisávamos trabalhar mais. No entanto, a pirataria foi combatida e nossa jornada não voltou ao normal", rebate.



Veja o vídeo sobre a matéria:

CorreioWeb/TV Brasília

Fonte: Correio Braziliense

Opinião: barulho

O site Ceilândia.com está sendo reformulado. Abaixo uma das opiniões do informativo.


Matéria publicada ontem no jornal Tribuna do Brasil aborda um dos muitos problemas que afligem principalmente quem circula pelo centro de Ceilândia: a poluição sonora.

Nós, brasileiros, somos um povo ruidoso por natureza. Este é um traço comum aos povos latinos e decorre da expansividade que nos caracteriza e nos diferencia de povos mais sisudos. Mas uma coisa é o barulho normal decorrente da expressividade das pessoas. Outra, os abusos perpetrados por carros (e até bicicletas!) de som, camelôs e alto-falantes ligados a todo o volume na porta de lojas que insistem em agredir o ouvido das pessoas no intuito de aumentar suas vendas.

Ceilândia está localizada no DF, não no meio da floresta amazônica. Aqui há rádios, jornais, revistas, emissoras de TV, internet e outros meios de divulgação. Nada justifica que comerciantes retrógrados e avarentos continuem a financiar uma modalidade primitiva de publicidade que para eles pode até custar menos, mas só traz irritação e prejuízos à saúde da população. A desculpa esfarrapada de que é necessário garantir fonte de renda aos profissionais que prestam este tipo de serviço também não cola. Não se pode beneficiar meia dúzia de pessoas à custa do bem-estar da maioria.

Os empresários que recorrem a este tipo de serviço são os principais responsáveis pelo problema, na medida em que sem demanda não há oferta. Mas a responsabilidade maior recai sobre o poder público, que não combate o problema com seriedade . No Plano Piloto não circulam carros de som. Também não há registro da existência de lojas anunciando a plenos pulmões seus produtos. Lá as leis são fielmente cumpridas. O descaso está nas regiões mais pobres. O mesmo descaso que explica faixas de pedestres apagadas, ruas esburacadas e sem iluminação, mato e entulho por todo lado, enquanto nas áreas mais abastadas as condições são outras, bem melhores.

O papel do poder público é promover a igualdade. Está mais do que na hora de o governo do DF passar a tratar com o mesmo respeito os cidadãos das áreas ricas e pobres, independentemente do valor do IPTU que cada um paga.


Fonte: Ceilândia.com

Violência nas escolas

Tráfico e vendas de drogas, brigas de gangues, assaltos, agressão verbal e física. O que parece cena de filme é a realidade que cerca as imediações das escolas de públicas de Ceilândia.

Segundo a diretora da Regional de Ensino de Ceilândia, Ana de Fátima Dias Henrique, isso acaba interferindo diretamente na rotina das escolas e conseqüentemente no rendimento escolar dos alunos.

Muitas vezes causadas por motivos fúteis, a violência em torno das escolas é cada vez mais freqüente nos estabelecimentos de ensino da Ceilândia Sul, Norte e na Guariroba. "Temos percebido que está aumentando a violência em torno das escolas, isso interfere diretamente na parte pedagógica do ensino", acredita. Ela acrescenta que, quando há casos de violência nas escolas, o agressor é visto pelos outros alunos como uma espécie de herói.Isso acaba motivando a prática da violência entre os outros alunos.

Segundo Ana de Fátima, a falta de policiamento é um dos motivadores da violência. Ela chama atenção que a violência é gerada de fora para dentro das escolas, o que ocasiona que os professores e o copo docente acabam sendo reféns da marginalidade produzida do lado de fora das instituições de ensino da Ceilândia. As pichações nos muros de todas as escolas públicas da cidade demonstram claramente o ambiente que a cerca.

O Batalhão Escolar existe, mas não é o suficiente para atender todas as escolas da cidade. O contingente do batalhão da região é de 90 PMs, que atendem as escolas públicas de Ceilândia, Brazlândia e Samambaia. "Esse quantidade de homens não é suficiente para atender nem as escolas de Ceilândia", declara Ana. O policiamento é feito de forma rotativa. Ou seja, os policias vão duas ou três vezes por semana em cada escola.

Violência esta, que chegou a plena luz do dia no Centro de Ensino Fundamental Nº 04 da Ceilândia Sul. Depois de ter a sua escola invadida por três ex-alunos, o professor de História, Valério Mariano, 40 anos, foi gravemente espancado na frente de alunos e funcionários, na última quinta-feira, por aproximadamente oito jovens, dos quais quatro ex-alunos. Segundo informações, o professor já havia sido ameaçado pela gang de jovens. O professor foi atingido com pontapés de socos principalmente na cabeça. O que segundo relatos das pessoas que presenciaram a agressão, demonstrou claramente a intenção de matar. Ontem, depois da agressão ao professor, dois PMs fizeram a vigilância da escola, que não teve aula.

Um dia depois da agressão, folhas nas paredes avisavam: "Desacatar servidor público no exercício de sua função ou razão dela é crime previsto no artigo 331 do código penal, com pena até dois anos de detenção". Mas o aviso não é o suficiente para conter a insegurança nos professores e servidores da instituição.


Fonte: Tribuna do Brasil