sexta-feira, 4 de abril de 2008

Coisa de desenho animado

Xará do campeão mundial de boxe, Mike Thyson da Silva Xavier, 20 anos, parece que imita o ídolo nas trapalhadas já que, ontem (02/04/08), em companhia de três cúmplices, assaltou um mercadinho, em Ceilândia, e na fuga deixou cair várias moedas roubadas do estabelecimento que serviram de pista para a prisão de todos eles.

Com Mike Thyson foram detidos, por volta das 21 horas de ontem, na QNP 10, Conjunto T, no Setor P Sul, em Ceilândia, David Edén Nascimento da Silva, 19 anos, Deivid Martins da Silva, 19 anos, e um adolescente de 17 anos. “Depois do assalto, foi só seguir o rastro das moedas deixadas por eles e efetuamos a prisão”, disse um policial do 8º Batalhão.

Segundo o PM, eles entraram em ação depois do alarme dado por funcionários do Supermercado Garça, que fica na EQNP 14/18. O mercado estava fechando quando os funcionários foram rendidos e obrigados a entregar o apurado do dia.

Os acusados fugiram a pé, levando R$ 915 em dinheiro, R$ 220 em cheques de clientes, R$ 33 em tíquete-alimentação e uma sacola com R$ 410 em moedas, que acabaram sendo a pista para a prisão deles já que não perceberam que as moedas caíam pelo caminho.

Além do dinheiro roubado, a polícia prendeu a arma utilizada no roubo, um revólver calibre 38. A polícia informou, ainda, que durante a fuga, alguns tentaram se refugiar em telhados de casas da região, mas não tiveram êxito. Os três maiores foram autuados na 23ª DP e o menor encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente II.


Fonte: Jornal Coletivo e Jornal de Brasília

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Centro da bagunça



Depois da volta da Feira do Rolo em Ceilândia Centro, ainda temos mais essa:


Na Avenida Juscelino Kubitschek (Hélio Prates), na altura do centro de Ceilândia, o problema que parecia resolvido volta a assombrar, agora com um detalhe a mais. A presença maciça de vendedores ambulantes no local está recomeçando e entre os produtos vendidos, a pirataria domina. A grande remoção de barracas feita no centro de Ceilândia em agosto do ano passado aliviou grande parte da pressão que cercava o coração da cidade. São vendedores que atuam no improviso.

No local, é possível ver carrinhos de mão carregando produtos variados, telas expondo mercadorias, camelôs vendendo de pipoca até acessórios de moda femininos. Mas nenhum outro comércio supera o de produtos piratas. Ao longo de uma única calçada, mais de vinte estandes precários expunham DVDs e CDs, sem nenhuma cautela por parte dos ambulantes. A única presença policial no lugar eram dois guardas de trânsito junto a um semáforo.

A gerente de fiscalização responsável por Ceilândia, Lucilene Silva, diz que a vistoria está presente sempre. "São seis fiscais por turno, manhã e tarde, que monitoram todo o centro de Ceilândia. Quem controla os vendedores é a Subsecretaria de Fiscalização. O 8º Batalhão da Polícia Militar também cumpre sua parte no controle dos que tentam se instalar ilegalmente", declara Lucilene. A justificativa da gerente para os vendedores irregulares estarem lá no início dessa semana foi um problema técnico. "Segunda estávamos sem nenhum veículo disponível e por isso a fiscalização não foi efetuada. Mas existe um plantão diário, de segunda a domingo, no local", confirma.

Para o chefe das feiras, Jackson de Souza, a situação requer manutenção constante para que o problema seja resolvido. "Sempre ficam alguns ambulantes e a fiscalização trabalha justamente para que eles não se estabeleçam. O problema da pirataria não fica só nas ruas, nas feiras também existem muitos casos. É outro ponto onde a fiscalização não pode ficar ausente. Fazemos nossa parte no trabalho interno com as feiras", completa Jackson, que chefia sete feiras em Ceilândia, incluindo a mais recente, o Shopping Feira, construído para abrigar os feirantes removidos dos estacionamentos na JK (Hélio Prates).

No entanto, as pessoas que passam pelo centro de Ceilândia dizem nunca terem visto ações coibindo o comércio ilegal. "Eu pego ônibus no centro de Ceilândia quase todo dia, sempre aqui na JK (Hélio Prates). Já vi um policial que conheço comprando DVD pirata, mas impedindo de vender, nunca", comenta Cilene Pires, moradora, que logo conclui a frase, "Mas não sou contra o comércio aqui não".

Essa opinião é compartilhada por muitos outros freqüentadores do centro. "Eu não acho errado não, sabia? É um jeito de o cidadão ganhar a vida. De impostos o governo já está cheio", opina Daime Castro, que trabalha em uma loja de móveis junto a JK (Hélio Prates). Contudo, outros comerciantes discordam desse ponto de vista. "Conheço dois camaradas que quebraram por conta dessa onda de produto pirata. Aqui é só observar, não tem nenhuma loja de CDs. Quem agüenta competir com quem não tem custo nenhum, não paga nem aluguel, e consegue seu produto sem nenhum esforço?" reclama Francisco Hélio, que trabalha em uma loja de eletrodomésticos.


Fonte: Tribuna do Brasil e Rede Globo

Ceilândia 37 anos - crônica

Ceilândia, incansável Ceilândia


A maior cidade do Distrito Federal é também a mais verdadeiramente brasiliense, tirando, claro, o Plano. O casamento do nordestino com o modernismo produziu resultados deliciosos. A incansável Ceilândia suporta, desde o começo, a fama de violenta, mesmo depois que a violência se esparramou por todo o Dê-Efe. É a cidade dos forrós e do samba, da cachaça e do sarapatel, da Feira do Priquito, dos repentistas, da Caixa d´Água, dos camelôs, da Beth e Lilly Confecções.

Ceilândia é a cidade mais internacional de Brasília. Pergunte a alguém de fora do quadradinho qual a cidade satélite que ele conhece de nome e ele dirá Ceilândia (e depois Taguatinga). Ceilândia é mais barulhenta, é mais apressada, é a cidade do Setor Bolinha, das Que-Nada-Nada, do Setor P, da Guariroba. Os cantadores cantam Ceilândia, os rappers cantam Ceilândia, até Drummond fez poesia pra Ceilândia.

É a cidade que juntou numa só geografia o Morro do Querosene, do Urubu, da invasão do Iapi, da Vila Tenório, Esperança, do Curral das Éguas, da Placa da Mercedes, da Bernardo Sayão e da Colombo. No final dos anos 1960, havia 80 mil pessoas vivendo em favelas ao redor do Plano Piloto para uma Brasília de 500 mil habitantes. Era o Brasil pedindo pra morar.

Teve um tempo, um longo tempo, que o ceilandense tinha vergonha de dizer onde morava. Na Brasília segregada de sempre, os moradores do Plano olhavam para os de Ceilândia com certo ar de branco de Joanesburgo.

A remoção dos barracos para a nova cidade trouxe de volta a atmosfera épica da construção. A mudança era completa: família, cães, gatos, galinhas, passarinhos, móveis e o barraco propriamente dito. Cada família desmontava sua casa, a maioria de pedaços de madeira velha, punha no caminhão e a reconstruía novamente. A mudança monumental começou em 27 de março de 1971. Filas de caminhões cortavam o cerrado bruto em direção à nova cidade. Nova e cidade eram modos de dizer. A Ceilândia inaugural era, na verdade, um gigantesco acampamento de refugiados das favelas. Não havia água nem luz nem transporte. Só poeira no verão e lama no inverno.

Um poeta popular contou a história daqueles dias e o historiador Adirson Vasconcelos a reproduziu em As cidades satélites de Brasília: “O fiscal dá uma olhada/mudança autorizada/tudo no caminhão/roupas com vasilhas/madeiras do barracão/foi uma luta para as famílias/se mudarem da invasão./A viagem foi de pressa/apesar da amolação/gente rezando à beça/para que aquela promessa/não fosse tapeação.//Não tinha água encanada/não tinha iluminação/só sei que era uma parada/de noite na escuridão.//Lá na fila da torneira/era um perigo danado/tinha gente com peixeira/pra enfiar no coitado/que fosse pra dianteira/encher sua lata calado”.


Fonte: Correio Braziliense de 27/03/08

Chances no Candangão

TÍTULO

Brasiliense

Próximos adversários: Gama (casa), CE Guará (fora) e Legião (casa)

Chance de título: 99,94%


Dom Pedro II

Próximos adversários: Legião (casa), Brazlândia (casa) e CE Guará (fora)

Chance de título: 0,06 %


Ceilândia

Próximos adversários: CE Guará (casa), Unaí (fora) e Brazlândia (casa)

Chance de título: menor que 0,01%



COPA DO BRASIL 2009

Brasiliense

Próximos adversários: Gama (casa), CE Guará (fora) e Legião (casa)

Chance de Copa do Brasil: 92,4%


Dom Pedro II

Próximos adversários: Legião (casa), Brazlândia (casa) e CE Guará (fora)

Chance de Copa do Brasil: 72,2 %


Ceilândia

Próximos adversários: CE Guará (casa), Unaí (fora) e Brazlândia (casa)

Chance de Copa do Brasil: Ceilândia 19,3 %


Gama

Próximos adversários: Brasiliense (fora), Legião (fora) e Unaí (casa)

Chance de Copa do Brasil: Gama 0,5 %


Brazlândia

Próximos adversários:Unaí (casa), Dom Pedro II (fora), Ceilândia (fora)

Chance de Copa do Brasil: Brazlândia 0,4 %


Legião

Próximos adversários: Dom Pedro II (fora), Gama (casa) e Brasiliense (fora)

Chance de Copa do Brasil: Legião 0,01 %



SÉRIE C 2008

Dom Pedro

Próximos adversários: Legião (casa), Brazlândia (casa) e CE Guará (fora)

Chance de Série C: 99,5 %


Ceilândia

Próximos adversários: CE Guará (casa), Unaí (fora) e Brazlândia (casa)

Chance de Série C: 96,0 %


Brazlândia

Próximos adversários: Unaí (casa), Dom Pedro II (fora) e Ceilândia (fora)

Chance de Série C: 3,5 %


Legião

Próximos adversários: Dom Pedro II (fora), Gama (casa) e Brasiliense (fora)

Chance de Série C: 1,0 %


Veja na íntegra no Esporte Candango

Quase com seu dinheiro de volta

O que era para ser uma boa notícia para os usuários de transporte coletivo do Distrito Federal e Entorno pode não passar de uma medida ineficaz. Nesta quarta-feira, foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal a lei de autoria do deputado distrital Paulo Tadeu (PT). Ela obriga as empresas de ônibus a devolverem o valor da passagem em caso de quebra do veículo.

A nova regra foi comemorada pelos passageiros, acostumados com o problema. O soldador José Ribamar Faustino já perdeu as contas de quantas vezes teve o trajeto do trabalho para casa interrompido por causa de um problema mecânico do ônibus. Quando isso acontece, o jeito é esperar o próximo veículo. “Se eu estava ainda na frente, saio logo sem pagar e pego qualquer outro, mas, se já tiver passado a roleta, já era. Tenho que esperar o ônibus demorado que a empresa manda e entrar por trás para não pagar outra passagem”, relata. Ele acredita que a nova lei pode aliviar o bolso de quem é vítima transporte público deficiente.

A Lei Distrital 4.112, aprovada na Câmara Legislativa no último dia 3, assegura aos “usuários do serviço de transporte público coletivo do Distrito Federal o ressarcimento imediato e integral da tarifa paga, em moeda corrente ou em vale-transporte, nos casos de interrupção ou não conclusão da viagem”. O secretário de Transportes, Alberto Fraga, reconhece que a idéia é boa, pois pretende defender os direitos dos usuários. “Ela vem na linha da doutrina do Código de Defesa do Consumidor, com aquela história de satisfação garantida ou o seu dinheiro de volta”, comenta o secretário.

No entanto, para Fraga, o texto da lei traz problemas funcionais de aplicação. “A bilhetagem eletrônica foi criada e colocada em prática justamente para evitar a circulação de dinheiro. Então, como o cobrador vai poder devolver um crédito de um cartão ao passageiro imediatamente?”, questiona. Ele critica o fato de a Câmara Legislativa não ter discutido a questão antes de aprová-la, mesmo com o parecer que ele mesmo emitiu contrário à lei.

O secretário conta ainda que o governador Arruda questionou a validade da lei. “Eu falei que não tinha como cumprir, mas ele ficou entre a cruz e a espada, se não sancionasse, a Câmara acabaria derrubando o veto, então, disse para aprovar e ver no que ia dar”, detalha. Fraga afirma que vai sugerir ao chefe do executivo que crie um decreto para regulamentar a lei. “Vamos ver se assim conseguimos salvá-la, pelo menos criando outra forma de ressarcimento da passagem, por exemplo, com a anotação em um formulário para que o passageiro recupere os créditos do cartão depois, na empresa Fácil”, ressalta. Mas, por enquanto, o secretário garante que a nova regra ainda não vale.



Mesmo que o problema do retorno da passagem paga seja resolvido, o secretário de Transportes garante que a lei 4.112 continuará com problemas. Ele destaca que o segundo artigo da norma a torna inconstitucional, pois define que a determinação “aplica-se às empresas de transporte público coletivo da região do entorno quando estiverem operando nos limites territoriais do Distrito Federal”. Segundo Fraga, os ônibus que rodam no entorno são semi-urbanos e estão sob a tutela da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), um órgão do governo federal. “A Câmara do DF não pode legislar sobre coisas federais, portanto, espero que o Ministério Público se manifeste e a considere inconstitucional”, destaca.

Em nota à imprensa, o presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus Coletivos do DF, Wagner Canhedo Filho, afirma que a lei 4.112 vai trazer apenas transtornos. Ele argumenta que, normalmente, quando uma viagem é interrompida, os usuários entram de graça em outro veículo e, com a devolução do dinheiro, eles vão ter que pagar outra passagem para chegar ao destino. Canhedo também utiliza como justificativa a impossibilidade de o cobrador devolver os créditos do cartão. “Quanto aos aspectos de constitucionalidade, ou não da lei, as empresas vão primeiro consultar seus departamentos jurídicos antes de se manifestar”, completa.



Confira o conteúdo da lei 4.112:

• Art. 1º- É assegurado aos usuários do serviço de transporte público coletivo do Distrito Federal o ressarcimento imediato e integral da tarifa paga, em moeda corrente ou em vale-transporte, nos casos de interrupção ou não conclusão da viagem.
• Parágrafo único. O ressarcimento de que trata o caput refere-se a todos os serviços integrantes do Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal.
• Art. 2º - O disposto nesta Lei aplica-se às empresas de transporte público coletivo da região do entorno quando estiverem operando nos limites territoriais do Distrito Federal.
• Art. 3º O descumprimento do disposto nesta Lei implica pagamento de multa correspondente a cem vezes o valor da tarifa da linha utilizada, para cada passagem não ressarcida, ao DFTRANS – Transporte Urbano do Distrito Federal.
• Parágrafo único. A denúncia da infração cometida feita pelo usuário ao DFTRANS constitui fato suficiente e de caráter vinculante para a aplicação da penalidade prevista no caput.
• Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
• Art. 5º Revogam-se as disposições em contrário.


Fonte: CorreioWeb, Rede Globo e Tribuna do Brasil

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Ceilândia precisa de mais cursos profissionalizantes gratuitos

A realidade da educação profissionalizante pública de Ceilândia é precária, mas aos poucos está evoluindo. O Programa de Escolas Técnicas do GDF planeja abrir cerca de mil novas vagas para os interessados da cidade. O projeto conta com o auxílio do CEP Ceilândia - na Guariroba, o Centro de Educação Profissionalizante da cidade, para tentar ajudar o jovem que busca capacitação. "O programa abriga jovens entre 16 e 22 anos que estejam cursando o ensino médio. O aluno pode se inscrever no 2o ou 3o ano, e assim sair da escola com um diploma e sabendo um ofício", explica Edílson Barbosa, gerente do programa. Apesar da discussão sobre o programa, as datas para o início não estão confirmadas. Até lá, o jovem da cidade conta com algumas poucas opções.

Projetos que ajudam a comunidade nesse setor sempre aparecem e um deles já é referência na cidade. O Cesam - Centro Salesiano do Menor - veio para Brasília em 1979 e se mudou próximo a QNN 1 em 2003 - Ceilândia Norte. "Ficávamos na 702 Sul, junto ao prédio do colégio Dom Bosco, que faz parte da Congregação Salesiana. Já tínhamos muitos jovens de Ceilândia na época, e decidimos transferir nosso projeto para cá, atendendo melhor a comunidade que precisa", explica o Padre Caio Mascarelo, chefe do centro, que é ligado a Congregação, parte da Igreja Católica. O lugar oferece aos jovens a oportunidade de aprendizado técnico e formação em cidadania.

O grande diferencial da proposta do Cesam fica justamente na valorização da cidadania. "Trabalhamos dentro da Lei 10.097, a Lei da Aprendizagem, que regula cursos profissionalizantes. Assim temos dois anos em média de permanência do aluno no Cesam As inscrições podem ser feitas por qualquer aluno com idade acima de 14 anos e inferior a 18, com poucas exceções. Assim, acompanhamos o jovem durante o ensino médio, auxiliando na educação como um todo", afirma Pablo Maurício, funcionário do local. O centro é filantrópico e não recebe nenhum apoio financeiro do GDF. "Todos nossos recursos vêm através da mantenedora de Belo Horizonte, da Igreja Católica. E também temos as parcerias com as empresas", fala Leonardo Fonseca, educador que trabalha no local.

Um exemplo do bom funcionamento do centro está em Ramón de Araújo. Ele é ex-aluno e hoje trabalha no próprio Cesam. "Estou aqui há seis meses. Aprendi muito e o lugar não fica só no campo técnico, mas forma o cidadão como um todo. Quero continuar sempre estudando e cursar uma faculdade", comenta Rámon. "Os jovens aqui são muito bem recebidos e nosso papel como educadores, muito bem recompensado. Vemos nosso trabalho dar frutos", completa Patrícia Cordeiro, também educadora do Cesam.

O centro possui 75 parcerias, entre públicas e privadas. "Passam por aqui cerca 1.400 jovens por mês e somos 75 funcionários trabalhando. Nosso parceiro mais antigo, a Novacap, está conosco há 15 anos, e colhemos bons resultados com todos os que se associam. Está é a nossa forma de contribuir com a cidade e com a juventude", afirma Lea Sacerdote, coordenadora pedagógica do centro.


Fonte: Tribuna do Brasil

Falta de médico nos fins de semana

A reportagem a seguir relata a falta de médicos para atendimento nos finais de semana em diversos hospitais do Distrito Federal.

Veja o link:

Rede Record

Deve ou não deve vacinar?

A rubéola é perigosa, principalmente para as mulheres. Mas não são apenas elas que devem tomar a vacina contra a doença. Os homens estão entre as maiores vítimas. Por isso, a Secretaria de Saúde alertou para importância da população masculina, de 10 a 39 anos, se imunizar.

Wellington Gonzaga é professor. Três alunos da escola onde trabalha pegaram o vírus. Ele foi até Centro de Saúde Nº 5, de Ceilândia, mas não conseguiu tomar a vacina. “Como sou doador, doei sangue e vim vacinar. Mas o funcionário disse que não estão vacinando homem. O servidor disse ainda que homens não precisam se vacinar e que só mulheres em idade fértil estão sendo imunizadas. Eu insisti, porque poderia contaminar alguém. Só que o funcionário falou que não tinha a vacina”, queixa-se.

O professor diz ainda que conversou com a administradora do posto e ela informou que poderia vaciná-lo, mas uma outra funcionária não concordou com a decisão. “Ela falou assim: ‘se der a vacina para ele, terá que vacinar a todos. E se isso acontecer, não terá vacina suficiente’”, conta Gonzaga.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica e de Imunização da Regional de Ceilândia, Kelly Cristine Melo, disse que não falta vacina contra rubéola para grupos considerados prioritários, como mulheres em idade fértil e homens até 39 anos. Ela acredita que houve uma falha de comunicação entre o paciente e o agente de saúde.

“A recusa do servidor em vacinar deve ter sido por conta da falta de explicação ao vacinador. Os funcionários são orientados a priorizar grupos. Se ele explicasse que é professor, tem 31 anos e tem contato com a doença, seria incluído nesse grupo e deveria ter sido vacinado”, diz a coordenadora.

O vírus da rubéola é transmitido pelo ar. Os locais mais comuns de contágio são ambientes fechados, como escolas, escritórios e até salas de cinema. Podem ser contaminadas pessoas que não foram vacinadas ou não tiveram a doença. No Distrito Federal, em 2006, não houve registro de casos de rubéola. Já no ano passado, 380 pessoas foram contagiadas.

A rubéola provoca febre, manchas vermelhas no corpo e dor de cabeça, além de caroços no pescoço e atrás da orelha. De acordo com o infectologista Alexandre Cunha, a vacina nos homens é fundamental para garantir a saúde das mulheres. “Todas as campanhas feitas ultimamente foram dirigidas para as mulheres. Como muitos homens não foram vacinados, eles mantém esse vírus circulando. É importante tirar o vírus de circulação e reduzir infecção nas mulheres. A rubéola não é uma doença tão grave, mas, se acometer uma gestante, dá uma má-formação séria no feto”, enfatiza Cunha.


Fonte: Rede Globo

terça-feira, 1 de abril de 2008

Preconceito



A maior cidade do Distrito Federal em população vêm se desenvolvendo ao longo da história, com aumento de emprego, infra-estrutura e qualidade de vida. Porém, o restante do Distrito Federal não vê o lugar com bons olhos. O preconceito contra o morador de Ceilândia ainda é grande fora das divisas da cidade, e os moradores sofrem com o problema. "Muita gente do Plano Piloto não conhece Ceilândia e julga mal quem é daqui, trata como se fôssemos uma periferia que atrapalha e assusta o DF", afirma Francisco Almeida, morador da Ceilândia.

Quem é de fora confirma as palavras do morador. "Eu não conheço a cidade pessoalmente, mas tenho medo do lugar pelo que vejo nos jornais. Notícias sobre crimes, problemas sociais, e tudo mais. Acho que mesmo sem querer acabo tratando quem é de lá pelo que conheço de ruim da cidade", reflete Carolina Borges, que mora no Lago Norte. Esse tipo de preconceito limita tanto socialmente como economicamente o reconhecimento da cidade, como alguns moradores denunciam. "Acaba sendo uma diferença para contratação de funcionários, por exemplo. Quem mora em Ceilândia enfrenta problemas para conseguir emprego em lugares mais 'sofisticados' como Plano Piloto, ou Lago", informa Edson Lima, comerciante no centro de Ceilândia.

Para mudar essa imagem negativa da cidade, algumas obras do governo têm um peso determinante, de acordo com a Administração. "As comemorações de aniversário da cidade, como a Corrida do Coração, também são uma maneira de divulgar o lado bom daqui, tanto para o resto do DF como para quem vive aqui", explica Davi Braz, chefe de gabinete da Administração Regional. O preconceito por parte dos que moram na cidade também é destacado entre a população. "As próprias pessoas de Ceilândia tem vergonha de dizer que são daqui, e isso passa uma impressão muito ruim para quem olha de fora. Precisamos incentivar o orgulho aqui dentro para depois nos focarmos lá fora", comenta Patrícia Teles, comerciante que sempre morou em Ceilândia.




"Ceilândia carrega desde a sua fundação, em 1970, o preconceito do restante do Distrito Federal", é o que afirma Manoel Jevan, fundador do Museu da Memória Viva de Ceilândia. "A sigla do departamento criado pelo regime militar na capital já revela esse fato. O CEI, Centro de Erradicação de Invasões, foi o encarregado de resolver o problema das invasões, deslocando todo o contingente de candangos para fora do Plano Piloto. Então esses candangos se espalharam em 'invasões' da época, considerados pejorativamente desde então, como um problema social", explica Jevan.

Segundo o historiador, esse preconceito foi demonstrado na época "quando os moradores foram removidos como lixo" por meio da divisão de classes. "O Plano Piloto foi projetado para receber funcionários oficiais que serviriam a Brasília, não para operários. Não contavam com trabalhadores humildes reivindicando um espaço", comenta.

Para Jevan, a imagem negativa da cidade vem decrescendo e sendo transferida aos poucos para o entorno. "Hoje Ceilândia já é aceita e parcialmente reconhecida como parte da estrutura de crescimento do DF. O peso maior do preconceito agora é destinado ao entorno. O entorno virou a grande ameaça ao Distrito Federal, apesar de Ceilândia ainda ser mal vista também" Finaliza.


Fonte: Tribuna do Brasil

Sinais luminosos não funcionam

As faixas de pedestre da cidade ganharam reforço eletrônico há algum tempo, para auxiliar os motoristas na identificação das passagens. Os sinais luminosos intermitentes se parecem com um semáforo, mas só piscam em amarelo - que significa alerta. De acordo com a assessoria de comunicação do Detran, o objetivo é fazer com que o motorista se lembre do semáforo e fique atento para a passagem dos pedestres no local. Porém, muitos desses sinais luminosos não estão em funcionamento, segundo os moradores. "Pelo que me contaram, eles deviam ficar ligados durante toda a noite, mas eu nunca vi nenhum piscando", reclama João José, mecânico que trabalha ao lado de um dos sinais, próximo ao Ceilambódromo.

Os sinais luminosos estão espalhados pelas avenidas de Ceilândia, e já estão instalados há alguns meses. Muitos moradores contestam a utilidade do investimento, já que além do gasto, o equipamento não funciona. "O problema maior é que nem piscar o sinal pisca, então gastaram todo o dinheiro para quê? É daquelas 'geringonças' que o governo inventa para gastar nossos impostos", opina Gilberto Melo, que mora no centro de Ceilândia.

Já em relação às faixas, a novidade da elevação da pista divide os moradores. "É um absurdo isso. Na maioria das vezes, antes das faixas, tem um quebra-molas, além das placas de sinalização. Transformar as faixas de pedestre em outro quebra-molas é querer que os carros quebrem", declara Lúcio Resende, motorista de táxi. Contudo, há quem aprove a novidade, mas critique o serviço. "Acho uma boa medida porque força o motorista a reduzir a velocidade em cima da faixa, de qualquer maneira. Só que algumas faixas foram mal elevadas, o que acaba com as rodas. Mas a idéia é muito boa", defende Jair Nunes, que trabalha no Setor O.

Além desses dois projetos colocados em prática recentemente, outras sinalizações em passagens de pedestres também foram implantadas. Uma iluminação especial com rebatedores foi colocada nas faixas com menor visibilidade, facilmente encontradas entre as quadras do Plano Piloto.

Apesar das reclamações quanto aos sinais luminosos de Ceilândia, o Detran não deu maiores informações a respeito do equipamento, como custo e manutenção. Segundo o órgão, o problema pode ter sido causado pelas chuvas, vandalismo, ou algum outro tipo de interferência. Ainda segundo o departamento, as datas para que a manutenção seja feita não estão previstas.


Fonte: Tribuna do Brasil